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Destaques do Romanos

Destaques para a leitura da Bíblia: Romanos

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Romanos


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DESTAQUES DO LIVRO DE ROMANOS


Romanos, Carta aos

*** it-3 pp. 463-465 Romanos, Carta aos ***
Livro das Escrituras Gregas Cristãs, escrito pelo apóstolo Paulo aos cristãos em Roma. Jamais se questionou seriamente que Paulo tenha sido seu escritor, e a autenticidade deste livro, como parte do cânon sagrado, é quase universalmente reconhecida pelos peritos bíblicos, excetuando-se alguns que não conseguiram enquadrá-lo em suas próprias crenças doutrinais. Na realidade, a carta se harmoniza plenamente com o restante das Escrituras inspiradas. De fato, Paulo cita de modo profuso as Escrituras Hebraicas e faz numerosas referências a elas, de modo que se pode dizer que essa carta baseia-se mui solidamente nas Escrituras Hebraicas e nos ensinos de Cristo.
Tempo e Local da Escrita. Esta carta foi escrita por volta de 56 EC, de Corinto. Tércio evidentemente foi o secretário de Paulo, e escreveu o que Paulo ditou. (Ro 16:22) É possível que a portadora da carta tenha sido Febe, que morava em Cencréia, a cidade portuária de Corinto, cerca de 11 km dali. (Ro 16:1) Paulo ainda não havia estado em Roma, como fica evidente em suas observações no capítulo 1, versículos de 9 a 15. A evidência também indica que Pedro jamais esteve ali. — Veja PEDRO, CARTAS DE.
O Estabelecimento da Congregação de Roma. A congregação talvez tenha sido estabelecida por alguns dos judeus e prosélitos de Roma que estiveram em Jerusalém no dia de Pentecostes de 33 EC, testemunharam o derramamento miraculoso do espírito santo e ouviram o discurso de Pedro e de outros cristãos ali reunidos. (At 2) Ou outros que se converteram ao cristianismo mais tarde talvez tenham levado a Roma as boas novas sobre o Cristo, pois, visto que esta grande cidade era o centro do Império Romano, muitos se mudaram para lá com o tempo, e eram muitos os viajantes e comerciantes que a visitavam. Paulo envia respeitosos cumprimentos a Andrônico e Júnias, seus ‘parentes e companheiros de cativeiro’, “homens notáveis entre os apóstolos”, que estavam no serviço de Cristo há mais tempo do que Paulo. É bem possível que esses homens tenham tido parte no estabelecimento da congregação cristã em Roma. (Ro 16:7) Na época em que Paulo escreveu, a congregação evidentemente já existia por algum tempo, e era bastante ativa, a ponto de sua fé ser comentada em todo o mundo. — Ro 1:8.
Objetivo da Carta. Fica claro, pela leitura da carta, que ela foi escrita a uma congregação cristã composta tanto de judeus como de gentios. Havia muitos judeus em Roma naquela época; eles retornaram depois da morte do Imperador Cláudio, que os banira de lá algum tempo antes. Embora Paulo não tivesse estado em Roma, para sentir pessoalmente os problemas que a congregação enfrentava, é possível que tenha sido informado da condição e dos assuntos da congregação por seus bons amigos e colaboradores, Priscila e Áquila, e possivelmente também por outros a quem Paulo encontrara. Seus cumprimentos no capítulo 16 indicam que conhecia pessoalmente um bom número de membros daquela congregação.
Em suas cartas, Paulo atacava problemas específicos e lidava com questões que considerava muito vitais para aqueles a quem escrevia. Quanto à oposição judaica, Paulo já havia escrito às congregações da Galácia, refutando-a, mas essa carta tratava mais especificamente dos esforços feitos pelos judeus que professavam o cristianismo, mas que eram “judaizantes” e insistiam que os conversos gentios fossem circuncidados e que em outros sentidos se exigisse deles observarem certos regulamentos da Lei mosaica. Na congregação romana não parecia haver um esforço sério neste sentido, mas, pelo que parece, havia inveja e sentimentos de superioridade da parte tanto dos judeus como dos gentios.
A carta, portanto, não era uma simples carta geral, escrita à congregação romana, sem nenhum objetivo específico, como alguns supõem, mas tratava, evidentemente, das coisas de que eles precisavam, nas circunstâncias existentes. A congregação romana conseguiria captar o pleno significado e a plena força do conselho do apóstolo, pois sem dúvida enfrentava exatamente os problemas de que ele, Paulo, estava tratando. É óbvio que o objetivo dele era solucionar as diferenças de ponto de vista existentes entre os cristãos judeus e os cristãos gentios e conduzi-los em direção à completa união, como um só homem, em Cristo Jesus. No entanto, ao escrever da maneira como o fez, Paulo ilumina e enriquece nossa mente no conhecimento de Deus e exalta a justiça e a benignidade imerecida de Deus, bem como a posição de Cristo com respeito à congregação cristã e a toda a humanidade.
Fervor e Calor Humano. Comentando a autenticidade da carta aos romanos, o Dr. William Paley, perito bíblico, inglês, disse: “Num genuíno escrito de S. Paulo a genuínos conversos, isto é o que a ansiedade de convencê-los da sua crença naturalmente produziria; mas há um fervor e uma personalidade, se posso chamar isto assim, no estilo, que uma fria falsificação, creio eu, nunca teria ideado nem suportado.” — Horæ Paulinæ, 1790, p. 50.
Paulo delineou a posição dos judeus de forma muito clara e direta e mostrou que judeus e gentios acham-se no mesmo nível perante Deus. Isto exigiu que ele dissesse algumas coisas que os judeus talvez considerassem ofensivas. Mas o amor de Paulo por seus concidadãos e seu calor humano para com eles foram demonstrados na delicadeza com que tratou destes assuntos. Quando dizia coisas que poderiam parecer depreciativas da Lei, ou dos judeus, ele jeitosamente fazia em seguida uma declaração amainadora.
Por exemplo, quando disse: “Não é judeu aquele que o é por fora, nem é circuncisão aquela que a é por fora, na carne”, ele acrescentou: “Qual é então a superioridade do judeu, ou qual é o proveito da circuncisão? Grande, de todo modo. Primeiramente, porque foram incumbidos das proclamações sagradas de Deus.” (Ro 2:28; 3:1, 2) Depois de dizer: “O homem é declarado justo pela fé, à parte das obras da lei”, ele continuou prontamente: “Abolimos então a lei por meio de nossa fé? Que isso nunca aconteça! Ao contrário, estabelecemos lei.” (3:28, 31) Após a declaração: “Mas agora fomos exonerados da Lei”, ele perguntou: “É a Lei pecado? Que nunca se torne tal! Realmente, eu não teria chegado a conhecer o pecado, se não fosse a Lei.” (7:6, 7) E no capítulo 9, versículos 1 a 3, fez a mais forte expressão possível de afeto por seus irmãos carnais, os judeus: “Digo a verdade em Cristo; não estou mentindo, visto que a minha consciência dá testemunho comigo, em espírito santo, de que tenho grande pesar e incessante dor no meu coração. Pois, poderia desejar que eu mesmo fosse separado do Cristo como amaldiçoado, em favor dos meus irmãos, meus parentes segundo a carne.” — Compare também Ro 9:30-32 com 10:1, 2; e 10:20, 21 com 11:1-4.
Por conseguinte, pelo estudo deste livro, comprovamos que não se trata duma consideração desconexa, ou sem objetivo, mas dum discurso com um objetivo e um tema, e que nenhuma parte pode ser plenamente entendida sem o estudo do livro como um todo e o conhecimento de seu objetivo. Paulo destaca a benignidade imerecida de Deus mediante Cristo e ressalta que é somente por tal benignidade imerecida de Deus, conjugada com a fé do crente, que os homens são declarados justos; ele comenta que nem o judeu nem o gentio tem base para jactância ou para elevar-se sobre o outro. Avisa estritamente os cristãos gentios que não devem ficar orgulhosos por se terem beneficiado de os judeus não terem aceitado a Cristo, visto que a queda dos judeus permitiu que os gentios tivessem a oportunidade de ser membros do “corpo” de Cristo. Ele diz: “Eis, portanto, a benignidade e a severidade de Deus. Para com aqueles que caíram, há severidade, mas para contigo há a benignidade de Deus, desde que permaneças na sua benignidade; senão, tu também serás cortado fora.” — Ro 11:22.
[Destaques na página 464]

DESTAQUES DE ROMANOS

Carta que explica que a justiça resulta, não da genealogia ou de obras da Lei mosaica, mas da fé em Jesus Cristo e da benignidade imerecida de Deus.
Escrita por volta de 56 EC, uns 20 anos depois de os primeiros gentios se tornarem cristãos.
A justiça resulta da fé em Cristo e da benignidade imerecida de Deus. (1:1-11:36)
A fé é essencial para a salvação; o texto diz: “O justo — por meio da fé é que viverá.”
Os judeus, embora altamente favorecidos por Deus, não conseguiram alcançar a justiça por meio da Lei.
Tanto judeus como não-judeus estão sob o pecado; “não há um justo, nem sequer um só”.
Pela benignidade imerecida de Deus tanto judeus como não-judeus podem ser declarados justos como dádiva gratuita por intermédio da fé, assim como Abraão foi considerado justo em resultado da fé — mesmo antes de ser circuncidado.
Os homens herdam o pecado e a morte de um só homem, Adão; por intermédio de um só homem, Jesus, muitos pecadores são declarados justos.
Isto não abre concessão para o pecado; quem permanece escravo do pecado não é escravo da justiça.
Os que anteriormente estavam debaixo da Lei ‘morrem para com a Lei’ por intermédio do corpo de Cristo; têm de andar em harmonia com o espírito, entregando à morte as práticas pecaminosas do corpo.
A Lei serviu ao propósito de tornar manifestos os pecados; somente por intermédio de Cristo, porém, há salvação do pecado.
Deus convoca aqueles que vêm a estar em união com Cristo e os declara justos; Seu espírito dá testemunho de que eles são Seus filhos.
O Israel carnal recebeu as promessas, mas a maioria deles procura alcançar a justiça pela Lei, de modo que apenas um restante deles é salvo; é necessário fazer declaração pública da fé em Cristo, para se obter a salvação.
A ilustração da oliveira mostra que, por falta de fé da parte do Israel carnal, não-israelitas foram enxertados para que o verdadeiro Israel pudesse ser salvo.
Atitude para com as autoridades superiores, a própria pessoa, e outras pessoas. (12:1-15:13)
Apresentem o corpo como sacrifício aceitável a Deus, reformem a mente, usem seus dons no serviço de Deus, sejam amorosos e fervorosos de espírito, perseverem e continuem a vencer o mal com o bem.
Estejam em sujeição às autoridades superiores.
Amem-se uns aos outros; andem decentemente, não planejando antecipadamente os desejos da carne.
Não julguem os outros em questões de consciência, nem abusem de sua liberdade cristã, deste modo fazendo tropeçar os que têm consciência fraca.
Sejam guiados pelo exemplo de Cristo em não agradar a si mesmos; estejam dispostos a suportar as fraquezas dos outros, fazendo o que é bom para a edificação deles.
O interesse amoroso de Paulo na congregação em Roma. (15:14-16:27)
A razão de Paulo escrever é para cumprir sua comissão como apóstolo para os gentios e a fim de que esses gentios sejam uma oferta aceitável para Deus.
Já não tendo território em que as boas novas ainda não haviam sido proclamadas, Paulo deseja satisfazer seu anseio de visitar Roma e de lá ir à Espanha, depois de primeiro viajar a Jerusalém com uma contribuição, para os santos, enviada pelos irmãos da Macedônia e da Acaia.
Paulo cumprimenta vários crentes por nome, incentivando os irmãos a evitar os que causam divisões e também a ser sábios no que diz respeito ao que é bom.

Livro bíblico número 45 — Romanos

*** si pp. 205-209 Livro bíblico número 45 — Romanos ***
Escritor: Paulo
Lugar da Escrita: Corinto
Escrita Completada: c. 56 EC
EM ATOS, vimos Paulo, outrora violento perseguidor dos cristãos judeus, tornar-se zeloso apóstolo de Cristo junto às nações não-judaicas. Com Romanos começamos os 14 livros da Bíblia que o espírito santo inspirou este ex-fariseu, agora fiel servo de Deus, a escrever. Quando Paulo escreveu Romanos, já completara duas longas viagens de pregação e estava bem adiantado na terceira. Escrevera cinco outras cartas inspiradas: Primeira e Segunda Tessalonicenses, Gálatas e Primeira e Segunda Coríntios. Contudo, parece apropriado que, nas nossas Bíblias modernas, Romanos preceda às outras, visto que considera extensamente a nova igualdade entre judeus e não-judeus, as duas classes a quem Paulo pregou. Romanos explica a mudança nos tratos de Deus com o seu povo, e mostra que as inspiradas Escrituras Hebraicas haviam predito há muito que as boas novas seriam proclamadas também aos não-judeus.
2 Paulo, usando a Tércio como secretário, tece um argumento rápido e cita um número espantoso de passagens das Escrituras Hebraicas num dos mais poderosos livros das Escrituras Gregas Cristãs. Com notável beleza de linguagem, ele considera os problemas que surgiram quando as congregações cristãs do primeiro século eram compostas tanto de judeus como de gregos. Tinham os judeus prioridade por serem descendentes de Abraão? Tinham os cristãos maduros, por terem sido libertos da Lei mosaica, o direito de fazer tropeçar seus irmãos judeus mais fracos, os quais ainda se apegavam aos antigos costumes? Nesta carta, Paulo estabeleceu firmemente que os judeus e os não-judeus estão em pé de igualdade perante Deus e que o serem eles declarados justos não é mediante a Lei mosaica, mas pela fé em Jesus Cristo e pela benignidade imerecida de Deus. Ao mesmo tempo, Deus requer dos cristãos que mostrem a devida sujeição às diferentes autoridades sob as quais se encontram.
3 Como teve início a congregação de Roma? Havia grande comunidade judaica em Roma, pelo menos desde o tempo em que Pompeu tomou Jerusalém em 63 AEC. Em Atos 2:10, declara-se especificamente que alguns destes judeus se achavam em Jerusalém em Pentecostes de 33 EC, onde ouviram a pregação das boas novas. Os viajantes convertidos se demoraram em Jerusalém para aprender dos apóstolos, e, mais tarde, os de Roma sem dúvida retornaram ali, alguns provavelmente no tempo em que irrompeu a perseguição em Jerusalém. (Atos 2:41-47; 8:1, 4) Outrossim, o povo naquele tempo viajava muito, e isto talvez explique a íntima familiaridade de Paulo com tantos membros da congregação de Roma, alguns dos quais ouviram provavelmente as boas novas na Grécia ou na Ásia, em resultado da pregação feita por Paulo.
4 A primeira informação fidedigna sobre esta congregação se encontra na carta de Paulo. É evidente que a congregação era composta tanto de cristãos judeus como de não-judeus, e que o zelo deles era digno de louvor. Ele lhes diz: ‘Fala-se da vossa fé em todo o mundo’, e: “A vossa obediência tem sido notada por todos.” (Rom. 1:8; 16:19) Suetônio, escrevendo no segundo século, relata que, durante o domínio de Cláudio (41-54 EC), os judeus foram banidos de Roma. Voltaram, porém, mais tarde, segundo evidenciado por estarem Áquila e Priscila em Roma. Eles eram judeus a quem Paulo conhecera em Corinto e que haviam partido de Roma na época do decreto de Cláudio, mas haviam retornado a Roma no tempo em que Paulo escreveu à congregação ali. — Atos 18:2; Rom. 16:3.
5 A autenticidade da carta é firmemente estabelecida. É, conforme diz a sua introdução, de “Paulo, escravo de Jesus Cristo e chamado para ser apóstolo, . . . a todos os que estão em Roma, como amados de Deus, chamados para serem santos”. (Rom. 1:1, 7) A documentação externa desta carta está entre as mais antigas existentes das Escrituras Gregas Cristãs. Pedro emprega tantas expressões similares na sua primeira carta, escrita provavelmente seis a oito anos mais tarde, que muitos eruditos acham que ele já teria visto uma cópia de Romanos. O livro de Romanos foi claramente considerado parte dos escritos de Paulo e citado como tal por Clemente, de Roma, por Policarpo, de Esmirna, e por Inácio, de Antioquia, todos os quais viveram no final do primeiro e em princípios do segundo século EC.
6 O livro de Romanos se encontra, juntamente com outras oito cartas de Paulo, num códice chamado Papiro Chester Beatty N.° 2 (P46). Sir Frederic Kenyon escreveu a respeito desse antigo códice: “Temos aqui, pois, um manuscrito quase completo das Epístolas Paulinas, escrito pelo que parece mais ou menos no começo do terceiro século.” Os papiros bíblicos Chester Beatty, gregos, são mais antigos do que os bem-conhecidos manuscritos Sinaítico e Vaticano N.° 1209, ambos do quarto século EC. Estes, também, contêm o livro de Romanos.
7 Quando e de onde foi escrito Romanos? Não há discordância entre os comentaristas bíblicos de que esta carta foi escrita da Grécia, bem provavelmente de Corinto, quando Paulo fez uma visita ali, que durou alguns meses, perto do fim de sua terceira viagem missionária. A evidência interna indica Corinto. Paulo escreveu a carta da casa de Gaio, que era membro da congregação local, e recomenda Febe da congregação vizinha de Cencréia, porto marítimo de Corinto. Pelo que parece, foi Febe que levou esta carta a Roma. (Rom. 16:1, 23; 1 Cor. 1:14) Em Romanos 15:23, Paulo escreveu: “Não tenho mais território virgem nestas regiões”, e indica no versículo seguinte que tenciona levar a sua obra missionária para o oeste, em direção da Espanha. Ele podia muito bem escrever assim perto do fim da sua terceira viagem, em princípios de 56 EC.

CONTEÚDO DE ROMANOS

8 A imparcialidade de Deus para com os judeus e os gentios (1:1-2:29). O que diz o inspirado Paulo aos romanos? Nas suas palavras iniciais, ele se identifica como apóstolo escolhido por Cristo para ensinar a ‘obediência pela fé’ entre as nações. Expressa o desejo ardente de visitar os santos em Roma, para usufruir “um intercâmbio de encorajamento” e declarar entre eles as boas novas que são “o poder de Deus para a salvação de todo aquele que tem fé”. Conforme havia sido escrito muito tempo antes, o justo viverá “por meio da fé”. (1:5, 12, 16, 17) Tanto os judeus como os gregos, demonstra ele, merecem a ira de Deus. A impiedade do homem é inescusável, porque ‘as qualidades invisíveis de Deus são claramente vistas desde a criação do mundo em diante’. (1:20) No entanto, as nações fazem tolamente deuses de coisas criadas. Todavia, os judeus não devem julgar as nações severamente, visto que eles também são culpados de pecados. Ambas as classes serão julgadas segundo as suas obras, pois Deus não é parcial. A circuncisão da carne não é o fator determinante; “judeu é aquele que o é no íntimo, e a sua circuncisão é a do coração”. — 2:29.
9 Todos são declarados justos mediante a fé (3:1-4:25). “Qual é então a superioridade do judeu?” É grande, pois aos judeus foram confiadas as proclamações sagradas de Deus. Todavia, “tanto os judeus como os gregos estão todos debaixo de pecado”, e ninguém é “justo” aos olhos de Deus. Sete passagens das Escrituras Hebraicas são citadas para provar este ponto. (Rom. 3:1, 9-18; Sal. 14:1-3; 5:9; 140:3; 10:7; Pro. 1:16; Isa. 59:7, 8; Sal. 36:1) A Lei revela a pecaminosidade do homem, portanto, “por obras de lei, nenhuma carne será declarada justa”. Contudo, mediante a benignidade imerecida de Deus, e a libertação por meio do resgate, tanto judeus como gregos estão sendo declarados justos “pela fé, à parte das obras da lei”. (Rom. 3:20, 28) Paulo confirma este argumento, citando o exemplo de Abraão, declarado justo, não por causa de obras ou da circuncisão, mas por causa da sua fé exemplar. Assim, Abraão se tornou pai, não só dos judeus, mas de “todos os que têm fé”. — 4:11.
10 Não mais escravos do pecado, mas da justiça por meio de Cristo (5:1-6:23). Por meio de um só homem, Adão, entrou o pecado no mundo, e o pecado trouxe a morte, “e assim a morte se espalhou a todos os homens, porque todos tinham pecado”. (5:12) A morte reinou desde Adão até Moisés. Quando a Lei foi dada por meio de Moisés, o pecado abundou e a morte continuou a reinar. Mas, agora, a benignidade imerecida de Deus é ainda mais abundante, e, mediante a obediência de Cristo, muitos são declarados justos para a vida eterna. Contudo, isto não é licença para se viver em pecado. Os batizados em Cristo têm de estar mortos quanto ao pecado. A sua velha personalidade foi posta sobre a estaca, e vivem no que concerne a Deus. O pecado não mais reina sobre eles, mas tornam-se escravos da justiça, tendo em vista a santidade. “O salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.” — 6:23.
11 Mortos para com a Lei, vivos pelo espírito, em união com Cristo (7:1-8:39). Paulo usa o exemplo da esposa que está amarrada a seu marido enquanto este viver, mas está livre para se casar com outro se ele morrer, para mostrar que, mediante o sacrifício de Cristo, os judeus cristãos se tornaram mortos quanto à Lei, e ficaram livres para pertencer a Cristo e produzir frutos para Deus. A Lei, que é santa, tornou mais evidente o pecado, e o pecado trouxe a morte. O pecado, que reside nos nossos corpos carnais, guerreia contra as nossas boas intenções. Conforme diz Paulo: “Pois o bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que pratico.” Assim, “quem o produz não sou mais eu, mas o pecado que mora em mim”. — 7:19, 20.
12 O que pode salvar o homem de tal condição lastimável? Deus, por meio de seu espírito, pode tornar vivos os que pertencem a Cristo! São adotados quais filhos, são declarados justos, tornam-se herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, e são glorificados. Paulo lhes diz: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem nos separará do amor do Cristo?” Ninguém! Ele declara triunfantemente: “Estamos sendo completamente vitoriosos, por intermédio daquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem a morte, nem a vida, nem anjos, nem governos, nem coisas presentes, nem coisas por vir, nem poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” — 8:31, 35, 37-39.
13 “Israel” salvo mediante a fé e pela misericórdia de Deus (9:1-10:21). Paulo expressa “grande pesar” pelos seus co-israelitas, mas reconhece que nem todo o Israel carnal é realmente o “Israel”, visto que Deus tem a autoridade de escolher a quem quiser como filhos. Segundo demonstrado pelos tratos de Deus com Faraó e pela ilustração do oleiro, “depende, . . . não daquele que deseja, nem daquele que corre, mas de Deus, que tem misericórdia”. (9:2, 6, 16) Ele chama filhos “não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações”, segundo predissera muito antes Oséias. (Osé. 2:23) Israel fracassou porque buscou ganhar o favor de Deus “não pela fé, mas como por obras”, e por tropeçar em Cristo, a “rocha de ofensa”. (Rom. 9:24, 32, 33) Tinham “zelo de Deus”, mas não “segundo o conhecimento exato”. Para os que exercem fé para a justiça, Cristo é o fim da Lei, e, para ganhar a salvação, a pessoa precisa declarar publicamente “que Jesus é Senhor” e exercer fé “que Deus o levantou dentre os mortos”. (10:2, 9) Enviam-se pregadores para que pessoas de todas as nações possam ouvir, ter fé e invocar o nome de Jeová, a fim de serem salvas.
14 Ilustração da oliveira (11:1-36). Em virtude da benignidade imerecida, um restante do Israel natural foi escolhido, mas, visto que a maioria tropeçou, “há salvação para pessoas das nações”. (11:11) Usando a ilustração de uma oliveira, Paulo mostra que, em razão de o Israel carnal não ter fé, não-judeus foram enxertados. Entretanto, os não-judeus não devem regozijar-se com a rejeição de Israel, pois, se Deus não poupou os ramos naturais infiéis, tampouco poupará os ramos da oliveira brava, tomados das nações e enxertados nela.
15 A renovação da mente; as autoridades superiores (12:1-13:14). Paulo aconselha os cristãos a apresentar seus corpos quais sacrifícios vivos a Deus. Não mais sejam “modelados segundo este sistema de coisas”, mas sejam ‘transformados por reformar a sua mente’. Não sejam altivos. O corpo de Cristo, semelhante a um corpo humano, possui muitos membros, que têm funções diferentes, mas operam juntos em união. Não paguem a ninguém o mal com o mal. Deixem a vingança para Jeová. Vençam “o mal com o bem”. — 12:2, 21.
16 Sujeitem-se às autoridades superiores; é o arranjo de Deus. Continuem a fazer o bem e não devam coisa alguma a ninguém, exceto amar uns aos outros. Aproxima-se a salvação, portanto, ‘ponham de lado as obras pertencentes à escuridão’ e ‘revistam-se das armas da luz’. (13:12) Andem em boa conduta, não segundo os desejos da carne.
17 Acolham a todos imparcialmente, sem julgar (14:1-15:33). Suportem os que, por ser fraca a sua fé, se abstêm de certos alimentos ou observam dias de festa. Tampouco julguem seu irmão, nem o façam tropeçar pelo comer e beber, visto que Deus julga a cada um de nós. Busquem a paz e as coisas edificantes, e suportem as fraquezas dos outros.
18 O apóstolo escreve: “Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução”, e faz mais quatro citações das Escrituras Hebraicas como prova final de que os inspirados profetas haviam predito há muito que as promessas de Deus se estenderiam às nações não-judaicas. (Rom. 15:4, 9-12; Sal. 18:49; Deut. 32:43; Sal. 117:1; Isa. 11:1, 10) “Portanto”, admoesta Paulo, “acolhei-vos uns aos outros, assim como também o Cristo nos acolheu, visando glória para Deus”. (Rom. 15:7) Paulo expressa apreço pela benignidade imerecida, que Deus lhe manifestou, tornando-o um servidor público para as nações, “ocupado na obra santa das boas novas de Deus”. Paulo procura sempre abrir novos territórios, em vez de “edificar sobre o alicerce de outro homem”. E ainda não terminou seu trabalho, pois, depois de levar contribuições a Jerusalém, ele planeja uma viagem ainda maior de pregação até à Espanha distante, e, a caminho dali, levar “uma plena medida de bênção da parte de Cristo” a seus irmãos espirituais em Roma. — 15:16, 20, 29.
19 Saudações concludentes (16:1-27). Paulo envia saudações pessoais a 26 membros da congregação de Roma, mencionando-os por nome, bem como a outros, e exorta-os a evitar as pessoas que causam divisões e a ser “sábios quanto ao que é bom, porém inocentes quanto ao que é mau”. Tudo é para a glória de Deus “por intermédio de Jesus Cristo, para sempre. Amém.” — 16:19, 27.

POR QUE É PROVEITOSO

20 O livro de Romanos apresenta base lógica para se crer em Deus, declarando que “as suas qualidades invisíveis são claramente vistas desde a criação do mundo em diante, porque são percebidas por meio das coisas feitas, mesmo seu sempiterno poder e Divindade”. Mais do que isto, passa a exaltar a justiça de Deus e a dar a conhecer a Sua grande misericórdia e benignidade imerecida. Isto é belamente trazido à nossa atenção mediante a ilustração da oliveira, em que os ramos bravos são enxertados, ao passo que os ramos naturais são cortados. Contemplando esta severidade e benignidade de Deus, Paulo exclama: “Ó profundidade das riquezas, e da sabedoria, e do conhecimento de Deus! Quão inescrutáveis são os seus julgamentos e além de pesquisa são os seus caminhos!” — 1:20; 11:33.
21 É neste respeito que o livro de Romanos explica o desenvolvimento adicional do segredo sagrado de Deus. Na congregação cristã, não há mais distinção entre judeu e gentio, mas pessoas de todas as nações podem participar da benignidade imerecida de Jeová por meio de Jesus Cristo. “Com Deus não há parcialidade.” “Judeu é aquele que o é no íntimo, e a sua circuncisão é a do coração, por espírito, e não por um código escrito.” “Não há distinção entre judeu e grego, porque há o mesmo Senhor sobre todos, que é rico para com todos os que o invocam.” É mediante a fé, e não mediante obras, que todos estes são declarados justos. — 2:11, 29; 10:12; 3:28.
22 Os conselhos práticos contidos nesta carta aos cristãos em Roma são igualmente proveitosos para os cristãos hoje que têm de enfrentar problemas similares num mundo estranho. Os cristãos são exortados a ser “pacíficos para com todos os homens”, incluindo os de fora da congregação. Toda alma precisa estar “sujeita às autoridades superiores”, pois estas constituem um arranjo de Deus e são objeto de temor, não para os que cumprem a lei, mas para os que fazem obras más. Os cristãos precisam estar em sujeição e acatar a lei, não só por causa do temor do castigo, mas por causa da consciência cristã, pagando, por conseguinte, seus impostos, rendendo o que é devido, cumprindo as suas obrigações e não devendo nada a ninguém, ‘exceto que amem uns aos outros’. O amor cumpre a Lei. — 12:17-21; 13:1-10.
23 Paulo dá ênfase à questão do testemunho público. Ao passo que é com o coração que a pessoa exerce fé para a justiça, é com a boca que faz declaração pública para a salvação. “Todo aquele que invocar o nome de Jeová será salvo.” Mas, para que isto ocorra, é necessário que os pregadores saiam a ‘declarar boas novas de coisas boas’. Somos felizes se estivermos entre estes pregadores, cujo som já foi ouvido agora “até às extremidades da terra habitada”! (10:13, 15, 18) E em preparação desta obra de pregação, esforcemo-nos em estar tão familiarizados com as Escrituras inspiradas quanto Paulo estava, pois, nesta única passagem (10:11-21), ele cita vez após vez das Escrituras Hebraicas. (Isa. 28:16; Joel 2:32; Isa. 52:7; 53:1; Sal. 19:4; Deut. 32:21; Isa. 65:1, 2) Bem podia ele dizer: “Todas as coisas escritas outrora foram escritas para a nossa instrução, para que, por intermédio da nossa perseverança e por intermédio do consolo das Escrituras, tivéssemos esperança.” — Rom. 15:4.
24 Conselhos maravilhosamente práticos são dados sobre as relações dentro da congregação cristã. Qualquer que seja a sua nacionalidade, raça ou condição social anterior, todos precisam reformar a mente para prestar a Deus serviço sagrado segundo a sua “boa, e aceitável, e perfeita vontade”. (11:17-22; 12:1, 2) Que raciocínio prático permeia todos os conselhos de Paulo em Romanos 12:3-16! Acha-se aqui, deveras, excelente admoestação para nos incitar a suscitar zelo, e para incentivar humildade e terna afeição entre todos os da congregação cristã. Nos capítulos finais, Paulo dá forte admoestação sobre vigiar e evitar os que causam divisões, mas fala também da alegria e do revigoramento mútuos resultantes das associações limpas na congregação. — 16:17-19; 15:7, 32.
25 Como cristãos, precisamos continuar a cuidar das nossas relações uns com os outros. “Pois o reino de Deus não significa comer e beber, mas significa justiça, e paz, e alegria com espírito santo.” (14:17) Tal justiça, paz e alegria são especialmente o quinhão dos “co-herdeiros de Cristo”, que hão de ser “glorificados juntamente” com ele no Reino celestial. Seja notado, também, como Romanos apresenta um passo adicional em cumprimento da promessa do Reino, feita no Éden, ao dizer: “O Deus que dá paz . . . esmagará em breve a Satanás debaixo dos vossos pés.” (Rom. 8:17; 16:20; Gên. 3:15) Acreditando nestas grandes verdades, continuemos a estar cheios de toda a alegria e paz, e abundemos em esperança. Que a nossa determinação seja a de sermos vitoriosos, junto com a Semente do Reino, pois estamos convencidos de que nada no céu acima ou na terra embaixo “nem qualquer outra criação será capaz de nos separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor”. — Rom. 8:39; 15:13.

Destaques da carta aos romanos

*** w08 15/6 pp. 29-31 Destaques da carta aos romanos ***
POR volta de 56 EC, na sua terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo chegou à cidade de Corinto. Ele ficou sabendo que em Roma havia conflitos de opinião entre cristãos judeus e cristãos gentios. Para levá-los à união em Cristo, Paulo tomou a iniciativa de escrever-lhes uma carta.
Nessa carta aos romanos, Paulo explicou em que sentido os humanos são declarados justos e como devem viver. A carta enriquece nossa mente com o conhecimento de Deus e de sua Palavra, enfatiza a benignidade imerecida de Deus e exalta o papel de Cristo em nossa salvação. — Heb. 4:12.

DECLARADOS JUSTOS — COMO?

(Rom. 1:1–11:36)
“Todos pecaram e não atingem a glória de Deus”, escreveu Paulo. “É como dádiva gratuita que estão sendo declarados justos pela benignidade imerecida [de Deus], por intermédio do livramento pelo resgate pago por Cristo Jesus.” Paulo também disse: “O homem é declarado justo pela fé, à parte das obras da lei.” (Rom. 3:23, 24, 28) Pela fé em “um só ato de justificação”, tanto cristãos ungidos como membros da “grande multidão” de “outras ovelhas” podem ser “declarados justos” — os primeiros para a vida no céu como co-herdeiros de Cristo, e os outros como amigos de Deus, com esperança de sobreviver à “grande tribulação”. — Rom. 5:18; Rev. 7:9, 14; João 10:16; Tia. 2:21-24; Mat. 25:46.
“Cometeremos pecado porque não estamos debaixo de lei, mas debaixo de benignidade imerecida?”, perguntou Paulo. “Que isso nunca aconteça!”, respondeu ele. “Sois escravos . . . , quer do pecado, visando a morte, quer da obediência, visando a justiça”, explicou. (Rom. 6:15, 16) “Se pelo espírito entregardes à morte as práticas do corpo, vivereis”, disse ele. — Rom. 8:13.

Perguntas bíblicas respondidas:

1:24-32 — A degradação descrita aqui se refere aos judeus ou aos gentios? Embora essa descrição possa se aplicar aos dois grupos, Paulo se referia especificamente aos israelitas apóstatas dos tempos anteriores. Embora conhecessem os decretos justos de Deus, “não aprovaram reter Deus com um conhecimento exato”. Eram, portanto, repreensíveis.
3:24, 25 — Como podia o “resgate pago por Cristo Jesus”, antes de ter sido pago, cobrir “pecados que ocorreram no passado”? A primeira profecia messiânica, registrada em Gênesis 3:15, cumpriu-se em 33 EC quando Jesus foi morto numa estaca de tortura. (Gál. 3:13, 16) No momento em que Jeová fez essa profecia, porém, o resgate já estava como que pago de Seu ponto de vista, pois nada poderia impedir Deus de cumprir seus propósitos. Então, com base no sacrifício futuro de Jesus Cristo, Jeová poderia perdoar os pecados dos descendentes de Adão que exercessem fé nessa promessa. O resgate também possibilita a ressurreição de pessoas dos tempos pré-cristãos. — Atos 24:15.
6:3-5 — O que significa o batismo em Cristo Jesus e o batismo na sua morte? Quando seguidores de Cristo são ungidos por Jeová com espírito santo, esses se tornam unidos com Jesus e membros da congregação que é o corpo de Cristo, sendo ele o Cabeça. (1 Cor. 12:12, 13, 27; Col. 1:18) Esse é o batismo deles em Cristo Jesus. Os cristãos ungidos são também ‘batizados na morte de Cristo’ no sentido de que vivem uma vida de sacrifício e renunciam a qualquer esperança de vida eterna na Terra. Sua morte, portanto, é sacrificial, como foi a morte de Jesus, embora não tenha valor de resgate. Esse batismo na morte de Cristo é concluído quando morrem e são ressuscitados para a vida no céu.
7:8-11 — Como o ‘pecado recebeu induzimento por intermédio do mandamento’? A Lei ajudou pessoas a perceber a plena extensão, ou alcance, do pecado, tornando-as mais cientes de serem pecadoras. Assim, elas se deram conta de que pecavam em coisas que antes não se apercebiam, e mais pessoas foram expostas como pecadoras. Desse modo pode se dizer que o pecado recebeu induzimento por intermédio da Lei.

Lições para nós:

1:14, 15. Temos muitas razões para declarar as boas novas com zelo. Uma delas é que estamos em dívida com as pessoas compradas com o sangue de Jesus e estamos sob a obrigação de ajudá-las espiritualmente.
1:18-20. Pessoas ímpias e injustas são “inescusáveis”, pois as qualidades invisíveis de Deus são evidentes na criação.
2:28; 3:1, 2; 7:6, 7. Paulo acrescentou observações atenuantes às suas declarações que pudessem soar ofensivas aos judeus. Isso nos serve de exemplo de como tratar assuntos delicados com tato e habilidade.
3:4. Quando a palavra humana vai contra o que Deus diz na sua Palavra, nós permitimos que ‘Deus seja achado verdadeiro’ por confiar na mensagem da Bíblia e agir em harmonia com a vontade divina. Por participarmos zelosamente em pregar o Reino e fazer discípulos podemos ajudar outros a se convencerem de que Deus é verdadeiro.
4:9-12. A fé que Abraão tinha lhe foi contada como justiça bem antes de ele ser circuncidado, aos 99 anos. (Gên. 12:4; 15:6; 16:3; 17:1, 9, 10) Dessa forma poderosa, Deus mostrou o que torna possível ter uma posição justa perante ele.
4:18. A esperança é um elemento essencial da fé. Nossa fé se baseia em esperança. — Heb. 11:1.
5:18, 19. Por mostrar com lógica a equivalência entre Jesus e Adão, Paulo explicou concisamente como um homem pôde “dar a sua alma como resgate em troca de muitos”. (Mat. 20:28) Raciocínio lógico e concisão são excelentes métodos de ensino a imitar. — 1 Cor. 4:17.
7:23. Membros de nosso corpo, como as mãos, as pernas e a língua, podem ‘levar-nos cativos à lei do pecado’, de modo que devemos nos prevenir contra o mau uso deles.
8:26, 27. Diante de situações que nos deixam tão perplexos que não sabemos pelo que orar, “o próprio espírito implora por nós”. Daí, Jeová, o “Ouvinte de oração” aceita, como se fossem nossas, orações apropriadas registradas na sua Palavra. — Sal. 65:2.
8:38, 39. Calamidades, criaturas espirituais perversas e governos humanos não podem fazer com que Jeová deixe de nos amar; tampouco deveriam nos fazer deixar de amá-lo.
9:22-28; 11:1, 5, 17-26. Muitas profecias sobre a restauração de Israel se cumprem na congregação dos cristãos ungidos, cujos membros são ‘chamados não somente dentre os judeus, mas também dentre as nações’.
10:10, 13, 14. O amor a Deus e ao próximo, junto com forte fé em Jeová e em suas promessas, podem nos motivar a ter uma participação zelosa no ministério cristão.
11:16-24, 33. Como são belas e equilibradas “a benignidade e a severidade de Deus”! Sim, “a Rocha, perfeita é a sua atuação, pois todos os seus caminhos são justiça”. — Deut. 32:4.

VIVER EM HARMONIA COM O FATO DE SER DECLARADO JUSTO

(Rom. 12:1–16:27)
“Conseqüentemente, eu vos suplico, irmãos, pelas compaixões de Deus”, disse Paulo, “que apresenteis os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus”. (Rom. 12:1) “Conseqüentemente”, ou em vista do fato de os cristãos serem declarados justos por causa de sua fé, as palavras seguintes deveriam afetar sua atitude para com eles mesmos, os outros e as autoridades governamentais.
“Digo a cada um aí entre vós que não pense mais de si mesmo do que é necessário pensar”, escreveu Paulo. “Seja o vosso amor sem hipocrisia”, exortou. (Rom. 12:3, 9) “Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores.” (Rom. 13:1) Em questões ligadas à consciência, ele encoraja os cristãos a ‘não julgar uns aos outros’. — Rom. 14:13.

Perguntas bíblicas respondidas:

12:20 — Em que sentido ‘amontoamos brasas’ sobre a cabeça de um inimigo? Nos tempos bíblicos, o minério era colocado numa fornalha, com uma camada de brasas embaixo e outra por cima dele. O aumento de calor em cima ajudava a fundir o metal e a separá-lo das impurezas. Da mesma forma, colocamos brasas sobre a cabeça de um inimigo por meio de atos de bondade, de modo que sua dureza se ‘fundirá’ e boas qualidades virão à tona.
12:21 — Como ‘persistimos em vencer o mal com o bem’? Uma das maneiras é por persistirmos com coragem na obra que Deus nos confiou, de pregar as boas novas do Reino, até o ponto que Jeová achar necessário. — Mar. 13:10.
13:1 — De que maneira as autoridades superiores foram “colocadas por Deus nas suas posições relativas”? As autoridades seculares “acham-se colocadas por Deus nas suas posições relativas” no sentido de que governam com a permissão de Deus e, em alguns casos, seu domínio foi predito por ele. Isso é evidenciado pelo que a Bíblia predisse sobre vários governantes.

Lições para nós:

12:17, 19. Retaliar o mal com as nossas próprias mãos significa fazer algo que cabe a Jeová fazer. Quanta presunção seria ‘retribuirmos o mal com o mal’!
14:14, 15. Não devemos afligir um irmão ou causar-lhe tropeço por causa da comida ou da bebida que lhe oferecemos.
14:17. Ter uma posição favorável perante Deus não depende principalmente do que a pessoa come ou bebe, ou do que evita comer ou beber. Em vez disso, está relacionado com justiça, paz e alegria.
15:7. Devemos acolher sem parcialidade na congregação todos os sinceros que buscam a verdade e proclamar a mensagem do Reino a todos os que encontramos.
[Fotos na página 31]
Pode o resgate aplicar-se aos pecados cometidos antes de ele ter sido pago?

Os romanos recebem as melhores novas

*** w90 1/8 pp. 23-25 Os romanos recebem as melhores novas ***
COMO pode um humano pecador ser justo aos olhos de Deus e, assim, ganhar a vida eterna? Esta pergunta causava discussões acaloradas no primeiro século da Era Comum. Sabe a resposta? Quer saiba, quer não, você deve ler, para seu próprio bem, a magistral consideração que o apóstolo Paulo fez desse problema no livro bíblico de Romanos. Isto o ajudará a entender a relação vital que existe entre fé, obras, justiça e vida.
PAULO E OS ROMANOS
O livro de Romanos é uma carta escrita por Paulo aos cristãos em Roma por volta de 56 EC. Por que escreveu essa carta? Embora ainda não tivesse visitado Roma em 56 EC, Paulo evidentemente conhecia muitos cristãos ali, visto que se dirigiu, em sua carta, a diversos deles por nome. Além disso, Paulo queria muito ir a Roma para dar encorajamento a seus irmãos cristãos, e parece que ele planejou fazer de Roma uma etapa na sua intencionada viagem missionária à Espanha. — Romanos 1:11, 12; 15:22-24.
Contudo, o principal objetivo de Paulo em escrever essa carta foi responder à pergunta: Como se pode obter a justiça que conduz à vida? A resposta revela ser as melhores novas. A justiça é creditada à base da fé. Paulo argumenta neste respeito e estabelece o tema de sua carta ao escrever: “Eu não me envergonho das boas novas; são, de fato, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que tem fé, primeiro para o judeu, e também para o grego; pois nelas é que se revela a justiça de Deus em razão da fé e para com a fé, assim como está escrito: ‘Mas o justo — por meio da fé é que viverá.’” — Romanos 1:16, 17.
A FÉ E A LEI
No primeiro século, nem todos concordavam que a justiça era creditada à base da fé. Uma minoria vociferante insistia em que algo mais era necessário. Não dera Jeová a Lei mosaica? Como poderia alguém que não se submetesse àquela inspirada provisão ser justo? (Veja Gálatas 4:9-11, 21; 5:2.) Em 49 EC, o corpo governante em Jerusalém analisou a questão de se aderir à Lei, e a conclusão foi que os gentios que aceitassem as boas novas não precisavam ser circuncidados e submeter-se aos regulamentos da Lei judaica. — Atos 15:1, 2, 28, 29.
Cerca de sete anos depois, Paulo escreveu a carta aos romanos corroborando aquela momentosa decisão. Deveras, ele foi ainda mais longe. Não só era a Lei desnecessária para os cristãos gentios, mas os judeus que fiavam-se na obediência a ela não seriam declarados justos para a vida.
JUSTIÇA PELA FÉ
Na leitura do livro de Romanos, nota-se quão cuidadosamente Paulo desenvolve o seu argumento, comprovando suas declarações mediante muitas citações das Escrituras Hebraicas. Ao falar aos judeus, que talvez tivessem dificuldade em aceitar seu ensino inspirado, ele mostra afeição e preocupação. (Romanos 3:1, 2; 9:1-3) Todavia, ele apresenta o argumento com notável clareza e indiscutível lógica.
Nos capítulos 1 a 4 de Romanos, Paulo começa com a verdade de que todos são culpados de pecado. Portanto, somente à base da fé é que as humanos podem ser declarados justos. É bem verdade que os judeus tentaram ser justos guardando a Lei mosaica. Mas falharam. Assim, Paulo destemidamente diz: “Tanto os judeus como os gregos estão todos debaixo de pecado.” Ele prova essa verdade impopular com diversas citações das Escrituras. — Romanos 3:9.
Visto que “por obras de lei, nenhuma carne será declarada justa”, que esperança há? Deus declarará humanos justos, como dádiva gratuita, à base do sacrifício resgatador de Jesus. (Romanos 3:20, 24) Para se valerem disso, eles têm de ter fé nesse sacrifício. Será que esse ensinamento, isto é, humanos serem declarados justos à base de fé, é algo novo? Absolutamente não. O próprio Abraão foi declarado justo em virtude de sua fé mesmo antes de se inaugurar a Lei. — Romanos 4:3.
Após estabelecer a importância da fé, Paulo, no capítulo 5 , trata da base da fé cristã. Esta é Jesus, cujo proceder de justiça anula os maus efeitos do pecado de Adão para os que exercem fé Nele. Assim, “por um só ato de justificação”, não pela obediência à Lei mosaica, “resulta para homens de toda sorte serem declarados justos para a vida”. — Romanos 5:18.
RESPONDE A OBJEÇÕES
Não obstante, se os cristãos não estão sob a Lei, o que os impedirá de descaradamente cometer pecados, contando com ser declarados justos de qualquer forma, graças à benignidade imerecida de Deus? Paulo responde a essa objeção no capítulo 6 de Romanos. Os cristãos morreram para o proceder pecaminoso do passado. Sua nova vida em Jesus obriga-os a lutar contra as fraquezas carnais. Ele insta: “Não deixeis que o pecado continue a reinar em vossos corpos mortais.” — Romanos 6:12.
Mas, não deviam pelo menos os judeus ainda aderir à Lei mosaica? No capítulo 7 , Paulo explica cuidadosamente que não é esse o caso. Assim como a mulher casada fica livre da lei do marido quando este morre, a morte de Jesus libertou os judeus crentes da sujeição à Lei. Paulo diz: “Vós também fostes mortos para com a Lei, por intermédio do corpo do Cristo.” — Romanos 7:4.
Significa isso que havia algo de errado com a Lei? De forma alguma. A Lei era perfeita. O problema era que pessoas imperfeitas não conseguiam obedecer à Lei. “Sabemos que a Lei é espiritual” escreveu Paulo, “mas eu sou carnal, vendido sob o pecado”. Um humano imperfeito não consegue guardar a Lei perfeita de Deus e, por isso, é condenado por ela. Quão maravilhoso, pois, que “os em união com Cristo Jesus não têm nenhuma condenação”! Os cristãos ungidos foram adotados pelo espírito para serem filhos de Deus. O espírito de Jeová ajuda-os a combater as imperfeições da carne. “Quem levantará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os declara justos.” (Romanos 7:14; 8:1, 33) Nada é capaz de separá-los do amor de Deus.
A JUSTIÇA E OS JUDEUS CARNAIS
Se não há mais necessidade da Lei, em que situação fica a nação de Israel? E que dizer de todos aqueles textos que prometem uma restauração de Israel? Essas indagações são abordadas nos capítulos 9 a 11 de Romanos. As Escrituras Hebraicas predisseram que somente uma minoria de israelitas seria salva e que Deus voltaria sua atenção para as nações. Em harmonia com isso, as profecias acerca da salvação de Israel são cumpridas não pelo Israel carnal, mas pela congregação cristã, composta dum núcleo de judeus carnais, crentes, e completada com gentios de coração reto. — Romanos 10:19-21; 11:1, 5, 17-24.
PRINCÍPIOS DE JUSTIÇA
Nos capítulos 12 a 15 de Romanos, Paulo passa a explicar maneiras práticas pelas quais os cristãos ungidos podem viver em harmonia com terem sido declarados justos. Por exemplo, ele diz: “Apresent[ai] os vossos corpos como sacrifício vivo, santo e aceitável a Deus, um serviço sagrado com a vossa faculdade de raciocínio. E cessai de ser modelados segundo este sistema de coisas, mas sede transformados por reformardes a vossa mente.” (Romanos 12:1, 2) Devemos confiar no poder do bem e não combater o mal com o mal. “Não te deixes vencer pelo mal”, escreveu o apóstolo, “porém, persiste em vencer o mal com o bem”. — Romanos 12:21.
Roma era o centro do poder político nos dias de Paulo. Portanto, Paulo sabiamente aconselhou os cristãos: “Toda alma esteja em sujeição às autoridades superiores, pois não há autoridade exceto por Deus.” (Romanos 13:1) O relacionamento entre os cristãos faz também parte de viver em harmonia com a justiça. “A ninguém fiqueis devendo coisa alguma”, diz Paulo, “exceto que vos ameis uns aos outros; pois quem ama o seu próximo tem cumprido a lei”. — Romanos 13:8.
Ademais, os cristãos devem ter consideração pela consciência uns dos outros e não ser críticos. Paulo insta: “Empenhemo-nos pelas coisas que produzem paz e pelas coisas que são para a edificação mútua.” (Romanos 14:19) Que excelente conselho a aplicar em todo aspecto da vida cristã! Depois, no capítulo 16 , Paulo conclui com cumprimentos pessoais e palavras finais de encorajamento e conselho.
PARA UNGIDOS E PARA OUTRAS OVELHAS
O assunto considerado em Romanos era importante no primeiro século e ainda é de preocupação vital atualmente. A justiça e a vida eterna são de premente interesse para todos os servos de Jeová. É verdade que Romanos foi escrito para uma congregação de cristãos ungidos, ao passo que hoje a vasta maioria das Testemunhas de Jeová são da “grande multidão” e têm esperança terrestre. (Revelação [Apocalipse] 7:9) Todavia, essa carta contém uma mensagem vital para estes também. Qual?
O livro de Romanos prova que os cristãos são declarados justos por intermédio da fé. Para os ungidos, isto se dá com o fim de se tornarem co-regentes com Jesus no Reino celestial. No entanto, os membros da grande multidão também são declarados justos, mas quais ‘amigos de Deus’, a exemplo do patriarca Abraão. (Tiago 2:21-23) A justiça destes visa sua sobrevivência à grande tribulação, e, como no caso dos ungidos, ela se baseia na fé no sangue de Jesus. (Salmo 37:11; João 10:16; Revelação 7:9, 14) Portanto, a argumentação de Paulo em Romanos é de grande interesse para as outras ovelhas, bem como para os ungidos. E os excelentes conselhos do livro para que vivamos em harmonia com o fato de sermos declarados justos são vitais para todos os cristãos. A obra The Book of Life (O Livro da Vida), editada pelos doutores Newton Marshall Hall e Irving Francis Wood, declara: “Nos aspectos argumentativo e doutrinal, [Romanos] atinge o zênite do ensino inspirado de Paulo. É cortês, usa de tato; todavia, exprime autoridade. . . . O estudo desta epístola resulta numa peculiar, rica e abundante recompensa.” Que tal ler o livro você mesmo e alegrar-se com as “boas novas”, nele contidas, que são “o poder de Deus para a salvação”? — Romanos 1:16.
[Foto/Quadro na página 24]
“Não há autoridade [secular] exceto por Deus.” Isto não significa que Deus constitui cada governante específico. Antes, os governantes seculares só existem pela permissão de Deus. Em muitos casos, governantes humanos foram previstos e preditos por Deus e, assim, foram ‘colocados por ele nas suas posições relativas’. — Romanos 13:1.
[Crédito da foto]
Museo della Civiltà Romana, Roma
[Foto/Quadro na página 25]
Recomenda-se aos cristãos: “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo.” Isto significa que eles devem seguir de perto os passos de Jesus, imitando-o por darem primazia na vida a interesses espirituais em vez de a carnais, desta forma “não. . . planejando antecipadamente os desejos da carne”. — Romanos 13:14.
[Foto/Quadro na página 25]
Paulo exortou os romanos a ‘cumprimentar-se com beijo santo’. Contudo, com isso ele não estabelecia um novo costume cristão ou rito religioso. Nos dias de Paulo, não raro dava-se um beijo na testa, nos lábios ou na mão, qual sinal de cumprimento, afeição ou respeito. Por conseguinte, Paulo simplesmente referia-se a um costume comum em seus dias. — Romanos 16:16.