Destaques do livro de: Neemias | Leitura da Bíblia

Destaques da leitura da Bíblia: Neemias | textos explicado e lições práticas

DESTAQUES DE NEEMIAS

Eventos relacionados com a reconstrução das muralhas de Jerusalém e a subseqüente eliminação das práticas erradas entre os judeus.
Abrange um período que começa mais de 80 anos depois do retorno dos judeus do exílio em Babilônia.
As muralhas de Jerusalém são reconstruídas em face de oposição.
Em Susã, Neemias fica sabendo da condição arruinada da muralha de Jerusalém; ele ora a Jeová em busca de apoio, depois pede ao monarca persa, Artaxerxes, permissão para ir e reconstruir a cidade e sua muralha; Artaxerxes consente. (1:1-2:9)
Chegando a Jerusalém, Neemias inspeciona à noite as muralhas arruinadas; depois, revela aos judeus seu propósito de reconstruí-las. (2:11-18).
Sambalá, Tobias e Gesém — todos estrangeiros — opõem-se à reconstrução; primeiro tentam escárnio, depois conspiram para lutar contra Jerusalém; Neemias arma os trabalhadores, e estes continuam com a construção. (2:19-4:23)
Tramas contra o próprio Neemias fracassam, e a muralha é completada em 52 dias. (6:1-19)
A muralha é inaugurada; na cerimônia, dois coros de agradecimento e cortejos marcham em direções opostas no alto da muralha e se encontram no templo; há muita alegria. (12:27-43)
Os assuntos de Jerusalém são postos em ordem.
Depois de completada a muralha, Neemias torna Jerusalém segura com portões e designa deveres a porteiros, cantores e levitas; encarrega da cidade Hanani e Hananias. (7:1-3)
Neemias empreende fazer um registro genealógico do povo; ele encontra o livro do registro genealógico dos que retornaram de Babilônia junto com Zorobabel; os sacerdotes que não conseguem comprovar sua genealogia são impedidos de atuar ‘até que o sacerdote se ponha de pé com Urim e Tumim’. (7:5-73)
Jerusalém tem pouca população, de modo que se designa por sortes um em cada dez do povo para morar na cidade. (7:4; 11:1, 2)
Fazem-se esforços para melhorar a condição espiritual dos judeus.
Judeus abastados concordam em fazer devoluções aos seus irmãos pobres, aos quais cobraram erroneamente juros sobre empréstimos. (5:1-13)
Numa assembléia pública, Esdras lê a Lei, e certos levitas participam na explicação dela; o povo chora, mas é incentivado a regozijar-se, porque o dia é santo; alegram-se também por compreender o que se leu para eles. (8:1-12)
No dia seguinte, à base da leitura da Lei, o povo fica sabendo da celebração da Festividade das Barracas; acata isso por celebrar a festividade com grande alegria. (8:13-18)
A seguir, realiza-se um ajuntamento durante o qual o povo confessa seus pecados nacionais e reexamina os tratos de Jeová com Israel; jura também guardar a Lei, refrear-se de casamentos com estrangeiros, e aceitar as obrigações para a manutenção do templo e seus serviços. (9:1-10:39)
Depois da inauguração da muralha, há outra leitura pública da Lei; quando discernem que os amonitas e os moabitas não deviam ser permitidos na congregação, eles separam de Israel “toda a mistura de gente”. (13:1-3)
Após uma prolongada ausência, Neemias retorna a Jerusalém e verifica que as coisas haviam deteriorado; ele purifica os refeitórios, ordena a contribuição de dízimos para o sustento dos levitas e dos cantores, impõe a guarda do sábado e repreende os que se casaram com mulheres estrangeiras. (13:4-30)

1-7 de fevereiro de 2016
Neemias 1-4

(NEEMIAS 1:1)

“As palavras de Neemias, filho de Hacalias: Ora, no mês de quisleu, no vigésimo ano, sucedeu que eu mesmo vim a estar em Susã, o castelo.”

*** w06 1/2 pp. 8-9 Destaques do livro de Neemias ***
1:1; 2:1 — O “vigésimo ano” mencionado nesses dois versículos são contados a partir do mesmo ponto de referência? Sim. O 20.° ano se refere ao reinado de Artaxerxes, o rei. No entanto, o método de contagem usado nesses dois versículos é diferente. A evidência histórica aponta para 475 AEC como o ano em que Artaxerxes subiu ao trono. Visto que os escribas babilônios tinham o costume de contar os anos de um rei persa começando no mês de nisã (março/abril) até o nisã seguinte, o primeiro ano de reinado de Artaxerxes começou em nisã de 474 AEC. Portanto, o 20.° ano de reinado mencionado em Neemias 2:1 começou em nisã de 455 AEC. O mês de quisleu (novembro/dezembro) mencionado em Neemias 1:1 era obviamente o mês de quisleu do ano precedente, ou seja, 456 AEC. Neemias se refere a esse mês como também sendo o 20.° ano de reinado de Artaxerxes. Talvez nesse caso, ele estivesse contando os anos a partir da ascensão do monarca. Pode ser também que Neemias estivesse contando o tempo usando o que os judeus chamam hoje de ano civil, que começa no mês de tisri, que corresponde a setembro/outubro. De qualquer forma, o ano em que saiu a palavra para se restaurar Jerusalém foi 455 AEC.

*** it-1 p. 465 Castelo ***
“Susã, o castelo”, cerca de 360 km ao L de Babilônia, era uma residência temporária do rei persa. Neemias trabalhava ali como copeiro real antes de partir para Jerusalém. (Ne 1:1)

(NEEMIAS 1:3)

“Por conseguinte, disseram-me: “Os que restaram, que remanesceram do cativeiro, lá no distrito jurisdicional, estão em grandes apuros e em vitupério; e a muralha de Jerusalém está derrocada e seus próprios portões foram queimados com fogo.””

*** it-1 p. 724 Distrito ***
Tratava-se evidentemente de subdivisões do “distrito jurisdicional”, ou “província”, persa de Judá. (Ne 1:3; Al, ALA, CBC)

*** it-1 p. 724 Distrito jurisdicional ***
Talvez por terem morado no distrito jurisdicional de Babilônia, os exilados judeus repatriados são chamados de “filhos do distrito jurisdicional”. (Esd 2:1; Ne 7:6) Ou, esta especificação pode aludir a eles serem habitantes do distrito jurisdicional medo-persa de Judá. — Ne 1:3.

(NEEMIAS 1:11)

“Ai! Jeová, por favor, atente o teu ouvido à oração de teu servo e à oração de teus servos que se agradam em temer o teu nome; e por favor, concede hoje bom êxito a teu servo e faze-o objeto de misericórdia diante deste homem.” Ora, aconteceu que eu mesmo era copeiro do rei.”

*** w10 1/7 p. 9 Você Sabia? ***
O que estava envolvido em ser copeiro do rei?
▪ Neemias era copeiro do rei persa Artaxerxes. (Neemias 1:11) Nas cortes reais do Oriente Médio antigo, o copeiro do rei não era um servo qualquer. Era um alto funcionário. A literatura clássica e uma grande quantidade de representações antigas de copeiros nos ajudam a ter uma noção mais clara do papel de Neemias na corte persa.
Era o copeiro quem provava o vinho do rei para protegê-lo de ser envenenado. Assim, o rei tinha total confiança nele. “A grande necessidade de servos confiáveis se torna ainda mais evidente quando pensamos nas intrigas que costumavam surgir na corte aquemênida [persa]”, diz o erudito Edwin M. Yamauchi. É provável que o copeiro fosse também um dos funcionários favoritos do rei, tendo bastante influência junto a ele. Sua proximidade do monarca todos os dias talvez lhe permitisse decidir quem teria acesso ao rei.
Tudo isso pode ajudar a explicar por que o rei atendeu o pedido de Neemias para retornar a Jerusalém e reconstruir as muralhas. Pelo visto, o rei valorizava muito o serviço de Neemias. O The Anchor Bible Dictionary (Dicionário Bíblico Anchor) diz que “a única coisa que o rei disse foi: ‘Quando você volta?’” — Neemias 2:1-6.
[Diagrama/Foto na página 9]
Alto-relevo do palácio Persa em Persépolis
[Diagrama]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
Copeiro
Príncipe herdeiro Xerxes
Dario, o Grande
[Crédito]
© The Bridgeman Art Library International

*** it-1 pp. 552-553 Copeiro ***
Copeiro
Oficial da corte real que servia vinho e outras bebidas ao rei. (Gên 40:1, 2, 11; Ne 1:11; 2:1) Os deveres do copeiro-mor incluíam às vezes provar o vinho antes de dá-lo ao rei. Isto se dava porque sempre havia a possibilidade de um atentado contra a vida do rei por envenenar-lhe o vinho.
A principal qualificação para este cargo era ser inteiramente digno de confiança, visto que a vida do rei estava em jogo. O cargo era um dos mais honrosos na corte. O copeiro-mor freqüentemente estava presente em conferências e palestras reais. Por ter uma relação íntima e usualmente de confiança com o rei, ele muitas vezes exercia considerável influência junto ao monarca. Foi o copeiro de Faraó quem recomendou José. (Gên 41:9-13) O Rei Artaxerxes da Pérsia, tinha em alta estima o seu copeiro, Neemias. (Ne 2:6-8) Quando Neemias viajou a Jerusalém, Artaxerxes proveu-lhe uma escolta militar. — Ne 2:9.

(NEEMIAS 2:1)

“E sucedeu no mês de nisã, no vigésimo ano de Artaxerxes, o rei, que havia vinho diante dele, e, como de costume, tomei o vinho e o dei ao rei. Mas nunca antes eu tinha estado sombrio diante dele.”

*** w06 1/2 pp. 8-9 Destaques do livro de Neemias ***
1:1; 2:1 — O “vigésimo ano” mencionado nesses dois versículos são contados a partir do mesmo ponto de referência? Sim. O 20.° ano se refere ao reinado de Artaxerxes, o rei. No entanto, o método de contagem usado nesses dois versículos é diferente. A evidência histórica aponta para 475 AEC como o ano em que Artaxerxes subiu ao trono. Visto que os escribas babilônios tinham o costume de contar os anos de um rei persa começando no mês de nisã (março/abril) até o nisã seguinte, o primeiro ano de reinado de Artaxerxes começou em nisã de 474 AEC. Portanto, o 20.° ano de reinado mencionado em Neemias 2:1 começou em nisã de 455 AEC. O mês de quisleu (novembro/dezembro) mencionado em Neemias 1:1 era obviamente o mês de quisleu do ano precedente, ou seja, 456 AEC. Neemias se refere a esse mês como também sendo o 20.° ano de reinado de Artaxerxes. Talvez nesse caso, ele estivesse contando os anos a partir da ascensão do monarca. Pode ser também que Neemias estivesse contando o tempo usando o que os judeus chamam hoje de ano civil, que começa no mês de tisri, que corresponde a setembro/outubro. De qualquer forma, o ano em que saiu a palavra para se restaurar Jerusalém foi 455 AEC.

*** dp cap. 11 Revelado o tempo da vinda do Messias ***
[Quadro/Foto na página 197]
Quando começou o reinado de Artaxerxes?
HISTORIADORES discordam a respeito do ano em que começou o reinado do rei persa Artaxerxes. Alguns têm colocado seu ano de acessão em 465 AEC, porque seu pai, Xerxes, começou a governar em 486 AEC e morreu no 21.° ano do seu reinado. No entanto, há evidência que Artaxerxes ascendeu ao trono em 475 AEC e iniciou o primeiro ano de seu reinado em 474 AEC.
Inscrições e esculturas desenterradas na antiga capital persa, Persépolis, indicam que havia uma corregência entre Xerxes e seu pai, Dario I. Se isso abrangeu 10 anos e Xerxes governou sozinho por 11 anos depois da morte de Dario em 486 AEC, o primeiro ano do reinado de Artaxerxes teria sido 474 AEC.
Uma segunda linha de evidência envolve o general ateniense Temístocles, que derrotou as forças de Xerxes em 480 AEC. Mais tarde, ele perdeu o favor do povo grego e foi acusado de traição. Temístocles fugiu e procurou proteção na corte persa, onde foi bem recebido. Segundo o historiador grego Tucídides, isso aconteceu quando fazia pouco tempo que Artaxerxes ‘havia ascendido ao trono’. O historiador grego Diodoro Sículo coloca a morte de Temístocles em 471 AEC. Visto que Temístocles pediu um ano para aprender a língua persa antes de ter uma audiência com o Rei Artaxerxes, ele deve ter chegado à Ásia Menor o mais tardar em 473 AEC. Essa data é apoiada pela Chronicle of Eusebius (Crônica de Eusébio), de Jerônimo. Visto que fazia pouco tempo que Artaxerxes ‘havia ascendido ao trono’ quando Temístocles chegou à Ásia, em 473 AEC, o erudito alemão Ernst Hengstenberg declarou na sua obra Christology of the Old Testament (Cristologia do Antigo Testamento) que o reinado de Artaxerxes começou em 474 AEC, assim como fazem também outras fontes. Ele acrescentou: “O vigésimo ano de Artaxerxes é o ano 455 antes de Cristo.”
[Foto]
Busto de Temístocles

*** it-1 p. 217 Artaxerxes ***
No 20.° ano do seu reinado (455 AEC), Artaxerxes Longímano concedeu a Neemias permissão para voltar a Jerusalém a fim de reconstruir as muralhas e os portões da cidade. (Ne 2:1-8) Visto que isto é mencionado em Daniel 9:25 como relacionado com o tempo da prometida vinda do Messias, a data do 20.° ano de Artaxerxes é muito importante.

*** it-1 p. 621 Cronologia ***
A próxima data de grande importância é o 20.° ano de Artaxerxes (Longímano), o ano em que Neemias recebeu permissão para ir e reconstruir Jerusalém. (Ne 2:1, 5-8) O motivo de se preferir a data de 455 AEC para tal ano, em contraste com a data popular de 445 AEC, é considerado no artigo PÉRSIA, PERSAS. Os eventos desse ano, envolvendo a reconstrução de Jerusalém e da sua muralha, marcam o ponto de partida da profecia a respeito das “setenta semanas” de Daniel 9:24-27.

(NEEMIAS 2:5)

“Depois eu disse ao rei: “Se parecer bem ao rei e se teu servo parecer bom diante de ti, que me envies a Judá, à cidade das sepulturas de meus antepassados, para que eu a reconstrua.””

*** it-1 p. 621 Cronologia ***
A próxima data de grande importância é o 20.° ano de Artaxerxes (Longímano), o ano em que Neemias recebeu permissão para ir e reconstruir Jerusalém. (Ne 2:1, 5-8) O motivo de se preferir a data de 455 AEC para tal ano, em contraste com a data popular de 445 AEC, é considerado no artigo PÉRSIA, PERSAS. Os eventos desse ano, envolvendo a reconstrução de Jerusalém e da sua muralha, marcam o ponto de partida da profecia a respeito das “setenta semanas” de Daniel 9:24-27.

(NEEMIAS 2:7)

“E eu prossegui, dizendo ao rei: “Se parecer bem ao rei, dêem-se-me cartas para os governadores de além do Rio, para que me deixem passar até eu chegar a Judá;”

*** it-1 p. 747 Éber ***
Em hebraico, a expressão para “além do Rio” (hebr.: ʽé•ver han•na•hár) é às vezes usada para se referir à região ao O do Eufrates. (Ne 2:7, 9; 3:7)

(NEEMIAS 2:8)

“também uma carta para Asafe, guarda do parque que pertence ao rei, para que me dê árvores para construir com madeira os portões do Castelo que pertence à casa, e para a muralha da cidade e para a casa em que vou entrar.” Portanto, o rei mas deu, segundo a boa mão de meu Deus sobre mim.”

*** it-1 p. 149 Antônia, Torre de ***
A Torre de Antônia encontrava-se no canto NO do pátio do templo, e, evidentemente, ocupava o local em que Neemias anteriormente tinha construído o Castelo (ou a fortaleza) mencionado em Neemias 2:8.

*** it-1 p. 217 Artaxerxes ***
No 20.° ano do seu reinado (455 AEC), Artaxerxes Longímano concedeu a Neemias permissão para voltar a Jerusalém a fim de reconstruir as muralhas e os portões da cidade. (Ne 2:1-8) Visto que isto é mencionado em Daniel 9:25 como relacionado com o tempo da prometida vinda do Messias, a data do 20.° ano de Artaxerxes é muito importante.

*** it-1 p. 242 Asafe ***
4. “Guarda do parque”, do Rei Artaxerxes, no tempo do retorno de Neemias a Jerusalém (455 AEC). (Ne 2:8) O parque era uma área florestal, talvez no Líbano, que também se achava sob controle persa. O nome hebraico do guarda do parque talvez indique que ele era um judeu que ocupava este cargo oficial, assim como Neemias servira no cargo relativamente importante de copeiro do rei. — Ne 1:11.

*** it-1 p. 465 Castelo ***
Neemias construiu um castelo ou fortaleza um pouco ao NO do templo reconstruído, direção em que o terreno adjacente era mais vulnerável. (Ne 2:8; 7:2) Evidentemente, esse castelo foi substituído pelos macabeus e reconstruído por Herodes, o Grande, que o chamou de Torre (Fortaleza) de Antônia. Foi ali que Paulo foi interrogado pelo comandante militar romano. — At 21:31, 32, 37; 22:24; veja ANTÔNIA, TORRE DE.

(NEEMIAS 2:13)

“E passei a sair de noite pelo Portão do Vale e defronte da Fonte da Cobra Grande, e ao Portão dos Montes de Cinzas, e examinava constantemente as muralhas de Jerusalém, como tinham sido derrocadas e os portões dela tinham sido consumidos pelo fogo.”

*** it-2 p. 48 Esterco ***
Um dos portões de Jerusalém era o “Portão dos Montes de Cinzas”, usualmente chamado de “Portão do Esterco”. (Ne 2:13; 3:13, 14; 12:31) Ficava a uns mil côvados (445 m) ao L do Portão do Vale, e, portanto, ao S do monte Sião. Este portão era provavelmente chamado assim por causa do lixo acumulado no vale de Hinom, situado abaixo dele e para o qual dava acesso; o lixo da cidade possivelmente era levado para fora dela através deste portão.

*** it-2 p. 152 Fonte da cobra grande ***
Fonte da cobra grande
A expressão hebraica contém a idéia de uma fonte, um manancial ou poço dum monstro terrestre ou marinho, e é traduzida de forma variada como: “fonte do dragão” (Al, CBC); “Poço da Serpente” (AT); “fonte da serpente” (Ro); “Fonte da Cobra Grande” (NM). A Septuaginta grega, porém, reza “Fonte das Figueiras”.
Esta fonte de água estava situada ao longo da rota que Neemias seguiu na sua primeira inspeção das muralhas derrocadas de Jerusalém. (Ne 2:12, 13) Visto que este nome não ocorre de novo nas Escrituras, a fonte ou o poço, caso seja mencionado em outro lugar, deve ter outro nome. En-Rogel costuma ser sugerido como nome alternativo. Isto é bem possível, pois, embora En-Rogel se encontre a uma considerável distância pelo vale do Cédron abaixo, o relato simplesmente diz que Neemias passou “defronte da Fonte”, e isto pode significar que passou pelo canto da muralha que dava para En-Rogel, e à vista da fonte, mas ainda a certa distância dela. — Veja EN-ROGEL.

(NEEMIAS 2:16)

“E os próprios delegados governantes não sabiam aonde eu tinha ido e o que estava fazendo; e eu não comunicara ainda nada aos judeus, nem aos sacerdotes, nem aos nobres, nem aos delegados governantes, nem ao resto dos que faziam a obra.”

*** it-1 pp. 679-680 Delegados governantes ***
Delegados governantes
“Delegados governantes” (hebr.: segha•ním, sempre usado no plural) ocorre 17 vezes na Bíblia, como, por exemplo, em Esdras 9:2; Neemias 2:16; Is 41:25; Jeremias 51:23 e Ezequiel 23:6. Referia-se a governantes subordinados ou oficiais inferiores, diferenciados de nobres, príncipes e governadores. Alguns tradutores vertem a palavra como “magistrados” (Al, BJ, CBC) ou “prefeitos” (PIB).

(NEEMIAS 2:19)

“Ora, ouvindo isso Sambalá, o horonita, e Tobias, o servo, amonita, e Gesém, o árabe, começaram a caçoar de nós e a olhar com desprezo para nós, e passaram a dizer: “Que coisa é esta que estais fazendo? É contra o rei que vos estais rebelando?””

*** it-1 pp. 169-170 Arábia ***
Durante o quinto século AEC, a Palestina estava sujeita a uma considerável influência da Arábia, conforme se vê nas referências a “Gesém, o árabe”, em Neemias 2:19 e 6:1-7.

(NEEMIAS 3:1)

“E Eliasibe, o sumo sacerdote, e seus irmãos, os sacerdotes, passaram a levantar-se e a construir o Portão das Ovelhas. Eles mesmos o santificaram e lhe colocaram as portas; e santificaram-no até a Torre de Meá, até a Torre de Hananel.”

*** it-1 p. 356 Betsata ***
A localização do reservatório de água é indicada pela evidente referência ao “portão das ovelhas” (embora, no grego original, se tenha de suprir a palavra “portão”), portão que geralmente se considera situado na parte N de Jerusalém. Neemias 3:1 mostra que este portão foi construído pelos sacerdotes, e, por isso, presume-se que tenha sido uma entrada perto da área do templo.

(NEEMIAS 3:5)

“E ao seu lado fizeram reparos os tecoítas; os próprios majestosos deles, porém, não trouxeram a sua nuca ao serviço dos seus amos.”

*** w06 1/2 p. 10 Destaques do livro de Neemias ***
3:5, 27. Não devemos considerar abaixo de nossa dignidade realizar trabalhos manuais em prol da adoração verdadeira, assim como encararam os “majestosos” do povo tecoíta. Antes, imitemos os tecoítas comuns que voluntariamente deram de si.

(NEEMIAS 3:9)

“E ao seu lado fez reparos Refaías, filho de Hur, príncipe de metade do distrito de Jerusalém.”

*** it-1 p. 724 Distrito ***
Distrito
A palavra “distrito” indica uma unidade administrativa, uma região em torno duma cidade ou uma região com certos limites.
Quando Neemias organizou a reconstrução da muralha de Jerusalém, ele designou determinados trechos aos líderes, ou ‘príncipes’, e aos habitantes de certos ‘distritos’. Estes distritos levavam o nome da sua cidade principal, e alguns (Jerusalém, Bete-Zur, Queila) eram duplos. (Ne 3:9, 12, 14-18) Tratava-se evidentemente de subdivisões do “distrito jurisdicional”, ou “província”, persa de Judá. (Ne 1:3; Al, ALA, CBC) Diz-se que a palavra hebraica que designa esses distritos (pé•lekh) deriva da palavra acadiana pilku, possivelmente indicando que foram instituídos pelos babilônios depois da queda de Jerusalém. — Veja DISTRITO JURISDICIONAL.

(NEEMIAS 3:11)

“Outro setor medido foi reparado por Malquijá, filho de Harim, e por Hassube, filho de Paate-Moabe, e também a Torre dos Fornos.”

*** it-1 p. 580 Cozer (assar), padeiro ***
Anos mais tarde, quando as muralhas de Jerusalém foram restauradas sob a supervisão de Neemias, também foi consertada a “Torre dos Fornos”. (Ne 3:11; 12:38) É incerto exatamente como esta torre veio a ser chamada assim, mas é possível que recebesse este nome incomum porque se encontravam ali os fornos dos padeiros comerciais.

*** it-2 p. 156 Forno ***
“A Torre dos Fornos”, em Jerusalém, foi reparada sob a direção de Neemias, durante a restauração das muralhas da cidade. (Ne 3:11; 12:38) A origem deste nome é incerta, mas foi sugerido que a torre foi chamada assim porque padeiros comerciais tinham seus fornos na vizinhança dela.

(NEEMIAS 3:13)

“O Portão do Vale foi reparado por Hanum e pelos habitantes de Zanoa; eles mesmos o construíram e então lhe colocaram as portas, os ferrolhos e as trancas; também mil côvados de muralha, até o Portão dos Montes de Cinzas.”

*** it-2 p. 48 Esterco ***
Um dos portões de Jerusalém era o “Portão dos Montes de Cinzas”, usualmente chamado de “Portão do Esterco”. (Ne 2:13; 3:13, 14; 12:31) Ficava a uns mil côvados (445 m) ao L do Portão do Vale, e, portanto, ao S do monte Sião. Este portão era provavelmente chamado assim por causa do lixo acumulado no vale de Hinom, situado abaixo dele e para o qual dava acesso; o lixo da cidade possivelmente era levado para fora dela através deste portão.

(NEEMIAS 3:14)

“E o Portão dos Montes de Cinzas foi reparado por Malquijá, filho de Recabe, príncipe do distrito de Bete-Haquerem; ele mesmo foi construí-lo e colocar-lhe as portas, os ferrolhos e as trancas.”

*** jr cap. 13 p. 160 par. 13 Jeová fez o que tinha em mente ***
Visto que os recabitas haviam sido leais a Jeová e às ordens de seu antepassado, Deus disse que eles sobreviveriam à queda de Jerusalém. E realmente sobreviveram. Uma prova disso talvez seja o fato de mais tarde se mencionar “Malquijá, filho de Recabe”, que ajudou na reconstrução de Jerusalém durante o governo de Neemias. (Nee. 3:14; Jer. 35:18, 19)

*** it-1 p. 724 Distrito ***
Distrito
A palavra “distrito” indica uma unidade administrativa, uma região em torno duma cidade ou uma região com certos limites.
Quando Neemias organizou a reconstrução da muralha de Jerusalém, ele designou determinados trechos aos líderes, ou ‘príncipes’, e aos habitantes de certos ‘distritos’. Estes distritos levavam o nome da sua cidade principal, e alguns (Jerusalém, Bete-Zur, Queila) eram duplos. (Ne 3:9, 12, 14-18) Tratava-se evidentemente de subdivisões do “distrito jurisdicional”, ou “província”, persa de Judá. (Ne 1:3; Al, ALA, CBC) Diz-se que a palavra hebraica que designa esses distritos (pé•lekh) deriva da palavra acadiana pilku, possivelmente indicando que foram instituídos pelos babilônios depois da queda de Jerusalém. — Veja DISTRITO JURISDICIONAL.

*** it-2 p. 48 Esterco ***
Um dos portões de Jerusalém era o “Portão dos Montes de Cinzas”, usualmente chamado de “Portão do Esterco”. (Ne 2:13; 3:13, 14; 12:31) Ficava a uns mil côvados (445 m) ao L do Portão do Vale, e, portanto, ao S do monte Sião. Este portão era provavelmente chamado assim por causa do lixo acumulado no vale de Hinom, situado abaixo dele e para o qual dava acesso; o lixo da cidade possivelmente era levado para fora dela através deste portão.

(NEEMIAS 3:15)

“E o Portão da Fonte foi reparado por Salune, filho de Colozé, príncipe do distrito de Mispá; ele mesmo passou a construí-lo, e a pôr-lhe telhado, e a colocar-lhe as portas, os ferrolhos e as trancas, e também a muralha do Reservatório do Canal ao Jardim do Rei, e até a Escadaria que desce da Cidade de Davi.”

*** it-2 p. 473 Jardim ***
O Jardim do Rei, perto do lugar onde Zedequias e seus homens tentaram escapar de Jerusalém durante o sítio dos caldeus, provavelmente ficava logo fora da muralha SE da cidade. (2Rs 25:4; Ne 3:15)

(NEEMIAS 3:16)

“Depois dele, Neemias, filho de Asbuque, príncipe de metade do distrito de Bete-Zur, fez reparos até defronte das Sepulturas de Davi, e até o reservatório de água que se tinha feito, e até a Casa dos Poderosos.”

*** it-1 p. 820 Enterro, lugares de sepultamento ***
Não se pôde determinar onde se encontravam essas sepulturas reais. À base da referência às “Sepulturas de Davi”, em Neemias 3:16, e da menção da “subida às sepulturas dos filhos de Davi”, em 2 Crônicas 32:33, alguns acham provável a localização no morro SE da cidade, perto do vale do Cédron. Encontraram-se ali o que parece ser diversos antigos túmulos escavados na rocha, com as entradas em forma de poço retangular. Todavia, não se pode fazer uma identificação positiva; todo esforço de identificação foi complicado não só pela destruição da cidade no ano 70 EC, e novamente em 135 EC, mas também pelo uso da parte meridional da cidade pelos romanos como pedreira. Portanto, os acima mencionados túmulos encontram-se numa condição muito deteriorada.

(NEEMIAS 4:1)

“Ora, sucedeu que, assim que Sambalá ouviu que estávamos reconstruindo a muralha, ficou irado e muito ofendido, e caçoava dos judeus.”

*** it-1 p. 780 Egito, egípcio ***
Assim, havia uma colônia judaica em Elefantina (a Yeb egípcia), uma ilha situada no Nilo, perto de Assuã, a uns 690 km ao S do Cairo. Uma valiosa descoberta de papiros revela as condições prevalecentes ali durante o quinto século AEC, por volta do tempo em que Esdras e Neemias estavam ativos em Jerusalém. Estes documentos, em aramaico, contêm o nome de Sambalá, de Samaria (Ne 4:1, 2)

(NEEMIAS 4:17)

“Quanto aos construtores sobre a muralha e os que carregavam o fardo dos carregadores, [cada] um estava ativo na obra com uma mão, ao passo que a outra agarrava a arma de arremesso.”

*** w06 1/2 p. 9 Destaques do livro de Neemias ***
4:17, 18 — De que forma um homem podia trabalhar na reconstrução com apenas uma mão? Isso não seria problema para os carregadores. Eles levavam o fardo na cabeça ou nos ombros, ficando fácil de equilibrá-lo com uma mão, “ao passo que a outra agarrava a arma de arremesso”. Os construtores, que precisavam das duas mãos para fazer o trabalho, “estavam cingidos, cada um com a sua espada sobre o quadril enquanto construíam”. Estavam prontos para agir caso houvesse um ataque inimigo.

(NEEMIAS 4:18)

“E os construtores estavam cingidos, cada um com a sua espada sobre o quadril enquanto construíam; e o que tocava a buzina estava ao meu lado.”

*** w06 1/2 p. 9 Destaques do livro de Neemias ***
4:17, 18 — De que forma um homem podia trabalhar na reconstrução com apenas uma mão? Isso não seria problema para os carregadores. Eles levavam o fardo na cabeça ou nos ombros, ficando fácil de equilibrá-lo com uma mão, “ao passo que a outra agarrava a arma de arremesso”. Os construtores, que precisavam das duas mãos para fazer o trabalho, “estavam cingidos, cada um com a sua espada sobre o quadril enquanto construíam”. Estavam prontos para agir caso houvesse um ataque inimigo.

8-14 de fevereiro de 2016
Neemias 5-8

(NEEMIAS 5:7)

“De modo que meu coração fez cogitações no meu íntimo e comecei a ralhar com os nobres e com os delegados governantes, e fui dizer-lhes: “É usura que estais demandando, cada um do seu próprio irmão.” Além disso, providenciei uma grande assembléia por causa deles.”

*** w06 1/2 p. 9 Destaques do livro de Neemias ***
5:7 — Em que sentido Neemias começou a “ralhar com os nobres e com os delegados governantes”? Esses homens cobravam juros do dinheiro que emprestavam a seus companheiros judeus — uma clara violação da Lei mosaica. (Levítico 25:36; Deuteronômio 23:19) Além disso, os juros cobrados eram altos. Se fosse cobrado em base mensal, “o centésimo” equivaleria a 12% ao ano. (Neemias 5:11) Era maldade dos ricos fazer isso com um povo que já sofria com impostos e falta de alimentos. Neemias ralhou com eles no sentido de que, usando a lei de Deus, ele os reprovou e os censurou, revelando assim o erro deles.

(NEEMIAS 5:11)

“Por favor, devolvei-lhes neste dia seus campos, seus vinhedos, seus olivais e suas casas e o centésimo do dinheiro, e os cereais, o vinho novo e o azeite que exigis deles como juros.””

*** it-1 p. 305 Banco, banqueiro ***
Certos israelitas que retornaram de Babilônia à terra de Judá foram condenados por aplicarem práticas bancárias duras para com os seus irmãos necessitados, exigindo deles fiança em forma de casas, terras, vinhedos e até mesmo filhos, cobrando juros à taxa de 12 por cento ao ano (uma centésima parte por mês). Os devedores que não pagavam por insolvência sofriam assim a perda das suas propriedades. (Ne 5:1-11)

(NEEMIAS 5:13)

“Também sacudi a dobra da minha veste e disse então: “Desta maneira o [verdadeiro] Deus sacuda de sua casa e de sua propriedade adquirida a todo homem que não cumprir esta palavra; e desta maneira fique ele sacudido e vazio.” A isto disse toda a congregação: “Amém!” E começaram a louvar a Jeová. E o povo passou a fazer segundo esta palavra.”

*** it-1 p. 271 Atitudes, posturas e gestos ***
Quando Neemias sacudiu a “dobra”, isto é, a dobra da sua veste, indicou a total rejeição por parte de Deus. — Ne 5:13.

(NEEMIAS 6:2)

“Sambalá e Gesém mandaram dizer-me imediatamente: “Vem deveras e encontremo-nos por combinação nos vilarejos do vale plano de Ono.” Maquinavam, porém, fazer-me mal.”

*** w07 1/7 p. 30 par. 13 ‘Persista em vencer o mal com o bem’ ***
13 Primeiro, tentaram enganar Neemias. Disseram: “Vem . . . e encontremo-nos por combinação nos vilarejos do vale plano de Ono.” Esse local ficava entre Jerusalém e Samaria. Assim, os inimigos sugeriram a Neemias que se encontrassem no meio do caminho para resolverem as diferenças. Neemias poderia ter pensado: ‘Isso parece razoável. É melhor conversar do que lutar.’ Mas ele se recusou a fazer o que pediram. Explicando o motivo, ele disse: ‘Maquinavam fazer-me mal.’ Neemias percebeu a trama e não se deixou enganar. Ele disse quatro vezes aos opositores: “Não posso descer. Por que deve a obra cessar enquanto eu a largue e tenha de descer a vós?” As tentativas dos inimigos de fazer com que Neemias cedesse falharam. Neemias continuou concentrando seus esforços na construção. — Neemias 6:1-4.

(NEEMIAS 6:5)

“Por fim, Sambalá enviou-me seu ajudante com a mesma palavra pela quinta vez, com uma carta aberta na mão.”

*** w07 1/7 p. 30 par. 14 ‘Persista em vencer o mal com o bem’ ***
14 Segundo, os inimigos de Neemias começaram a espalhar boatos falsos, acusando-o de ‘maquinar rebelião’ contra o Rei Artaxerxes. Mais uma vez, disseram a Neemias: “Consultemo-nos mutuamente.” Outra vez Neemias não concordou, pois percebeu as intenções dos inimigos. Ele explicou: “Todos eles estavam tentando amedrontar-nos, dizendo: ‘Suas mãos largarão a obra, de modo que não será feita.’” Dessa vez, no entanto, Neemias refutou a acusação dos inimigos, dizendo: “Não vieram acontecer tais coisas como estás dizendo, mas é do teu próprio coração que as inventas.” Além disso, pedindo o apoio de Jeová, Neemias orou: “Fortalece as minhas mãos.” Ele confiava que com a ajuda de Jeová poderia frustrar essa conspiração maligna e levar avante a obra de construção. — Neemias 6:5-9.

*** w06 1/2 p. 9 Destaques do livro de Neemias ***
6:5 — Visto que cartas confidenciais eram normalmente colocadas num saco lacrado, por que Sambalá enviou “uma carta aberta” a Neemias? Sambalá talvez tivesse a intenção de tornar públicas as acusações falsas levantadas por enviá-las numa carta aberta. Talvez tivesse esperança de que isso deixaria Neemias com tanta raiva que abandonaria seu trabalho de construção e iria se defender. Ou pode ser que Sambalá achasse que o conteúdo da carta causaria tanto alarme entre os judeus que eles desistiriam de seu trabalho como um todo. O fato é que Neemias se recusou a ser intimidado e continuou calmamente em sua designação dada por Deus.

*** it-1 p. 453 Cartas ***
Cartas confidenciais usualmente eram lacradas. (1Rs 21:8) A ação desrespeitosa de Sambalá em enviar uma carta aberta a Neemias, pode ter tido a intenção de que as acusações falsas contidas nela se tornassem de conhecimento público. — Ne 6:5.

(NEEMIAS 6:6)

“Nela estava escrito o seguinte: “Ouviu-se entre as nações, e Gesém [o] está dizendo, que tu e os judeus maquinais rebelar-vos. É por isso que estais construindo a muralha; e te estás tornando rei para eles, segundo estas palavras.”

*** w07 1/7 p. 30 par. 14 ‘Persista em vencer o mal com o bem’ ***
14 Segundo, os inimigos de Neemias começaram a espalhar boatos falsos, acusando-o de ‘maquinar rebelião’ contra o Rei Artaxerxes. Mais uma vez, disseram a Neemias: “Consultemo-nos mutuamente.” Outra vez Neemias não concordou, pois percebeu as intenções dos inimigos. Ele explicou: “Todos eles estavam tentando amedrontar-nos, dizendo: ‘Suas mãos largarão a obra, de modo que não será feita.’” Dessa vez, no entanto, Neemias refutou a acusação dos inimigos, dizendo: “Não vieram acontecer tais coisas como estás dizendo, mas é do teu próprio coração que as inventas.” Além disso, pedindo o apoio de Jeová, Neemias orou: “Fortalece as minhas mãos.” Ele confiava que com a ajuda de Jeová poderia frustrar essa conspiração maligna e levar avante a obra de construção. — Neemias 6:5-9.

*** it-2 p. 209 Gesém ***
Gesém
[possivelmente: Aguaceiro; Chuvarada].
Um árabe que, junto com Sambalá e Tobias, se opôs a Neemias na reconstrução da muralha de Jerusalém. Estes inimigos primeiro caçoaram de Neemias e de seus colaboradores. (Ne 2:19) Depois conspiraram e tramaram contra Neemias, mas em vão. (Ne 6:1-4) Por fim, Sambalá enviou a Neemias uma carta, citando a acusação de Gesém, de que Neemias e os judeus tramavam rebelar-se e que Neemias se estava tornando rei para eles. Estes inimigos fracassaram também nisso. (Ne 6:5-7) Citar Sambalá a Gesém nesta carta parece indicar que este era homem influente. Pode-se notar que se relata que as relações entre a corte persa e as tribos árabes eram boas depois da invasão do Egito pela Pérsia.

(NEEMIAS 6:10)

“E eu mesmo entrei na casa de Semaías, filho de Delaías, filho de Meetabel, enquanto estava encerrado. E ele passou a dizer: “Encontremo-nos por combinação na casa do [verdadeiro] Deus, dentro do templo, e fechemos as portas do templo; pois entrarão para matar-te, sim, entrarão de noite para matar-te.””

*** w07 1/7 p. 30 par. 15 ‘Persista em vencer o mal com o bem’ ***
15 Terceiro, os inimigos usaram um traidor, o israelita Semaías, para tentar fazer Neemias violar a Lei de Deus. Semaías disse a Neemias: “Encontremo-nos por combinação na casa do verdadeiro Deus, dentro do templo, e fechemos as portas do templo; pois entrarão para matar-te.” Semaías disse que Neemias estava prestes a ser assassinado, mas que poderia se salvar escondendo-se no templo. Neemias, porém, não era sacerdote. Se ele se escondesse na casa de Deus, estaria pecando. Será que ele violaria a Lei de Deus para tentar salvar a vida? Neemias respondeu: “Quem como eu poderia entrar no templo e viver? Não entrarei!” Por que Neemias não caiu nessa armadilha? Porque sabia que, embora Semaías também fosse israelita, “não fora Deus quem o enviara”. Afinal, um verdadeiro profeta jamais o aconselharia a violar a Lei de Deus. Mais uma vez, Neemias não se deixou vencer por opositores perversos. Pouco depois, ele pôde dizer: “Por fim ficou terminada a muralha, no vigésimo quinto dia de elul, em cinqüenta e dois dias.” — Neemias 6:10-15; Números 1:51; 18:7.

(NEEMIAS 7:2)

“E eu prossegui, pondo no comando de Jerusalém a Hanani, meu irmão, e a Hananias, príncipe do Castelo, porque ele era um homem tão fidedigno e temia o [verdadeiro] Deus mais do que muitos outros.”

*** it-1 p. 465 Castelo ***
Neemias construiu um castelo ou fortaleza um pouco ao NO do templo reconstruído, direção em que o terreno adjacente era mais vulnerável. (Ne 2:8; 7:2) Evidentemente, esse castelo foi substituído pelos macabeus e reconstruído por Herodes, o Grande, que o chamou de Torre (Fortaleza) de Antônia. Foi ali que Paulo foi interrogado pelo comandante militar romano. — At 21:31, 32, 37; 22:24; veja ANTÔNIA, TORRE DE.

(NEEMIAS 7:6)

“Estes são os filhos do distrito jurisdicional, que subiram do cativeiro do povo exilado que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha levado ao exílio e que mais tarde retornaram a Jerusalém e a Judá, cada um à sua própria cidade,”

*** it-1 p. 724 Distrito jurisdicional ***
Talvez por terem morado no distrito jurisdicional de Babilônia, os exilados judeus repatriados são chamados de “filhos do distrito jurisdicional”. (Esd 2:1; Ne 7:6) Ou, esta especificação pode aludir a eles serem habitantes do distrito jurisdicional medo-persa de Judá. — Ne 1:3.

(NEEMIAS 7:7)

“os que entraram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Azarias, Raamias, Naamani, Mordecai, Bilsã, Misperete, Bigvai, Neum, Baaná. O número dos homens do povo de Israel:”

*** it-1 p. 283 Azarias ***
22. Um daqueles que retornaram a Jerusalém junto com Zorobabel, em 537 AEC, após o exílio em Babilônia. (Ne 7:6, 7) É chamado de Seraías em Esdras 2:2.

(NEEMIAS 7:15)

“os filhos de Binui, seiscentos e quarenta e oito;”

*** it-1 p. 306 Bani ***
4. Chefe de família, cujos descendentes, mais de 600 deles, retornaram a Jerusalém junto com Zorobabel. (Esd 2:1, 10) Ele é chamado de Binui em Neemias 7:15. — Veja o N.° 3 acima.

(NEEMIAS 7:21)

“os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito;”

*** it-1 p. 267 Ater ***
Ater
[Fechado; Impedido].
1. Homem de Israel, cujos 98 filhos ou descendentes retornaram do exílio babilônico junto com Zorobabel, em 537 AEC. (Esd 2:1, 2, 16; Ne 7:21) Estão alistados do seguinde modo: “Os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito”, talvez indicando que eram prole de Ater, descendente de certo Ezequias (mas provavelmente não o rei de Judá com este nome), ou que eles eram descendentes de Ater por meio de certo Ezequias. Talvez fosse um descendente deste Ater que foi um dos cabeças do povo que atestaram o “arranjo fidedigno” dos dias de Neemias. — Ne 9:38; 10:1, 17.

(NEEMIAS 7:46)

“Os netineus: Os filhos de Ziá, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote,”

*** w92 15/4 pp. 13-17 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
Não-Israelitas Também Retornam
8 Quando se fez a convocação para que os que amavam a Jeová e estavam em Babilônia retornassem à Terra Prometida, milhares de não-israelitas atenderam. Nas listas fornecidas por Esdras e Neemias lemos sobre os “netineus” (que significa “os dados”) e “os filhos dos servos de Salomão”, que totalizavam 392. Os relatos mencionam também mais de 7.500 outros: ‘escravos e escravas’, além de “cantores e cantoras” não-levitas. (Esdras 2:43-58, 65; Neemias 7:46-60, 67) O que induziu tantos não-israelitas a retornar?
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.
Um Paralelo em Nossos Dias
10 A quem prefiguram esses não-israelitas que retornaram? Muitos cristãos talvez respondam: ‘Os netineus correspondem às “outras ovelhas” da atualidade.’ Certo, mas não apenas os netineus; pois todos os não-israelitas que retornaram representam os cristãos hoje que não são do Israel espiritual.
11 O livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus observou: “Os do restante de 42.360 israelitas não eram os únicos que abandonaram a Babilônia junto com o governador Zorobabel . . . Havia milhares de não-israelitas . . . Além dos netineus havia outros não-israelitas, escravos, cantores e cantoras profissionais e os descendentes dos servos do Rei Salomão.” O livro explicou: “Os netineus, os escravos, os cantores e os filhos dos servos de Salomão, todos não-israelitas, abandonaram a terra do cativeiro e voltaram com o restante israelita . . . Portanto, é correto pensar que hoje em dia pessoas de diversas nacionalidades, que não são israelitas espirituais, se associariam com o restante do Israel espiritual e promoveriam a adoração de Jeová Deus junto com este restante? Sim.” Esses ‘se tornaram os hodiernos e antitípicos netineus, cantores e filhos dos servos de Salomão’.
12 Como no padrão antigo, Deus dá de seu espírito também para os que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Eles não nascem de novo, é verdade. Cada um dos 144.000 passa pela experiência única de nascer de novo como filho espiritual de Deus e ungido com espírito santo. (João 3:3, 5; Romanos 8:16; Efésios 1:13, 14) Naturalmente, essa unção é uma manifestação ímpar do espírito de Deus em favor do pequeno rebanho. Mas o espírito de Deus é também necessário para realizar a vontade de Deus. Assim, Jesus disse: ‘O pai, no céu, dá espírito santo aos que lhe pedirem.’ (Lucas 11:13) Quer aquele que pede tenha esperança celestial, quer seja das outras ovelhas, o espírito de Jeová está abundantemente disponível para realizar a Sua vontade.
13 O espírito de Deus induziu tanto os israelitas como os não-israelitas a retornarem a Jerusalém, e fortalece e ajuda todos os do povo leal de Deus hoje. Quer a esperança que Deus lhe tenha apresentado seja a vida no céu, quer a vida na Terra, o cristão tem de pregar as boas novas, e o espírito santo habilita-o a fazer isso fielmente. Cada um de nós — independentemente de qual seja a nossa esperança — deve cultivar os frutos do espírito, que todos nós necessitamos em medida plena. — Gálatas 5:22-26.
Dados Para Serviço Especial
14 Entre os milhares de não-israelitas que o espírito induziu a retornar havia dois pequenos grupos mencionados com destaque na Palavra de Deus — os netineus e os filhos dos servos de Salomão. Quem eram eles? O que fizeram? E o que pode isso significar hoje?
15 Os netineus eram um grupo de origem não-israelita e que eram privilegiados em ministrar junto com os levitas. Lembre-se dos cananeus de Gibeão, que se tornaram “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Josué 9:27) Provavelmente alguns de seus descendentes estavam entre os netineus que retornaram de Babilônia, bem como outros que haviam sido acrescentados como netineus durante o reinado de Davi e em outras épocas. (Esdras 8:20) O que faziam os netineus? Os levitas foram ‘dados’ para ajudar os sacerdotes, e posteriormente os netineus foram ‘dados’ para ajudar os levitas. Mesmo para estrangeiros circuncisos, isso era um privilégio.
16 Quando o grupo retornou de Babilônia havia poucos levitas, em comparação com o número de sacerdotes ou de netineus e “filhos dos servos de Salomão”. (Esdras 8:15-20) O Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), do Dr. James Hastings, observa: “Depois de um tempo encontramos [os netineus] tão plenamente estabelecidos como classe sagrada oficial, que lhe são concedidos privilégios.” A revista erudita Vetus Testamentum observa: “Ocorreu uma mudança. Após o Retorno do Exílio, esses [estrangeiros] não mais eram considerados como escravos do Templo, mas como ministrantes nele, desfrutando de uma condição similar à dos outros grupos que oficiavam no Templo.” — Veja o quadro “Mudança de Condição”.
17 Naturalmente, os netineus não se tornaram equivalentes exatos dos sacerdotes e dos levitas. Estes últimos grupos eram israelitas, escolhidos pelo próprio Jeová, e não seriam suplantados por não-israelitas. Não obstante, os indícios bíblicos são de que, devido ao reduzido número de levitas, os netineus receberam tarefas adicionais no serviço de Deus. Foram designados a alojamentos junto ao templo. Nos dias de Neemias eles trabalharam com os sacerdotes no reparo das muralhas perto do templo. (Neemias 3:22-26) E o rei da Pérsia decretou que os netineus fossem isentados de impostos, como no caso dos levitas, por causa de seus serviços no templo. (Esdras 7:24) Isto indica quão intimamente esses “dados” (levitas e netineus) estavam então ligados a assuntos espirituais e que as atribuições dos netineus aumentaram segundo a necessidade, embora nunca fossem considerados levitas. Quando Esdras mais tarde reuniu exilados para retornar, não havia inicialmente nenhum levita entre eles. Assim, ele intensificou seus empenhos de juntar alguns. O resultado foi que 38 levitas e 220 netineus retornaram para servir como “ministros para a casa de nosso Deus”. — Esdras 8:15-20.
18 Um segundo grupo de não-israelitas mencionado com destaque eram os filhos dos servos de Salomão. A Bíblia dá poucos detalhes a respeito deles. Alguns eram “os filhos de Soferete”. Esdras acrescenta um artigo definido a esse nome, transformando-o em Has•so•fé•reth, que talvez signifique “o escriba”. (Esdras 2:55; Neemias 7:57) De modo que talvez tenham sido uma equipe de escribas ou copistas, possivelmente escribas administrativos do templo. Embora fossem de origem estrangeira, os filhos dos servos de Salomão provaram sua devoção a Jeová por deixarem Babilônia e retornarem para participar na restauração de Sua adoração.
Dar de Nós Hoje
19 Nos nossos dias, Deus tem usado extensivamente o restante ungido como ponta-de-lança na adoração pura e na declaração das boas novas. (Marcos 13:10) Quanto regozijo estes têm sentido em ver dezenas de milhares, centenas de milhares, e daí, milhões de outras ovelhas se juntarem a eles na adoração! E que deleitosa cooperação tem havido entre o restante e as outras ovelhas! — João 10:16.
20 Todos os não-israelitas que retornaram do exílio na antiga Babilônia têm como paralelo as outras ovelhas que agora servem com o restante do Israel espiritual. Mas, que dizer do fato de que a Bíblia menciona com destaque os netineus e os filhos dos servos de Salomão? No padrão, os netineus e os filhos dos servos de Salomão receberam mais privilégios do que os outros não-israelitas que haviam retornado. Isto bem que pode prefigurar que Deus hoje tem concedido privilégios e acrescentado deveres a alguns homens maduros e dispostos dentre as outras ovelhas.
21 Os adicionados deveres dos netineus relacionavam-se diretamente com atividades espirituais. Os filhos dos servos de Salomão evidentemente receberam responsabilidades administrativas. Similarmente hoje, Jeová tem abençoado seu povo com “dádivas em homens” para cuidar de suas necessidades. (Efésios 4:8, 11, 12) Incluídos nessa provisão há muitas centenas de irmãos maduros e experientes que participam em ‘pastorear os rebanhos’, servindo como superintendentes de circuito e de distrito e em Comissões de Filial nas 98 filiais da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA. (Isaías 61:5) Na sede mundial da Sociedade, sob a direção do “mordomo fiel” e seu Corpo Governante, homens capazes recebem treinamento para ajudar na preparação de alimento espiritual. (Lucas 12:42) Outros veteranos dedicados, voluntários, têm sido treinados para operar lares de Betel e gráficas e para supervisionar mundialmente programas de construção ou de ampliação de filiais e de salões para adoração cristã. Eles se têm destacado em servir como íntimos ajudadores do restante ungido, que constituem parte do sacerdócio real. — Compare com 1 Coríntios 4:17; 14:40; 1 Pedro 2:9.
22 Nos tempos antigos, sacerdotes e levitas continuaram a servir entre os judeus. (João 1:19) Hoje, porém, o número dos do restante do Israel espiritual na Terra tem de continuar a decrescer. (Contraste com João 3:30.) Por fim, após a destruição de Babilônia, a Grande, todos os 144.000 ‘selados’ estarão no céu para o casamento do Cordeiro. (Revelação 7:1-3; 19:1-8) Presentemente, porém, o número de outras ovelhas tem de continuar a aumentar. O fato de que a algumas delas, comparáveis aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão, se designam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante ungido não as torna presunçosas nem faz com que se sintam importantes aos seus próprios olhos. (Romanos 12:3) Isto nos dá confiança de que, quando o povo de Deus ‘sair da grande tribulação’, haverá homens experientes — “príncipes” — preparados para tomar a dianteira entre as outras ovelhas. — Revelação 7:14; Isaías 32:1; compare com Atos 6:2-7.
23 Todos os que retornaram de Babilônia se dispunham a trabalhar arduamente e a provar que a adoração de Jeová ocupava um lugar preponderante na sua mente e no seu coração. Dá-se o mesmo hoje. Junto com o restante ungido, ‘estranhos estão realmente de pé pastoreando os rebanhos’. (Isaías 61:5) Portanto, independentemente de que esperança Deus nos tenha dado, ou de que privilégios possam ser concedidos a anciãos designados pelo espírito, antes do dia da vindicação de Jeová no Armagedom, cultivemos todos nós um espírito altruísta, salutar e dadivoso. Embora jamais possamos retribuir a Jeová todos os grandiosos benefícios que ele nos dá, sejamos entusiásticos em tudo o que fizermos na Sua organização. (Salmo 116:12-14; Colossenses 3:23) Assim, todos nós podemos dar de nós mesmos em prol da adoração verdadeira, à medida que as outras ovelhas servem intimamente com os ungidos, destinados a “reinar sobre a terra”. — Revelação 5:9, 10.

(NEEMIAS 7:57)

“Os filhos dos servos de Salomão: Os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Perida,”

*** w92 15/4 pp. 13-17 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
Não-Israelitas Também Retornam
8 Quando se fez a convocação para que os que amavam a Jeová e estavam em Babilônia retornassem à Terra Prometida, milhares de não-israelitas atenderam. Nas listas fornecidas por Esdras e Neemias lemos sobre os “netineus” (que significa “os dados”) e “os filhos dos servos de Salomão”, que totalizavam 392. Os relatos mencionam também mais de 7.500 outros: ‘escravos e escravas’, além de “cantores e cantoras” não-levitas. (Esdras 2:43-58, 65; Neemias 7:46-60, 67) O que induziu tantos não-israelitas a retornar?
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.
Um Paralelo em Nossos Dias
10 A quem prefiguram esses não-israelitas que retornaram? Muitos cristãos talvez respondam: ‘Os netineus correspondem às “outras ovelhas” da atualidade.’ Certo, mas não apenas os netineus; pois todos os não-israelitas que retornaram representam os cristãos hoje que não são do Israel espiritual.
11 O livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus observou: “Os do restante de 42.360 israelitas não eram os únicos que abandonaram a Babilônia junto com o governador Zorobabel . . . Havia milhares de não-israelitas . . . Além dos netineus havia outros não-israelitas, escravos, cantores e cantoras profissionais e os descendentes dos servos do Rei Salomão.” O livro explicou: “Os netineus, os escravos, os cantores e os filhos dos servos de Salomão, todos não-israelitas, abandonaram a terra do cativeiro e voltaram com o restante israelita . . . Portanto, é correto pensar que hoje em dia pessoas de diversas nacionalidades, que não são israelitas espirituais, se associariam com o restante do Israel espiritual e promoveriam a adoração de Jeová Deus junto com este restante? Sim.” Esses ‘se tornaram os hodiernos e antitípicos netineus, cantores e filhos dos servos de Salomão’.
12 Como no padrão antigo, Deus dá de seu espírito também para os que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Eles não nascem de novo, é verdade. Cada um dos 144.000 passa pela experiência única de nascer de novo como filho espiritual de Deus e ungido com espírito santo. (João 3:3, 5; Romanos 8:16; Efésios 1:13, 14) Naturalmente, essa unção é uma manifestação ímpar do espírito de Deus em favor do pequeno rebanho. Mas o espírito de Deus é também necessário para realizar a vontade de Deus. Assim, Jesus disse: ‘O pai, no céu, dá espírito santo aos que lhe pedirem.’ (Lucas 11:13) Quer aquele que pede tenha esperança celestial, quer seja das outras ovelhas, o espírito de Jeová está abundantemente disponível para realizar a Sua vontade.
13 O espírito de Deus induziu tanto os israelitas como os não-israelitas a retornarem a Jerusalém, e fortalece e ajuda todos os do povo leal de Deus hoje. Quer a esperança que Deus lhe tenha apresentado seja a vida no céu, quer a vida na Terra, o cristão tem de pregar as boas novas, e o espírito santo habilita-o a fazer isso fielmente. Cada um de nós — independentemente de qual seja a nossa esperança — deve cultivar os frutos do espírito, que todos nós necessitamos em medida plena. — Gálatas 5:22-26.
Dados Para Serviço Especial
14 Entre os milhares de não-israelitas que o espírito induziu a retornar havia dois pequenos grupos mencionados com destaque na Palavra de Deus — os netineus e os filhos dos servos de Salomão. Quem eram eles? O que fizeram? E o que pode isso significar hoje?
15 Os netineus eram um grupo de origem não-israelita e que eram privilegiados em ministrar junto com os levitas. Lembre-se dos cananeus de Gibeão, que se tornaram “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Josué 9:27) Provavelmente alguns de seus descendentes estavam entre os netineus que retornaram de Babilônia, bem como outros que haviam sido acrescentados como netineus durante o reinado de Davi e em outras épocas. (Esdras 8:20) O que faziam os netineus? Os levitas foram ‘dados’ para ajudar os sacerdotes, e posteriormente os netineus foram ‘dados’ para ajudar os levitas. Mesmo para estrangeiros circuncisos, isso era um privilégio.
16 Quando o grupo retornou de Babilônia havia poucos levitas, em comparação com o número de sacerdotes ou de netineus e “filhos dos servos de Salomão”. (Esdras 8:15-20) O Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), do Dr. James Hastings, observa: “Depois de um tempo encontramos [os netineus] tão plenamente estabelecidos como classe sagrada oficial, que lhe são concedidos privilégios.” A revista erudita Vetus Testamentum observa: “Ocorreu uma mudança. Após o Retorno do Exílio, esses [estrangeiros] não mais eram considerados como escravos do Templo, mas como ministrantes nele, desfrutando de uma condição similar à dos outros grupos que oficiavam no Templo.” — Veja o quadro “Mudança de Condição”.
17 Naturalmente, os netineus não se tornaram equivalentes exatos dos sacerdotes e dos levitas. Estes últimos grupos eram israelitas, escolhidos pelo próprio Jeová, e não seriam suplantados por não-israelitas. Não obstante, os indícios bíblicos são de que, devido ao reduzido número de levitas, os netineus receberam tarefas adicionais no serviço de Deus. Foram designados a alojamentos junto ao templo. Nos dias de Neemias eles trabalharam com os sacerdotes no reparo das muralhas perto do templo. (Neemias 3:22-26) E o rei da Pérsia decretou que os netineus fossem isentados de impostos, como no caso dos levitas, por causa de seus serviços no templo. (Esdras 7:24) Isto indica quão intimamente esses “dados” (levitas e netineus) estavam então ligados a assuntos espirituais e que as atribuições dos netineus aumentaram segundo a necessidade, embora nunca fossem considerados levitas. Quando Esdras mais tarde reuniu exilados para retornar, não havia inicialmente nenhum levita entre eles. Assim, ele intensificou seus empenhos de juntar alguns. O resultado foi que 38 levitas e 220 netineus retornaram para servir como “ministros para a casa de nosso Deus”. — Esdras 8:15-20.
18 Um segundo grupo de não-israelitas mencionado com destaque eram os filhos dos servos de Salomão. A Bíblia dá poucos detalhes a respeito deles. Alguns eram “os filhos de Soferete”. Esdras acrescenta um artigo definido a esse nome, transformando-o em Has•so•fé•reth, que talvez signifique “o escriba”. (Esdras 2:55; Neemias 7:57) De modo que talvez tenham sido uma equipe de escribas ou copistas, possivelmente escribas administrativos do templo. Embora fossem de origem estrangeira, os filhos dos servos de Salomão provaram sua devoção a Jeová por deixarem Babilônia e retornarem para participar na restauração de Sua adoração.
Dar de Nós Hoje
19 Nos nossos dias, Deus tem usado extensivamente o restante ungido como ponta-de-lança na adoração pura e na declaração das boas novas. (Marcos 13:10) Quanto regozijo estes têm sentido em ver dezenas de milhares, centenas de milhares, e daí, milhões de outras ovelhas se juntarem a eles na adoração! E que deleitosa cooperação tem havido entre o restante e as outras ovelhas! — João 10:16.
20 Todos os não-israelitas que retornaram do exílio na antiga Babilônia têm como paralelo as outras ovelhas que agora servem com o restante do Israel espiritual. Mas, que dizer do fato de que a Bíblia menciona com destaque os netineus e os filhos dos servos de Salomão? No padrão, os netineus e os filhos dos servos de Salomão receberam mais privilégios do que os outros não-israelitas que haviam retornado. Isto bem que pode prefigurar que Deus hoje tem concedido privilégios e acrescentado deveres a alguns homens maduros e dispostos dentre as outras ovelhas.
21 Os adicionados deveres dos netineus relacionavam-se diretamente com atividades espirituais. Os filhos dos servos de Salomão evidentemente receberam responsabilidades administrativas. Similarmente hoje, Jeová tem abençoado seu povo com “dádivas em homens” para cuidar de suas necessidades. (Efésios 4:8, 11, 12) Incluídos nessa provisão há muitas centenas de irmãos maduros e experientes que participam em ‘pastorear os rebanhos’, servindo como superintendentes de circuito e de distrito e em Comissões de Filial nas 98 filiais da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA. (Isaías 61:5) Na sede mundial da Sociedade, sob a direção do “mordomo fiel” e seu Corpo Governante, homens capazes recebem treinamento para ajudar na preparação de alimento espiritual. (Lucas 12:42) Outros veteranos dedicados, voluntários, têm sido treinados para operar lares de Betel e gráficas e para supervisionar mundialmente programas de construção ou de ampliação de filiais e de salões para adoração cristã. Eles se têm destacado em servir como íntimos ajudadores do restante ungido, que constituem parte do sacerdócio real. — Compare com 1 Coríntios 4:17; 14:40; 1 Pedro 2:9.
22 Nos tempos antigos, sacerdotes e levitas continuaram a servir entre os judeus. (João 1:19) Hoje, porém, o número dos do restante do Israel espiritual na Terra tem de continuar a decrescer. (Contraste com João 3:30.) Por fim, após a destruição de Babilônia, a Grande, todos os 144.000 ‘selados’ estarão no céu para o casamento do Cordeiro. (Revelação 7:1-3; 19:1-8) Presentemente, porém, o número de outras ovelhas tem de continuar a aumentar. O fato de que a algumas delas, comparáveis aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão, se designam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante ungido não as torna presunçosas nem faz com que se sintam importantes aos seus próprios olhos. (Romanos 12:3) Isto nos dá confiança de que, quando o povo de Deus ‘sair da grande tribulação’, haverá homens experientes — “príncipes” — preparados para tomar a dianteira entre as outras ovelhas. — Revelação 7:14; Isaías 32:1; compare com Atos 6:2-7.
23 Todos os que retornaram de Babilônia se dispunham a trabalhar arduamente e a provar que a adoração de Jeová ocupava um lugar preponderante na sua mente e no seu coração. Dá-se o mesmo hoje. Junto com o restante ungido, ‘estranhos estão realmente de pé pastoreando os rebanhos’. (Isaías 61:5) Portanto, independentemente de que esperança Deus nos tenha dado, ou de que privilégios possam ser concedidos a anciãos designados pelo espírito, antes do dia da vindicação de Jeová no Armagedom, cultivemos todos nós um espírito altruísta, salutar e dadivoso. Embora jamais possamos retribuir a Jeová todos os grandiosos benefícios que ele nos dá, sejamos entusiásticos em tudo o que fizermos na Sua organização. (Salmo 116:12-14; Colossenses 3:23) Assim, todos nós podemos dar de nós mesmos em prol da adoração verdadeira, à medida que as outras ovelhas servem intimamente com os ungidos, destinados a “reinar sobre a terra”. — Revelação 5:9, 10.

(NEEMIAS 7:60)

“Todos os netineus e os filhos dos servos de Salomão foram trezentos e noventa e dois.”

*** w92 15/4 pp. 13-17 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
Não-Israelitas Também Retornam
8 Quando se fez a convocação para que os que amavam a Jeová e estavam em Babilônia retornassem à Terra Prometida, milhares de não-israelitas atenderam. Nas listas fornecidas por Esdras e Neemias lemos sobre os “netineus” (que significa “os dados”) e “os filhos dos servos de Salomão”, que totalizavam 392. Os relatos mencionam também mais de 7.500 outros: ‘escravos e escravas’, além de “cantores e cantoras” não-levitas. (Esdras 2:43-58, 65; Neemias 7:46-60, 67) O que induziu tantos não-israelitas a retornar?
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.
Um Paralelo em Nossos Dias
10 A quem prefiguram esses não-israelitas que retornaram? Muitos cristãos talvez respondam: ‘Os netineus correspondem às “outras ovelhas” da atualidade.’ Certo, mas não apenas os netineus; pois todos os não-israelitas que retornaram representam os cristãos hoje que não são do Israel espiritual.
11 O livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus observou: “Os do restante de 42.360 israelitas não eram os únicos que abandonaram a Babilônia junto com o governador Zorobabel . . . Havia milhares de não-israelitas . . . Além dos netineus havia outros não-israelitas, escravos, cantores e cantoras profissionais e os descendentes dos servos do Rei Salomão.” O livro explicou: “Os netineus, os escravos, os cantores e os filhos dos servos de Salomão, todos não-israelitas, abandonaram a terra do cativeiro e voltaram com o restante israelita . . . Portanto, é correto pensar que hoje em dia pessoas de diversas nacionalidades, que não são israelitas espirituais, se associariam com o restante do Israel espiritual e promoveriam a adoração de Jeová Deus junto com este restante? Sim.” Esses ‘se tornaram os hodiernos e antitípicos netineus, cantores e filhos dos servos de Salomão’.
12 Como no padrão antigo, Deus dá de seu espírito também para os que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Eles não nascem de novo, é verdade. Cada um dos 144.000 passa pela experiência única de nascer de novo como filho espiritual de Deus e ungido com espírito santo. (João 3:3, 5; Romanos 8:16; Efésios 1:13, 14) Naturalmente, essa unção é uma manifestação ímpar do espírito de Deus em favor do pequeno rebanho. Mas o espírito de Deus é também necessário para realizar a vontade de Deus. Assim, Jesus disse: ‘O pai, no céu, dá espírito santo aos que lhe pedirem.’ (Lucas 11:13) Quer aquele que pede tenha esperança celestial, quer seja das outras ovelhas, o espírito de Jeová está abundantemente disponível para realizar a Sua vontade.
13 O espírito de Deus induziu tanto os israelitas como os não-israelitas a retornarem a Jerusalém, e fortalece e ajuda todos os do povo leal de Deus hoje. Quer a esperança que Deus lhe tenha apresentado seja a vida no céu, quer a vida na Terra, o cristão tem de pregar as boas novas, e o espírito santo habilita-o a fazer isso fielmente. Cada um de nós — independentemente de qual seja a nossa esperança — deve cultivar os frutos do espírito, que todos nós necessitamos em medida plena. — Gálatas 5:22-26.
Dados Para Serviço Especial
14 Entre os milhares de não-israelitas que o espírito induziu a retornar havia dois pequenos grupos mencionados com destaque na Palavra de Deus — os netineus e os filhos dos servos de Salomão. Quem eram eles? O que fizeram? E o que pode isso significar hoje?
15 Os netineus eram um grupo de origem não-israelita e que eram privilegiados em ministrar junto com os levitas. Lembre-se dos cananeus de Gibeão, que se tornaram “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Josué 9:27) Provavelmente alguns de seus descendentes estavam entre os netineus que retornaram de Babilônia, bem como outros que haviam sido acrescentados como netineus durante o reinado de Davi e em outras épocas. (Esdras 8:20) O que faziam os netineus? Os levitas foram ‘dados’ para ajudar os sacerdotes, e posteriormente os netineus foram ‘dados’ para ajudar os levitas. Mesmo para estrangeiros circuncisos, isso era um privilégio.
16 Quando o grupo retornou de Babilônia havia poucos levitas, em comparação com o número de sacerdotes ou de netineus e “filhos dos servos de Salomão”. (Esdras 8:15-20) O Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), do Dr. James Hastings, observa: “Depois de um tempo encontramos [os netineus] tão plenamente estabelecidos como classe sagrada oficial, que lhe são concedidos privilégios.” A revista erudita Vetus Testamentum observa: “Ocorreu uma mudança. Após o Retorno do Exílio, esses [estrangeiros] não mais eram considerados como escravos do Templo, mas como ministrantes nele, desfrutando de uma condição similar à dos outros grupos que oficiavam no Templo.” — Veja o quadro “Mudança de Condição”.
17 Naturalmente, os netineus não se tornaram equivalentes exatos dos sacerdotes e dos levitas. Estes últimos grupos eram israelitas, escolhidos pelo próprio Jeová, e não seriam suplantados por não-israelitas. Não obstante, os indícios bíblicos são de que, devido ao reduzido número de levitas, os netineus receberam tarefas adicionais no serviço de Deus. Foram designados a alojamentos junto ao templo. Nos dias de Neemias eles trabalharam com os sacerdotes no reparo das muralhas perto do templo. (Neemias 3:22-26) E o rei da Pérsia decretou que os netineus fossem isentados de impostos, como no caso dos levitas, por causa de seus serviços no templo. (Esdras 7:24) Isto indica quão intimamente esses “dados” (levitas e netineus) estavam então ligados a assuntos espirituais e que as atribuições dos netineus aumentaram segundo a necessidade, embora nunca fossem considerados levitas. Quando Esdras mais tarde reuniu exilados para retornar, não havia inicialmente nenhum levita entre eles. Assim, ele intensificou seus empenhos de juntar alguns. O resultado foi que 38 levitas e 220 netineus retornaram para servir como “ministros para a casa de nosso Deus”. — Esdras 8:15-20.
18 Um segundo grupo de não-israelitas mencionado com destaque eram os filhos dos servos de Salomão. A Bíblia dá poucos detalhes a respeito deles. Alguns eram “os filhos de Soferete”. Esdras acrescenta um artigo definido a esse nome, transformando-o em Has•so•fé•reth, que talvez signifique “o escriba”. (Esdras 2:55; Neemias 7:57) De modo que talvez tenham sido uma equipe de escribas ou copistas, possivelmente escribas administrativos do templo. Embora fossem de origem estrangeira, os filhos dos servos de Salomão provaram sua devoção a Jeová por deixarem Babilônia e retornarem para participar na restauração de Sua adoração.
Dar de Nós Hoje
19 Nos nossos dias, Deus tem usado extensivamente o restante ungido como ponta-de-lança na adoração pura e na declaração das boas novas. (Marcos 13:10) Quanto regozijo estes têm sentido em ver dezenas de milhares, centenas de milhares, e daí, milhões de outras ovelhas se juntarem a eles na adoração! E que deleitosa cooperação tem havido entre o restante e as outras ovelhas! — João 10:16.
20 Todos os não-israelitas que retornaram do exílio na antiga Babilônia têm como paralelo as outras ovelhas que agora servem com o restante do Israel espiritual. Mas, que dizer do fato de que a Bíblia menciona com destaque os netineus e os filhos dos servos de Salomão? No padrão, os netineus e os filhos dos servos de Salomão receberam mais privilégios do que os outros não-israelitas que haviam retornado. Isto bem que pode prefigurar que Deus hoje tem concedido privilégios e acrescentado deveres a alguns homens maduros e dispostos dentre as outras ovelhas.
21 Os adicionados deveres dos netineus relacionavam-se diretamente com atividades espirituais. Os filhos dos servos de Salomão evidentemente receberam responsabilidades administrativas. Similarmente hoje, Jeová tem abençoado seu povo com “dádivas em homens” para cuidar de suas necessidades. (Efésios 4:8, 11, 12) Incluídos nessa provisão há muitas centenas de irmãos maduros e experientes que participam em ‘pastorear os rebanhos’, servindo como superintendentes de circuito e de distrito e em Comissões de Filial nas 98 filiais da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA. (Isaías 61:5) Na sede mundial da Sociedade, sob a direção do “mordomo fiel” e seu Corpo Governante, homens capazes recebem treinamento para ajudar na preparação de alimento espiritual. (Lucas 12:42) Outros veteranos dedicados, voluntários, têm sido treinados para operar lares de Betel e gráficas e para supervisionar mundialmente programas de construção ou de ampliação de filiais e de salões para adoração cristã. Eles se têm destacado em servir como íntimos ajudadores do restante ungido, que constituem parte do sacerdócio real. — Compare com 1 Coríntios 4:17; 14:40; 1 Pedro 2:9.
22 Nos tempos antigos, sacerdotes e levitas continuaram a servir entre os judeus. (João 1:19) Hoje, porém, o número dos do restante do Israel espiritual na Terra tem de continuar a decrescer. (Contraste com João 3:30.) Por fim, após a destruição de Babilônia, a Grande, todos os 144.000 ‘selados’ estarão no céu para o casamento do Cordeiro. (Revelação 7:1-3; 19:1-8) Presentemente, porém, o número de outras ovelhas tem de continuar a aumentar. O fato de que a algumas delas, comparáveis aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão, se designam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante ungido não as torna presunçosas nem faz com que se sintam importantes aos seus próprios olhos. (Romanos 12:3) Isto nos dá confiança de que, quando o povo de Deus ‘sair da grande tribulação’, haverá homens experientes — “príncipes” — preparados para tomar a dianteira entre as outras ovelhas. — Revelação 7:14; Isaías 32:1; compare com Atos 6:2-7.
23 Todos os que retornaram de Babilônia se dispunham a trabalhar arduamente e a provar que a adoração de Jeová ocupava um lugar preponderante na sua mente e no seu coração. Dá-se o mesmo hoje. Junto com o restante ungido, ‘estranhos estão realmente de pé pastoreando os rebanhos’. (Isaías 61:5) Portanto, independentemente de que esperança Deus nos tenha dado, ou de que privilégios possam ser concedidos a anciãos designados pelo espírito, antes do dia da vindicação de Jeová no Armagedom, cultivemos todos nós um espírito altruísta, salutar e dadivoso. Embora jamais possamos retribuir a Jeová todos os grandiosos benefícios que ele nos dá, sejamos entusiásticos em tudo o que fizermos na Sua organização. (Salmo 116:12-14; Colossenses 3:23) Assim, todos nós podemos dar de nós mesmos em prol da adoração verdadeira, à medida que as outras ovelhas servem intimamente com os ungidos, destinados a “reinar sobre a terra”. — Revelação 5:9, 10.

(NEEMIAS 7:68)

“Seus cavalos foram setecentos e trinta e seis, seus mulos, duzentos e quarenta e cinco.]”

*** it-1 p. 474 Cavalo ***
Os cavalos são mencionados entre os animais de carga que seriam usados para transportar o povo espalhado de Deus a Jerusalém. (Is 66:20) Por conseguinte, é digno de nota que, no primeiro cumprimento das profecias de restauração, os judeus que retornaram trouxeram consigo 736 cavalos. — Esd 2:1, 66; Ne 7:68.

(NEEMIAS 7:69)

“Os camelos foram quatrocentos e trinta e cinco. Os jumentos foram seis mil setecentos e vinte.”

*** it-1 p. 409 Camelo ***
Camelos são também mencionados entre os animais de carga que trazem os irmãos dos servos de Deus a Jerusalém, procedentes de todas as nações, “como presente a Jeová”. (Is 60:6; 66:20) É de interesse que, no primeiro cumprimento da profecia de Isaías sobre o restabelecimento, havia 435 camelos entre os animais dos judeus que retornavam de Babilônia, em 537 AEC. — Esd 2:67; Ne 7:69.

(NEEMIAS 7:70)

“E havia uma parte dos cabeças das casas paternas que deram [algo] para a obra. O próprio Tirsata deu ao tesouro mil dracmas de ouro, cinqüenta tigelas, quinhentas e trinta vestes compridas de sacerdotes.”

*** it-1 p. 744 Dracma ***
A dracma grega de prata não deve ser confundida com a “dracma” de ouro (dar•kemóhn) das Escrituras Hebraicas, uma moeda geralmente equiparada ao darico persa (8,4 gramas; US$94,50 segundo valores modernos). — Esd 2:69; Ne 7:70-72.

(NEEMIAS 8:2)

“Por conseguinte, Esdras, o sacerdote, levou a lei perante a congregação de homens, bem como de mulheres e de todos os suficientemente inteligentes para escutar, no primeiro dia do sétimo mês.”

*** w98 15/10 p. 20 Uma Jerusalém fiel ao seu nome ***
Um maravilhoso dia de assembléia
4 A muralha de Jerusalém foi terminada bem a tempo para o importante mês festivo de tisri, o sétimo mês do calendário religioso de Israel. O primeiro dia de tisri era uma festividade especial de lua nova, chamada de Festividade de Toque de Trombeta. Neste dia, os sacerdotes tocavam trombetas enquanto se ofereciam sacrifícios a Jeová. (Números 10:10; 29:1) Este dia preparava os israelitas para o anual Dia da Expiação, em 10 de tisri, e para a alegre Festividade do Recolhimento, de 15 a 21 do mesmo mês.
5 No “primeiro dia do sétimo mês”, “todo o povo” reuniu-se, provavelmente encorajado para isso por Neemias e por Esdras. Incluía homens, mulheres e “todos os suficientemente inteligentes para escutar”. De modo que houve crianças presentes e atentas quando Esdras, de pé numa tribuna, leu a Lei “desde o amanhecer até o meio-dia”. (Neemias 8:1-4) Em intervalos regulares, os levitas ajudaram o povo a entender o que se lia. Isso levou os israelitas a chorar ao se darem conta de quanto eles e seus antepassados haviam falhado na obediência à Lei de Deus.

(NEEMIAS 8:3)

“E ele continuou a lê-la em voz alta diante da praça pública que havia na frente do Portão das Águas, desde o amanhecer até o meio-dia, diante dos homens, e das mulheres, e dos outros inteligentes; e os ouvidos de todo o povo estavam [atentos] ao livro da lei.”

*** w13 15/10 pp. 21-22 par. 2 Lições de uma oração bem preparada ***
Então, no primeiro dia do mês seguinte, tisri, eles se reuniram na praça pública para ouvir Esdras e outros levitas ler e explicar a Lei de Deus. (Ilustração 1) Famílias inteiras, incluindo “todos os suficientemente inteligentes para escutar”, ficaram de pé ouvindo “desde o amanhecer até o meio-dia”. Sem dúvida, esse é um excelente exemplo para aqueles entre nós que se reúnem em Salões do Reino confortáveis. Nessas ocasiões, será que às vezes deixamos a mente vaguear e começamos a pensar em coisas menos importantes? Se esse for o caso, pense no exemplo daqueles israelitas que, não apenas ouviram, mas se sensibilizaram tanto com o que foi dito que começaram a chorar por não terem obedecido à Lei de Deus como nação. — Nee. 8:1-9.

(NEEMIAS 8:6)

“Esdras bendisse então a Jeová, o [verdadeiro] Deus, o Grande, a que todo o povo respondeu: “Amém! Amém!” com a elevação das suas mãos. Inclinaram-se então e prostraram-se perante Jeová com os rostos por terra.”

*** it-1 p. 268 Atitudes, posturas e gestos ***
‘Lançar-se com a face por terra’ freqüentemente é a maneira de as Escrituras expressarem que a pessoa se prostrou. Usualmente, fazia-se isso por cair de joelhos e inclinar-se para a frente, apoiando-se nas mãos, ou, mais freqüentemente, nos cotovelos, com a cabeça tocando o chão. (Gên 24:26, 48; Ne 8:6; Núm 16:22, 45; Mt 26:39) Em grande tristeza ou em fervorosa oração, o suplicante talvez jazesse literalmente estendido com a face por terra.

(NEEMIAS 8:7)

“E Jesua, e Bani, e Serebias, Jamim, Acube, Sabetai, Hodias, Maaséias, Quelita, Azarias, Jozabade, Hanã, Pelaías, sim, os levitas, explicavam a lei ao povo, ao passo que o povo se mantinha de pé.”

*** it-1 pp. 814-815 Entendimento ***
Não obstante, mesmo que alguém compreenda basicamente o que se lhe diz, o entendimento pode também ir além de tal compreensão simples; significa que ele capta a verdadeira significância e sentido da mensagem, podendo assim avaliá-la, beneficiar-se dela e saber que ação requer. Quando Esdras, o sacerdote, leu a Lei diante do povo em Jerusalém, “todos os suficientemente inteligentes [do hebr: bin] para escutar” foram reunidos. Embora estes possuíssem mente amadurecida, capaz de entender todas as palavras, os levitas “explicavam a lei ao povo [instruindo o povo na lei, ou dando entendimento (uma forma de bin)], . . . [lendo] alto no livro, na lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuaram a tornar a leitura compreensível”. — Ne 8:2, 3, 7, 8.

(NEEMIAS 8:8)

“E continuaram a ler alto no livro, na lei do [verdadeiro] Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido [dela]; e continuaram a tornar a leitura compreensível.”

*** w06 1/2 p. 11 Destaques do livro de Neemias ***
8:8. Visto que somos instrutores da Palavra de Deus, ‘damos o sentido’ usando boa articulação e ênfase oral e também explicando corretamente as Escrituras, tornando clara sua aplicação.

*** w96 15/5 p. 16 par. 2 Leia a Palavra de Deus e sirva-o em verdade ***
Lemos: “Continuaram a ler alto no livro, na lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuaram a tornar a leitura compreensível.” (Neemias 8:8) Alguns sugerem que os judeus não entendiam bem o hebraico e que se fez uma paráfrase em aramaico. Mas o texto não indica um mero esclarecimento de termos lingüísticos. Esdras e os outros expuseram a Lei, para que o povo pudesse compreender seus princípios e aplicá-los. As publicações e as reuniões cristãs também servem para ‘dar o sentido’ da Palavra de Deus. O mesmo fazem os anciãos designados, que são ‘qualificados para ensinar’. — 1 Timóteo 3:1, 2; 2 Timóteo 2:24.

*** si p. 89 par. 10 Livro bíblico número 16 — Neemias ***
Convoca-se, a seguir, uma assembléia de oito dias na praça pública, junto ao Portão das Águas. Esdras inicia o programa, de pé num estrado de madeira. Bendiz a Jeová e daí lê o livro da Lei de Moisés, desde o amanhecer até o meio-dia. É habilmente assistido por outros levitas, que explicam a Lei ao povo e continuam ‘a ler alto no livro, na Lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuam a tornar a leitura compreensível’. (8:8)

*** it-1 p. 172 Aramaico ***
Alguns anos depois de os judeus terem voltado do exílio babilônico, Esdras, o sacerdote, leu o livro da Lei para os judeus reunidos em Jerusalém, e diversos levitas o explicaram ao povo, Neemias 8:8 declarando: “Continuaram a ler alto no livro, na lei do verdadeiro Deus, fornecendo-se esclarecimento e dando-se o sentido dela; e continuaram a tornar a leitura compreensível.” Esta exposição ou interpretação talvez envolvesse a paráfrase do texto hebraico em aramaico, os hebreus tendo possivelmente adotado o aramaico enquanto em Babilônia. Sem dúvida, a exposição envolveu também um esclarecimento, para que os judeus, mesmo que compreendessem o hebraico, discernissem o profundo significado do que era lido.

*** it-2 p. 298 Hebraico ***
Neemias 8:8 explica que ‘se fornecia esclarecimento’ e ‘se dava o sentido’ na leitura da Lei. Tem-se sugerido que o hebraico talvez não fosse então perfeitamente entendido pelos exilados que retornaram e que se faziam paráfrases aramaicas. Todavia, o próprio texto indica mais uma exposição do sentido e uma aplicação daquilo que se ensinava na Lei, do que um esclarecimento da terminologia lingüística ou de formas gramaticais. — Veja Mt 13:14, 51, 52; Lu 24:27; At 8:30, 31.

(NEEMIAS 8:10)

“E ele prosseguiu, dizendo-lhes: “Ide, comei as coisas gordurosas e bebei as coisas doces, e enviai porções àquele para quem nada se preparou; pois este dia é santo para o nosso Senhor, e não vos sintais magoados, porque o regozijo de Jeová é o vosso baluarte.””

*** w13 15/10 p. 22 par. 3 Lições de uma oração bem preparada ***
3 Mas aquela não era uma ocasião para confissão pública de pecados. Por se tratar de uma festividade, o objetivo era se alegrar com a adoração a Jeová. (Ilustração 2) (Núm. 29:1) Então Neemias disse ao povo: “Ide, comei as coisas gordurosas e bebei as coisas doces, e enviai porções àquele para quem nada se preparou; pois este dia é santo para o nosso Senhor, e não vos sintais magoados, porque o regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” Felizmente, o povo obedeceu, e aquele dia foi de “grande alegria”. — Nee. 8:10-12.

*** w08 15/12 p. 32 Perguntas dos Leitores ***
Perguntas dos Leitores
Em Neemias 8:10, os judeus foram ordenados a ‘comer as coisas gordurosas’, embora a Lei declare em Levítico 3:17: “Não deveis comer nenhuma gordura.” Como podemos conciliar essas declarações?
Na língua original, as palavras traduzidas “as coisas gordurosas”, em Neemias 8:10, e “gordura”, em Levítico 3:17, são diferentes. A palavra hebraica hhélev, traduzida “gordura” em Levítico 3:17, refere-se à gordura de animais ou de homens. (Lev. 3:3; Juí. 3:22) O contexto do versículo 17 mostra que os israelitas não deviam comer as camadas de gordura ao redor dos intestinos e dos rins dos animais para sacrifício, nem a gordura sobre os lombos, porque “toda a gordura pertence a Jeová”. (Lev. 3:14-16) Portanto, a gordura dos animais oferecidos em sacrifício a Jeová não devia ser consumida.
Por outro lado, a palavra traduzida por “as coisas gordurosas”, em Neemias 8:10, é mash•man•ním, e esta é a única ocorrência da palavra nas Escrituras Hebraicas. É derivada do verbo shamén, que significa “ser gordo, engordar”. A idéia básica do grupo de palavras relacionadas com esse verbo parece ser prosperidade e bem-estar. (Note Isaías 25:6.) Uma das palavras mais comumente derivadas desse verbo é o substantivo shé•men, que em geral é traduzido “azeite” ou ‘azeite de oliva’. (Deut. 8:8, Bíblia na Linguagem de Hoje; Lev. 24:2) Como usado em Neemias 8:10, mash•man•ním parece referir-se a alimento preparado com grande quantidade de óleo e até mesmo incluir a carne com vestígios de gordura, mas não camadas de pura gordura animal.
Embora os israelitas fossem proibidos de consumir as camadas de gordura animal, eles podiam ingerir alimentos ricos e saborosos. Algumas coisas, como bolos de cereal, eram cozidas, não em gordura animal, mas em óleo vegetal, geralmente azeite de oliva. (Lev. 2:7) Assim, a obra Estudo Perspicaz das Escrituras explica que “coisas gordurosas” aqui “refere-se a porções ricas, coisas que não são magras ou secas, mas deliciosas, incluindo coisas gostosas preparadas com óleos vegetais”.
Naturalmente, os cristãos sabem que a proibição contra comer a gordura era parte da Lei. No entanto, eles não estão sujeitos à Lei, incluindo seus requisitos relacionados ao sacrifício de animais. — Rom. 3:20; 7:4, 6; 10:4; Col. 2:16, 17.

*** w98 15/10 p. 20 par. 6 Uma Jerusalém fiel ao seu nome ***
6 Mas esta não era a ocasião de choro lamentoso. Era uma festividade, e os do povo acabavam de terminar a obra da reconstrução da muralha de Jerusalém. Por isso, Neemias ajudou-os a ter a atitude mental correta por dizer: “Ide, comei as coisas gordurosas e bebei as coisas doces, e enviai porções àquele para quem nada se preparou; pois este dia é santo para o nosso Senhor, e não vos sintais magoados, porque o regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” Obedientemente, “todo o povo se foi para comer e beber, e para enviar porções e para entregar-se a grande alegria, porque tinham entendido as palavras que se lhes deram a conhecer”. — Neemias 8:10-12.

*** w95 15/1 p. 11 par. 3 O regozijo de Jeová é o nosso baluarte ***
3 O regozijo que Jeová dá é um baluarte infalível para os que andam no Seu caminho com integridade. (Provérbios 2:6-8; 10:29) Para se ter este regozijo concedido por Deus, naturalmente, é preciso fazer a vontade divina. Neste respeito, considere o que aconteceu em Jerusalém, em 468 AEC. O copista Esdras bem como outros transmitiram entendimento por meio da leitura compreensível da Lei. Instou-se então com o povo: “Ide, comei as coisas gordurosas e bebei as coisas doces, e enviai porções àquele para quem nada se preparou; pois este dia é santo para o nosso Senhor, e não vos sintais magoados, porque o regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” Houve “grande alegria” quando os judeus aplicaram o conhecimento obtido e realizaram a alegre Festividade das Barracas. (Neemias 8:1-12) Aqueles que tinham ‘o regozijo de Jeová como seu baluarte’ ganharam força para a Sua adoração e o Seu serviço.

*** w94 1/9 p. 14 par. 2 Alegre-se em Jeová! ***
“O regozijo de Jeová é o vosso baluarte”, ou, segundo a tradução de A Bíblia na Linguagem de Hoje: “A alegria que o Deus Eterno dá fará que vocês fiquem fortes.” (Neemias 8:10) A alegria dá força e é como um baluarte ao qual se pode recorrer em busca de consolo e de proteção. A alegria ajudou até mesmo o homem perfeito Jesus a perseverar. “Pela alegria que se lhe apresentou, ele aturou uma estaca de tortura, desprezando a vergonha, e se tem assentado à direita do trono de Deus.” (Hebreus 12:2) É evidente que poder alegrar-se em face de dificuldades é vital para a salvação.

*** w92 15/3 p. 19 A liberdade que Deus dá produz regozijo ***
O Regozijo de Jeová É o Nosso Baluarte
3 Naquela festividade, os judeus constataram quão certas são estas palavras: “O regozijo de Jeová é o vosso baluarte.” (Neemias 8:10) Este regozijo será também o nosso baluarte se estivermos firmemente a favor da liberdade divina como Testemunhas dedicadas e batizadas de Jeová. Uns poucos dentre nós foram ungidos pelo espírito santo e adotados na família de Deus como co-herdeiros celestiais de Cristo. (Romanos 8:15-23) A vasta maioria de nós hoje têm a perspectiva de vida numa terra paradísica. (Lucas 23:43) Quanto regozijo devemos sentir!

*** it-2 p. 246 Gordura ***
O conceito de que essa proibição se aplicava a toda a gordura não é refutada pelo texto em Deuteronômio 32:14, que fala de Jeová dar a Israel “a gordura de carneiros” para comer. Trata-se duma expressão figurativa que se refere ao melhor do rebanho, ou, conforme a edição em inglês da Bíblia de Jerusalém verte a frase, o “rico alimento dos pastos”. (Veja também BLH, Da n. e Kx.) Este sentido poético é indicado por trechos posteriores do mesmo versículo, referindo-se à “gordura de rins do trigo” e ao “sangue da uva”. Assim também em Neemias 8:10, onde se ordena às pessoas: “Ide, comei as coisas gordurosas”, não devemos concluir que elas literalmente consumissem gordura pura. “Coisas gordurosas” refere-se a porções ricas, coisas que não são magras ou secas, mas deliciosas, incluindo coisas gostosas preparadas com óleos vegetais. Assim, a Bíblia Mensagem de Deus reza aqui “comei pratos suculentos”, ao passo que a tradução de Moffatt, em inglês, diz “comei os petiscos”.

(NEEMIAS 8:13)

“E no segundo dia, os cabeças dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas ajuntaram-se a Esdras, o copista, sim, para se inteirarem das palavras da lei.”

*** w98 15/10 pp. 20-21 Uma Jerusalém fiel ao seu nome ***
Outra reunião alegre
8 No segundo dia desse mês especial, “os cabeças dos pais de todo o povo, os sacerdotes e os levitas ajuntaram-se a Esdras, o copista, sim, para se inteirarem das palavras da lei”. (Neemias 8:13) Esdras estava bem habilitado para dirigir esta reunião, visto que ele “tinha preparado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la, e para ensinar regulamento e justiça em Israel”. (Esdras 7:10) Sem dúvida, esta reunião destacou pontos em que os do povo de Deus precisavam harmonizar-se mais com o pacto da Lei. De preocupação imediata era a necessidade de fazer os devidos preparativos para a celebração da iminente Festividade das Barracas.

(NEEMIAS 8:14)

“Então acharam escrito na lei, que Jeová, por meio de Moisés, ordenara que os filhos de Israel morassem em barracas durante a festividade do sétimo mês,”

*** it-2 p. 123 Festividade das Barracas ***
Requeria-se de todos eles morarem em barracas (hebr.: suk•kóhth) durante os sete dias da festividade. Cada família costumava ocupar uma barraca. (Êx 34:23; Le 23:42) Estas eram armadas nos pátios das casas, nos terraços das moradias, nos pátios do templo, nas praças públicas e nas estradas dentro do raio da jornada de um sábado, a partir da cidade. Os israelitas deviam usar “o fruto de árvores esplêndidas”, folhas de palmeiras, galhos de árvores ramosas e de choupos. (Le 23:40) Nos dias de Esdras, usavam-se folhas de oliveira e de árvore oleaginosa, de murta (bem fragrante) e folhas de palmeiras, bem como ramos de outras árvores, para construir estas estruturas temporárias. O fato de todos, tanto ricos como pobres, morarem em barracas, até mesmo tomando suas refeições nelas durante os sete dias, e que as barracas eram todas dos mesmos materiais, tirados dos morros e vales do país, salientaria a igualdade de todos em relação com a festividade. — Ne 8:14-16.

(NEEMIAS 8:15)

“e que apregoassem e fizessem passar uma proclamação por todas as suas cidades e em Jerusalém, dizendo: “Saí à região montanhosa e trazei folhas de oliveira, e folhas de oleastro, e folhas de murta, e folhas de palmeira, e as folhas de árvores ramosas para fazer barracas, segundo o que está escrito.””

*** it-2 p. 123 Festividade das Barracas ***
Requeria-se de todos eles morarem em barracas (hebr.: suk•kóhth) durante os sete dias da festividade. Cada família costumava ocupar uma barraca. (Êx 34:23; Le 23:42) Estas eram armadas nos pátios das casas, nos terraços das moradias, nos pátios do templo, nas praças públicas e nas estradas dentro do raio da jornada de um sábado, a partir da cidade. Os israelitas deviam usar “o fruto de árvores esplêndidas”, folhas de palmeiras, galhos de árvores ramosas e de choupos. (Le 23:40) Nos dias de Esdras, usavam-se folhas de oliveira e de árvore oleaginosa, de murta (bem fragrante) e folhas de palmeiras, bem como ramos de outras árvores, para construir estas estruturas temporárias. O fato de todos, tanto ricos como pobres, morarem em barracas, até mesmo tomando suas refeições nelas durante os sete dias, e que as barracas eram todas dos mesmos materiais, tirados dos morros e vales do país, salientaria a igualdade de todos em relação com a festividade. — Ne 8:14-16.

(NEEMIAS 8:16)

“E o povo passou a sair e a trazê-las, e a fazer para si barracas, cada um no seu próprio terraço, e nos seus pátios, e nos pátios da casa do [verdadeiro] Deus, e na praça pública do Portão das Águas, e na praça pública do Portão de Efraim.”

*** it-2 p. 123 Festividade das Barracas ***
Requeria-se de todos eles morarem em barracas (hebr.: suk•kóhth) durante os sete dias da festividade. Cada família costumava ocupar uma barraca. (Êx 34:23; Le 23:42) Estas eram armadas nos pátios das casas, nos terraços das moradias, nos pátios do templo, nas praças públicas e nas estradas dentro do raio da jornada de um sábado, a partir da cidade. Os israelitas deviam usar “o fruto de árvores esplêndidas”, folhas de palmeiras, galhos de árvores ramosas e de choupos. (Le 23:40) Nos dias de Esdras, usavam-se folhas de oliveira e de árvore oleaginosa, de murta (bem fragrante) e folhas de palmeiras, bem como ramos de outras árvores, para construir estas estruturas temporárias. O fato de todos, tanto ricos como pobres, morarem em barracas, até mesmo tomando suas refeições nelas durante os sete dias, e que as barracas eram todas dos mesmos materiais, tirados dos morros e vales do país, salientaria a igualdade de todos em relação com a festividade. — Ne 8:14-16.

15-21 de fevereiro de 2016
Neemias 9-11

(NEEMIAS 9:3)

“Então se levantaram no seu lugar e leram alto do livro da lei de Jeová, seu Deus, por uma quarta parte do dia; e por uma quarta parte faziam confissão e se curvavam diante de Jeová, seu Deus.”

*** w13 15/10 p. 22 Lições de uma oração bem preparada ***
UM DIA DE CONFISSÃO
5 Dois dias depois, era a ocasião apropriada para Israel fazer uma confissão pública por não ter cumprido a Lei de Deus. Não era um dia festivo para comer e se alegrar. Pelo contrário, o povo de Deus jejuou e se vestiu de serapilheira em sinal de lamento. Mais uma vez, a Lei de Deus foi lida ao povo — por cerca de três horas na parte da manhã. À tarde, eles ‘fizeram confissão e se curvaram diante de Jeová, seu Deus’. (Ilustração 5) Depois disso, os levitas representaram o povo com uma oração bem preparada. (Ilustração 6) — Nee. 9:1-4.

(NEEMIAS 9:5)

“E os levitas Jesua e Cadmiel, Bani, Hasabnéias, Serebias, Hodias, Sebanias [e] Petaías prosseguiram, dizendo: “Levantai-vos, bendizei a Jeová, vosso Deus, de tempo indefinido a tempo indefinido. E bendigam o teu glorioso nome, que é enaltecido acima de toda bênção e louvor.”

*** w13 15/10 p. 21 par. 1 Lições de uma oração bem preparada ***
“LEVANTAI-VOS, bendizei a Jeová, vosso Deus, de tempo indefinido a tempo indefinido.” Com essas palavras emocionantes, o povo de Deus no passado foi convocado para uma oração, que é uma das mais longas registradas na Bíblia. (Nee. 9:4, 5) Essa reunião foi realizada em Jerusalém no 24.° dia de tisri, sétimo mês judaico, do ano 455 AEC.

*** w13 15/10 p. 23 Lições de uma oração bem preparada ***
ELES LOUVARAM O GLORIOSO NOME DE DEUS
8 Embora a oração dos levitas fosse bem preparada, eles foram humildes e sentiram que suas palavras não podiam expressar plenamente o louvor que Jeová merece. Assim, a oração começou com este modesto apelo referente ao povo de Deus: “Bendigam o teu glorioso nome, que é enaltecido acima de toda bênção e louvor.” — Nee. 9:5.

(NEEMIAS 9:6)

““Só tu és Jeová; tu mesmo fizeste os céus, [sim,] o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo o que há sobre ela, os mares e tudo o que há neles; e tu preservas vivos a todos eles; e o exército dos céus se curva diante de ti.”

*** w13 15/10 p. 23 par. 9 Lições de uma oração bem preparada ***
9 A oração continua: “Só tu és Jeová; tu mesmo fizeste os céus, sim, o céu dos céus e todo o seu exército, a terra e tudo o que há sobre ela, os mares e tudo o que há neles; e tu preservas vivos a todos eles; e o exército dos céus se curva diante de ti.” (Nee. 9:6) De fato, Jeová criou todo o Universo, que é composto de incontáveis galáxias com suas estrelas. Ele criou também de forma maravilhosa tudo em nosso lindo planeta, incluindo sua incrível habilidade de sustentar uma variedade impressionante de vida — vida que continua se multiplicando segundo a sua espécie. Quem testemunhou tudo isso foram os santos anjos de Deus, que também são descritos como “o exército dos céus”. (1 Reis 22:19; Jó 38:4, 7) Além disso, os anjos humildemente fazem a vontade de Deus por ministrar a humanos pecadores “que hão de herdar a salvação”. (Heb. 1:14) O excelente exemplo dos anjos nos incentiva a servir unidos a Jeová como um exército bem treinado. — 1 Cor. 14:33, 40.

*** it-1 p. 488 Céu, I ***
“Céus dos céus.” A expressão “céus dos céus” é considerada como se referindo aos céus mais altos e abrangeria a plena extensão dos céus físicos, não importa quão vastos, visto que os céus se estendem da terra em todas as direções. — De 10:14; Ne 9:6.

(NEEMIAS 9:7)

“Tu és Jeová, o [verdadeiro] Deus, que escolheste a Abrão e o fizeste sair de Ur dos Caldeus e lhe puseste o nome de Abraão.”

*** w13 15/10 p. 24 par. 10 Lições de uma oração bem preparada ***
“Tu és Jeová, o verdadeiro Deus, que escolheste a Abrão e o fizeste sair de Ur dos Caldeus e lhe puseste o nome de Abraão.

*** w13 15/10 p. 23 par. 10 Lições de uma oração bem preparada ***
10 A seguir, os levitas se concentraram nos tratos de Deus com Abrão, que aos 99 anos ainda não tinha tido nenhum filho com sua esposa, Sarai, que era estéril. Foi nessa época que Jeová mudou seu nome para Abraão, que significa “pai duma multidão”. (Gên. 17:1-6, 15, 16)

(NEEMIAS 9:13)

“E desceste sobre o monte Sinai e falaste com eles desde o céu, e prosseguiste a dar-lhes decisões judiciais retas e leis de verdade, regulamentos e mandamentos bons.”

*** w13 15/10 p. 24 par. 13 Lições de uma oração bem preparada ***
Por exemplo, logo depois que Israel saiu do Egito, Jeová supriu suas necessidades espirituais. Os levitas se lembraram em sua oração a Deus: “Desceste sobre o monte Sinai e falaste com eles desde o céu, e prosseguiste a dar-lhes decisões judiciais retas e leis de verdade, regulamentos e mandamentos bons.” (Nee. 9:13) Jeová tentou ensinar seu povo para que eles fossem dignos de levar seu santo nome como herdeiros da Terra Prometida, mas eles abandonaram as boas coisas que haviam aprendido.

(NEEMIAS 9:32)

““E agora, ó nosso Deus, o Deus grande, poderoso e atemorizante, guardando o pacto e a benevolência, não deixes parecer pouco diante de ti toda a dificuldade que achou a nós, a nossos reis, a nossos príncipes, e a nossos sacerdotes, e a nossos profetas, e a nossos antepassados, e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até o dia de hoje.”

*** w13 15/10 p. 23 par. 7 Lições de uma oração bem preparada ***
7 Aquela oração continha apenas um pedido modesto. Ele está quase no fim da oração, no versículo 32, que diz: “Agora, ó nosso Deus, o Deus grande, poderoso e atemorizante, guardando o pacto e a benevolência, não deixes parecer pouco diante de ti toda a dificuldade que achou a nós, a nossos reis, a nossos príncipes, e a nossos sacerdotes, e a nossos profetas, e a nossos antepassados, e a todo o teu povo, desde os dias dos reis da Assíria até o dia de hoje.” Assim, os levitas deixaram um bom exemplo para nós: o de louvar e agradecer a Jeová antes de fazer pedidos pessoais nas orações.

(NEEMIAS 9:38)

““Portanto, em vista de tudo isso, estamos pactuando um arranjo fidedigno, tanto por escrito como atestado pelo selo de nossos príncipes, nossos levitas [e] nossos sacerdotes.””

*** w98 15/10 p. 21 pars. 10-11 Uma Jerusalém fiel ao seu nome ***
Daí, os levitas recapitularam os tratos misericordiosos de Deus com seu povo obstinado, fazendo belas expressões de louvor a Jeová e conveniando “um arranjo fidedigno”, atestado pelo selo de seus príncipes, levitas e sacerdotes. — Neemias 9:1-38.
11 Os do povo em geral fizeram o juramento de cumprir com o “arranjo fidedigno” escrito. Eles ‘andariam na lei do verdadeiro Deus’. E concordaram em não fazer alianças matrimoniais com os “povos da terra”. (Neemias 10:28-30) Além disso, os judeus obrigaram-se a observar o sábado, a fazer uma contribuição financeira anual em apoio da adoração verdadeira, a fornecer lenha para o altar de sacrifício, a dar o primogênito dos seus rebanhos e das suas manadas como sacrifício, e a levar as primícias da sua terra aos refeitórios do templo. É evidente que eles estavam decididos a ‘não negligenciar a casa de seu Deus’. — Neemias 10:32-39.

*** it-1 pp. 53-54 Adonias ***
3. Um dos “cabeças do povo” cujo descendente, se não ele mesmo, se juntou a certos príncipes e levitas em atestar com selo o contrato de confissão feito pelos israelitas que haviam retornado, nos dias de Neemias e Esdras. (Ne 9:38; 10:1, 14, 16) Alguns sugerem ser ele o mesmo que o Adonicão de Esdras 2:13, cujos descendentes, ascendendo a 666, retornaram de Babilônia sob Zorobabel, em 537 AEC. Uma comparação dos nomes daqueles que, como representantes do povo, selaram a resolução em Neemias 10 com os alistados como cabeças dos exilados retornados em Esdras 2 parece apoiar isso.

*** it-2 p. 193 Genealogia ***
Neemias, capítulo 10, apresenta vários nomes dos que atestaram, com selo, um “arranjo fidedigno” para cumprir os mandamentos de Deus. (Ne 9:38) Nestas listas, os nomes indicados não são necessariamente os das pessoas que entraram nos acordos, mas podem referir-se às casas envolvidas, mencionando-se o cabeça ancestral. (Veja Esd 10:16.) Isto talvez seja indicado por muitos dos nomes alistados serem os mesmos que os alistados como retornando de Babilônia 80 anos antes, com Zorobabel. Assim, embora os presentes, em alguns casos, possam ter tido o mesmo nome que o cabeça ancestral, eles talvez fossem apenas representantes das casas ancestrais alistadas por esses nomes.

(NEEMIAS 10:1)

“Ora, os seguintes o atestaram com selo: Neemias, o Tirsata, filho de Hacalias, E Zedequias,”

*** it-1 pp. 53-54 Adonias ***
3. Um dos “cabeças do povo” cujo descendente, se não ele mesmo, se juntou a certos príncipes e levitas em atestar com selo o contrato de confissão feito pelos israelitas que haviam retornado, nos dias de Neemias e Esdras. (Ne 9:38; 10:1, 14, 16) Alguns sugerem ser ele o mesmo que o Adonicão de Esdras 2:13, cujos descendentes, ascendendo a 666, retornaram de Babilônia sob Zorobabel, em 537 AEC. Uma comparação dos nomes daqueles que, como representantes do povo, selaram a resolução em Neemias 10 com os alistados como cabeças dos exilados retornados em Esdras 2 parece apoiar isso.

*** it-2 p. 193 Genealogia ***
Neemias, capítulo 10, apresenta vários nomes dos que atestaram, com selo, um “arranjo fidedigno” para cumprir os mandamentos de Deus. (Ne 9:38) Nestas listas, os nomes indicados não são necessariamente os das pessoas que entraram nos acordos, mas podem referir-se às casas envolvidas, mencionando-se o cabeça ancestral. (Veja Esd 10:16.) Isto talvez seja indicado por muitos dos nomes alistados serem os mesmos que os alistados como retornando de Babilônia 80 anos antes, com Zorobabel. Assim, embora os presentes, em alguns casos, possam ter tido o mesmo nome que o cabeça ancestral, eles talvez fossem apenas representantes das casas ancestrais alistadas por esses nomes.

(NEEMIAS 10:14)

“Os cabeças do povo: Parós, Paate-Moabe, Elão, Zatu, Bani,”

*** it-1 pp. 53-54 Adonias ***
3. Um dos “cabeças do povo” cujo descendente, se não ele mesmo, se juntou a certos príncipes e levitas em atestar com selo o contrato de confissão feito pelos israelitas que haviam retornado, nos dias de Neemias e Esdras. (Ne 9:38; 10:1, 14, 16) Alguns sugerem ser ele o mesmo que o Adonicão de Esdras 2:13, cujos descendentes, ascendendo a 666, retornaram de Babilônia sob Zorobabel, em 537 AEC. Uma comparação dos nomes daqueles que, como representantes do povo, selaram a resolução em Neemias 10 com os alistados como cabeças dos exilados retornados em Esdras 2 parece apoiar isso.

(NEEMIAS 10:16)

“Adonias, Bigvai, Adim,”

*** it-1 pp. 53-54 Adonias ***
3. Um dos “cabeças do povo” cujo descendente, se não ele mesmo, se juntou a certos príncipes e levitas em atestar com selo o contrato de confissão feito pelos israelitas que haviam retornado, nos dias de Neemias e Esdras. (Ne 9:38; 10:1, 14, 16) Alguns sugerem ser ele o mesmo que o Adonicão de Esdras 2:13, cujos descendentes, ascendendo a 666, retornaram de Babilônia sob Zorobabel, em 537 AEC. Uma comparação dos nomes daqueles que, como representantes do povo, selaram a resolução em Neemias 10 com os alistados como cabeças dos exilados retornados em Esdras 2 parece apoiar isso.

(NEEMIAS 10:32)

“Também, impusemo-nos mandamentos, de cada um de nós dar anualmente o terço de um siclo para o serviço da casa de nosso Deus,”

*** it-2 p. 389 Imposto ***
Os judeus da época de Neemias obrigaram-se a pagar anualmente um terço dum siclo (c. 75 centavos de dólar) para o serviço do templo. — Ne 10:32.

(NEEMIAS 10:34)

“Também lançamos sortes sobre o suprimento de lenha que os sacerdotes, os levitas e o povo deviam trazer à casa de nosso Deus, segundo a casa de nossos antepassados, nos tempos marcados, de ano em ano, para ser queimada sobre o altar de Jeová, nosso Deus, de acordo com o que está escrito na lei;”

*** w06 1/2 p. 11 Destaques do livro de Neemias ***
10:34 — Por que o povo teve de oferecer lenha? A oferta de lenha não era um requisito da Lei mosaica. Isso foi necessário apenas por causa da circunstância. Era preciso muita lenha para a queima dos sacrifícios no altar e, pelo visto, não havia suficientes netineus — escravos não-israelitas que serviam no templo. Portanto, lançaram-se sortes para garantir um suprimento contínuo de lenha.

(NEEMIAS 10:39)

“Pois é aos refeitórios que os filhos de Israel e os filhos dos levitas devem levar a contribuição dos cereais, do vinho novo e do azeite, e é ali que estão os utensílios do santuário, e os sacerdotes que ministram, e os porteiros, e os cantores; e não devemos negligenciar a casa de nosso Deus.”

*** w98 15/10 pp. 21-22 Uma Jerusalém fiel ao seu nome ***
Não devemos negligenciar a casa de Deus
10 Há uma ocasião e um lugar apropriados para corrigir deficiências sérias entre o povo de Deus. Aparentemente dando-se conta de que essa era tal ocasião, Esdras e Neemias providenciaram um dia de jejum para o 24.° dia do mês de tisri. Leu-se novamente a Lei de Deus, e o povo confessou os seus pecados. Daí, os levitas recapitularam os tratos misericordiosos de Deus com seu povo obstinado, fazendo belas expressões de louvor a Jeová e conveniando “um arranjo fidedigno”, atestado pelo selo de seus príncipes, levitas e sacerdotes. — Neemias 9:1-38.
11 Os do povo em geral fizeram o juramento de cumprir com o “arranjo fidedigno” escrito. Eles ‘andariam na lei do verdadeiro Deus’. E concordaram em não fazer alianças matrimoniais com os “povos da terra”. (Neemias 10:28-30) Além disso, os judeus obrigaram-se a observar o sábado, a fazer uma contribuição financeira anual em apoio da adoração verdadeira, a fornecer lenha para o altar de sacrifício, a dar o primogênito dos seus rebanhos e das suas manadas como sacrifício, e a levar as primícias da sua terra aos refeitórios do templo. É evidente que eles estavam decididos a ‘não negligenciar a casa de seu Deus’. — Neemias 10:32-39.
12 Atualmente, os do povo de Jeová precisam ter cuidado de não negligenciar seu privilégio de ‘prestar serviço sagrado’ nos pátios do grande templo espiritual de Jeová. (Revelação [Apocalipse] 7:15) Isto envolve fazer regularmente de coração orações em prol da promoção da adoração de Jeová. Viver em harmonia com essas orações requer a preparação para as reuniões cristãs e a participação nelas, tomar parte nos arranjos da pregação das boas novas e ajudar os interessados por fazer revisitas e, se possível, dirigir com eles estudos bíblicos. Muitos daqueles que não querem negligenciar a casa de Deus fazem contribuições financeiras para a pregação e para a manutenção dos locais da verdadeira adoração. Podemos também dar apoio à construção de locais de reunião urgentemente necessitados, bem como a mantê-los limpos e arrumados. Um modo importante de se mostrar amor pela casa espiritual de Deus é promover a paz entre concrentes e ajudar os que têm necessidade de ajuda material ou espiritual. — Mateus 24:14; 28:19, 20; Hebreus 13:15, 16.

(NEEMIAS 11:1)

“Ora, os príncipes do povo tinham a sua morada em Jerusalém; mas, quanto ao restante do povo, lançaram sortes para trazer para dentro um em cada dez, para morar em Jerusalém, a cidade santa, e as outras nove partes nas outras cidades.”

*** it-2 p. 526 Jerusalém ***
Jerusalém era então “larga e grande, [mas] havia poucas pessoas dentro dela”. (Ne 7:4) Depois da leitura pública das Escrituras e de celebrações na “praça pública que havia diante do Portão das Águas”, do lado L da cidade (Ne 3:26; 8:1-18), foram feitos arranjos para aumentar a população da cidade por trazer um israelita em cada dez para morar ali. Isto foi feito pelo lançamento de sortes, mas, além disso, houve evidentemente voluntários. (Ne 11:1, 2)

(NEEMIAS 11:2)

“Além disso, o povo abençoou todos os homens que se ofereceram voluntariamente para morar em Jerusalém.”

*** w06 1/2 p. 11 Destaques do livro de Neemias ***
11:2. Abandonar as posses hereditárias e mudar-se para Jerusalém significava gastos pessoais e algumas desvantagens. Os que se dispuseram a fazer isso demonstraram um espírito de abnegação. Nós também podemos ter tal espírito quando surgem oportunidades de nos colocar à disposição para ajudar outros em congressos e outras ocasiões.

*** it-2 p. 526 Jerusalém ***
Jerusalém era então “larga e grande, [mas] havia poucas pessoas dentro dela”. (Ne 7:4) Depois da leitura pública das Escrituras e de celebrações na “praça pública que havia diante do Portão das Águas”, do lado L da cidade (Ne 3:26; 8:1-18), foram feitos arranjos para aumentar a população da cidade por trazer um israelita em cada dez para morar ali. Isto foi feito pelo lançamento de sortes, mas, além disso, houve evidentemente voluntários. (Ne 11:1, 2)

(NEEMIAS 11:5)

“e Maaséias, filho de Baruque, filho de Colozé, filho de Hazaías, filho de Adaías, filho de Joiaribe, filho de Zacarias, filho do selanita.”

*** it-1 p. 243 Asaías ***
4. Primogênito dos silonitas (1Cr 9:1-3, 5), alistado entre os que retornaram de Babilônia após o exílio. Em Neemias 11:5 faz-se menção de Maaséias como “selanita” descendente de Judá, e por causa do sentido similar dos nomes (Maaséias significa “Obra de Jeová”) alguns acham serem eles a mesma pessoa e descendente de Selá, filho mais moço de Judá mediante a filha de Sua, o cananeu. — Gên 38:2, 5; veja MAASÉIAS N.° 17.

(NEEMIAS 11:10)

“Dos sacerdotes: Jedaías, filho de Joiaribe, Jaquim,”

*** it-2 p. 479 Jedaías ***
4. Sacerdote, ou possivelmente membro da acima mencionada casa paterna, que morava em Jerusalém após o retorno de Babilônia. Ser Jedaías chamado de “filho de” Joiaribe, em Neemias 11:10, pode ser um acréscimo de copista, conforme indicado pela comparação com 1 Crônicas 9:10.

(NEEMIAS 11:11)

“Seraías, filho de Hilquias, filho de Mesulão, filho de Zadoque, filho de Meraiote, filho de Aitube, líder da casa do [verdadeiro] Deus;”

*** it-1 p. 283 Azarias ***
23. Um dos sacerdotes que viveram em Jerusalém depois do exílio. (1Cr 9:11) Numa lista paralela (Ne 11:11), o nome é Seraías. Possivelmente trata-se do N.° 22 acima.

(NEEMIAS 11:29)

“e em En-Rimom, e em Zorá, e em Jarmute,”

*** it-1 pp. 73-74 Aim ***
Aim encontrava-se perto da cidade de Rimom, e parece que, depois de ser repovoada após o exílio em Babilônia, os nomes dos dois lugares foram conjugados em um só: En-Rimom. (Ne 11:29) Como tal, a cidade costuma ser identificada com Khirbet Umm er-Ramamin (Horvat Remalya), situada a uns 15 km ao N de Berseba. — Veja RIMOM N.° 2.

(NEEMIAS 11:30)

“Zanoa, Adulão e seus povoados, Laquis e seus campos, Azeca e suas aldeias dependentes. E passaram a acampar-se desde Berseba até o vale de Hinom.”

*** it-1 p. 342 Berseba ***
Berseba veio a representar o ponto mais meridional ao se descrever a extensão da Terra da Promessa, conforme expresso na frase proverbial, “desde Dã para baixo até Berseba” (Jz 20:1), ou, na direção inversa, “desde Berseba até Dã”. (1Cr 21:2; 2Cr 30:5) Depois da divisão da nação em dois reinos, Berseba continuou a ser usada para indicar a extremidade sul do reino de Judá, nas expressões “desde Geba até Berseba” (2Rs 23:8) e “desde Berseba até a região montanhosa de Efraim” (onde começava o reino setentrional de Israel). (2Cr 19:4) Nos tempos pós-exílicos, a expressão era usada de forma ainda mais limitada, para se referir à região ocupada pelos repatriados de Judá, que se estendia desde Berseba “até o vale de Hinom”. — Ne 11:27, 30.
Na realidade, havia outras cidades da Terra da Promessa situadas ao S de Berseba, assim como havia cidades israelitas ao N de Dã. No entanto, tanto Dã como Berseba encontravam-se em fronteiras naturais da terra. No caso de Berseba, sua localização era abaixo das montanhas de Judá, à beira do deserto. Adicionalmente, era uma das principais cidades de Judá (junto com Jerusalém e Hébron), e isto se dava, não só porque dispunha de excelentes reservas de água, em comparação com a região circunvizinha, possibilitando assim tanto a lavoura como as pastagens de manadas e rebanhos, mas também porque importantes estradas convergiam para ela, vindas de várias direções. Do Egito, uma antiga rota subia pelo “Caminho dos Poços”, atravessando Cades-Barnéia até Berseba, unindo-se a outra estrada pela qual viajavam as caravanas de camelos dos “Reinos das Especiarias” da península da Arábia, em direção à Filístia ou a Judá. De Eziom-Géber, na cabeceira do golfo de Acaba, outra rota subia pelo Arabá e então se virava para o O, ascendendo a subida de Acrabim até Berseba. Em Gaza, na planície filistéia, uma estrada que saía da estrada principal levava ao SE, a Berseba. E, ligando-a com o restante de Judá, uma estrada ia de Berseba para o NE, subindo o platô nas montanhas de Judá até Jerusalém e outros pontos mais para o N. — Gên 22:19.

22-28 de fevereiro de 2016
Neemias 12-13

(NEEMIAS 12:11)

“E o próprio Joiada tornou-se pai de Jonatã, e o próprio Jonatã tornou-se pai de Jadua.”

*** it-2 p. 568 Joanã ***
7. Neto de Eliasibe, sumo sacerdote contemporâneo de Neemias. Ser ele chamado Jonatã em Neemias 12:11 se deve provavelmente a um erro de escriba, visto que os nomes “Joanã” e “Jonatã” são bem similares em hebraico. Joanã é mencionado em Neemias 12:22, 23, e numa carta encontrada entre os Papiros de Elefantina, em que é chamado de sumo sacerdote. — Jewish Antiquities (Antiguidades Judaicas), de F. Josefo, XI, 297 (vii, 1).

*** it-2 p. 593 Jonatã ***
12. Filho de Joiada e neto do sumo sacerdote Eliasibe. (Ne 12:10, 11) Pensa-se que o versículo 11 , na realidade, deveria rezar “Joanã” em vez de “Jonatã”, visto que Neemias 12:22, 23 se refere a Joanã como “filho de Eliasibe”, e “filho” pode significar “neto”. — Veja JOANÃ N.° 7.

(NEEMIAS 12:22)

“Os levitas nos dias de Eliasibe, Joiada e Joanã, e Jadua, estavam inscritos como cabeças de casas paternas, também os sacerdotes, até o reinado de Dario, o persa.”

*** it-1 p. 663 Dario ***
3. Neemias 12:22 menciona o registro dos cabeças de casas paternas levitas “nos dias de Eliasibe, Joiada e Joanã, e Jadua . . . até o reinado de Dario, o persa”. Visto que Eliasibe era sumo sacerdote na época do retorno de Neemias a Jerusalém (Ne 3:1), e visto que, por ocasião da segunda visita de Neemias a esta cidade (após o 32.° ano de Artaxerxes [443 AEC]), Joiada tinha um filho casado (Ne 13:28), é provável que o “Dario” mencionado fosse Dario Oco (também chamado Noto), que governou de 423 a 405 AEC.
Uma carta encontrada entre os Papiros Elefantinos, reconhecida como datando dos últimos anos do quinto século AEC, refere-se a “Joanã” como sumo sacerdote em Jerusalém naquela época.

*** it-1 p. 780 Egito, egípcio ***
Assim, havia uma colônia judaica em Elefantina (a Yeb egípcia), uma ilha situada no Nilo, perto de Assuã, a uns 690 km ao S do Cairo. Uma valiosa descoberta de papiros revela as condições prevalecentes ali durante o quinto século AEC, por volta do tempo em que Esdras e Neemias estavam ativos em Jerusalém. Estes documentos, em aramaico, contêm o nome de Sambalá, de Samaria (Ne 4:1, 2), e de Joanã, o sumo sacerdote. (Ne 12:22)

(NEEMIAS 12:31)

“Então fiz subir os príncipes de Judá à muralha. Outrossim, constituí dois grandes coros de agradecimento e cortejos, [e um seguia] pela direita sobre a muralha junto ao Portão dos Montes de Cinzas.”

*** it-2 p. 48 Esterco ***
Um dos portões de Jerusalém era o “Portão dos Montes de Cinzas”, usualmente chamado de “Portão do Esterco”. (Ne 2:13; 3:13, 14; 12:31) Ficava a uns mil côvados (445 m) ao L do Portão do Vale, e, portanto, ao S do monte Sião. Este portão era provavelmente chamado assim por causa do lixo acumulado no vale de Hinom, situado abaixo dele e para o qual dava acesso; o lixo da cidade possivelmente era levado para fora dela através deste portão.

(NEEMIAS 12:37)

“E junto ao Portão da Fonte e diretamente adiante deles subiram pela Escadaria da Cidade de Davi, pela subida da muralha acima da Casa de Davi e até o Portão das Águas no leste.”

*** it-1 p. 669 Davi, Cidade de ***
Dos textos acima é evidente que, embora a área de Jerusalém se expandisse no decorrer do tempo, a Cidade de Davi continuou a ser um setor separado. Isto perdurou mesmo depois do retorno do exílio babilônico, mencionando-se certos aspectos da cidade em conexão com as turmas do conserto das muralhas da cidade. (Ne 3:15, 16) A “Escadaria da Cidade de Davi” evidentemente levava da extremidade sul da cidade para baixo. (Ne 12:37) Escavações feitas ali revelaram partes de tal escadaria, e um lance de degraus cortados toscamente na rocha neste ponto desce morro abaixo.

(NEEMIAS 12:38)

“E o outro coro de agradecimento seguia adiante, e eu atrás dele, também metade do povo, sobre a muralha acima da Torre dos Fornos e adiante até a Muralha Larga,”

*** it-1 p. 580 Cozer (assar), padeiro ***
Anos mais tarde, quando as muralhas de Jerusalém foram restauradas sob a supervisão de Neemias, também foi consertada a “Torre dos Fornos”. (Ne 3:11; 12:38) É incerto exatamente como esta torre veio a ser chamada assim, mas é possível que recebesse este nome incomum porque se encontravam ali os fornos dos padeiros comerciais.

*** it-2 p. 156 Forno ***
“A Torre dos Fornos”, em Jerusalém, foi reparada sob a direção de Neemias, durante a restauração das muralhas da cidade. (Ne 3:11; 12:38) A origem deste nome é incerta, mas foi sugerido que a torre foi chamada assim porque padeiros comerciais tinham seus fornos na vizinhança dela.

(NEEMIAS 13:1)

“Naquele dia houve uma leitura do livro de Moisés aos ouvidos do povo; e achava-se escrito nele que os amonitas e os moabitas não deviam entrar na congregação do [verdadeiro] Deus, por tempo indefinido,”

*** it-1 p. 114 Amonitas ***
Casamentos Com Israelitas. Depois da volta dos judeus do exílio (537 AEC), um amonita chamado Tobias teve papel destacado no empenho de obstruir a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne 4:3, 7, 8) No entanto, mais tarde, teve a audácia de utilizar um refeitório nas dependências do templo, até que Neemias, indignado, lançou fora a mobília dele. (Ne 13:4-8; veja TOBIAS N.° 2.) Muitos dos exilados judeus que retornaram também haviam tomado esposas dentre os amonitas e os de outras origens estrangeiras, e foram severamente censurados por isso, resultando numa despedida geral de tais esposas. — Esd 9:1, 2; 10:10-19, 44; Ne 13:23-27.
Depois de Tobias ser expulso da área do templo, a lei de Deus, em Deuteronômio 23:3-6, proibindo a entrada de amonitas e de moabitas na congregação de Israel, foi lida e aplicada. (Ne 13:1-3) Esta restrição, imposta cerca de 1.000 anos antes, devido à recusa dos amonitas e dos moabitas de socorrer os israelitas quando estes se acercavam da Terra da Promessa, é geralmente compreendida como significando que tais raças não podiam obter pleno direito legal como membros da nação de Israel, com todos os direitos e privilégios concomitantes que envolviam essa condição de membro. Não significava, necessariamente, que pessoas dentre os amonitas e dentre os moabitas não pudessem associar-se com os israelitas, ou morar entre eles, e, desta forma, beneficiar-se das bênçãos divinas sobre o povo de Deus, e isto é evidente da inclusão de Zeleque, já mencionado, entre os principais guerreiros de Davi, bem como do registro a respeito de Rute, a moabita. — Ru 1:4, 16-18.
Quanto a este último caso, o casamento de Rute com Boaz mostra que as mulheres dentre tais nações, ao se voltarem para a adoração do verdadeiro Deus, podiam ser aceitáveis para o casamento com varões judeus. Visto que os termos “amonita” e “moabita” no texto hebraico de Deuteronômio 23:3-6 se acham no gênero masculino, a Míxena judaica (Yevamot 8:3) argumenta que só os varões amonitas e moabitas foram excluídos de Israel. Todavia, a insistência de Esdras para que os homens judeus despedissem suas esposas estrangeiras, e a atitude similar de Neemias, já mencionada antes, indicam que a admissão de mulheres amonitas e moabitas na associação com Israel dependia de elas aceitarem a adoração verdadeira.

(NEEMIAS 13:4)

“Ora, antes disso, Eliasibe, o sacerdote encarregado dum refeitório da casa de nosso Deus, era parente de Tobias;”

*** w13 15/8 p. 4 par. 8 Vocês foram santificados ***
8 Faremos bem em nos lembrar de que “más associações estragam hábitos úteis”. (1 Cor. 15:33) Alguns de nossos parentes talvez não sejam uma influência positiva na nossa vida. Eliasibe deu um bom exemplo ao povo dando total apoio a Neemias na reconstrução das muralhas de Jerusalém. (Nee. 3:1) Com o tempo, porém, a má influência de Tobias e de outros pelo visto levou Eliasibe a fazer coisas que o aviltaram perante Jeová.

*** w13 15/8 p. 4 pars. 5-6 Vocês foram santificados ***
5 Leia Neemias 13:4-9. Estamos cercados de influências impuras, de modo que não é fácil permanecermos santos. Veja o caso de Eliasibe e Tobias. Eliasibe era o sumo sacerdote e Tobias um amonita que provavelmente era um oficial subalterno na administração persa da Judeia. Tobias e seus associados haviam combatido os esforços de Neemias de reconstruir as muralhas de Jerusalém. (Nee. 2:10) Os amonitas não tinham permissão de entrar nas áreas do templo. (Deut. 23:3) Assim, por que o sumo sacerdote permitiria que um homem como Tobias ocupasse um dos refeitórios do templo?
6 Tobias havia se tornado um companheiro achegado de Eliasibe. Tobias e seu filho Jeoanã haviam se casado com mulheres judias, e muitos judeus falavam bem de Tobias. (Nee. 6:17-19) Um dos netos de Eliasibe era casado com a filha de Sambalá, governante de Samaria, que era um dos companheiros mais achegados de Tobias. (Nee. 13:28) Esses laços talvez expliquem por que o Sumo Sacerdote Eliasibe permitiu que um descrente e opositor o influenciasse.

(NEEMIAS 13:5)

“e passara a fazer para ele um amplo refeitório onde antes se pusera regularmente a oferta de cereais, o olíbano e os utensílios, bem como o décimo dos cereais, do vinho novo e do azeite, que de direito cabe aos levitas, e aos cantores, e aos porteiros, bem como a contribuição para os sacerdotes.”

*** w13 15/8 p. 4 pars. 5-6 Vocês foram santificados ***
5 Leia Neemias 13:4-9. Estamos cercados de influências impuras, de modo que não é fácil permanecermos santos. Veja o caso de Eliasibe e Tobias. Eliasibe era o sumo sacerdote e Tobias um amonita que provavelmente era um oficial subalterno na administração persa da Judeia. Tobias e seus associados haviam combatido os esforços de Neemias de reconstruir as muralhas de Jerusalém. (Nee. 2:10) Os amonitas não tinham permissão de entrar nas áreas do templo. (Deut. 23:3) Assim, por que o sumo sacerdote permitiria que um homem como Tobias ocupasse um dos refeitórios do templo?
6 Tobias havia se tornado um companheiro achegado de Eliasibe. Tobias e seu filho Jeoanã haviam se casado com mulheres judias, e muitos judeus falavam bem de Tobias. (Nee. 6:17-19) Um dos netos de Eliasibe era casado com a filha de Sambalá, governante de Samaria, que era um dos companheiros mais achegados de Tobias. (Nee. 13:28) Esses laços talvez expliquem por que o Sumo Sacerdote Eliasibe permitiu que um descrente e opositor o influenciasse.

*** w13 15/8 p. 4 par. 8 Vocês foram santificados ***
8 Faremos bem em nos lembrar de que “más associações estragam hábitos úteis”. (1 Cor. 15:33) Alguns de nossos parentes talvez não sejam uma influência positiva na nossa vida. Eliasibe deu um bom exemplo ao povo dando total apoio a Neemias na reconstrução das muralhas de Jerusalém. (Nee. 3:1) Com o tempo, porém, a má influência de Tobias e de outros pelo visto levou Eliasibe a fazer coisas que o aviltaram perante Jeová.

(NEEMIAS 13:6)

“E durante todo este [tempo] aconteceu que eu não estava em Jerusalém, pois no trigésimo segundo ano de Artaxerxes, rei de Babilônia, cheguei ao rei e algum tempo depois pedi licença ao rei.”

*** w06 1/2 p. 11 Destaques do livro de Neemias ***
13:6, nota — Quanto tempo Neemias se ausentou de Jerusalém? A Bíblia diz apenas que, “algum tempo depois” ou “no fim de dias”, Neemias pediu para se ausentar do rei a fim de voltar a Jerusalém. Portanto, é impossível determinar quanto tempo ele ficou ausente. Ao chegar em Jerusalém, Neemias descobriu que o sacerdócio não estava sendo apoiado, nem a lei do sábado estava sendo cumprida. Muitos haviam tomado esposas estrangeiras, e sua descendência não falava o idioma dos judeus. Pela situação crítica, Neemias deve ter ficado ausente um bom tempo.

*** si p. 173 par. 3 Livro bíblico número 39 — Malaquias ***
Contudo, fala-se muito dos abusos por parte do sacerdócio, ligando Malaquias com a situação existente quando Neemias veio pela segunda vez a Jerusalém, depois de Artaxerxes chamá-lo de volta a Babilônia em 443 AEC, o 32.° ano do reinado do rei. (Mal. 2:1; Nee. 13:6)

*** it-1 p. 217 Artaxerxes ***
Neemias 13:6 refere-se ao “trigésimo segundo ano de Artaxerxes”, isto é, a 443 AEC, quando Neemias retornou por um tempo à corte deste rei.

(NEEMIAS 13:11)

“E comecei a ralhar com os delegados governantes e a dizer: “Por que se negligenciou a casa do [verdadeiro] Deus?” Portanto, reuni-os e coloquei-os nos seus postos.”

*** w13 15/8 pp. 4-5 par. 9 Vocês foram santificados ***
9 Leia Neemias 13:10-13. Pelo visto, as contribuições para o templo haviam praticamente cessado quando Neemias voltou para Jerusalém. Sem esse apoio, os levitas abandonavam suas designações e iam trabalhar nos seus campos. Neemias culpou os delegados governantes por essa situação. Aparentemente, eles não estavam cuidando de seus deveres. Talvez não estivessem recolhendo os dízimos do povo, ou não os estavam enviando ao templo, como sua designação exigia. (Nee. 12:44)

(NEEMIAS 13:22)

“E prossegui, dizendo aos levitas que se purificassem regularmente e que entrassem, montando guarda nos portões para santificar o dia de sábado. Lembra-te também disso a meu favor, ó meu Deus, e tem dó de mim segundo a abundância da tua benevolência.”

*** w96 15/9 p. 16 par. 2 Que Jeová leve em conta o bem que faz ***
2 Um homem que se saiu bem perante Deus foi Neemias, copeiro do rei persa, Artaxerxes (Longímano). (Neemias 2:1) Neemias tornou-se governador dos judeus e reconstruiu a muralha de Jerusalém apesar de adversários e de perigos. Com zelo pela adoração verdadeira, fez vigorar a Lei de Deus e preocupou-se com os oprimidos. (Neemias 5:14-19) Neemias instou com os levitas para que se purificassem regularmente, guardassem os portões e santificassem o dia do sábado. Por isso podia orar: “Lembra-te também disso a meu favor, ó meu Deus, e tem dó de mim segundo a abundância da tua benevolência.” Neemias concluiu também de forma apropriada seu livro divinamente inspirado com a súplica: “Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” — Neemias 13:22, 31.

*** w96 15/9 p. 16 Que Jeová leve em conta o bem que faz ***
“Lembra-te . . . disso a meu favor, ó meu Deus . . . Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” — NEEMIAS 13:22, 31.

(NEEMIAS 13:23)

“Vi também naqueles dias os judeus que tinham dado morada a esposas asdoditas, amonitas [e] moabitas.”

*** it-1 p. 114 Amonitas ***
Casamentos Com Israelitas. Depois da volta dos judeus do exílio (537 AEC), um amonita chamado Tobias teve papel destacado no empenho de obstruir a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne 4:3, 7, 8) No entanto, mais tarde, teve a audácia de utilizar um refeitório nas dependências do templo, até que Neemias, indignado, lançou fora a mobília dele. (Ne 13:4-8; veja TOBIAS N.° 2.) Muitos dos exilados judeus que retornaram também haviam tomado esposas dentre os amonitas e os de outras origens estrangeiras, e foram severamente censurados por isso, resultando numa despedida geral de tais esposas. — Esd 9:1, 2; 10:10-19, 44; Ne 13:23-27.
Depois de Tobias ser expulso da área do templo, a lei de Deus, em Deuteronômio 23:3-6, proibindo a entrada de amonitas e de moabitas na congregação de Israel, foi lida e aplicada. (Ne 13:1-3) Esta restrição, imposta cerca de 1.000 anos antes, devido à recusa dos amonitas e dos moabitas de socorrer os israelitas quando estes se acercavam da Terra da Promessa, é geralmente compreendida como significando que tais raças não podiam obter pleno direito legal como membros da nação de Israel, com todos os direitos e privilégios concomitantes que envolviam essa condição de membro. Não significava, necessariamente, que pessoas dentre os amonitas e dentre os moabitas não pudessem associar-se com os israelitas, ou morar entre eles, e, desta forma, beneficiar-se das bênçãos divinas sobre o povo de Deus, e isto é evidente da inclusão de Zeleque, já mencionado, entre os principais guerreiros de Davi, bem como do registro a respeito de Rute, a moabita. — Ru 1:4, 16-18.
Quanto a este último caso, o casamento de Rute com Boaz mostra que as mulheres dentre tais nações, ao se voltarem para a adoração do verdadeiro Deus, podiam ser aceitáveis para o casamento com varões judeus. Visto que os termos “amonita” e “moabita” no texto hebraico de Deuteronômio 23:3-6 se acham no gênero masculino, a Míxena judaica (Yevamot 8:3) argumenta que só os varões amonitas e moabitas foram excluídos de Israel. Todavia, a insistência de Esdras para que os homens judeus despedissem suas esposas estrangeiras, e a atitude similar de Neemias, já mencionada antes, indicam que a admissão de mulheres amonitas e moabitas na associação com Israel dependia de elas aceitarem a adoração verdadeira.

(NEEMIAS 13:24)

“E quanto aos seus filhos, metade falava asdodita, e não havia nenhum deles que soubesse falar judaico, senão na língua dos diversos povos.”

*** w13 15/8 pp. 6-7 Vocês foram santificados ***
PRESERVAR SUA IDENTIDADE CRISTÃ
16 Leia Neemias 13:23-27. Nos dias de Neemias, muitos homens israelitas se casavam com mulheres estrangeiras. Durante sua primeira visita a Jerusalém, Neemias providenciou que todos os anciãos assinassem um acordo em que os israelitas se comprometiam a não se casar com mulheres pagãs. (Nee. 9:38; 10:30) Anos mais tarde, porém, ele descobriu que homens judeus não só haviam se casado com mulheres estrangeiras, mas também estavam prestes a perder sua própria identidade como povo santificado de Deus. Os filhos dessas mulheres estrangeiras não sabiam ler nem falar em hebraico. Quando crescessem, será que se identificariam como israelitas? Ou se considerariam asdoditas, amonitas ou moabitas? Sem saber hebraico, será que conseguiriam entender a Lei de Deus? Como poderiam conhecer a Jeová e decidir servir a ele em vez de aos deuses falsos que suas mães adoravam? Era necessário uma ação rápida e decisiva, e Neemias fez isso. — Nee. 13:28.
17 Hoje precisamos agir com determinação para ajudar nossos filhos a adquirir uma identidade cristã. Pais, perguntem-se: ‘Meus filhos falam bem a “língua pura” da verdade bíblica? (Sof. 3:9) As conversas deles refletem a influência do espírito de Deus ou do espírito do mundo?’ Não se desanime logo caso note que há margem para melhora. Leva tempo para aprender um idioma, em especial se estamos cercados de coisas que podem nos distrair. Seus filhos enfrentam enormes pressões para transigir. Portanto, use pacientemente as sessões da Adoração em Família e outras oportunidades para ajudá-los a desenvolver uma relação achegada com Jeová. (Deu. 6:6-9) Destaque os benefícios de ser diferente do mundo de Satanás. (João 17:15-17) E esforce-se para tocar o coração dos filhos.
18 Por fim, cada filho tomará sua própria decisão quanto a servir a Deus. Mas há muito que os pais podem fazer. Isso inclui dar bom exemplo, especificar limites claros e considerar com os filhos as consequências de suas decisões. Pais, vocês, melhor do que ninguém, podem preparar seus filhos para fazer uma dedicação a Jeová. Eles precisam de sua ajuda para adquirir e preservar sua identidade cristã.

*** it-1 p. 246 Asdodita ***
Em Neemias 13:24, o termo “asdodita” é também aplicado à língua deles. Em vista da ausência de qualquer registro a respeito da sua língua, não se pode determinar se ainda falavam a antiga língua filistéia, ou um dialeto resultante de séculos de domínio estrangeiro.

*** it-2 pp. 362-363 Idioma, língua ***
Neemias ficou grandemente preocupado quando soube que os filhos de casamentos mistos entre os judeus que retornaram do cativeiro não sabiam falar “judaico” (hebraico). (Ne 13:23-25) Sua preocupação era com a adoração pura, pois ele sabia da importância de entender as Sagradas Escrituras (até então disponíveis apenas em hebraico) quando fossem lidas e consideradas. (Veja Ne 13:26, 27; 8:1-3, 8, 9.) A unicidade de língua em si mesmo seria também uma força unificadora entre o povo. As Escrituras Hebraicas sem dúvida eram um fator principal na estabilidade da língua hebraica. Durante o período de mil anos de sua escrita, não se observa virtualmente nenhuma mudança na língua.

(NEEMIAS 13:25)

“E comecei a ralhar com eles, e a invocar o mal sobre eles, e a golpear alguns homens deles, e a arrancar seu cabelo, e a fazê-los jurar por Deus: “Não deveis dar vossas filhas a seus filhos, e não deveis aceitar nenhumas das suas filhas para os vossos filhos ou para vós mesmos.”

*** it-1 p. 387 Cabelo ***
A desonra, o desprezo ou o vitupério podiam ser expressos por se arrancarem os cabelos da cabeça ou da face de outrem. — Ne 13:25; Is 50:6.

(NEEMIAS 13:31)

“até mesmo para o suprimento de lenha nos tempos marcados e para os primeiros frutos maduros. Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.”

*** w13 15/8 p. 7 Vocês foram santificados ***
LEMBRADOS “PARA O BEM”
19 Um dos contemporâneos de Neemias, o profeta Malaquias, mencionou que “começou-se a escrever . . . um livro de recordação para os que temiam a Jeová e para os que pensavam no seu nome”. (Mal. 3:16, 17) Deus jamais se esquecerá dos que têm temor reverente por ele e amor ao seu nome. — Heb. 6:10.
20 Neemias orou: “Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” (Nee. 13:31) Como Neemias, o nosso nome estará no livro de recordação de Deus se continuarmos a evitar más companhias, apoiar arranjos teocráticos, dar prioridade a assuntos espirituais e proteger nossa identidade cristã. ‘Persistamos em examinar se estamos na fé.’ (2 Cor. 13:5) Se preservarmos nossa relação santificada com Jeová, ele se lembrará de nós “para o bem”.

*** w11 1/2 p. 14 ‘Lembra-te de mim, ó meu Deus, para o bem’ ***
Achegue-se a Deus
‘Lembra-te de mim, ó meu Deus, para o bem’
“EU ACHAVA que Jeová, por saber tudo a meu respeito, nunca poderia me amar ou me aprovar.” Assim escreveu uma cristã fiel que luta contra a baixa autoestima. Já se sentiu atormentado por sentimentos similares, achando que não merece a atenção nem a aprovação de Deus? Em caso afirmativo, as palavras em Neemias 13:31 podem animar você.
Neemias, governador dos judeus no quinto século AEC, fez seu melhor para agradar a Deus. Ele liderou a reconstrução das muralhas de Jerusalém apesar da oposição de inimigos. Fez vigorar a Lei de Deus, cuidou dos oprimidos e se esforçou em edificar a fé de seus compatriotas israelitas. Será que Deus viu as boas coisas que esse homem fiel realizou? Será que ele tinha a aprovação de Deus? As palavras finais do livro que leva o seu nome vão nos ajudar a descobrir as respostas.
Neemias orou: “Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” Será que ele estava com medo de que as suas boas obras passassem despercebidas a Deus ou que Deus se esquecesse dele? Não. Sem dúvida, Neemias sabia o que outros escritores bíblicos haviam dito sobre o profundo interesse de Jeová em seus adoradores fiéis e em suas boas ações. (Êxodo 32:32, 33; Salmo 56:8) Então, o que ele estava pedindo a Deus? Uma obra de referência observa que o termo hebraico traduzido “lembra-te” indica “a afeição mental e a ação que acompanha a lembrança”. Com plena fé no poder da oração, Neemias estava pedindo a Deus que se lembrasse dele com afeição e que o abençoasse. — Neemias 2:4.
Será que Jeová respondeu à oração de Neemias pedindo para ser lembrado? De certa forma sim. Só o fato de Jeová ter achado apropriado registrar permanentemente a oração de Neemias, tornando-a parte das Escrituras, prova que ele se lembrou de Neemias com afeição. Mas o “Ouvinte de oração” fará ainda mais para atender o pedido sincero de Neemias. — Salmo 65:2.
Deus também vai recompensar Neemias por tudo o que ele fez de bom a favor da adoração pura. (Hebreus 11:6) No vindouro novo mundo justo que Jeová prometeu, ele abençoará Neemias por ressuscitá-lo dos mortos. (2 Pedro 3:13; Revelação [Apocalipse] 21:3, 4) Ali, tendo a perspectiva de viver para sempre num paraíso na Terra, Neemias verá que Jeová realmente se lembrou dele para o bem.
A oração de Neemias confirma a veracidade das palavras do Rei Davi: ‘Tu mesmo abençoarás ao justo, ó Jeová; tu o cercarás de aprovação como que com um escudo grande.’ (Salmo 5:12) De fato, Deus observa nossos esforços sinceros de agradá-lo e dá valor a eles. Se fizer o seu melhor para servi-lo, poderá ter certeza de que ele se lembrará de você com afeição e o abençoará ricamente.

*** w96 15/9 p. 16 par. 2 Que Jeová leve em conta o bem que faz ***
2 Um homem que se saiu bem perante Deus foi Neemias, copeiro do rei persa, Artaxerxes (Longímano). (Neemias 2:1) Neemias tornou-se governador dos judeus e reconstruiu a muralha de Jerusalém apesar de adversários e de perigos. Com zelo pela adoração verdadeira, fez vigorar a Lei de Deus e preocupou-se com os oprimidos. (Neemias 5:14-19) Neemias instou com os levitas para que se purificassem regularmente, guardassem os portões e santificassem o dia do sábado. Por isso podia orar: “Lembra-te também disso a meu favor, ó meu Deus, e tem dó de mim segundo a abundância da tua benevolência.” Neemias concluiu também de forma apropriada seu livro divinamente inspirado com a súplica: “Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” — Neemias 13:22, 31.

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“Lembra-te . . . disso a meu favor, ó meu Deus . . . Lembra-te deveras de mim, ó meu Deus, para o bem.” — NEEMIAS 13:22, 31.

Destaques do livro de: Neemias