Destaques do livro de: Esdras | Leitura da Bíblia

Destaques da leitura da Bíblia: Esdras | textos explicado e lições práticas

DESTAQUES DE ESDRAS

A reconstrução do templo em Jerusalém e o restabelecimento da adoração verdadeira ali após o exílio babilônico.
Abrange um período de uns 70 anos após o retorno dos judeus do exílio em Babilônia.
Ciro emite o decreto de libertação, e um restante dos judeus exilados retorna a Jerusalém (em 537 AEC) para reconstruir o templo. (1:1-3:6)
A reconstrução do templo. (3:7-6:22)
Lançado o alicerce no segundo ano após o retorno do exílio.
Inimigos repetidas vezes interferem na reconstrução do templo e finalmente conseguem fazer a obra parar, até que os profetas Zacarias e Ageu, no segundo ano de Dario I (520 AEC), exortam o povo a recomeçar a construção.
Uma investigação oficial nos registros persas, em Babilônia e em Ecbátana, revela que a reconstrução do templo fora autorizada por Ciro, de modo que Dario I decreta que a obra continue sem impedimento, estipulando a pena de morte para os violadores.
No sexto ano de Dario I (515 AEC), a construção do templo é completada, após o que o edifício é inaugurado e a Páscoa é celebrada.
Esdras vai a Jerusalém (em 468 AEC) com presentes para o templo e para designar juízes. (7:1-8:36)
O monarca persa Artaxerxes (Longímano) concede permissão para a viagem.
Esdras e cerca de 1.500 homens, além de 258 levitas e netineus, de Casifia, partem do ponto de reunião junto ao rio Aava, levando ouro, prata e utensílios para o templo; chegam a Jerusalém uns três meses e meio mais tarde.
Purificação de Israel, inclusive do sacerdócio. (9:1-10:44)
Ao saber da profanação resultante de casamentos com mulheres estrangeiras, Esdras faz confissão pública em oração a Jeová.
Secanias admite o pecado e propõe que se faça um pacto para despedir as esposas estrangeiras e seus filhos.
Ordena-se que todos os ex-exilados se reúnam em Jerusalém; toma-se então a decisão de que os príncipes investiguem progressivamente os casos individuais de profanação.
Sacerdotes, levitas e o restante dos homens despedem as esposas estrangeiras e os filhos.

18-24 de janeiro de 2016
Esdras 1-5

(ESDRAS 1:1)

“E no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia, para que se consumasse a palavra de Jeová da boca de Jeremias, Jeová despertou o espírito de Ciro, rei da Pérsia, de modo que fez passar uma proclamação através de todo o seu domínio real, e também por escrito, dizendo:”

*** w08 15/12 p. 22 A escrita cuneiforme e a Bíblia ***
Uma famosa inscrição cuneiforme encontrada em 1879, o Cilindro de Ciro, registra que, depois de conquistar Babilônia em 539 AEC, Ciro aplicou sua diretriz de enviar os cativos de volta para suas terras de origem. Entre os beneficiados disso estavam os judeus. (Esd.1:1-4) Muitos eruditos do século 19 haviam questionado a autenticidade do decreto mencionado na Bíblia. Contudo, documentos em escrita cuneiforme do período persa, incluindo o Cilindro de Ciro, supriram evidências convincentes de que o registro bíblico é exato.

*** it-1 p. 513 Ciro ***
O Decreto de Ciro Para a Volta dos Exilados. Por decretar o fim do exílio dos judeus, Ciro cumpriu sua comissão como ‘pastor ungido’ de Jeová para Israel. (2Cr 36:22, 23; Esd 1:1-4) A proclamação foi feita “no primeiro ano de Ciro, rei da Pérsia”, significando seu primeiro ano como governante da conquistada Babilônia. O registro bíblico em Daniel 9:1 menciona o “primeiro ano de Dario”, e este talvez ocorresse entre a queda de Babilônia e o “primeiro ano de Ciro” dominando Babilônia. Se for assim, significa que o escritor talvez tenha considerado o primeiro ano de Ciro como tendo começado em fins do ano 538 AEC. No entanto, se o governo de Dario sobre Babilônia for encarado como o dum vice-rei, de modo que o seu reinado era concomitante com o de Ciro, o costume babilônico terá colocado o primeiro ano do reinado de Ciro como transcorrendo de nisã de 538 a nisã de 537 AEC.

*** it-1 p. 613 Cronologia ***
Outra data que pode ser usada como ponto fixo é o ano 539 AEC, apoiada por diversas fontes históricas como o ano da derrubada de Babilônia por Ciro, o persa. (Fontes seculares para o reinado de Ciro incluem Diodoro, Africano, Eusébio e Ptolomeu, bem como as tabuinhas babilônicas.) Durante o primeiro ano de Ciro emitiu-se seu decreto de livrar os judeus do exílio. E, conforme considerado no artigo sobre CIRO, é bem provável que o decreto fosse emitido no inverno setentrional de 538 AEC, ou perto da primavera de 537 AEC. Isto permitiria que os judeus tivessem tempo para os necessários preparativos, fizessem a viagem de quatro meses até Jerusalém e ainda chegassem ali no sétimo mês (tisri, ou por volta de 1.° de outubro) de 537 AEC. — Esd 1:1-11; 2:64-70; 3:1.

*** it-2 p. 15 Esdras, Livro de ***
A maioria dos peritos concorda que o livro de Esdras prossegue com a história lá onde Crônicas pára, conforme mostra a comparação de 2 Crônicas 36:22, 23, com Esdras 1:1-3. Isto, novamente, indica que Esdras é o escritor dele. Também a tradição judaica atribui a escrita a Esdras.

*** it-2 p. 16 Esdras, Livro de ***
Tempo e Situação. O livro de Esdras foi escrito por volta de 460 AEC, junto com os livros das Crônicas. Esdras começa por relatar o decreto de Ciro para o retorno dos judeus desde Babilônia. Foi no primeiro ano de Ciro que este rei persa fez a proclamação do retorno. (Esd 1:1) Judá e Jerusalém haviam ficado desoladas, sem habitantes, no outono setentrional de 607 AEC, quando aqueles que haviam sido deixados ali por Nabucodonosor se mudaram para o Egito. O 70.° ano da desolação de Jerusalém, o último sábado imposto àquela terra, terminaria no outono de 537 AEC. Por dois motivos, o decreto de Ciro deve ter sido emitido em fins de 538 AEC ou no começo de 537. A desolação tinha de durar até o fim do 70.° ano, e não se esperaria que os israelitas libertos viajassem na chuvosa estação do inverno, como teria acontecido se o decreto tivesse sido emitido uns poucos meses antes. Foi provavelmente emitido no começo da primavera de 537 AEC, a fim de dar aos judeus a oportunidade de viajar durante a estação seca, chegar a Jerusalém, e erigir o altar no primeiro dia do sétimo mês (tisri) do ano 537 AEC, no dia 29 de setembro, segundo o calendário gregoriano. — Esd 3:2-6.

(ESDRAS 1:2)

““Assim disse Ciro, rei da Pérsia: ‘Jeová, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra, e ele mesmo me comissionou para lhe construir uma casa em Jerusalém, que está em Judá.”

*** it-1 p. 513 Ciro ***
Apesar desta interpretação pagã dos eventos, a Bíblia mostra que, ao fazer sua proclamação que autorizava os judeus exilados a voltar a Jerusalém e a reconstruir ali o templo, Ciro reconheceu: “Jeová, o Deus dos céus, deu-me todos os reinos da terra, e ele mesmo me comissionou para lhe construir uma casa em Jerusalém, que está em Judá.” (Esd 1:1, 2) Isto, naturalmente, não quer dizer que Ciro se tornou um converso judeu, mas simplesmente que ele sabia dos fatos bíblicos relacionados com a sua vitória. Em vista da elevada posição administrativa em que Daniel fora colocado, tanto antes como depois da queda de Babilônia (Da 5:29; 6:1-3, 28), seria muitíssimo incomum que Ciro não fosse informado das profecias que os profetas de Jeová haviam registrado e proferido, inclusive a profecia de Isaías que continha o próprio nome de Ciro.

(ESDRAS 1:5)

“Então se levantaram os cabeças dos pais de Judá e de Benjamim, bem como os sacerdotes e os levitas, sim, todo aquele cujo espírito o [verdadeiro] Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová, que havia em Jerusalém.”

*** w06 15/1 p. 17 Destaques do livro de Esdras ***
1:3-6 — Será que os israelitas que não se ofereceram para retornar à sua terra tinham fé fraca? Alguns talvez não tenham voltado a Jerusalém porque eram materialistas ou não tinham apreço pela adoração verdadeira, mas isso não era verdade em todos os casos. Para começar, a viagem de cerca de 1.600 quilômetros até Jerusalém demorava quatro ou cinco meses. Além disso, estabelecer-se num país que havia ficado desolado por 70 anos e fazer o trabalho de reconstrução exigia muita resistência física. Portanto, circunstâncias desfavoráveis, como doenças, idade avançada e obrigações familiares sem dúvida impediram alguns de voltar.

*** w92 15/4 p. 13 par. 9 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.

*** it-2 p. 444 Exilados retornam de Babilônia ***
Um restante, que talvez ascendesse a 200.000 (incluindo homens, mulheres e crianças), fez esta viagem, chegando a Judá em 537 AEC. (Esd 1:5-3:1; 4:1)

(ESDRAS 1:6)

“Quanto a todos em volta deles, fortaleceram-lhes as mãos com utensílios de prata, com ouro, com bens, e com animais domésticos, e com coisas seletas, além de tudo o que se oferecia voluntariamente.”

*** it-2 p. 762 Mão ***
‘fortalecer as mãos’ significa dar poderes, ou suprir e equipar (Esd 1:6);

(ESDRAS 1:7)

“Também o próprio Rei Ciro trouxe para fora os utensílios da casa de Jeová, os quais Nabucodonosor tinha tirado de Jerusalém e então posto na casa do seu deus.”

*** it-1 p. 514 Ciro ***
A cooperação de Ciro com os judeus estabelecia um notável contraste com o tratamento que receberam de anteriores governantes pagãos. Ele devolveu os preciosos utensílios do templo, que Nabucodonosor II levara para Babilônia, deu permissão real para eles importarem cedros do Líbano e autorizou a alocação de fundos da casa real para arcar com as despesas da construção. (Esd 1:7-11; 3:7; 6:3-5) De acordo com o Cilindro de Ciro (FOTO, Vol. 2, p. 444), o governante persa seguia uma política geralmente humanitária e tolerante para com os povos conquistados no seu domínio. A inscrição o cita como dizendo: “Devolvi a [certas anteriormente mencionadas] cidades sagradas, do outro lado do Tigre, cujos santuários ficaram arruinados por longo tempo, as imagens que (costumavam) viver neles, e estabeleci para elas santuários permanentes. Eu (também) reuni todos os seus (anteriores) habitantes e devolvi(-lhes) suas habitações.” — Ancient Near Eastern Texts, p. 316.

(ESDRAS 1:8)

“E Ciro, rei da Pérsia, passou a trazê-los para fora sob o controle de Mitredate, o tesoureiro, e a enumerá-los para Sesbazar, o maioral de Judá.”

*** it-1 p. 514 Ciro ***
A cooperação de Ciro com os judeus estabelecia um notável contraste com o tratamento que receberam de anteriores governantes pagãos. Ele devolveu os preciosos utensílios do templo, que Nabucodonosor II levara para Babilônia, deu permissão real para eles importarem cedros do Líbano e autorizou a alocação de fundos da casa real para arcar com as despesas da construção. (Esd 1:7-11; 3:7; 6:3-5) De acordo com o Cilindro de Ciro (FOTO, Vol. 2, p. 444), o governante persa seguia uma política geralmente humanitária e tolerante para com os povos conquistados no seu domínio. A inscrição o cita como dizendo: “Devolvi a [certas anteriormente mencionadas] cidades sagradas, do outro lado do Tigre, cujos santuários ficaram arruinados por longo tempo, as imagens que (costumavam) viver neles, e estabeleci para elas santuários permanentes. Eu (também) reuni todos os seus (anteriores) habitantes e devolvi(-lhes) suas habitações.” — Ancient Near Eastern Texts, p. 316.

(ESDRAS 2:1)

“E os seguintes foram os filhos do distrito jurisdicional, que subiram do cativeiro do povo exilado que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha levado ao exílio em Babilônia e que mais tarde retornaram a Jerusalém e a Judá, cada um à sua própria cidade,”

*** si p. 86 par. 8 Livro bíblico número 15 — Esdras ***
Um restante, que pode ter totalizado 200.000 servos fiéis de Jeová, incluindo homens, mulheres e crianças, fazem a longa viagem. No sétimo mês, segundo o calendário judaico, estão estabelecidos em suas cidades, e se reúnem em Jerusalém para oferecer sacrifícios no local do altar do templo, e para celebrar a Festividade das Barracas, no outono de 537 AEC. Assim findam com precisão os 70 anos de desolação!

*** si p. 137 par. 29 Livro bíblico número 26 — Ezequiel ***
Embora muitos zombassem e escarnecessem do profeta, alguns creram realmente. Estes tiraram grande proveito. Foram fortalecidos pelas promessas de restauração. Dessemelhantes de outras nações levadas ao cativeiro, preservaram a sua identidade nacional, e Jeová restaurou um restante, segundo predissera, em 537 AEC. (Eze. 28:25, 26; 39:21-28; Esd. 2:1; 3:1)

*** it-1 p. 724 Distrito jurisdicional ***
Talvez por terem morado no distrito jurisdicional de Babilônia, os exilados judeus repatriados são chamados de “filhos do distrito jurisdicional”. (Esd 2:1; Ne 7:6) Ou, esta especificação pode aludir a eles serem habitantes do distrito jurisdicional medo-persa de Judá. — Ne 1:3.

(ESDRAS 2:2)

“os que chegaram com Zorobabel, Jesua, Neemias, Seraías, Reelaías, Mordecai, Bilsã, Mispar, Bigvai, Reum, Baaná. O número dos homens do povo de Israel:”

*** it-1 p. 283 Azarias ***
22. Um daqueles que retornaram a Jerusalém junto com Zorobabel, em 537 AEC, após o exílio em Babilônia. (Ne 7:6, 7) É chamado de Seraías em Esdras 2:2.

(ESDRAS 2:13)

“os filhos de Adonicão, seiscentos e sessenta e seis;”

*** it-1 pp. 53-54 Adonias ***
3. Um dos “cabeças do povo” cujo descendente, se não ele mesmo, se juntou a certos príncipes e levitas em atestar com selo o contrato de confissão feito pelos israelitas que haviam retornado, nos dias de Neemias e Esdras. (Ne 9:38; 10:1, 14, 16) Alguns sugerem ser ele o mesmo que o Adonicão de Esdras 2:13, cujos descendentes, ascendendo a 666, retornaram de Babilônia sob Zorobabel, em 537 AEC. Uma comparação dos nomes daqueles que, como representantes do povo, selaram a resolução em Neemias 10 com os alistados como cabeças dos exilados retornados em Esdras 2 parece apoiar isso.

(ESDRAS 2:16)

“os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito;”

*** it-1 p. 267 Ater ***
Ater
[Fechado; Impedido].
1. Homem de Israel, cujos 98 filhos ou descendentes retornaram do exílio babilônico junto com Zorobabel, em 537 AEC. (Esd 2:1, 2, 16; Ne 7:21) Estão alistados do seguinde modo: “Os filhos de Ater, de Ezequias, noventa e oito”, talvez indicando que eram prole de Ater, descendente de certo Ezequias (mas provavelmente não o rei de Judá com este nome), ou que eles eram descendentes de Ater por meio de certo Ezequias. Talvez fosse um descendente deste Ater que foi um dos cabeças do povo que atestaram o “arranjo fidedigno” dos dias de Neemias. — Ne 9:38; 10:1, 17.

(ESDRAS 2:20)

“os filhos de Gibar, noventa e cinco;”

*** it-2 p. 211 Gibar ***
Gibar
[Superior; Poderoso; Sobrepujante].
Possivelmente trata-se do nome dum cabeça de família, do qual 95 “filhos” (descendentes) retornaram com Zorobabel do exílio babilônico em 537 AEC. (Esd 2:1, 2, 20) Todavia, na passagem paralela em Neemias 7:25, alista-se Gibeão em vez de Gibar. Portanto, “os filhos de Gibar [Gibeão], noventa e cinco”, pode referir-se aos anteriores habitantes de Gibeão, visto que outros nomes de lugares aparecem em Esdras 2:21-34, por exemplo, “os filhos de Belém”.

(ESDRAS 2:43)

“Os netineus: Os filhos de Ziá, os filhos de Hasufa, os filhos de Tabaote,”

*** w06 15/1 p. 18 Destaques do livro de Esdras ***
2:43 — Quem eram os netineus? Eram pessoas de origem não-israelita que serviam como escravos ou ministros no templo. Entre eles estavam os descendentes dos gibeonitas, dos dias de Josué, e outros “que Davi e os príncipes deram para o serviço dos levitas”. — Esdras 8:20.

*** w92 15/4 pp. 13-17 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
Não-Israelitas Também Retornam
8 Quando se fez a convocação para que os que amavam a Jeová e estavam em Babilônia retornassem à Terra Prometida, milhares de não-israelitas atenderam. Nas listas fornecidas por Esdras e Neemias lemos sobre os “netineus” (que significa “os dados”) e “os filhos dos servos de Salomão”, que totalizavam 392. Os relatos mencionam também mais de 7.500 outros: ‘escravos e escravas’, além de “cantores e cantoras” não-levitas. (Esdras 2:43-58, 65; Neemias 7:46-60, 67) O que induziu tantos não-israelitas a retornar?
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.
Um Paralelo em Nossos Dias
10 A quem prefiguram esses não-israelitas que retornaram? Muitos cristãos talvez respondam: ‘Os netineus correspondem às “outras ovelhas” da atualidade.’ Certo, mas não apenas os netineus; pois todos os não-israelitas que retornaram representam os cristãos hoje que não são do Israel espiritual.
11 O livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus observou: “Os do restante de 42.360 israelitas não eram os únicos que abandonaram a Babilônia junto com o governador Zorobabel . . . Havia milhares de não-israelitas . . . Além dos netineus havia outros não-israelitas, escravos, cantores e cantoras profissionais e os descendentes dos servos do Rei Salomão.” O livro explicou: “Os netineus, os escravos, os cantores e os filhos dos servos de Salomão, todos não-israelitas, abandonaram a terra do cativeiro e voltaram com o restante israelita . . . Portanto, é correto pensar que hoje em dia pessoas de diversas nacionalidades, que não são israelitas espirituais, se associariam com o restante do Israel espiritual e promoveriam a adoração de Jeová Deus junto com este restante? Sim.” Esses ‘se tornaram os hodiernos e antitípicos netineus, cantores e filhos dos servos de Salomão’.
12 Como no padrão antigo, Deus dá de seu espírito também para os que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Eles não nascem de novo, é verdade. Cada um dos 144.000 passa pela experiência única de nascer de novo como filho espiritual de Deus e ungido com espírito santo. (João 3:3, 5; Romanos 8:16; Efésios 1:13, 14) Naturalmente, essa unção é uma manifestação ímpar do espírito de Deus em favor do pequeno rebanho. Mas o espírito de Deus é também necessário para realizar a vontade de Deus. Assim, Jesus disse: ‘O pai, no céu, dá espírito santo aos que lhe pedirem.’ (Lucas 11:13) Quer aquele que pede tenha esperança celestial, quer seja das outras ovelhas, o espírito de Jeová está abundantemente disponível para realizar a Sua vontade.
13 O espírito de Deus induziu tanto os israelitas como os não-israelitas a retornarem a Jerusalém, e fortalece e ajuda todos os do povo leal de Deus hoje. Quer a esperança que Deus lhe tenha apresentado seja a vida no céu, quer a vida na Terra, o cristão tem de pregar as boas novas, e o espírito santo habilita-o a fazer isso fielmente. Cada um de nós — independentemente de qual seja a nossa esperança — deve cultivar os frutos do espírito, que todos nós necessitamos em medida plena. — Gálatas 5:22-26.
Dados Para Serviço Especial
14 Entre os milhares de não-israelitas que o espírito induziu a retornar havia dois pequenos grupos mencionados com destaque na Palavra de Deus — os netineus e os filhos dos servos de Salomão. Quem eram eles? O que fizeram? E o que pode isso significar hoje?
15 Os netineus eram um grupo de origem não-israelita e que eram privilegiados em ministrar junto com os levitas. Lembre-se dos cananeus de Gibeão, que se tornaram “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Josué 9:27) Provavelmente alguns de seus descendentes estavam entre os netineus que retornaram de Babilônia, bem como outros que haviam sido acrescentados como netineus durante o reinado de Davi e em outras épocas. (Esdras 8:20) O que faziam os netineus? Os levitas foram ‘dados’ para ajudar os sacerdotes, e posteriormente os netineus foram ‘dados’ para ajudar os levitas. Mesmo para estrangeiros circuncisos, isso era um privilégio.
16 Quando o grupo retornou de Babilônia havia poucos levitas, em comparação com o número de sacerdotes ou de netineus e “filhos dos servos de Salomão”. (Esdras 8:15-20) O Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), do Dr. James Hastings, observa: “Depois de um tempo encontramos [os netineus] tão plenamente estabelecidos como classe sagrada oficial, que lhe são concedidos privilégios.” A revista erudita Vetus Testamentum observa: “Ocorreu uma mudança. Após o Retorno do Exílio, esses [estrangeiros] não mais eram considerados como escravos do Templo, mas como ministrantes nele, desfrutando de uma condição similar à dos outros grupos que oficiavam no Templo.” — Veja o quadro “Mudança de Condição”.
17 Naturalmente, os netineus não se tornaram equivalentes exatos dos sacerdotes e dos levitas. Estes últimos grupos eram israelitas, escolhidos pelo próprio Jeová, e não seriam suplantados por não-israelitas. Não obstante, os indícios bíblicos são de que, devido ao reduzido número de levitas, os netineus receberam tarefas adicionais no serviço de Deus. Foram designados a alojamentos junto ao templo. Nos dias de Neemias eles trabalharam com os sacerdotes no reparo das muralhas perto do templo. (Neemias 3:22-26) E o rei da Pérsia decretou que os netineus fossem isentados de impostos, como no caso dos levitas, por causa de seus serviços no templo. (Esdras 7:24) Isto indica quão intimamente esses “dados” (levitas e netineus) estavam então ligados a assuntos espirituais e que as atribuições dos netineus aumentaram segundo a necessidade, embora nunca fossem considerados levitas. Quando Esdras mais tarde reuniu exilados para retornar, não havia inicialmente nenhum levita entre eles. Assim, ele intensificou seus empenhos de juntar alguns. O resultado foi que 38 levitas e 220 netineus retornaram para servir como “ministros para a casa de nosso Deus”. — Esdras 8:15-20.
18 Um segundo grupo de não-israelitas mencionado com destaque eram os filhos dos servos de Salomão. A Bíblia dá poucos detalhes a respeito deles. Alguns eram “os filhos de Soferete”. Esdras acrescenta um artigo definido a esse nome, transformando-o em Has•so•fé•reth, que talvez signifique “o escriba”. (Esdras 2:55; Neemias 7:57) De modo que talvez tenham sido uma equipe de escribas ou copistas, possivelmente escribas administrativos do templo. Embora fossem de origem estrangeira, os filhos dos servos de Salomão provaram sua devoção a Jeová por deixarem Babilônia e retornarem para participar na restauração de Sua adoração.
Dar de Nós Hoje
19 Nos nossos dias, Deus tem usado extensivamente o restante ungido como ponta-de-lança na adoração pura e na declaração das boas novas. (Marcos 13:10) Quanto regozijo estes têm sentido em ver dezenas de milhares, centenas de milhares, e daí, milhões de outras ovelhas se juntarem a eles na adoração! E que deleitosa cooperação tem havido entre o restante e as outras ovelhas! — João 10:16.
20 Todos os não-israelitas que retornaram do exílio na antiga Babilônia têm como paralelo as outras ovelhas que agora servem com o restante do Israel espiritual. Mas, que dizer do fato de que a Bíblia menciona com destaque os netineus e os filhos dos servos de Salomão? No padrão, os netineus e os filhos dos servos de Salomão receberam mais privilégios do que os outros não-israelitas que haviam retornado. Isto bem que pode prefigurar que Deus hoje tem concedido privilégios e acrescentado deveres a alguns homens maduros e dispostos dentre as outras ovelhas.
21 Os adicionados deveres dos netineus relacionavam-se diretamente com atividades espirituais. Os filhos dos servos de Salomão evidentemente receberam responsabilidades administrativas. Similarmente hoje, Jeová tem abençoado seu povo com “dádivas em homens” para cuidar de suas necessidades. (Efésios 4:8, 11, 12) Incluídos nessa provisão há muitas centenas de irmãos maduros e experientes que participam em ‘pastorear os rebanhos’, servindo como superintendentes de circuito e de distrito e em Comissões de Filial nas 98 filiais da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA. (Isaías 61:5) Na sede mundial da Sociedade, sob a direção do “mordomo fiel” e seu Corpo Governante, homens capazes recebem treinamento para ajudar na preparação de alimento espiritual. (Lucas 12:42) Outros veteranos dedicados, voluntários, têm sido treinados para operar lares de Betel e gráficas e para supervisionar mundialmente programas de construção ou de ampliação de filiais e de salões para adoração cristã. Eles se têm destacado em servir como íntimos ajudadores do restante ungido, que constituem parte do sacerdócio real. — Compare com 1 Coríntios 4:17; 14:40; 1 Pedro 2:9.
22 Nos tempos antigos, sacerdotes e levitas continuaram a servir entre os judeus. (João 1:19) Hoje, porém, o número dos do restante do Israel espiritual na Terra tem de continuar a decrescer. (Contraste com João 3:30.) Por fim, após a destruição de Babilônia, a Grande, todos os 144.000 ‘selados’ estarão no céu para o casamento do Cordeiro. (Revelação 7:1-3; 19:1-8) Presentemente, porém, o número de outras ovelhas tem de continuar a aumentar. O fato de que a algumas delas, comparáveis aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão, se designam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante ungido não as torna presunçosas nem faz com que se sintam importantes aos seus próprios olhos. (Romanos 12:3) Isto nos dá confiança de que, quando o povo de Deus ‘sair da grande tribulação’, haverá homens experientes — “príncipes” — preparados para tomar a dianteira entre as outras ovelhas. — Revelação 7:14; Isaías 32:1; compare com Atos 6:2-7.
23 Todos os que retornaram de Babilônia se dispunham a trabalhar arduamente e a provar que a adoração de Jeová ocupava um lugar preponderante na sua mente e no seu coração. Dá-se o mesmo hoje. Junto com o restante ungido, ‘estranhos estão realmente de pé pastoreando os rebanhos’. (Isaías 61:5) Portanto, independentemente de que esperança Deus nos tenha dado, ou de que privilégios possam ser concedidos a anciãos designados pelo espírito, antes do dia da vindicação de Jeová no Armagedom, cultivemos todos nós um espírito altruísta, salutar e dadivoso. Embora jamais possamos retribuir a Jeová todos os grandiosos benefícios que ele nos dá, sejamos entusiásticos em tudo o que fizermos na Sua organização. (Salmo 116:12-14; Colossenses 3:23) Assim, todos nós podemos dar de nós mesmos em prol da adoração verdadeira, à medida que as outras ovelhas servem intimamente com os ungidos, destinados a “reinar sobre a terra”. — Revelação 5:9, 10.

(ESDRAS 2:50)

“os filhos de Asná, os filhos de Meunim, os filhos de Nefusim;”

*** it-2 p. 822 Meunins ***
O Rei Uzias, de Judá (829-778 AEC), com a ajuda de Jeová, foi bem sucedido na guerra contra os meunins. (2Cr 26:1, 7) Talvez naquele tempo alguns dos meunins cativos fossem constituídos em escravos do templo, e, portanto, seus descendentes são mais tarde alistados entre os netineus que retornaram do exílio babilônico. — Esd 2:1, 2, 43, 50; Ne 7:52; compare isso com Sal 68:18.

(ESDRAS 2:55)

“Os filhos dos servos de Salomão: Os filhos de Sotai, os filhos de Soferete, os filhos de Peruda,”

*** w06 15/1 p. 18 Destaques do livro de Esdras ***
2:55 — Quem eram os filhos dos servos de Salomão? Eram não-israelitas que receberam privilégios especiais no serviço de Jeová. Talvez tenham servido no templo como escribas ou copistas, ou em algum cargo administrativo.

*** w92 15/4 pp. 13-17 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
Não-Israelitas Também Retornam
8 Quando se fez a convocação para que os que amavam a Jeová e estavam em Babilônia retornassem à Terra Prometida, milhares de não-israelitas atenderam. Nas listas fornecidas por Esdras e Neemias lemos sobre os “netineus” (que significa “os dados”) e “os filhos dos servos de Salomão”, que totalizavam 392. Os relatos mencionam também mais de 7.500 outros: ‘escravos e escravas’, além de “cantores e cantoras” não-levitas. (Esdras 2:43-58, 65; Neemias 7:46-60, 67) O que induziu tantos não-israelitas a retornar?
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.
Um Paralelo em Nossos Dias
10 A quem prefiguram esses não-israelitas que retornaram? Muitos cristãos talvez respondam: ‘Os netineus correspondem às “outras ovelhas” da atualidade.’ Certo, mas não apenas os netineus; pois todos os não-israelitas que retornaram representam os cristãos hoje que não são do Israel espiritual.
11 O livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus observou: “Os do restante de 42.360 israelitas não eram os únicos que abandonaram a Babilônia junto com o governador Zorobabel . . . Havia milhares de não-israelitas . . . Além dos netineus havia outros não-israelitas, escravos, cantores e cantoras profissionais e os descendentes dos servos do Rei Salomão.” O livro explicou: “Os netineus, os escravos, os cantores e os filhos dos servos de Salomão, todos não-israelitas, abandonaram a terra do cativeiro e voltaram com o restante israelita . . . Portanto, é correto pensar que hoje em dia pessoas de diversas nacionalidades, que não são israelitas espirituais, se associariam com o restante do Israel espiritual e promoveriam a adoração de Jeová Deus junto com este restante? Sim.” Esses ‘se tornaram os hodiernos e antitípicos netineus, cantores e filhos dos servos de Salomão’.
12 Como no padrão antigo, Deus dá de seu espírito também para os que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Eles não nascem de novo, é verdade. Cada um dos 144.000 passa pela experiência única de nascer de novo como filho espiritual de Deus e ungido com espírito santo. (João 3:3, 5; Romanos 8:16; Efésios 1:13, 14) Naturalmente, essa unção é uma manifestação ímpar do espírito de Deus em favor do pequeno rebanho. Mas o espírito de Deus é também necessário para realizar a vontade de Deus. Assim, Jesus disse: ‘O pai, no céu, dá espírito santo aos que lhe pedirem.’ (Lucas 11:13) Quer aquele que pede tenha esperança celestial, quer seja das outras ovelhas, o espírito de Jeová está abundantemente disponível para realizar a Sua vontade.
13 O espírito de Deus induziu tanto os israelitas como os não-israelitas a retornarem a Jerusalém, e fortalece e ajuda todos os do povo leal de Deus hoje. Quer a esperança que Deus lhe tenha apresentado seja a vida no céu, quer a vida na Terra, o cristão tem de pregar as boas novas, e o espírito santo habilita-o a fazer isso fielmente. Cada um de nós — independentemente de qual seja a nossa esperança — deve cultivar os frutos do espírito, que todos nós necessitamos em medida plena. — Gálatas 5:22-26.
Dados Para Serviço Especial
14 Entre os milhares de não-israelitas que o espírito induziu a retornar havia dois pequenos grupos mencionados com destaque na Palavra de Deus — os netineus e os filhos dos servos de Salomão. Quem eram eles? O que fizeram? E o que pode isso significar hoje?
15 Os netineus eram um grupo de origem não-israelita e que eram privilegiados em ministrar junto com os levitas. Lembre-se dos cananeus de Gibeão, que se tornaram “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Josué 9:27) Provavelmente alguns de seus descendentes estavam entre os netineus que retornaram de Babilônia, bem como outros que haviam sido acrescentados como netineus durante o reinado de Davi e em outras épocas. (Esdras 8:20) O que faziam os netineus? Os levitas foram ‘dados’ para ajudar os sacerdotes, e posteriormente os netineus foram ‘dados’ para ajudar os levitas. Mesmo para estrangeiros circuncisos, isso era um privilégio.
16 Quando o grupo retornou de Babilônia havia poucos levitas, em comparação com o número de sacerdotes ou de netineus e “filhos dos servos de Salomão”. (Esdras 8:15-20) O Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), do Dr. James Hastings, observa: “Depois de um tempo encontramos [os netineus] tão plenamente estabelecidos como classe sagrada oficial, que lhe são concedidos privilégios.” A revista erudita Vetus Testamentum observa: “Ocorreu uma mudança. Após o Retorno do Exílio, esses [estrangeiros] não mais eram considerados como escravos do Templo, mas como ministrantes nele, desfrutando de uma condição similar à dos outros grupos que oficiavam no Templo.” — Veja o quadro “Mudança de Condição”.
17 Naturalmente, os netineus não se tornaram equivalentes exatos dos sacerdotes e dos levitas. Estes últimos grupos eram israelitas, escolhidos pelo próprio Jeová, e não seriam suplantados por não-israelitas. Não obstante, os indícios bíblicos são de que, devido ao reduzido número de levitas, os netineus receberam tarefas adicionais no serviço de Deus. Foram designados a alojamentos junto ao templo. Nos dias de Neemias eles trabalharam com os sacerdotes no reparo das muralhas perto do templo. (Neemias 3:22-26) E o rei da Pérsia decretou que os netineus fossem isentados de impostos, como no caso dos levitas, por causa de seus serviços no templo. (Esdras 7:24) Isto indica quão intimamente esses “dados” (levitas e netineus) estavam então ligados a assuntos espirituais e que as atribuições dos netineus aumentaram segundo a necessidade, embora nunca fossem considerados levitas. Quando Esdras mais tarde reuniu exilados para retornar, não havia inicialmente nenhum levita entre eles. Assim, ele intensificou seus empenhos de juntar alguns. O resultado foi que 38 levitas e 220 netineus retornaram para servir como “ministros para a casa de nosso Deus”. — Esdras 8:15-20.
18 Um segundo grupo de não-israelitas mencionado com destaque eram os filhos dos servos de Salomão. A Bíblia dá poucos detalhes a respeito deles. Alguns eram “os filhos de Soferete”. Esdras acrescenta um artigo definido a esse nome, transformando-o em Has•so•fé•reth, que talvez signifique “o escriba”. (Esdras 2:55; Neemias 7:57) De modo que talvez tenham sido uma equipe de escribas ou copistas, possivelmente escribas administrativos do templo. Embora fossem de origem estrangeira, os filhos dos servos de Salomão provaram sua devoção a Jeová por deixarem Babilônia e retornarem para participar na restauração de Sua adoração.
Dar de Nós Hoje
19 Nos nossos dias, Deus tem usado extensivamente o restante ungido como ponta-de-lança na adoração pura e na declaração das boas novas. (Marcos 13:10) Quanto regozijo estes têm sentido em ver dezenas de milhares, centenas de milhares, e daí, milhões de outras ovelhas se juntarem a eles na adoração! E que deleitosa cooperação tem havido entre o restante e as outras ovelhas! — João 10:16.
20 Todos os não-israelitas que retornaram do exílio na antiga Babilônia têm como paralelo as outras ovelhas que agora servem com o restante do Israel espiritual. Mas, que dizer do fato de que a Bíblia menciona com destaque os netineus e os filhos dos servos de Salomão? No padrão, os netineus e os filhos dos servos de Salomão receberam mais privilégios do que os outros não-israelitas que haviam retornado. Isto bem que pode prefigurar que Deus hoje tem concedido privilégios e acrescentado deveres a alguns homens maduros e dispostos dentre as outras ovelhas.
21 Os adicionados deveres dos netineus relacionavam-se diretamente com atividades espirituais. Os filhos dos servos de Salomão evidentemente receberam responsabilidades administrativas. Similarmente hoje, Jeová tem abençoado seu povo com “dádivas em homens” para cuidar de suas necessidades. (Efésios 4:8, 11, 12) Incluídos nessa provisão há muitas centenas de irmãos maduros e experientes que participam em ‘pastorear os rebanhos’, servindo como superintendentes de circuito e de distrito e em Comissões de Filial nas 98 filiais da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA. (Isaías 61:5) Na sede mundial da Sociedade, sob a direção do “mordomo fiel” e seu Corpo Governante, homens capazes recebem treinamento para ajudar na preparação de alimento espiritual. (Lucas 12:42) Outros veteranos dedicados, voluntários, têm sido treinados para operar lares de Betel e gráficas e para supervisionar mundialmente programas de construção ou de ampliação de filiais e de salões para adoração cristã. Eles se têm destacado em servir como íntimos ajudadores do restante ungido, que constituem parte do sacerdócio real. — Compare com 1 Coríntios 4:17; 14:40; 1 Pedro 2:9.
22 Nos tempos antigos, sacerdotes e levitas continuaram a servir entre os judeus. (João 1:19) Hoje, porém, o número dos do restante do Israel espiritual na Terra tem de continuar a decrescer. (Contraste com João 3:30.) Por fim, após a destruição de Babilônia, a Grande, todos os 144.000 ‘selados’ estarão no céu para o casamento do Cordeiro. (Revelação 7:1-3; 19:1-8) Presentemente, porém, o número de outras ovelhas tem de continuar a aumentar. O fato de que a algumas delas, comparáveis aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão, se designam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante ungido não as torna presunçosas nem faz com que se sintam importantes aos seus próprios olhos. (Romanos 12:3) Isto nos dá confiança de que, quando o povo de Deus ‘sair da grande tribulação’, haverá homens experientes — “príncipes” — preparados para tomar a dianteira entre as outras ovelhas. — Revelação 7:14; Isaías 32:1; compare com Atos 6:2-7.
23 Todos os que retornaram de Babilônia se dispunham a trabalhar arduamente e a provar que a adoração de Jeová ocupava um lugar preponderante na sua mente e no seu coração. Dá-se o mesmo hoje. Junto com o restante ungido, ‘estranhos estão realmente de pé pastoreando os rebanhos’. (Isaías 61:5) Portanto, independentemente de que esperança Deus nos tenha dado, ou de que privilégios possam ser concedidos a anciãos designados pelo espírito, antes do dia da vindicação de Jeová no Armagedom, cultivemos todos nós um espírito altruísta, salutar e dadivoso. Embora jamais possamos retribuir a Jeová todos os grandiosos benefícios que ele nos dá, sejamos entusiásticos em tudo o que fizermos na Sua organização. (Salmo 116:12-14; Colossenses 3:23) Assim, todos nós podemos dar de nós mesmos em prol da adoração verdadeira, à medida que as outras ovelhas servem intimamente com os ungidos, destinados a “reinar sobre a terra”. — Revelação 5:9, 10.

(ESDRAS 2:58)

“Todos os netineus e os filhos dos servos de Salomão foram trezentos e noventa e dois.”

*** w92 15/4 pp. 13-17 “Os Dados”, uma provisão de Jeová ***
Não-Israelitas Também Retornam
8 Quando se fez a convocação para que os que amavam a Jeová e estavam em Babilônia retornassem à Terra Prometida, milhares de não-israelitas atenderam. Nas listas fornecidas por Esdras e Neemias lemos sobre os “netineus” (que significa “os dados”) e “os filhos dos servos de Salomão”, que totalizavam 392. Os relatos mencionam também mais de 7.500 outros: ‘escravos e escravas’, além de “cantores e cantoras” não-levitas. (Esdras 2:43-58, 65; Neemias 7:46-60, 67) O que induziu tantos não-israelitas a retornar?
9 Esdras 1:5 fala de “todo aquele cujo espírito o verdadeiro Deus tinha despertado, para subir e reconstruir a casa de Jeová”. Sim, foi Jeová quem induziu todos os que retornaram. Ele estimulou o espírito deles, isto é, a sua impelente inclinação mental. Mesmo dos céus, Deus podia fazer isso usando seu espírito santo, sua força ativa. Assim, todos os que se apresentaram “para subir e reconstruir a casa de Jeová” foram ajudados “pelo espírito” de Deus. — Zacarias 4:1, 6; Ageu 1:14.
Um Paralelo em Nossos Dias
10 A quem prefiguram esses não-israelitas que retornaram? Muitos cristãos talvez respondam: ‘Os netineus correspondem às “outras ovelhas” da atualidade.’ Certo, mas não apenas os netineus; pois todos os não-israelitas que retornaram representam os cristãos hoje que não são do Israel espiritual.
11 O livro Podeis Sobreviver ao Armagedon Para o Novo Mundo de Deus observou: “Os do restante de 42.360 israelitas não eram os únicos que abandonaram a Babilônia junto com o governador Zorobabel . . . Havia milhares de não-israelitas . . . Além dos netineus havia outros não-israelitas, escravos, cantores e cantoras profissionais e os descendentes dos servos do Rei Salomão.” O livro explicou: “Os netineus, os escravos, os cantores e os filhos dos servos de Salomão, todos não-israelitas, abandonaram a terra do cativeiro e voltaram com o restante israelita . . . Portanto, é correto pensar que hoje em dia pessoas de diversas nacionalidades, que não são israelitas espirituais, se associariam com o restante do Israel espiritual e promoveriam a adoração de Jeová Deus junto com este restante? Sim.” Esses ‘se tornaram os hodiernos e antitípicos netineus, cantores e filhos dos servos de Salomão’.
12 Como no padrão antigo, Deus dá de seu espírito também para os que têm a esperança de viver para sempre na Terra. Eles não nascem de novo, é verdade. Cada um dos 144.000 passa pela experiência única de nascer de novo como filho espiritual de Deus e ungido com espírito santo. (João 3:3, 5; Romanos 8:16; Efésios 1:13, 14) Naturalmente, essa unção é uma manifestação ímpar do espírito de Deus em favor do pequeno rebanho. Mas o espírito de Deus é também necessário para realizar a vontade de Deus. Assim, Jesus disse: ‘O pai, no céu, dá espírito santo aos que lhe pedirem.’ (Lucas 11:13) Quer aquele que pede tenha esperança celestial, quer seja das outras ovelhas, o espírito de Jeová está abundantemente disponível para realizar a Sua vontade.
13 O espírito de Deus induziu tanto os israelitas como os não-israelitas a retornarem a Jerusalém, e fortalece e ajuda todos os do povo leal de Deus hoje. Quer a esperança que Deus lhe tenha apresentado seja a vida no céu, quer a vida na Terra, o cristão tem de pregar as boas novas, e o espírito santo habilita-o a fazer isso fielmente. Cada um de nós — independentemente de qual seja a nossa esperança — deve cultivar os frutos do espírito, que todos nós necessitamos em medida plena. — Gálatas 5:22-26.
Dados Para Serviço Especial
14 Entre os milhares de não-israelitas que o espírito induziu a retornar havia dois pequenos grupos mencionados com destaque na Palavra de Deus — os netineus e os filhos dos servos de Salomão. Quem eram eles? O que fizeram? E o que pode isso significar hoje?
15 Os netineus eram um grupo de origem não-israelita e que eram privilegiados em ministrar junto com os levitas. Lembre-se dos cananeus de Gibeão, que se tornaram “ajuntadores de lenha e tiradores de água para a assembléia e para o altar de Jeová”. (Josué 9:27) Provavelmente alguns de seus descendentes estavam entre os netineus que retornaram de Babilônia, bem como outros que haviam sido acrescentados como netineus durante o reinado de Davi e em outras épocas. (Esdras 8:20) O que faziam os netineus? Os levitas foram ‘dados’ para ajudar os sacerdotes, e posteriormente os netineus foram ‘dados’ para ajudar os levitas. Mesmo para estrangeiros circuncisos, isso era um privilégio.
16 Quando o grupo retornou de Babilônia havia poucos levitas, em comparação com o número de sacerdotes ou de netineus e “filhos dos servos de Salomão”. (Esdras 8:15-20) O Dictionary of the Bible (Dicionário da Bíblia), do Dr. James Hastings, observa: “Depois de um tempo encontramos [os netineus] tão plenamente estabelecidos como classe sagrada oficial, que lhe são concedidos privilégios.” A revista erudita Vetus Testamentum observa: “Ocorreu uma mudança. Após o Retorno do Exílio, esses [estrangeiros] não mais eram considerados como escravos do Templo, mas como ministrantes nele, desfrutando de uma condição similar à dos outros grupos que oficiavam no Templo.” — Veja o quadro “Mudança de Condição”.
17 Naturalmente, os netineus não se tornaram equivalentes exatos dos sacerdotes e dos levitas. Estes últimos grupos eram israelitas, escolhidos pelo próprio Jeová, e não seriam suplantados por não-israelitas. Não obstante, os indícios bíblicos são de que, devido ao reduzido número de levitas, os netineus receberam tarefas adicionais no serviço de Deus. Foram designados a alojamentos junto ao templo. Nos dias de Neemias eles trabalharam com os sacerdotes no reparo das muralhas perto do templo. (Neemias 3:22-26) E o rei da Pérsia decretou que os netineus fossem isentados de impostos, como no caso dos levitas, por causa de seus serviços no templo. (Esdras 7:24) Isto indica quão intimamente esses “dados” (levitas e netineus) estavam então ligados a assuntos espirituais e que as atribuições dos netineus aumentaram segundo a necessidade, embora nunca fossem considerados levitas. Quando Esdras mais tarde reuniu exilados para retornar, não havia inicialmente nenhum levita entre eles. Assim, ele intensificou seus empenhos de juntar alguns. O resultado foi que 38 levitas e 220 netineus retornaram para servir como “ministros para a casa de nosso Deus”. — Esdras 8:15-20.
18 Um segundo grupo de não-israelitas mencionado com destaque eram os filhos dos servos de Salomão. A Bíblia dá poucos detalhes a respeito deles. Alguns eram “os filhos de Soferete”. Esdras acrescenta um artigo definido a esse nome, transformando-o em Has•so•fé•reth, que talvez signifique “o escriba”. (Esdras 2:55; Neemias 7:57) De modo que talvez tenham sido uma equipe de escribas ou copistas, possivelmente escribas administrativos do templo. Embora fossem de origem estrangeira, os filhos dos servos de Salomão provaram sua devoção a Jeová por deixarem Babilônia e retornarem para participar na restauração de Sua adoração.
Dar de Nós Hoje
19 Nos nossos dias, Deus tem usado extensivamente o restante ungido como ponta-de-lança na adoração pura e na declaração das boas novas. (Marcos 13:10) Quanto regozijo estes têm sentido em ver dezenas de milhares, centenas de milhares, e daí, milhões de outras ovelhas se juntarem a eles na adoração! E que deleitosa cooperação tem havido entre o restante e as outras ovelhas! — João 10:16.
20 Todos os não-israelitas que retornaram do exílio na antiga Babilônia têm como paralelo as outras ovelhas que agora servem com o restante do Israel espiritual. Mas, que dizer do fato de que a Bíblia menciona com destaque os netineus e os filhos dos servos de Salomão? No padrão, os netineus e os filhos dos servos de Salomão receberam mais privilégios do que os outros não-israelitas que haviam retornado. Isto bem que pode prefigurar que Deus hoje tem concedido privilégios e acrescentado deveres a alguns homens maduros e dispostos dentre as outras ovelhas.
21 Os adicionados deveres dos netineus relacionavam-se diretamente com atividades espirituais. Os filhos dos servos de Salomão evidentemente receberam responsabilidades administrativas. Similarmente hoje, Jeová tem abençoado seu povo com “dádivas em homens” para cuidar de suas necessidades. (Efésios 4:8, 11, 12) Incluídos nessa provisão há muitas centenas de irmãos maduros e experientes que participam em ‘pastorear os rebanhos’, servindo como superintendentes de circuito e de distrito e em Comissões de Filial nas 98 filiais da Sociedade Torre de Vigia, dos EUA. (Isaías 61:5) Na sede mundial da Sociedade, sob a direção do “mordomo fiel” e seu Corpo Governante, homens capazes recebem treinamento para ajudar na preparação de alimento espiritual. (Lucas 12:42) Outros veteranos dedicados, voluntários, têm sido treinados para operar lares de Betel e gráficas e para supervisionar mundialmente programas de construção ou de ampliação de filiais e de salões para adoração cristã. Eles se têm destacado em servir como íntimos ajudadores do restante ungido, que constituem parte do sacerdócio real. — Compare com 1 Coríntios 4:17; 14:40; 1 Pedro 2:9.
22 Nos tempos antigos, sacerdotes e levitas continuaram a servir entre os judeus. (João 1:19) Hoje, porém, o número dos do restante do Israel espiritual na Terra tem de continuar a decrescer. (Contraste com João 3:30.) Por fim, após a destruição de Babilônia, a Grande, todos os 144.000 ‘selados’ estarão no céu para o casamento do Cordeiro. (Revelação 7:1-3; 19:1-8) Presentemente, porém, o número de outras ovelhas tem de continuar a aumentar. O fato de que a algumas delas, comparáveis aos netineus e aos filhos dos servos de Salomão, se designam agora pesadas responsabilidades sob a supervisão do restante ungido não as torna presunçosas nem faz com que se sintam importantes aos seus próprios olhos. (Romanos 12:3) Isto nos dá confiança de que, quando o povo de Deus ‘sair da grande tribulação’, haverá homens experientes — “príncipes” — preparados para tomar a dianteira entre as outras ovelhas. — Revelação 7:14; Isaías 32:1; compare com Atos 6:2-7.
23 Todos os que retornaram de Babilônia se dispunham a trabalhar arduamente e a provar que a adoração de Jeová ocupava um lugar preponderante na sua mente e no seu coração. Dá-se o mesmo hoje. Junto com o restante ungido, ‘estranhos estão realmente de pé pastoreando os rebanhos’. (Isaías 61:5) Portanto, independentemente de que esperança Deus nos tenha dado, ou de que privilégios possam ser concedidos a anciãos designados pelo espírito, antes do dia da vindicação de Jeová no Armagedom, cultivemos todos nós um espírito altruísta, salutar e dadivoso. Embora jamais possamos retribuir a Jeová todos os grandiosos benefícios que ele nos dá, sejamos entusiásticos em tudo o que fizermos na Sua organização. (Salmo 116:12-14; Colossenses 3:23) Assim, todos nós podemos dar de nós mesmos em prol da adoração verdadeira, à medida que as outras ovelhas servem intimamente com os ungidos, destinados a “reinar sobre a terra”. — Revelação 5:9, 10.

(ESDRAS 2:63)

“Por conseguinte, o Tirsata disse-lhes que não podiam comer das coisas santíssimas até que um sacerdote se pusesse de pé com Urim e Tumim.”

*** w06 15/1 p. 18 Destaques do livro de Esdras ***
2:61-63 — Será que o Urim e o Tumim, que eram usados quando se precisava de uma resposta de Jeová, estavam disponíveis aos judeus que voltaram do exílio? As pessoas que reivindicavam a descendência sacerdotal e que não conseguiam estabelecer sua genealogia poderiam ter legitimado as suas reivindicações por usar o Urim e o Tumim. Esdras menciona isso apenas como uma possibilidade. As Escrituras não contêm nenhum registro do uso do Urim e do Tumim naquela ocasião nem depois. A tradição judaica diz que o Urim e o Tumim desapareceram com a destruição do templo em 607 AEC.

(ESDRAS 2:64)

“A congregação inteira, como um só grupo, foi de quarenta e dois mil trezentos e sessenta,”

*** it-2 p. 525 Jerusalém ***
No “primeiro ano” de Ciro, o Persa (evidentemente como governante de Babilônia; 538 AEC), expediu-se o decreto real que liberava os judeus exilados para ‘subirem a Jerusalém, que está em Judá, e reconstruírem a casa de Jeová, o Deus de Israel’. (Esd 1:1-4) Aqueles que fizeram a longa viagem a Jerusalém, levando consigo os tesouros do templo, incluíam 42.360 varões, além de escravos e cantores profissionais. Chegaram em tempo para celebrar a Festividade das Barracas, em tisri (setembro-outubro) de 537 AEC. (Esd 2:64, 65; 3:1-4)

(ESDRAS 2:66)

“Seus cavalos foram setecentos e trinta e seis, seus mulos, duzentos e quarenta e cinco,”

*** it-1 p. 474 Cavalo ***
Os cavalos são mencionados entre os animais de carga que seriam usados para transportar o povo espalhado de Deus a Jerusalém. (Is 66:20) Por conseguinte, é digno de nota que, no primeiro cumprimento das profecias de restauração, os judeus que retornaram trouxeram consigo 736 cavalos. — Esd 2:1, 66; Ne 7:68.

(ESDRAS 2:67)

“seus camelos, quatrocentos e trinta e cinco, [seus] jumentos, seis mil setecentos e vinte.”

*** it-1 p. 409 Camelo ***
Camelos são também mencionados entre os animais de carga que trazem os irmãos dos servos de Deus a Jerusalém, procedentes de todas as nações, “como presente a Jeová”. (Is 60:6; 66:20) É de interesse que, no primeiro cumprimento da profecia de Isaías sobre o restabelecimento, havia 435 camelos entre os animais dos judeus que retornavam de Babilônia, em 537 AEC. — Esd 2:67; Ne 7:69.

(ESDRAS 2:69)

“De acordo com o seu poder, deram ouro para os suprimentos da obra, sessenta e uma mil dracmas, e prata, cinco mil minas, e cem vestes compridas de sacerdotes.”

*** it-1 p. 744 Dracma ***
A dracma grega de prata não deve ser confundida com a “dracma” de ouro (dar•kemóhn) das Escrituras Hebraicas, uma moeda geralmente equiparada ao darico persa (8,4 gramas; US$94,50 segundo valores modernos). — Esd 2:69; Ne 7:70-72.

(ESDRAS 2:70)

“E os sacerdotes, e os levitas, e alguns do povo, e os cantores, e os porteiros, e os netineus passaram a morar nas suas cidades, e todo o Israel nas suas cidades.”

*** it-2 p. 453 Israel ***
Israel Depois do Exílio Babilônico. Durante os 390 anos que se seguiram à morte de Salomão, e à ruptura do reino unido, e até a destruição de Jerusalém, em 607 AEC, o termo “Israel” usualmente só se aplicava às dez tribos, sob o domínio do reino setentrional. (2Rs 17:21-23) Mas, com a volta do exílio de um restante de todas as 12 tribos, e continuando até a segunda destruição de Jerusalém em 70 EC, o termo “Israel” mais uma vez abrangia todos os descendentes de Jacó que viviam naquele tempo. Novamente, o povo de todas as 12 tribos foi chamado de “todo o Israel”. — Esd 2:70; 6:17; 10:5; Ne 12:47; At 2:22, 36.

(ESDRAS 3:1)

“Ao chegar o sétimo mês, os filhos de Israel estavam nas [suas] cidades. E o povo começou a ajuntar-se como um só homem em Jerusalém.”

*** w06 15/1 p. 19 Destaques do livro de Esdras ***
3:1-6. No sétimo mês de 537 AEC (tisri, que corresponde a setembro/outubro), os fiéis que voltaram ofereceram seu primeiro sacrifício. O Rei Nabucodonosor havia entrado em Jerusalém no quinto mês (ab, que corresponde a julho/agosto) de 607 AEC e dois meses depois a cidade estava completamente destruída. (2 Reis 25:8-17, 22-26) Conforme predito, a desolação de Jerusalém, de 70 anos, terminou no tempo certo. (Jeremias 25:11; 29:10) Tudo o que a Palavra de Jeová prediz sempre se cumpre.

*** si p. 150 par. 15 Livro bíblico número 30 — Amós ***
Fiel à palavra de Jeová através de Amós, os cativos de Israel retornaram em 537 AEC para construir e habitar suas cidades desoladas e plantar seus vinhedos e seus pomares. — Amós 9:14; Esd 3:1.

*** it-1 p. 513 Ciro ***
Em vista do registro bíblico, o decreto de Ciro que liberava os judeus para voltarem a Jerusalém provavelmente foi emitido em fins do ano 538 ou no começo de 537 AEC. Isto daria tempo para que os exilados judeus se preparassem para sair de Babilônia, e para empreender a longa viagem a Judá e Jerusalém (que talvez levasse cerca de quatro meses, segundo Esd 7:9), e ainda assim se estabelecerem “nas suas cidades” em Judá até o “sétimo mês” (tisri) do ano 537 AEC. (Esd 3:1, 6) Isto assinalou o fim dos profetizados 70 anos da desolação de Judá, que começaram no mesmo mês, tisri, em 607 AEC. — 2Rs 25:22-26; 2Cr 36:20, 21.

*** it-1 p. 613 Cronologia ***
Outra data que pode ser usada como ponto fixo é o ano 539 AEC, apoiada por diversas fontes históricas como o ano da derrubada de Babilônia por Ciro, o persa. (Fontes seculares para o reinado de Ciro incluem Diodoro, Africano, Eusébio e Ptolomeu, bem como as tabuinhas babilônicas.) Durante o primeiro ano de Ciro emitiu-se seu decreto de livrar os judeus do exílio. E, conforme considerado no artigo sobre CIRO, é bem provável que o decreto fosse emitido no inverno setentrional de 538 AEC, ou perto da primavera de 537 AEC. Isto permitiria que os judeus tivessem tempo para os necessários preparativos, fizessem a viagem de quatro meses até Jerusalém e ainda chegassem ali no sétimo mês (tisri, ou por volta de 1.° de outubro) de 537 AEC. — Esd 1:1-11; 2:64-70; 3:1.

*** it-1 pp. 617-621 Cronologia ***
No entanto, permitiu-se que “alguns do povo da terra, de condição humilde”, permanecessem ali, e estes ficaram até o assassínio de Gedalias, a quem Nabucodonosor designou, fugindo depois para o Egito, deixando assim, por fim, Judá completamente desolada. (2Rs 25:9-12, 22-26) Isto ocorreu no sétimo mês, etanim (ou tisri, correspondendo a partes de setembro e de outubro). Portanto, a contagem dos 70 anos de desolação deve ter começado por volta de 1.° de outubro de 607 AEC, terminando em 537 AEC. Foi no sétimo mês deste último ano que os primeiros judeus repatriados chegaram novamente a Judá, exatamente 70 anos desde que começou a desolação total da terra. — 2Cr 36:21-23; Esd 3:1.

(ESDRAS 3:6)

“A partir do primeiro dia do sétimo mês principiaram a oferecer sacrifícios queimados a Jeová, quando ainda não se havia lançado o alicerce do próprio templo de Jeová.”

*** w06 15/1 p. 19 Destaques do livro de Esdras ***
3:1-6. No sétimo mês de 537 AEC (tisri, que corresponde a setembro/outubro), os fiéis que voltaram ofereceram seu primeiro sacrifício. O Rei Nabucodonosor havia entrado em Jerusalém no quinto mês (ab, que corresponde a julho/agosto) de 607 AEC e dois meses depois a cidade estava completamente destruída. (2 Reis 25:8-17, 22-26) Conforme predito, a desolação de Jerusalém, de 70 anos, terminou no tempo certo. (Jeremias 25:11; 29:10) Tudo o que a Palavra de Jeová prediz sempre se cumpre.

*** it-2 p. 16 Esdras, Livro de ***
O 70.° ano da desolação de Jerusalém, o último sábado imposto àquela terra, terminaria no outono de 537 AEC. Por dois motivos, o decreto de Ciro deve ter sido emitido em fins de 538 AEC ou no começo de 537. A desolação tinha de durar até o fim do 70.° ano, e não se esperaria que os israelitas libertos viajassem na chuvosa estação do inverno, como teria acontecido se o decreto tivesse sido emitido uns poucos meses antes. Foi provavelmente emitido no começo da primavera de 537 AEC, a fim de dar aos judeus a oportunidade de viajar durante a estação seca, chegar a Jerusalém, e erigir o altar no primeiro dia do sétimo mês (tisri) do ano 537 AEC, no dia 29 de setembro, segundo o calendário gregoriano. — Esd 3:2-6.

(ESDRAS 3:12)

“E muitos dos sacerdotes, e dos levitas, e dos cabeças das casas paternas, os idosos que tinham visto a casa anterior, estavam chorando com alta voz por ocasião do lançamento do alicerce desta casa diante dos seus olhos, ao passo que muitos outros elevavam a voz num grito de alegria.”

*** w06 15/1 p. 18 Destaques do livro de Esdras ***
3:12 — Por que “os idosos que tinham visto a casa anterior” de Jeová choraram? Esses homens se lembravam de como era magnífico o templo construído por Salomão. O início da reconstrução do novo templo, que estava bem diante deles, era “como nada aos [seus] olhos” em comparação com o anterior. (Ageu 2:2, 3) Será que seus esforços trariam de volta a glória do templo anterior? Devem ter ficado desanimados e por isso choraram.

(ESDRAS 4:2)

“aproximaram-se imediatamente de Zorobabel e dos cabeças das casas paternas e disseram-lhes: “Deixai-nos construir convosco; pois, assim como vós, buscamos o vosso Deus e a ele oferecemos sacrifícios desde os dias de Esar-Hadom, rei da Assíria, que nos trouxe para cá.””

*** it-1 p. 41 Acaz ***
Com respeito aos “sessenta e cinco anos” citados em Isaías 7:8, os quais Isaías profetizou que seriam o período em que Efraim seria “desbaratado”, o Commentary on the Whole Bible (Comentário Sobre Toda a Bíblia), de Jamieson, Fausset e Brown, declara: “Uma deportação de Israel ocorreu dentro de um ou dois anos a contar deste tempo [o tempo da profecia de Isaías], sob Tiglate-Pileser (2 Reis 15. 29). Outra, no reinado de Oséias, sob Salmaneser (2 Reis 17. 1-6), deu-se cerca de vinte anos depois. Mas a última, que ‘despedaçou’ inteiramente Israel, de modo a ‘não ser povo’, acompanhada por uma colonização de Samaria por estrangeiros, deu-se sob Esar-Hadom, que levou também Manassés, rei de Judá, no vigésimo segundo ano do seu reinado, sessenta e cinco anos a contar do proferimento desta profecia (cf. Esdras 4.2, 3, 10, com 2 Reis 17.24; 2 Crônicas 33.11).”

*** it-1 p. 829 Esar-Hadom ***
Os “Sessenta e Cinco Anos”. Por ocasião da reconstrução do templo em Jerusalém, alguns dos habitantes não-israelitas do país mencionaram ter sido levados a Samaria por “Esar-Hadom, rei da Assíria”. (Esd 4:2) Que a transferência de pessoas, pelos assírios, para Samaria e de Samaria, continuou até o seu reinado é encarado por alguns como chave para se entender o período de “sessenta e cinco anos”, mencionado em Isaías 7:8, referente à desolação de Efraim (que tinha por capital Samaria). O intervalo, desde o reinado de Tiglate-Pileser III (que iniciou a deportação de pessoas do reino setentrional de Israel pouco depois da profecia de Isaías) até o de Esar-Hadom, admitiria tal período de 65 anos até o total ‘desbaratamento’ de Efraim “para não ser povo”.

(ESDRAS 4:3)

“No entanto, Zorobabel e Jesua, e os restantes dos cabeças das casas paternas de Israel disseram-lhes: “Não tendes nada que ver conosco na construção de uma casa ao nosso Deus, pois nós mesmos, juntos, construiremos para Jeová, o Deus de Israel, assim como nos mandou o Rei Ciro, rei da Pérsia.””

*** w06 15/1 p. 19 Destaques do livro de Esdras ***
4:1-3. O fiel restante rejeitou uma oferta que significaria formar aliança religiosa com falsos adoradores. (Êxodo 20:5; 34:12) Da mesma forma, as Testemunhas de Jeová hoje não participam de nenhum movimento ecumênico.

(ESDRAS 4:4)

“Em vista disso, o povo da terra enfraquecia continuamente as mãos do povo de Judá e o desalentava com respeito à construção,”

*** si p. 166 par. 4 Livro bíblico número 37 — Ageu ***
4 Como mostra o registro, tão logo se lançou o alicerce do templo (em 536 AEC), “o povo da terra enfraquecia continuamente as mãos do povo de Judá e o desalentava com respeito à construção, e contratava conselheiros contra eles para frustrar seu conselho”. (Esd. 4:4, 5) Por fim, em 522 AEC, tais opositores não-judeus conseguiram paralisar a obra por meio duma proscrição oficial.

(ESDRAS 4:5)

“e contratava conselheiros contra eles para frustrar seu conselho em todos os dias de Ciro, rei da Pérsia, até o reinado de Dario, rei da Pérsia.”

*** it-1 p. 548 Conselho, conselheiro ***
Homens conhecidos pela sua sabedoria eram muito apreciados como conselheiros reais. (Veja 2Sa 16:23.) Por causa da sua posição, ofereciam-se-lhes às vezes subornos, a fim de que usassem a sua influência de modo corrupto. Quando os inimigos dos judeus contrataram conselheiros, talvez fizessem isso por subornar persas que serviam nesta qualidade. — Esd 4:5.

(ESDRAS 4:6)

“E no reinado de Assuero, no início do seu reinado, escreveram uma acusação contra os habitantes de Judá e de Jerusalém.”

*** it-1 p. 260 Assuero ***
2. O Assuero de Esdras 4:6, no início de cujo reinado foi redigida uma acusação contra os judeus, da parte dos inimigos deles, talvez fosse Cambises, o sucessor de Ciro, o conquistador de Babilônia e libertador dos judeus. Cambises reinou de 529 a 522 AEC.

(ESDRAS 4:7)

“Também nos dias de Artaxerxes, Bislão, Mitredate, Tabeel e o resto dos seus confrades escreveram a Artaxerxes, rei da Pérsia, e o conteúdo da carta estava escrito em caracteres aramaicos e traduzido ao idioma aramaico.”

*** si p. 86 par. 9 Livro bíblico número 15 — Esdras ***
Os povos vizinhos, adversários, oferecem-se para ajudar na construção, dizendo que estão buscando o mesmo Deus, mas o restante judeu recusa terminantemente qualquer aliança com eles. Os adversários procuram continuamente enfraquecer e desanimar os judeus e frustrar a sua obra, desde o reinado de Ciro até o de Dario. Finalmente, nos dias de “Artaxerxes” (Bardiia ou possivelmente um mago conhecido como Gaumata, 522 AEC), conseguem forçar a paralisação da obra por ordem real. Esta proscrição continua “até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia” (520 AEC), mais de 15 anos depois de se ter lançado o alicerce. — 4:4-7, 24.

*** it-1 p. 217 Artaxerxes ***
Artaxerxes
Nome ou título aplicado na Bíblia a dois reis persas.
1. O governante persa que causou a paralisação da construção do templo de Jeová em Jerusalém. (Esd 4:7-24) Entre o reinado de Ciro, o Grande, que permitiu que os judeus voltassem a Jerusalém (537 AEC), e o de Dario, o Grande, o qual em 520 AEC removeu a proscrição imposta à construção do templo, possivelmente reinaram três reis: Cambises II, seu irmão Bardiia (ou possivelmente um mago conhecido como Gaumata, que se diz ter fingido ser Bardiia e que governou por sete meses), e Nidintu-Bel (que foi derrotado e morto por Dario, depois de apenas dois meses). Cambises evidentemente é representado pelo “Assuero” mencionado em Esdras 4:6, a quem os opositores da construção do templo fizeram o primeiro protesto. Portanto, a partir de Esdras 4:7, o governante chamado “Artaxerxes” é Bardiia, ou então Gaumata, cujo governo durou apenas sete meses (522 AEC).

(ESDRAS 4:10)

“e o resto das nações que o grande e ilustre Asenapar levara ao exílio e estabelecera nas cidades de Samaria, e o resto de além do Rio, —; e agora,”

*** it-1 p. 41 Acaz ***
Com respeito aos “sessenta e cinco anos” citados em Isaías 7:8, os quais Isaías profetizou que seriam o período em que Efraim seria “desbaratado”, o Commentary on the Whole Bible (Comentário Sobre Toda a Bíblia), de Jamieson, Fausset e Brown, declara: “Uma deportação de Israel ocorreu dentro de um ou dois anos a contar deste tempo [o tempo da profecia de Isaías], sob Tiglate-Pileser (2 Reis 15. 29). Outra, no reinado de Oséias, sob Salmaneser (2 Reis 17. 1-6), deu-se cerca de vinte anos depois. Mas a última, que ‘despedaçou’ inteiramente Israel, de modo a ‘não ser povo’, acompanhada por uma colonização de Samaria por estrangeiros, deu-se sob Esar-Hadom, que levou também Manassés, rei de Judá, no vigésimo segundo ano do seu reinado, sessenta e cinco anos a contar do proferimento desta profecia (cf. Esdras 4.2, 3, 10, com 2 Reis 17.24; 2 Crônicas 33.11).”

*** it-1 p. 246 Asenapar ***
Asenapar
Este nome aparece numa passagem do livro de Esdras (4:10), registrada em aramaico, e é evidentemente uma versão apocopada do nome do rei assírio Assurbanipal, e, igual ao idioma persa, que não tem a letra l, substitui o l final pelo r. Os habitantes de Susa (capital de Elão) foram transplantados por Asenapar para Samaria. (Veja 2Rs 17:24-28.) A história mostra que Assurbanipal foi o único rei assírio em condições de executar tal ação com respeito aos habitantes de Elão.

*** it-1 p. 258 Assíria ***
Assurbanipal. Antes de Esar-Hadom falecer, ele nomeara seu filho Assurbanipal como príncipe herdeiro da Assíria, e outro filho, Samas-sum-iuquin, como príncipe herdeiro de Babilônia. Samas-sum-iuquin rebelou-se mais tarde contra seu irmão, e Assurbanipal sufocou a rebelião e saqueou a cidade de Babilônia.
Assurbanipal causou a maior expansão do império. Acabou com uma rebelião no Egito e saqueou a cidade de Tebas (Nô-Amom). As fronteiras do Império Assírio abrangiam então as regiões de Elão, parte da Média até o Ararate, tanto ao O como a Cilícia, na Ásia Menor, passando pela Síria e Israel (mas não Jerusalém), e descendo ao Egito, e a Arábia e a Babilônia. Ele, evidentemente, é “o grande e ilustre Asenapar” mencionado em Esdras 4:10. — Veja ASENAPAR.

(ESDRAS 4:13)

“Agora, seja do conhecimento do rei que, se esta cidade for reconstruída e seus muros terminados, eles não darão nem imposto, nem tributo, nem pedágio, e isto causará prejuízo aos tesouros dos reis.”

*** it-2 p. 389 Imposto ***
No período persa, os judeus (com exceção dos sacerdotes e de outros que serviam no santuário, e que foram isentados por Artaxerxes Longímano) tiveram de pagar imposto (aramaico, mid•dáh ou min•dáh), tributo (belóh) e pedágio (halákh). (Esd 4:13, 20; 7:24) Acredita-se que mid•dáh designa o imposto pessoal, individual; belóh, um imposto sobre itens de consumo, ou imposto de consumo; e halákh, o pedágio pago pelos viajantes em postos de estrada ou nos vaus de rio. O mid•dáh (traduzido “tributo” em Al, IBB, NM, em Ne 5:4) deve ter sido bem alto, pois muitos judeus tiveram de pedir dinheiro emprestado para pagá-lo. Além de terem de pagar os impostos cobrados pelos persas, os judeus normalmente também tinham de pagar o sustento do governador. — Ne 5:14, 15.

(ESDRAS 4:20)

“E mostrava-se haver reis fortes sobre Jerusalém e que governavam tudo além do Rio, e dava-se-lhes imposto, tributo e pedágio.”

*** it-2 p. 389 Imposto ***
No período persa, os judeus (com exceção dos sacerdotes e de outros que serviam no santuário, e que foram isentados por Artaxerxes Longímano) tiveram de pagar imposto (aramaico, mid•dáh ou min•dáh), tributo (belóh) e pedágio (halákh). (Esd 4:13, 20; 7:24) Acredita-se que mid•dáh designa o imposto pessoal, individual; belóh, um imposto sobre itens de consumo, ou imposto de consumo; e halákh, o pedágio pago pelos viajantes em postos de estrada ou nos vaus de rio. O mid•dáh (traduzido “tributo” em Al, IBB, NM, em Ne 5:4) deve ter sido bem alto, pois muitos judeus tiveram de pedir dinheiro emprestado para pagá-lo. Além de terem de pagar os impostos cobrados pelos persas, os judeus normalmente também tinham de pagar o sustento do governador. — Ne 5:14, 15.

(ESDRAS 4:24)

“Foi então que parou a obra na casa de Deus, que estava em Jerusalém; e continuou parada até o segundo ano do reinado de Dario, rei da Pérsia.”

*** si p. 166 pars. 3-4 Livro bíblico número 37 — Ageu ***
Pelo seguinte motivo: Em 537 AEC, Ciro havia emitido o decreto que permitia aos judeus retornar à sua terra natal para reconstruir a casa de Jeová. Mas já estavam em 520 AEC, e faltava muito para terminar o templo. Os judeus haviam permitido que, durante todos esses anos, a oposição dos inimigos, junto com sua própria apatia e seu materialismo, os impedissem de cumprir o próprio objetivo de seu retorno. — Esd. 1:1-4; 3:10-13; 4:1-24; Ageu 1:4.
4 Como mostra o registro, tão logo se lançou o alicerce do templo (em 536 AEC), “o povo da terra enfraquecia continuamente as mãos do povo de Judá e o desalentava com respeito à construção, e contratava conselheiros contra eles para frustrar seu conselho”. (Esd. 4:4, 5) Por fim, em 522 AEC, tais opositores não-judeus conseguiram paralisar a obra por meio duma proscrição oficial. Foi no segundo ano do reinado do rei persa Dario Histaspes, isto é, em 520 AEC, que Ageu começou a profetizar, e isto incentivou os judeus a reiniciar a construção do templo. Nisto, os governadores vizinhos enviaram uma carta a Dario, solicitando uma decisão sobre o assunto; Dario fez vigorar outra vez o decreto de Ciro e defendeu os judeus de seus inimigos.

*** si p. 167 pars. 8-9 Livro bíblico número 37 — Ageu ***
8 A primeira mensagem (1:1-15). Esta é dirigida ao governador Zorobabel e ao sumo sacerdote Josué, mas aos ouvidos do povo. O povo vem dizendo: “Não chegou o tempo, o tempo de se construir a casa de Jeová.” Jeová, mediante Ageu, faz uma pergunta esquadrinhadora: “É tempo de vós mesmos morardes nas vossas casas apaineladas enquanto esta casa está devastada?” (1:2, 4) Semearam muito em sentido material, mas isso lhes trouxe pouco benefício na forma de alimento, bebida e roupa. “Fixai vosso coração nos vossos caminhos”, admoesta Jeová. (1:7) Já é hora de trazer a madeira e construir a casa, para que Jeová seja glorificado. Os judeus cuidam bem de suas próprias casas, mas a casa de Jeová está devastada. Portanto, Jeová reteve o orvalho do céu e o aumento do campo e sua bênção sobre o homem e sua labuta.
9 Felizmente, eles entendem a questão! Ageu não profetizou em vão. Os governantes e o povo passam “a escutar a voz de Jeová, seu Deus”. O temor de Jeová substitui o temor do homem. A garantia de Jeová mediante seu mensageiro Ageu é: “Eu estou convosco.” (1:12, 13) É o próprio Jeová que incita o espírito do governador, o espírito do sumo sacerdote, e o espírito do restante do Seu povo. Põem mãos à obra apenas 23 dias depois de Ageu começar a profetizar, e isto apesar da proscrição oficial do governo persa.

*** it-1 p. 662 Dario ***
É especialmente com respeito à reconstrução do templo em Jerusalém que Dario Histaspes consta no registro bíblico. O alicerce do templo foi lançado em 536 AEC, mas a obra de reconstrução foi proibida em 522 AEC e “continuou parada até o segundo ano do reinado de Dario” (520 AEC). (Esd 4:4, 5, 24) Durante esse ano, os profetas Ageu e Zacarias incitaram os judeus a recomeçarem a construção, e a obra foi empreendida novamente. (Esd 5:1, 2; Ag 1:1, 14, 15; Za 1:1)

(ESDRAS 5:6)

“[Aqui] está uma cópia da carta que Tatenai, governador de além do Rio, e Setar-Bozenai e seus confrades, os governadores menores que havia além do Rio, enviaram a Dario, o rei;”

*** w93 15/6 p. 32 Pode-se confiar na Bíblia? ***
Pode-se confiar na Bíblia?
SE APANHASSE uma Bíblia, esperaria encontrar nela uma moeda? E se fosse esta antiga moeda de prata?
Muitos acham que a Bíblia é um livro antigo que apresenta histórias peculiares e admiráveis princípios de moral. No entanto, não acreditam que os relatos bíblicos sejam história exata, de modo que negam que ela seja a Palavra de Deus. No entanto, há ampla evidência da exatidão da Bíblia. Esta moeda (aqui ampliada) é um bom exemplo disso. O que diz a inscrição nela?
A moeda foi cunhada em Tarso, cidade na parte sudeste do que agora é a Turquia. Foi produzida durante o domínio do governador persa Mazaeus, no quarto século AEC. Identifica-o como governador da província “Além do Rio”, quer dizer, do rio Eufrates.
Mas por que é esta frase interessante? Porque encontrará a mesma expressão na sua Bíblia. Esdras 5:6-6:13 apresenta correspondência trocada entre o rei persa Dario e um governador chamado Tatenai. Tratava da questão da reconstrução do templo em Jerusalém pelos judeus. Esdras era copista destro da Lei de Deus, e era de esperar que fosse preciso, exato, no que escreveu. Verá em Esdras 5:6 e 6:13 que ele chamou Tatenai de “governador de além do Rio”.
Esdras escreveu isso por volta de 460 AEC, uns 100 anos antes de se cunhar esta moeda. Ora, alguns talvez achem que o título dum antigo oficial é um pormenor de somenos importância. Mas se puder confiar nos escritores bíblicos mesmo em pormenores tão pequenos, não deverá isso aumentar sua confiança no que mais escreveram?
Nos primeiros dois artigos deste número encontrará motivos adicionais para tal confiança.
[Crédito da foto na página 32]
Coleção do Israel Dept. of Antiquities. Exibido e fotografado pelo Israel Museum.

(ESDRAS 5:12)

“No entanto, visto que os nossos pais irritaram o Deus dos céus, ele os entregou na mão de Nabucodonosor, rei de Babilônia, o caldeu, e ele demoliu esta casa e levou o povo ao exílio em Babilônia.”

*** it-1 pp. 662-663 Dario ***
A declaração judaica, que contrastava as ações do caldeu Nabucodonosor, como o destruidor do templo, com as do persa Ciro, como aquele que autorizou sua reconstrução, deve ter exercido um efeito apropriado e oportuno sobre Dario, visto que nos primeiros anos do seu reinado teve de subjugar duas revoltas de rebeldes que assumiram o nome de Nabucodonosor (chamados de Nabucodonosor III e Nabucodonosor IV pelos historiadores), afirmando ser filhos de Nabonido e empenhando-se em tornar Babilônia independente do Império Persa.

(ESDRAS 5:13)

“Não obstante, no primeiro ano de Ciro, rei de Babilônia, Ciro, o rei, deu ordem para que se reconstruísse esta casa de Deus.”

*** it-1 pp. 662-663 Dario ***
A declaração judaica, que contrastava as ações do caldeu Nabucodonosor, como o destruidor do templo, com as do persa Ciro, como aquele que autorizou sua reconstrução, deve ter exercido um efeito apropriado e oportuno sobre Dario, visto que nos primeiros anos do seu reinado teve de subjugar duas revoltas de rebeldes que assumiram o nome de Nabucodonosor (chamados de Nabucodonosor III e Nabucodonosor IV pelos historiadores), afirmando ser filhos de Nabonido e empenhando-se em tornar Babilônia independente do Império Persa.

25-31 de janeiro de 2016
Esdras 6-10

(ESDRAS 6:1)

“Foi então que Dario deu ordem, e fizeram uma investigação na casa dos registros dos tesouros depositados lá em Babilônia.”

*** it-1 p. 455 Casa ***
(16) um prédio para abrigar registros oficiais do estado (Esd 6:1).

(ESDRAS 6:2)

“E em Ecbátana, na fortificação que havia no distrito jurisdicional da Média, foi achado um rolo, e nele estava escrito o memorando do seguinte teor:”

*** it-1 p. 514 Ciro ***
Além da proclamação real citada em Esdras 1:1-4, o registro bíblico fala de outro documento emitido por Ciro, um “memorando”, arquivado na casa de registros em Ecbátana, na Média, e descoberto ali durante o reinado de Dario, o persa. (Esd 5:13-17; 6:1-5) A respeito deste segundo documento, diz o Professor G. Ernest Wright que “[ele] é explicitamente intitulado de dikrona, termo aramaico oficial para o memorando que registrava uma decisão oral do rei ou de outra autoridade, e que dava início a uma ação administrativa. Jamais se visava publicá-lo, mas era unicamente para ser visto pela autoridade devida, após o que era guardado nos arquivos governamentais”. — Biblical Archaeology, p. 203.

*** it-1 p. 747 Ecbátana ***
Ecbátana
Capital da antiga Média, a partir de c. 700 AEC. O rei persa Ciro II tomou-a do rei medo Astíages, após o que os medos e os persas juntaram suas forças sob Ciro. Ecbátana é biblicamente identificada como um lugar do distrito jurisdicional da Média, nos dias do rei persa Dario I (Histaspes). — Esd 6:1, 2.
“Ecbátana” é a tradução em português do nome desta cidade, em Esdras 6:2. Esta forma do nome corresponde à leitura da Vulgata latina e também é encontrada no texto grego dos escritos apócrifos que vieram a ser incluídos na Septuaginta. O texto massorético e a Pesito siríaca, porém, dão o nome como “Acmeta”. Os primitivos escritores gregos parecem ter aplicado o nome Ecbátana a vários lugares. No entanto, há consenso geral entre os peritos hodiernos de que a Ecbátana capturada por Ciro (e, assim, a mencionada em Esd 6:2) é a moderna cidade de Hamadã, importante centro comercial do Irã, situada ao sopé do monte Alvand, aproximadamente a 290 km ao OSO de Teerã. Assim como a antiga Ecbátana era uma cidade importante situada na principal via que conduzia da Mesopotâmia a pontos mais para o L, assim também a moderna Hamadã é cruzada por várias estradas, tais como a que vai de Bagdá a Teerã.

(ESDRAS 6:3)

““No primeiro ano de Ciro, o rei, Ciro, o rei, deu ordem concernente à casa de Deus em Jerusalém: Reconstrua-se a casa como lugar onde se devem oferecer sacrifícios e fixem-se os seus alicerces, sendo sua altura de sessenta côvados, sua largura sessenta côvados,”

*** g 2/11 pp. 16-17 Um livro confiável — Parte 4 ***
De fato, Ciro ordenou que os fundos para a reconstrução do templo fossem pagos “pela casa do rei”, diz Esdras 6:3, 4. Essas palavras estão de acordo com a História. “Os reis persas tinham uma política consistente de ajudar a restaurar santuários em seu império”, diz o livro Persia and the Bible (A Pérsia e a Bíblia).

*** it-1 p. 514 Ciro ***
A cooperação de Ciro com os judeus estabelecia um notável contraste com o tratamento que receberam de anteriores governantes pagãos. Ele devolveu os preciosos utensílios do templo, que Nabucodonosor II levara para Babilônia, deu permissão real para eles importarem cedros do Líbano e autorizou a alocação de fundos da casa real para arcar com as despesas da construção. (Esd 1:7-11; 3:7; 6:3-5) De acordo com o Cilindro de Ciro (FOTO, Vol. 2, p. 444), o governante persa seguia uma política geralmente humanitária e tolerante para com os povos conquistados no seu domínio. A inscrição o cita como dizendo: “Devolvi a [certas anteriormente mencionadas] cidades sagradas, do outro lado do Tigre, cujos santuários ficaram arruinados por longo tempo, as imagens que (costumavam) viver neles, e estabeleci para elas santuários permanentes. Eu (também) reuni todos os seus (anteriores) habitantes e devolvi(-lhes) suas habitações.” — Ancient Near Eastern Texts, p. 316.

(ESDRAS 6:4)

“com três camadas de pedras roladas [ao lugar] e uma camada de madeiramento; e seja a despesa paga pela casa do rei.”

*** g 2/11 pp. 16-17 Um livro confiável — Parte 4 ***
De fato, Ciro ordenou que os fundos para a reconstrução do templo fossem pagos “pela casa do rei”, diz Esdras 6:3, 4. Essas palavras estão de acordo com a História. “Os reis persas tinham uma política consistente de ajudar a restaurar santuários em seu império”, diz o livro Persia and the Bible (A Pérsia e a Bíblia).

(ESDRAS 6:5)

“E devolvam-se também os vasos de ouro e de prata da casa de Deus, que Nabucodonosor retirou do templo que havia em Jerusalém e levou a Babilônia, para que cheguem ao templo que está em Jerusalém, no seu lugar, e sejam depositados na casa de Deus.”

*** it-1 p. 514 Ciro ***
A cooperação de Ciro com os judeus estabelecia um notável contraste com o tratamento que receberam de anteriores governantes pagãos. Ele devolveu os preciosos utensílios do templo, que Nabucodonosor II levara para Babilônia, deu permissão real para eles importarem cedros do Líbano e autorizou a alocação de fundos da casa real para arcar com as despesas da construção. (Esd 1:7-11; 3:7; 6:3-5) De acordo com o Cilindro de Ciro (FOTO, Vol. 2, p. 444), o governante persa seguia uma política geralmente humanitária e tolerante para com os povos conquistados no seu domínio. A inscrição o cita como dizendo: “Devolvi a [certas anteriormente mencionadas] cidades sagradas, do outro lado do Tigre, cujos santuários ficaram arruinados por longo tempo, as imagens que (costumavam) viver neles, e estabeleci para elas santuários permanentes. Eu (também) reuni todos os seus (anteriores) habitantes e devolvi(-lhes) suas habitações.” — Ancient Near Eastern Texts, p. 316.

(ESDRAS 6:13)

“Então Tatenai, o governador de além do Rio, Setar-Bozenai, e seus confrades, fizeram prontamente assim como Dario, o rei, mandara [dizer].”

*** w93 15/6 p. 32 Pode-se confiar na Bíblia? ***
Pode-se confiar na Bíblia?
SE APANHASSE uma Bíblia, esperaria encontrar nela uma moeda? E se fosse esta antiga moeda de prata?
Muitos acham que a Bíblia é um livro antigo que apresenta histórias peculiares e admiráveis princípios de moral. No entanto, não acreditam que os relatos bíblicos sejam história exata, de modo que negam que ela seja a Palavra de Deus. No entanto, há ampla evidência da exatidão da Bíblia. Esta moeda (aqui ampliada) é um bom exemplo disso. O que diz a inscrição nela?
A moeda foi cunhada em Tarso, cidade na parte sudeste do que agora é a Turquia. Foi produzida durante o domínio do governador persa Mazaeus, no quarto século AEC. Identifica-o como governador da província “Além do Rio”, quer dizer, do rio Eufrates.
Mas por que é esta frase interessante? Porque encontrará a mesma expressão na sua Bíblia. Esdras 5:6-6:13 apresenta correspondência trocada entre o rei persa Dario e um governador chamado Tatenai. Tratava da questão da reconstrução do templo em Jerusalém pelos judeus. Esdras era copista destro da Lei de Deus, e era de esperar que fosse preciso, exato, no que escreveu. Verá em Esdras 5:6 e 6:13 que ele chamou Tatenai de “governador de além do Rio”.
Esdras escreveu isso por volta de 460 AEC, uns 100 anos antes de se cunhar esta moeda. Ora, alguns talvez achem que o título dum antigo oficial é um pormenor de somenos importância. Mas se puder confiar nos escritores bíblicos mesmo em pormenores tão pequenos, não deverá isso aumentar sua confiança no que mais escreveram?
Nos primeiros dois artigos deste número encontrará motivos adicionais para tal confiança.
[Crédito da foto na página 32]
Coleção do Israel Dept. of Antiquities. Exibido e fotografado pelo Israel Museum.

(ESDRAS 6:14)

“E os anciãos dos judeus construíam e faziam progresso sob a pronunciação profética de Ageu, o profeta, e de Zacarias, neto de Ido, e [a] construíram e acabaram devido à ordem do Deus de Israel e devido à ordem de Ciro, e de Dario, e de Artaxerxes, rei da Pérsia.”

*** it-1 p. 217 Artaxerxes ***
Artaxerxes Longímano concedeu permissão a Esdras, o sacerdote, e também a Neemias, para viajarem a Jerusalém. (Esd 7:1-7; Ne 2:1, 7, 8) Antigos historiadores atribuem-lhe uma personalidade geralmente benigna e generosa. Isto coincide com as suas ações durante o sétimo ano do seu reinado (468 AEC), quando Longímano concedeu a Esdras “tudo o que solicitou”, num decreto que proveu prata, ouro e vasos para uso no templo, bem como provisões de trigo, vinho, azeite e sal. (Esd 7:6, 12-23; 8:25-27) Esta contribuição generosa talvez explique por que Artaxerxes está incluído junto com Ciro e Dario, em Esdras 6:14, como um daqueles cujas ordens contribuíram para ‘construir e acabar’ o templo, embora a construção propriamente dita já tivesse sido completada 47 anos antes, em 515 AEC.

(ESDRAS 6:15)

“E completaram esta casa ao terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario, o rei.”

*** si p. 86 par. 10 Livro bíblico número 15 — Esdras ***
Com encorajamento contínuo da parte dos profetas de Jeová, os construtores completam o templo em menos de cinco anos. Isto se dá no mês de adar do sexto ano de Dario, ou perto da primavera de 515 AEC, e a inteira construção levou praticamente 20 anos. (6:14, 15)

*** it-1 p. 621 Cronologia ***
Desde 537 AEC até a conversão de Cornélio. No segundo ano após o retorno do exílio (536 AEC), foi novamente lançado o alicerce do templo em Jerusalém, mas o templo reconstruído só ficou pronto no sexto ano do reinado de Dario I (persa). (Esd 3:8-10; 6:14, 15) Visto que Dario só se estabeleceu em Babilônia depois de derrotar o rebelde Nabucodonosor III em dezembro de 522, e pouco depois capturá-lo e matá-lo em Babilônia, pode-se encarar o ano de 522 AEC como ano de ascensão do Rei Dario I. Seu primeiro ano de reinado, portanto, começou na primavera setentrional de 521 AEC. (Babylonian Chronology, 626 B.C.-A.D. 75, p. 30) Assim, o sexto ano de Dario começou em 12 de abril de 516 AEC e continuou até o fim de março de 515 AEC. Nesta base, a reconstrução do templo de Jeová por Zorobabel foi completada em 6 de março de 515 AEC.

*** it-1 p. 663 Dario ***
Com esta cooperação oficial e contínuo encorajamento profético (Za 7:1; 8:1-9, 20-23), a obra do templo prosseguiu até ser completada com bom êxito no “terceiro dia do mês lunar de adar, isto é, no sexto ano do reinado de Dario” (Esd 6:13-15; por volta de 6 de março de 515 AEC).

(ESDRAS 6:18)

“E designaram os sacerdotes nas suas classes e os levitas nas suas turmas para o serviço de Deus, que há em Jerusalém, de acordo com a prescrição do livro de Moisés.”

*** si p. 13 par. 2 Livro bíblico número 1 — Gênesis ***
Gênesis é o primeiro livro do Pentateuco (palavra grega aportuguesada que significa “cinco rolos” ou “volume quíntuplo”). Evidentemente estes eram originalmente um só livro, chamado Tora (Lei) ou “o livro da lei de Moisés”, sendo, porém, mais tarde dividido em cinco rolos para facilitar o manejo. — Jos. 23:6; Esd 6:18.

(ESDRAS 6:21)

“Então os filhos de Israel que haviam retornado do Exílio comeram, bem como todo aquele que, [unindo-se] a eles, se havia separado da impureza das nações do país para buscar a Jeová, o Deus de Israel.”

*** w06 15/1 p. 19 Destaques do livro de Esdras ***
6:21. Observar o progresso da obra de Jeová motivou os samaritanos que moravam na terra dos judeus e os israelitas que haviam sido influenciados pelo paganismo a fazer as mudanças necessárias em suas vidas. Não deveríamos participar de forma entusiástica no trabalho que Deus nos designou, inclusive na obra de proclamação do Reino?

(ESDRAS 6:22)

“E continuaram a celebrar com alegria a festividade dos pães não fermentados por sete dias; pois Jeová os fizera alegrar-se e tinha voltado o coração do rei da Assíria para eles, a fim de fortalecer as suas mãos na obra da casa do [verdadeiro] Deus, o Deus de Israel.”

*** it-1 p. 259 Assíria ***
O título “rei da Assíria” era aplicado ao rei persa (Dario Histaspes), que dominou a terra da Assíria no tempo da reconstrução do templo em Jerusalém (completada em 515 AEC). — Esd 6:22.

(ESDRAS 7:1)

“E depois destas coisas, no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, Esdras, filho de Seraías, filho de Azarias, filho de Hilquias,”

*** w06 15/1 p. 19 Destaques do livro de Esdras ***
7:1, 7, 11 — Será que todos esses versículos se referem ao Artaxerxes que fez parar o trabalho de construção? Não. Artaxerxes é o nome, ou título, de dois reis persas. Um deles era Bardiia ou Gaumata, que ordenou parar a obra do templo em 522 AEC. O Artaxerxes da época que Esdras foi a Jerusalém é o Artaxerxes Longímano.

*** si p. 86 par. 11 Livro bíblico número 15 — Esdras ***
11 Esdras retorna a Jerusalém (7:1-8:36). Passam-se quase 50 anos, o que nos leva a 468 AEC, o sétimo ano de Artaxerxes, rei da Pérsia, (conhecido por Longímano por ter a mão direita mais comprida do que a esquerda). O rei concede ao destro copista Esdras “tudo o que solicitou” com respeito a uma viagem para Jerusalém, a fim de prestar ali mui necessitada ajuda. (7:6)

*** it-2 p. 193 Genealogia ***
Um exemplo de tal condensação é encontrado na cronologia do próprio Esdras. (Esd 7:1-5) Ele registra sua descendência de Arão, o sumo sacerdote, mas numa lista paralela, em 1 Crônicas 6:3-14, aparecem diversos nomes nos versículos 7 a 10 que não constam em Esdras 7:3. É provável que Esdras fez isso para evitar uma repetição desnecessária e para abreviar a longa lista de nomes. Ainda assim, a lista era perfeitamente adequada para provar ter descendência sacerdotal. Esdras disse que ele era “filho” de Seraías, significando que era seu descendente, porque deve ter sido bisneto de Seraías, ou possivelmente seu trineto. Seraías era sumo sacerdote e foi morto por Nabucodonosor por ocasião do exílio para Babilônia (607 AEC), sendo seu filho Jeozadaque levado ao exílio. (2Rs 25:18-21; 1Cr 6:14, 15) Josué (Jesua), o sumo sacerdote, que retornou 70 anos mais tarde com Zorobabel, era neto de Seraías. (Esd 5:2; Ag 1:1) Esdras viajou a Jerusalém 69 anos depois disso, o que tornaria impossível ser Esdras filho direto de Seraías e irmão de Jeozadaque.
Outra coisa que aprendemos por comparar genealogias neste caso é que Esdras, embora descendesse de Arão através de Seraías, evidentemente não era daquela linhagem de Seraías em que o cargo de sumo sacerdote era hereditário, a saber, de Jeozadaque. A linhagem de sumo sacerdote, de Seraías, passava por Josué (Jesua), Joiaquim e Eliasibe, sendo este último sumo sacerdote durante a governança de Neemias. Portanto, Esdras alcançou seu objetivo com a sua genealogia abreviada, fornecendo apenas nomes suficientes para provar sua posição na linhagem de Arão. — Ne 3:1; 12:10.

(ESDRAS 7:3)

“filho de Amarias, filho de Azarias, filho de Meraiote,”

*** it-2 p. 193 Genealogia ***
Ele registra sua descendência de Arão, o sumo sacerdote, mas numa lista paralela, em 1 Crônicas 6:3-14, aparecem diversos nomes nos versículos 7 a 10 que não constam em Esdras 7:3. É provável que Esdras fez isso para evitar uma repetição desnecessária e para abreviar a longa lista de nomes. Ainda assim, a lista era perfeitamente adequada para provar ter descendência sacerdotal.

(ESDRAS 7:6)

“o dito Esdras subiu de Babilônia; ele era copista destro da lei de Moisés, dada por Jeová, o Deus de Israel, de modo que o rei lhe concedeu tudo o que solicitou, segundo a mão de Jeová, seu Deus, sobre ele.”

*** it-1 p. 217 Artaxerxes ***
Artaxerxes Longímano concedeu permissão a Esdras, o sacerdote, e também a Neemias, para viajarem a Jerusalém. (Esd 7:1-7; Ne 2:1, 7, 8) Antigos historiadores atribuem-lhe uma personalidade geralmente benigna e generosa. Isto coincide com as suas ações durante o sétimo ano do seu reinado (468 AEC), quando Longímano concedeu a Esdras “tudo o que solicitou”, num decreto que proveu prata, ouro e vasos para uso no templo, bem como provisões de trigo, vinho, azeite e sal. (Esd 7:6, 12-23; 8:25-27) Esta contribuição generosa talvez explique por que Artaxerxes está incluído junto com Ciro e Dario, em Esdras 6:14, como um daqueles cujas ordens contribuíram para ‘construir e acabar’ o templo, embora a construção propriamente dita já tivesse sido completada 47 anos antes, em 515 AEC.

*** it-1 p. 468 Cativeiro ***
Ao se desenvolver entre os judeus o arranjo duma sinagoga local, intensificou-se a necessidade de cópias das Escrituras para as comunidades dos exilados judeus em toda a Média, Pérsia e Babilônia. Esdras era conhecido como “copista destro da lei de Moisés”, indicando que cópias da lei de Jeová tinham sido trazidas de Judá, fazendo-se reproduções delas. (Esd 7:6) Sem dúvida, estes preciosos rolos de gerações passadas incluíam o livro de Salmos, com a probabilidade de que o Salmo 137, e talvez também o Salmo 126, fossem compostos durante o cativeiro, ou pouco depois. Os seis chamados Salmos Hallel (113 a 118) eram entoados nas grandes festas da Páscoa, depois da volta do restante de Babilônia.

(ESDRAS 7:7)

“Por conseguinte, alguns dos filhos de Israel, e dos sacerdotes, e dos levitas, e dos cantores, e dos porteiros, e dos netineus subiram a Jerusalém no sétimo ano de Artaxerxes, o rei.”

*** it-2 p. 444 Exilados retornam de Babilônia ***
No entanto, nem todos os exilados retornaram naquele tempo. Em 468 AEC, outro grupo de retornados acompanhou o sacerdote Esdras, que levou a Jerusalém presentes para o templo. (Esd 7:1-8:32)

(ESDRAS 7:10)

“Pois o próprio Esdras tinha preparado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la, e para ensinar regulamento e justiça em Israel.”

*** w06 15/1 p. 20 Destaques do livro de Esdras ***
7:10. Como estudante diligente e instrutor eficaz da Palavra de Deus, Esdras deixou um exemplo para nós. Ele orou e preparou seu coração para consultar a Lei de Jeová. Ao consultá-la, Esdras deu a máxima atenção ao que Jeová estava dizendo. Ele aplicou o que aprendeu e esforçou-se em ensinar outros.

*** w02 1/7 pp. 20-22 É seu ensino eficaz? ***
É seu ensino eficaz?
PAIS, anciãos, proclamadores das boas novas — todos precisam ser instrutores. Os pais ensinam os filhos, os anciãos ensinam os membros da congregação cristã, e os pregadores das boas novas ensinam os recém-interessados. (Deuteronômio 6:6, 7; Mateus 28:19, 20; 1 Timóteo 4:13, 16) O que você pode fazer para tornar seu ensino mais eficaz? Em primeiro lugar, poderá imitar o exemplo e o método de instrutores hábeis mencionados na Palavra de Deus. Esdras era um desses instrutores.
Aprenda do exemplo de Esdras
Esdras era um sacerdote arônico, que há uns 2.500 anos viveu em Babilônia. No ano 468 AEC, ele foi a Jerusalém para promover a adoração pura entre os judeus que moravam ali. (Esdras 7:1, 6, 12, 13) Esta tarefa exigia que ele ensinasse ao povo a Lei de Deus. O que fez Esdras para garantir a eficácia do seu ensino? Tomou diversas medidas necessárias. Note estas medidas conforme registradas em Esdras 7:10:
“O próprio Esdras tinha [1] preparado seu coração [2] para consultar a lei de Jeová e [3] para praticá-la, e [4] para ensinar regulamento e justiça em Israel.” Vejamos brevemente cada uma destas medidas e o que podemos aprender delas.
“O próprio Esdras tinha preparado seu coração”
Assim como o agricultor primeiro prepara o solo, arando-o antes de lançar sementes, Esdras preparou seu coração para receber a palavra de Deus fazendo muita oração. (Esdras 10:1) Em outras palavras, ele ‘inclinou o coração’ ao ensino de Jeová. — Provérbios 2:2.
De modo similar, a Bíblia diz que o Rei Jeosafá tinha “preparado [o] coração para buscar o verdadeiro Deus”. (2 Crônicas 19:3) Em contraste com isso, a geração de israelitas “que não preparara seu coração” é descrita como “obstinada e rebelde”. (Salmo 78:8) Jeová vê “a pessoa secreta do coração”. (1 Pedro 3:4) Deveras, ele “ensinará aos mansos o seu caminho”. (Salmo 25:9) Portanto, como é importante que os instrutores de hoje sigam o exemplo de Esdras por primeiro orarem para preparar o coração!
“Para consultar a lei de Jeová”
A fim de ser um instrutor hábil, Esdras consultava a Palavra de Deus. Se você consultasse um médico, não prestaria muita atenção a ele e se certificaria de entender tudo o que ele dissesse ou prescrevesse? Sem dúvida, pois a sua saúde estaria em jogo. Portanto, quanto mais devemos dar detida atenção ao que Jeová nos diz, ou prescreve, por meio da sua Palavra, a Bíblia, e por meio do “escravo fiel e discreto”. Afinal, o conselho dele envolve a nossa vida! (Mateus 4:4; 24:45-47) Naturalmente, é possível que um médico erre, mas “a lei de Jeová é perfeita”. (Salmo 19:7) Nunca precisaremos de uma segunda opinião.
Os livros bíblicos de Crônicas (originalmente escritos por Esdras em um só volume) mostram que ele realmente era um estudante aplicado. Para escrever esses livros, ele recorreu a várias fontes. Os judeus, recém-chegados de Babilônia, precisavam de um resumo da história da sua nação. Tinham conhecimento limitado das observâncias da sua religião, dos ofícios no templo e das tarefas dos levitas. Os registros genealógicos eram de vital importância para eles. Esdras prestava atenção especial a tais assuntos. Até a chegada do Messias, os judeus deviam continuar como nação com sua própria terra, um templo, um sacerdócio e um governador. Graças às informações compiladas por Esdras, podiam-se preservar a união e a adoração verdadeira.
Como se comparam seus hábitos de estudo com os de Esdras? O estudo diligente da Bíblia lhe ajudará a ser um instrutor eficaz dela.
‘Consulte a lei de Jeová’ em família
Consultar a lei de Jeová não se restringe ao estudo pessoal. O estudo em família também é uma excelente oportunidade para isso.
Jan e Julia, um casal da Holanda, têm lido em voz alta para os seus dois filhos desde o nascimento deles. Hoje, Ivo tem 15 anos e Edo tem 14. Uma vez por semana, eles ainda realizam um estudo em família. Jan explica: “Nosso objetivo principal não é abranger muita matéria durante o estudo, mas que os meninos compreendam o que é considerado.” Ele acrescenta: “Os meninos fazem muita pesquisa. Verificam palavras novas e personagens bíblicos que não conhecem — quando viviam, quem eram, qual era a sua ocupação, e assim por diante. Desde que aprenderam a ler, eles têm consultado livros tais como Estudo Perspicaz das Escrituras, dicionários e enciclopédias. Isto torna o estudo em família muito mais agradável. Os meninos sempre estão animados para o estudo.” Como benefício adicional, ambos estão entre os melhores alunos da classe no que se refere a habilidades lingüísticas.
John e Tini, outro casal da Holanda, estudavam com seu filho, Esli (agora com 24 anos e trabalhando como pioneiro em outra congregação), e com sua filha, Linda (agora com 20 anos e casada com um excelente jovem cristão). No entanto, em vez de estudarem certa publicação por meio do costumeiro método de perguntas e respostas, ajustaram o estudo em família à idade e às necessidades dos filhos. Que método usaram?
John explica que o filho e a filha escolhiam um assunto interessante de “Perguntas dos Leitores” (de A Sentinela) e “O Conceito da Bíblia” (de Despertai!). Depois apresentavam o que tinham preparado, o que sempre resultava em uma interessante conversa em família. Os jovens obtiveram assim experiência em fazer pesquisa e em considerar com outros os resultados dos seus estudos. Você ‘consulta a lei de Jeová’ com seus filhos? Isto não só melhorará a sua própria capacidade de ensino, mas também ajudará seus filhos a se tornarem instrutores mais eficazes.
“Para praticá-la”
Esdras aplicava aquilo que aprendia. Por exemplo, ainda em Babilônia, provavelmente levava uma vida normal. No entanto, quando se deu conta de que podia ajudar seu povo no exterior, trocou o conforto de Babilônia pela distante cidade de Jerusalém, com todas as inconveniências, problemas e perigos que essa mudança representava. É evidente que Esdras não só obtivera conhecimento bíblico, mas que também estava preparado para agir segundo o que havia aprendido. — 1 Timóteo 3:13.
Mais tarde, enquanto estava em Jerusalém, Esdras mostrou de novo que aplicava o que havia aprendido e o que ensinava. Isto se evidenciou quando soube do casamento de homens israelitas com mulheres pagãs. O registro bíblico nos diz que ‘rasgou a sua veste e a sua túnica sem mangas, e arrancou alguns cabelos da sua cabeça e da sua barba, e ficou sentado aturdido até à noitinha’. Sentiu-se ‘envergonhado e embaraçado de levantar a face’ para Jeová. — Esdras 9:1-6.
Que efeito o estudo da Lei de Deus teve sobre ele! Esdras tinha uma visão clara das conseqüências terríveis da desobediência do povo. O número dos judeus repatriados era pequeno. Se eles contraíssem casamentos mistos, podiam com o tempo ser absorvidos pelas nações pagãs ao redor deles, e a adoração pura podia facilmente desaparecer da Terra!
Felizmente, o exemplo de Esdras, de temor piedoso e zelo, induziu os israelitas a corrigir o proceder deles. Deixaram suas esposas estrangeiras. Em apenas três meses, tudo foi resolvido. A lealdade do próprio Esdras à Lei de Deus contribuiu muito para tornar seu ensino eficaz.
O mesmo se dá hoje. Certo pai cristão disse: “Os filhos não fazem o que você diz, mas o que você faz!” Esse princípio se aplica dentro da congregação cristã. Os anciãos que dão um bom exemplo podem esperar que a congregação corresponda ao seu ensino.
“Para ensinar regulamento e justiça em Israel”
Há ainda outro motivo pelo qual o ensino de Esdras era eficaz. Ele não ensinava as suas próprias idéias, mas “regulamento e justiça”. Quer dizer, os regulamentos, ou as leis, de Jeová. Esta era a sua responsabilidade como sacerdote. (Malaquias 2:7) Ensinava também justiça, e dava exemplo do que ensinava por apegar-se ao que era correto de modo justo e imparcial, segundo um padrão. Quando os que exercem autoridade agem segundo a justiça, isso cria estabilidade e produz resultados permanentes. (Provérbios 29:4) De modo similar, os anciãos cristãos, os pais e os proclamadores do Reino bem familiarizados com a Palavra de Deus produzirão estabilidade espiritual ao ensinarem os regulamentos e a justiça de Jeová na congregação, na família e aos interessados.
Não concorda que o seu ensino pode ser mais eficaz se você imitar de perto o exemplo do fiel Esdras? Portanto, ‘prepare seu coração, consulte a lei de Jeová, pratique-a, e ensine o regulamento e a justiça de Jeová’. — Esdras 7:10.
[Nota(s) de rodapé]
Uma lista de 20 fontes pode ser encontrada em Estudo Perspicaz das Escrituras, Volume 1, páginas 598-9, publicado pelas Testemunhas de Jeová.
[Quadro/Foto na página 22]
O QUE TORNAVA EFICAZ O ENSINO DE ESDRAS?
1. Ele preparava o coração
2. Consultava a Lei de Jeová
3. Dava um bom exemplo por aplicar o que aprendia
4. Empenhava-se em ensinar o conceito bíblico

*** w01 15/10 pp. 20-21 Cultive um coração que agrade a Jeová ***
‘Prepare o coração para consultar a Palavra de Deus’
11 O coração figurativo pode ser comparado ao solo em que se pode plantar a semente da verdade. (Mateus 13:18-23) O solo literal costuma ser cultivado para garantir o desenvolvimento saudável da plantação. De modo similar, o coração deve ser preparado, ou aprontado, para ser mais receptivo à Palavra de Deus. O sacerdote Esdras “tinha preparado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la”. (Esdras 7:10) Como podemos preparar o nosso coração?
12 Uma preparação excelente do coração quando consultamos a Palavra de Deus é orar de coração. As reuniões cristãs dos verdadeiros adoradores começam e terminam com oração. Como é apropriado que iniciemos cada período de estudo bíblico pessoal com uma oração sincera e depois mantenhamos uma atitude respeitosa durante o estudo!
13 O coração figurativo tem de estar preparado para deixar de lado opiniões preconcebidas. Os líderes religiosos nos dias de Jesus não estavam dispostos a fazer isso. (Mateus 13:15) Por outro lado, a mãe de Jesus, Maria, tirava conclusões “no seu coração”, baseadas nas verdades que havia ouvido. (Lucas 2:19, 51) Ela se tornou discípula fiel de Jesus. Lídia, de Tiatira, escutava a Paulo, “e Jeová abriu-lhe amplamente o coração para prestar atenção”. Ela também passou a crer. (Atos 16:14, 15) Que nunca nos apeguemos de maneira inflexível a idéias pessoais ou a conceitos doutrinais preferidos. Em vez disso, estejamos dispostos a deixar que ‘Deus seja achado verdadeiro, embora todo homem seja achado mentiroso’. — Romanos 3:4.
14 Preparar o coração para prestar atenção nas reuniões cristãs é especialmente importante. Distrações podem desviar nossa atenção do que está sendo dito. As palavras faladas nos podem influenciar pouco se estivermos preocupados com algo que aconteceu durante o dia ou com o que nos pode acontecer amanhã. Temos de estar firmemente resolvidos a prestar atenção e a aprender, se havemos de tirar proveito do que se diz. Quantos benefícios podemos tirar de estar decididos a entender os textos bíblicos apresentados e o sentido que se lhes dá. — Neemias 8:5-8, 12.
15 Assim como aplicar os fertilizantes devidos pode melhorar o solo físico, assim cultivar humildade, ânsia pela espiritualidade, confiança, temor piedoso e amor a Deus pode beneficiar nosso coração figurativo. A humildade abranda o coração, ajudando a nos tornarmos mais receptivos ao ensino. Jeová disse a Josias, rei de Judá: “Uma vez que o teu coração se amoleceu de modo que te humilhaste por causa de Jeová, quando ouviste o que falei . . . e começaste a chorar diante de mim, eu, sim, eu ouvi.” (2 Reis 22:19) O coração de Josias era humilde e receptivo. A humildade habilitou os discípulos “indoutos e comuns” de Jesus a compreender e a aplicar as verdades espirituais não entendidas pelos ‘sábios e intelectuais’. (Atos 4:13; Lucas 10:21) Devemos ‘humilhar-nos diante de nosso Deus’ ao tentar cultivar um coração agradável a Jeová. — Esdras 8:21.
16 Jesus disse: “Felizes os cônscios de sua necessidade espiritual.” (Mateus 5:3) Embora tenhamos certa capacidade para a espiritualidade, as pressões exercidas por este mundo iníquo ou tendências tais como a preguiça podem obscurecer a percepção do que necessitamos. (Mateus 4:4) Temos de desenvolver um apetite saudável pelo alimento espiritual. Mesmo que no começo não gostemos muito da leitura da Bíblia e do estudo pessoal, se persistirmos, o conhecimento ‘se tornará agradável à nossa própria alma’, de modo que ansiosamente aguardaremos os períodos de estudo. — Provérbios 2:10, 11.
17 “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão”, admoestou o Rei Salomão. (Provérbios 3:5) O coração que confia em Jeová sabe que, não importa o que Ele peça ou mande fazer por meio da sua Palavra, isso sempre está certo. (Isaías 48:17) Jeová certamente merece toda a nossa confiança. Ele é capaz de executar todos os seus propósitos. (Isaías 40:26, 29) Ora, seu próprio nome significa literalmente “Ele Causa que Venha a Ser”, o que aumenta a confiança na sua capacidade de cumprir o que prometeu! Ele é “justo em todos os seus caminhos e leal em todos os seus trabalhos”. (Salmo 145:17) Naturalmente, para cultivarmos confiança nele, temos de ‘saborear e ver que Jeová é bom’ por aplicar o que aprendemos da Bíblia na nossa vida pessoal e por refletir no bem que isso produz. — Salmo 34:8.
18 Indicando ainda outra qualidade que torna nosso coração receptivo à orientação divina, Salomão declarou: “Teme a Jeová e desvia-te do mal.” (Provérbios 3:7) Jeová disse a respeito do antigo Israel: “Se somente desenvolvessem este coração seu para me temerem e para guardarem sempre todos os meus mandamentos, para que lhes fosse bem a eles e a seus filhos, por tempo indefinido!” (Deuteronômio 5:29) Deveras, os que temem a Jeová lhe obedecem. Jeová tem a capacidade de “mostrar a sua força a favor daqueles cujo coração é pleno para com ele” e de infligir punição aos que lhe desobedecem. (2 Crônicas 16:9) Que todas as nossas ações, pensamentos e emoções sejam governados pelo temor reverente de desagradarmos a Deus.
‘Ame a Jeová de todo o coração’
19 Mais do que todas as outras qualidades, o amor deveras torna nosso coração receptivo à orientação de Jeová. O coração cheio de amor a Deus torna a pessoa ansiosa de aprender o que lhe agrada e o que lhe desagrada. (1 João 5:3) Jesus disse: “Tens de amar a Jeová, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua mente.” (Mateus 22:37) Aprofundemos nosso amor a Deus por tomar por hábito refletir na sua bondade, por falar regularmente a ele como a um amigo íntimo e por falar com entusiasmo sobre ele a outros.

*** w00 1/3 p. 29 Buscamos a Jeová com o coração preparado ***
Buscamos a Jeová com o coração preparado
ESDRAS, sacerdote israelita, foi um notável pesquisador, erudito, copista e instrutor da Lei. Para os cristãos ele é hoje também um excelente exemplo de serviço prestado de toda a alma. Em que sentido? No sentido de ter mantido sua devoção piedosa mesmo enquanto vivia em Babilônia, uma cidade cheia de deuses falsos e da adoração de demônios.
A devoção piedosa de Esdras não era apenas casual. Ele se esforçava para tê-la. Deveras, ele nos diz que “tinha preparado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la”. — Esdras 7:10.
Assim como Esdras, os do povo de Jeová, hoje em dia, querem fazer tudo o que Ele espera deles enquanto vivem num mundo hostil à adoração verdadeira. Portanto, vejamos como nós também podemos preparar o coração, a pessoa que somos no íntimo — inclusive os pensamentos, as atitudes, os desejos e as motivações — “para consultar a lei de Jeová e para praticá-la”.
Preparamos o coração
“Preparar” significa “dispor com antecedência; aprontar; pôr em condições de atingir um objetivo; pôr em condições de servir”. Naturalmente, se você tiver obtido um conhecimento exato da Palavra de Deus e tiver dedicado sua vida a Jeová, então seu coração certamente mostra estar preparado e pode ser comparado ao “solo excelente” de que Jesus falou na sua parábola do semeador. — Mateus 13:18-23.
No entanto, nosso coração precisa de constante atenção e refinamento. Por quê? Por dois motivos. Primeiro, porque tendências prejudiciais, como ervas daninhas num jardim, podem rapidamente arraigar-se, especialmente durante estes “últimos dias”, quando o “ar” do sistema de Satanás está mais do que nunca cheio de sementes prejudiciais de pensamentos carnais. (2 Timóteo 3:1-5; Efésios 2:2) O segundo motivo tem que ver com o próprio solo. Este, quando não é cuidado, pode logo secar-se, endurecer e ficar infrutífero. Ou pessoas demais podem descuidadamente atravessar o jardim e pisar o solo até ficar duro. O solo figurativo de nosso coração é similar. Pode tornar-se infértil, se for negligenciado ou pisado por pessoas que não se interessam por nosso bem-estar espiritual.
Portanto, como é importante que todos nós apliquemos a admoestação bíblica: “Mais do que qualquer outra coisa a ser guardada, resguarda teu coração, pois dele procedem as fontes da vida.” — Provérbios 4:23.

*** w00 1/10 pp. 14-15 par. 8 Estudar recompensa e agrada ***
Assim como Esdras, temos de preparar o coração para a leitura e o estudo da Palavra de Deus. Escreveu-se a respeito dele: “O próprio Esdras tinha preparado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la, e para ensinar regulamento e justiça em Israel.” (Esdras 7:10) Note o objetivo tríplice de Esdras preparar o seu coração: para estudar, para fazer uma aplicação pessoal e para ensinar. Devemos seguir o exemplo dele.

*** it-2 p. 13 Esdras ***
Esdras tinha genuíno zelo pela adoração pura e “tinha preparado seu coração para consultar a lei de Jeová e para praticá-la, e para ensinar regulamento e justiça em Israel”. (Esd 7:1-6, 10) Além de escrever o livro que leva seu nome, Esdras parece ter escrito os dois livros das Crônicas, e a tradição judaica atribui-lhe ter iniciado a compilação e a catalogação dos livros das Escrituras Hebraicas. Além disso, Esdras era notável pesquisador, citando cerca de 20 fontes de informações nos dois livros das Crônicas. Visto que muitos dos judeus se achavam bem espalhados nos dias de Esdras, era necessário fazer muitas cópias das Escrituras Hebraicas, e é provável que Esdras tenha sido pioneiro nesta obra.

(ESDRAS 7:13)

“dei ordem para que todo aquele que no meu domínio real for do povo de Israel, e seus sacerdotes e levitas, que estiver disposto a ir contigo a Jerusalém, deve ir.”

*** w06 15/1 p. 20 Destaques do livro de Esdras ***
7:13. Jeová quer servos dispostos.

(ESDRAS 7:14)

“Considerando que de diante do rei e dos seus sete conselheiros se enviou [uma ordem] para investigar a respeito de Judá e de Jerusalém na lei de teu Deus, que há na tua mão,”

*** it-1 p. 51 Admata ***
Admata
[do persa, significando “Inconquistado”].
Um dos sete príncipes do reino da Pérsia e da Média, que tinham acesso ao Rei Assuero. Estes príncipes concordaram no julgamento contra a Rainha Vasti, e parece que tal comissão de sete servia regularmente aos reis persas como conselheiros. — Est 1:14; Esd 7:14.

(ESDRAS 7:21)

““E por mim mesmo, Artaxerxes, o rei, foi dada ordem a todos os tesoureiros de além do Rio, para que se faça prontamente tudo o que Esdras, o sacerdote, copista da lei do Deus dos céus, pedir de vós,”

*** si p. 76 par. 5 Livro bíblico número 13 — 1 Crônicas ***
O governante mundial persa reconheceu a sabedoria de Deus em Esdras e concedeu-lhe amplos poderes civis no distrito jurisdicional de Judá. (Esd. 7:12-26) Assim revestido de autoridade divina e imperial, Esdras pôde compilar sua narrativa com base nos melhores documentos disponíveis.

(ESDRAS 7:24)

“E a vós se faz saber que, com respeito a qualquer dos sacerdotes e dos levitas, dos músicos, dos porteiros, dos netineus e dos trabalhadores desta casa de Deus, não se permite que se lhes imponha imposto, tributo ou pedágio.”

*** it-2 p. 389 Imposto ***
No período persa, os judeus (com exceção dos sacerdotes e de outros que serviam no santuário, e que foram isentados por Artaxerxes Longímano) tiveram de pagar imposto (aramaico, mid•dáh ou min•dáh), tributo (belóh) e pedágio (halákh). (Esd 4:13, 20; 7:24) Acredita-se que mid•dáh designa o imposto pessoal, individual; belóh, um imposto sobre itens de consumo, ou imposto de consumo; e halákh, o pedágio pago pelos viajantes em postos de estrada ou nos vaus de rio. O mid•dáh (traduzido “tributo” em Al, IBB, NM, em Ne 5:4) deve ter sido bem alto, pois muitos judeus tiveram de pedir dinheiro emprestado para pagá-lo. Além de terem de pagar os impostos cobrados pelos persas, os judeus normalmente também tinham de pagar o sustento do governador. — Ne 5:14, 15.

(ESDRAS 7:28)

“E para comigo ele usou de benevolência perante o rei e seus conselheiros, e referente a todos os príncipes poderosos do rei. E eu, da minha parte, fortaleci-me de acordo com a mão de Jeová, meu Deus, sobre mim, e passei a reunir de Israel os cabeças, para que subissem comigo.”

*** it-2 p. 14 Esdras ***
Portanto, voltar a Jerusalém significava perda de posição, rompimento de vínculos, renúncia a um modo de vida mais ou menos confortável, e a estruturação duma nova vida numa terra distante, sob circunstâncias provadoras, difíceis e possivelmente perigosas, sem se mencionar a viagem longa e perigosa, visto que poderiam encontrar muitas tribos árabes hostis e outros inimigos. Exigia zelo pela adoração verdadeira, fé em Jeová e coragem para fazer a mudança. Acharam-se apenas uns 1.500 homens com suas respectivas famílias dispostos e em condições de ir, talvez umas 6.000 pessoas ao todo. A tarefa de Esdras, como seu líder, era difícil. Mas, o anterior proceder de Esdras na vida o havia preparado para isso, e ele se fortalecia conforme a mão de Jeová estava sobre ele. — Esd 7:10, 28; 8:1-14.

(ESDRAS 8:15)

“E passei a reuni-los junto ao rio que chega a Aava; e ali ficamos acampados por três dias, para que eu pudesse inspecionar o povo e os sacerdotes, mas não achei ali nenhum dos filhos de Levi.”

*** it-1 p. 9 Aava ***
Aava
Nome dado a um rio ou canal localizado em Babilônia, a NO da cidade de Babilônia, onde Esdras ajuntou certos judeus e realizou um jejum, antes de empreenderem a jornada para Jerusalém. (Esd 8:15, 21, 31) Ficava evidentemente a oito ou nove dias de viagem de Babilônia. (Veja Esd 7:9; 8:15, 31.) Heródoto (I, 179) fala dum pequeno rio chamado Is, que desemboca no Eufrates, e declara que a cidade de Is, à margem deste rio, está a uma jornada de cerca de oito dias de Babilônia. Is tem sido identificada com a moderna Hit, e alguns sugerem que esta seja a provável localidade de Aava.

(ESDRAS 8:25)

“E passei a pesar-lhes a prata e o ouro, e os utensílios, a contribuição para a casa de nosso Deus, contribuída pelo rei e por seus conselheiros, e seus príncipes, e todos os israelitas que se podiam achar.”

*** it-2 p. 525 Jerusalém ***
Os tesouros que trouxeram consigo evidentemente valiam mais de US$43.000.000. — Esd 8:25-27.

(ESDRAS 8:26)

“Assim pesei-lhe na mão seiscentos e cinqüenta talentos de prata e cem utensílios de prata valendo [dois] talentos, [e] ouro, cem talentos,”

*** si p. 87 par. 12 Livro bíblico número 15 — Esdras ***
Assim, conseguem levar seus tesouros (que equivaleriam hoje a mais de 43 milhões de dólares) em segurança para a casa de Jeová em Jerusalém. — 8:26, 27, e notas.

*** it-2 p. 14 Esdras ***
Depois de uma solicitação a Deus, convocou 12 dentre os chefes dos sacerdotes, pesando-lhes cuidadosamente a contribuição, a qual, segundo valores atuais, evidentemente era de mais de US$43.000.000, e confiou-a aos cuidados deles. — Esd 8:21-30.

*** it-2 p. 525 Jerusalém ***
Os tesouros que trouxeram consigo evidentemente valiam mais de US$43.000.000. — Esd 8:25-27.

(ESDRAS 8:27)

“e vinte tigelinhas de ouro valendo mil daricos, e dois utensílios de cobre bom, de brilho vermelho, tão desejável como o ouro.”

*** si p. 87 par. 12 Livro bíblico número 15 — Esdras ***
Assim, conseguem levar seus tesouros (que equivaleriam hoje a mais de 43 milhões de dólares) em segurança para a casa de Jeová em Jerusalém. — 8:26, 27, e notas.

*** it-1 p. 659 Darico ***
Em 1 Crônicas 29:7, uma das cifras da contribuição para o templo, durante o reinado de Davi, é declarada em termos de daricos, embora o darico persa fosse desconhecido no tempo de Davi. Evidentemente, o escritor de Crônicas converteu a cifra original em termos então atuais e conhecidos aos seus leitores. — Esd 8:27.

*** it-2 p. 14 Esdras ***
Depois de uma solicitação a Deus, convocou 12 dentre os chefes dos sacerdotes, pesando-lhes cuidadosamente a contribuição, a qual, segundo valores atuais, evidentemente era de mais de US$43.000.000, e confiou-a aos cuidados deles. — Esd 8:21-30.

*** it-2 p. 525 Jerusalém ***
Os tesouros que trouxeram consigo evidentemente valiam mais de US$43.000.000. — Esd 8:25-27.

(ESDRAS 9:1)

“E assim que se acabou com estas coisas, aproximaram-se a mim os príncipes, dizendo: “O povo de Israel, e os sacerdotes, e os levitas não se separaram dos povos das terras no que se refere às suas coisas detestáveis, a saber, dos cananeus, dos hititas, dos perizeus, dos jebuseus, dos amonitas, dos moabitas, dos egípcios e dos amorreus.”

*** w06 15/1 p. 20 Destaques do livro de Esdras ***
9:1, 2 — Por que se casar com o povo da terra era uma ameaça séria? A nação restaurada devia proteger a adoração de Jeová até a chegada do Messias. Casar-se com outros habitantes era uma ameaça real à verdadeira adoração. Visto que alguns haviam se casado com pessoas que adoravam ídolos, a nação inteira, por fim, poderia se misturar às nações pagãs. A adoração pura poderia ter desaparecido da face da Terra. Então, para quem viria o Messias? Não é de admirar que Esdras tenha ficado espantado ao ver o que tinha acontecido!

*** it-1 p. 114 Amonitas ***
Casamentos Com Israelitas. Depois da volta dos judeus do exílio (537 AEC), um amonita chamado Tobias teve papel destacado no empenho de obstruir a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne 4:3, 7, 8) No entanto, mais tarde, teve a audácia de utilizar um refeitório nas dependências do templo, até que Neemias, indignado, lançou fora a mobília dele. (Ne 13:4-8; veja TOBIAS N.° 2.) Muitos dos exilados judeus que retornaram também haviam tomado esposas dentre os amonitas e os de outras origens estrangeiras, e foram severamente censurados por isso, resultando numa despedida geral de tais esposas. — Esd 9:1, 2; 10:10-19, 44; Ne 13:23-27.
Depois de Tobias ser expulso da área do templo, a lei de Deus, em Deuteronômio 23:3-6, proibindo a entrada de amonitas e de moabitas na congregação de Israel, foi lida e aplicada. (Ne 13:1-3) Esta restrição, imposta cerca de 1.000 anos antes, devido à recusa dos amonitas e dos moabitas de socorrer os israelitas quando estes se acercavam da Terra da Promessa, é geralmente compreendida como significando que tais raças não podiam obter pleno direito legal como membros da nação de Israel, com todos os direitos e privilégios concomitantes que envolviam essa condição de membro. Não significava, necessariamente, que pessoas dentre os amonitas e dentre os moabitas não pudessem associar-se com os israelitas, ou morar entre eles, e, desta forma, beneficiar-se das bênçãos divinas sobre o povo de Deus, e isto é evidente da inclusão de Zeleque, já mencionado, entre os principais guerreiros de Davi, bem como do registro a respeito de Rute, a moabita. — Ru 1:4, 16-18.
Quanto a este último caso, o casamento de Rute com Boaz mostra que as mulheres dentre tais nações, ao se voltarem para a adoração do verdadeiro Deus, podiam ser aceitáveis para o casamento com varões judeus. Visto que os termos “amonita” e “moabita” no texto hebraico de Deuteronômio 23:3-6 se acham no gênero masculino, a Míxena judaica (Yevamot 8:3) argumenta que só os varões amonitas e moabitas foram excluídos de Israel. Todavia, a insistência de Esdras para que os homens judeus despedissem suas esposas estrangeiras, e a atitude similar de Neemias, já mencionada antes, indicam que a admissão de mulheres amonitas e moabitas na associação com Israel dependia de elas aceitarem a adoração verdadeira.

(ESDRAS 9:2)

“Pois aceitaram algumas das suas filhas para si e para os seus filhos; e eles, a descendência santa, ficaram misturados com os povos das terras, e a mão dos príncipes e dos delegados governantes mostrou estar na dianteira nesta infidelidade.””

*** w06 15/1 p. 20 Destaques do livro de Esdras ***
9:1, 2 — Por que se casar com o povo da terra era uma ameaça séria? A nação restaurada devia proteger a adoração de Jeová até a chegada do Messias. Casar-se com outros habitantes era uma ameaça real à verdadeira adoração. Visto que alguns haviam se casado com pessoas que adoravam ídolos, a nação inteira, por fim, poderia se misturar às nações pagãs. A adoração pura poderia ter desaparecido da face da Terra. Então, para quem viria o Messias? Não é de admirar que Esdras tenha ficado espantado ao ver o que tinha acontecido!

*** it-1 p. 114 Amonitas ***
Casamentos Com Israelitas. Depois da volta dos judeus do exílio (537 AEC), um amonita chamado Tobias teve papel destacado no empenho de obstruir a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne 4:3, 7, 8) No entanto, mais tarde, teve a audácia de utilizar um refeitório nas dependências do templo, até que Neemias, indignado, lançou fora a mobília dele. (Ne 13:4-8; veja TOBIAS N.° 2.) Muitos dos exilados judeus que retornaram também haviam tomado esposas dentre os amonitas e os de outras origens estrangeiras, e foram severamente censurados por isso, resultando numa despedida geral de tais esposas. — Esd 9:1, 2; 10:10-19, 44; Ne 13:23-27.
Depois de Tobias ser expulso da área do templo, a lei de Deus, em Deuteronômio 23:3-6, proibindo a entrada de amonitas e de moabitas na congregação de Israel, foi lida e aplicada. (Ne 13:1-3) Esta restrição, imposta cerca de 1.000 anos antes, devido à recusa dos amonitas e dos moabitas de socorrer os israelitas quando estes se acercavam da Terra da Promessa, é geralmente compreendida como significando que tais raças não podiam obter pleno direito legal como membros da nação de Israel, com todos os direitos e privilégios concomitantes que envolviam essa condição de membro. Não significava, necessariamente, que pessoas dentre os amonitas e dentre os moabitas não pudessem associar-se com os israelitas, ou morar entre eles, e, desta forma, beneficiar-se das bênçãos divinas sobre o povo de Deus, e isto é evidente da inclusão de Zeleque, já mencionado, entre os principais guerreiros de Davi, bem como do registro a respeito de Rute, a moabita. — Ru 1:4, 16-18.
Quanto a este último caso, o casamento de Rute com Boaz mostra que as mulheres dentre tais nações, ao se voltarem para a adoração do verdadeiro Deus, podiam ser aceitáveis para o casamento com varões judeus. Visto que os termos “amonita” e “moabita” no texto hebraico de Deuteronômio 23:3-6 se acham no gênero masculino, a Míxena judaica (Yevamot 8:3) argumenta que só os varões amonitas e moabitas foram excluídos de Israel. Todavia, a insistência de Esdras para que os homens judeus despedissem suas esposas estrangeiras, e a atitude similar de Neemias, já mencionada antes, indicam que a admissão de mulheres amonitas e moabitas na associação com Israel dependia de elas aceitarem a adoração verdadeira.

*** it-1 pp. 679-680 Delegados governantes ***
Delegados governantes
“Delegados governantes” (hebr.: segha•ním, sempre usado no plural) ocorre 17 vezes na Bíblia, como, por exemplo, em Esdras 9:2; Neemias 2:16; Is 41:25; Jeremias 51:23 e Ezequiel 23:6. Referia-se a governantes subordinados ou oficiais inferiores, diferenciados de nobres, príncipes e governadores. Alguns tradutores vertem a palavra como “magistrados” (Al, BJ, CBC) ou “prefeitos” (PIB).

(ESDRAS 10:3)

“E agora, concluamos um pacto com o nosso Deus para despedirmos todas as esposas e os que delas nasceram, segundo o conselho de Jeová e dos que tremem diante do mandamento de nosso Deus, para que se proceda segundo a lei.”

*** w06 15/1 p. 20 Destaques do livro de Esdras ***
10:3, 44 — Por que os filhos foram despedidos, ou mandados embora, com as esposas? Se os filhos tivessem ficado, a probabilidade de as esposas despedidas voltarem por causa deles teria sido maior. Além disso, os filhos pequenos geralmente precisam dos cuidados da mãe.

(ESDRAS 10:10)

“Por fim se levantou Esdras, o sacerdote, e disse-lhes: “Vós mesmos agistes de modo infiel, visto que destes morada a esposas estrangeiras, de modo a acrescentar à culpa de Israel.”

*** it-1 p. 114 Amonitas ***
Casamentos Com Israelitas. Depois da volta dos judeus do exílio (537 AEC), um amonita chamado Tobias teve papel destacado no empenho de obstruir a reconstrução dos muros de Jerusalém. (Ne 4:3, 7, 8) No entanto, mais tarde, teve a audácia de utilizar um refeitório nas dependências do templo, até que Neemias, indignado, lançou fora a mobília dele. (Ne 13:4-8; veja TOBIAS N.° 2.) Muitos dos exilados judeus que retornaram também haviam tomado esposas dentre os amonitas e os de outras origens estrangeiras, e foram severamente censurados por isso, resultando numa despedida geral de tais esposas. — Esd 9:1, 2; 10:10-19, 44; Ne 13:23-27.
Depois de Tobias ser expulso da área do templo, a lei de Deus, em Deuteronômio 23:3-6, proibindo a entrada de amonitas e de moabitas na congregação de Israel, foi lida e aplicada. (Ne 13:1-3) Esta restrição, imposta cerca de 1.000 anos antes, devido à recusa dos amonitas e dos moabitas de socorrer os israelitas quando estes se acercavam da Terra da Promessa, é geralmente compreendida como significando que tais raças não podiam obter pleno direito legal como membros da nação de Israel, com todos os direitos e privilégios concomitantes que envolviam essa condição de membro. Não significava, necessariamente, que pessoas dentre os amonitas e dentre os moabitas não pudessem associar-se com os israelitas, ou morar entre eles, e, desta forma, beneficiar-se das bênçãos divinas sobre o povo de Deus, e isto é evidente da inclusão de Zeleque, já mencionado, entre os principais guerreiros de Davi, bem como do registro a respeito de Rute, a moabita. — Ru 1:4, 16-18.
Quanto a este último caso, o casamento de Rute com Boaz mostra que as mulheres dentre tais nações, ao se voltarem para a adoração do verdadeiro Deus, podiam ser aceitáveis para o casamento com varões judeus. Visto que os termos “amonita” e “moabita” no texto hebraico de Deuteronômio 23:3-6 se acham no gênero masculino, a Míxena judaica (Yevamot 8:3) argumenta que só os varões amonitas e moabitas foram excluídos de Israel. Todavia, a insistência de Esdras para que os homens judeus despedissem suas esposas estrangeiras, e a atitude similar de Neemias, já mencionada antes, indicam que a admissão de mulheres amonitas e moabitas na associação com Israel dependia de elas aceitarem a adoração verdadeira.

(ESDRAS 10:15)
“(No entanto, o próprio Jonatã, filho de Asael, e Jazeías, filho de Ticvá, levantaram-se contra isso, e Mesulão e Sabetai, os levitas, foram os que os ajudaram.)”


*** it-2 pp. 476-477 Jazeías ***
Jazeías
[Que Jah Contemple; Jah Contemplou].
Um daqueles que talvez se opuseram à proposta de Esdras, para que os filhos de Israel despedissem suas esposas estrangeiras e os filhos que tiveram com elas; filho de Ticvá. (Esd 10:3, 10, 11, 15) Todavia, sugeriu-se que esta oposição de Jazeías e de Jonatã não era à sugestão de Esdras, mas ao procedimento adotado para executá-la. Segundo a Septuaginta grega e a Vulgata latina, Jazeías e os outros ajudaram Esdras, em vez de se oporem a ele. Daí, uma versão alternativa de Esdras 10:15 diz que Jonatã e Jazeías “eram os que agiam de modo representativo neste respeito”. — NM n; veja também Al; BJ n; Fi; So; Tr.

(ESDRAS 10:44)

“Todos estes tinham aceitado esposas estrangeiras, e eles passaram a despedir as esposas junto com os filhos.”

*** w06 15/1 p. 20 Destaques do livro de Esdras ***
10:3, 44 — Por que os filhos foram despedidos, ou mandados embora, com as esposas? Se os filhos tivessem ficado, a probabilidade de as esposas despedidas voltarem por causa deles teria sido maior. Além disso, os filhos pequenos geralmente precisam dos cuidados da mãe.

Destaques do livro de: Esdras