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Destaques do Levítico

Destaques da Bíblia em Levítico. Explicação dos textos bíblicos e lições práticas

Destaques da Leitura da Bíblia ‒ Levítico

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Levítico ‒ Contexto histórico

Levítico

Terceiro livro do Pentateuco, contendo as leis de Deus sobre sacrifícios, pureza e outros assuntos relacionados com a adoração de Jeová. O sacerdócio levítico, cumprindo as instruções recebidas, prestava serviço sagrado numa “representação típica e como sombra das coisas celestiais”. — He 8:3-5; 10:1.
Período Abrangido. Não mais de um mês é abrangido pelos eventos apresentados no livro. A maior parte de Levítico é dedicada a alistar as ordens de Jeová, em vez de narrar vários acontecimentos durante um período prolongado de tempo. Assim, a montagem do tabernáculo, no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano da partida de Israel do Egito, é mencionada no capítulo final de Êxodo, o livro que precede Levítico. (Êx 40:17) Daí, o livro de Números (que vem logo depois do relato de Levítico), em seus primeiros versículos ( 1:1-3), começa com a ordem de Deus para realizar um recenseamento, dada a Moisés “no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída deles da terra do Egito”.
Quando e Onde Foi Escrito. A época lógica para a escrita do livro seria 1512 AEC, junto ao Sinai, no ermo. Atestando que Levítico foi deveras escrito no ermo, há nele referências que refletem a vida num acampamento. — Le 4:21; 10:4, 5; 14:8; 17:1-5.
Escritor. Toda a evidência precedente ajuda igualmente a identificar Moisés como o escritor. Ele obteve as informações de Jeová (Le 26:46), e as palavras finais do livro são: “Estes são os mandamentos que Jeová deu a Moisés como ordens para os filhos de Israel, no monte Sinai.” (27:34) Ademais, Levítico é parte do Pentateuco, sendo geralmente admitido que o escritor deste é Moisés. Não só o início de Levítico: “E . . .” indica sua relação com Êxodo, e, portanto, com o restante do Pentateuco, mas também o modo como Jesus Cristo e os escritores das Escrituras Cristãs se referem a ele mostra que sabiam ser um escrito de Moisés, e parte inquestionável do Pentateuco. Por exemplo, veja a referência de Cristo a Levítico 14:1-32 (Mt 8:2-4), a referência de Lucas a Levítico 12:2-4, 8 (Lu 2:22-24), e a paráfrase de Paulo de Levítico 18:5 (Ro 10:5).
Rolos do Mar Morto de Levítico. Entre os manuscritos encontrados junto ao mar Morto, nove deles contêm fragmentos do livro de Levítico. Quatro deles, que se crê serem de 125 a 75 AEC, foram escritos em antigos caracteres hebraicos que estavam em uso antes do exílio babilônico.
Valor do Livro. Deus prometeu a Israel que, se obedecessem à sua voz, tornar-se-iam para ele “um reino de sacerdotes e uma nação santa”. (Êx 19:6) O livro de Levítico contém um registro de como Deus instituiu um sacerdócio para sua nação e lhes deu estatutos que os habilitariam a manter a santidade aos Seus olhos. Embora Israel fosse apenas a “nação santa” típica de Deus, cujos sacerdotes ‘prestavam serviço sagrado numa representação típica e como sombra das coisas celestiais’ (He 8:4, 5), a Lei de Deus, caso obedecida, os teria mantido limpos e como candidatos para completarem o número do seu espiritual “sacerdócio real, nação santa”. (1Pe 2:9) Mas a desobediência da maioria privou Israel de preencher com exclusividade os lugares dos membros do Reino de Deus, conforme Jesus disse aos judeus. (Mt 21:43) Todavia, as leis delineadas no livro de Levítico eram de inestimável valor para os que as acatavam.
Mediante as leis sanitárias e dietéticas, bem como os regulamentos sobre a moral sexual, proveram-se-lhes salvaguardas contra a doença e a depravação. (Le, caps. 11-15, 18) Tais leis, porém, os beneficiavam principalmente em sentido espiritual, porque os habilitavam a familiarizar-se com os santos e justos modos de agir de Jeová, e ajudavam-nos a ajustar-se a tais. (11:44) Ademais, os regulamentos delineados nesta parte da Bíblia, como parte da Lei, serviam como tutor para conduzir os crentes a Jesus Cristo, o grande Sumo Sacerdote de Deus, e aquele prefigurado pelos incontáveis sacrifícios oferecidos em harmonia com a Lei. — Gál 3:19, 24; He 7:26-28; 9:11-14; 10:1-10.
O livro de Levítico continua a ser hoje de grande valor para todos os que desejam servir a Jeová de forma aceitável. Um estudo do cumprimento de suas várias modalidades em relação com Jesus Cristo, o sacrifício de resgate e a congregação cristã, deveras fortalece a fé. Ao passo que é verdade que os cristãos não estão sob o pacto da Lei (He 7:11, 12, 19; 8:13; 10:1), os regulamentos delineados no livro de Levítico lhes dão uma percepção profunda do ponto de vista de Deus sobre os assuntos. Portanto, o livro não é mera narração de pormenores secos, inaplicáveis, mas uma fonte viva de informações. Por obter conhecimento de como Deus encara vários assuntos, alguns dos quais não especificamente abrangidos nas Escrituras Gregas Cristãs, o cristão pode ser ajudado a evitar o que desagrada a Deus, e fazer o que O agrada.

Levítico ‒ Visão geral e estrutura

DESTAQUES DE LEVÍTICO

As leis de Deus, em especial as relativas ao serviço dos sacerdotes em Israel, com destaque, para o bem da nação como um todo, na seriedade do pecado e na importância de ser santo porque Jeová é santo.
Escrito por Moisés em 1512 AEC, enquanto Israel estava acampado junto ao monte Sinai.
Sacerdócio arônico é investido e começa a funcionar.
Moisés executa os procedimentos de investidura de sete dias. (8:1-36)
No oitavo dia, o sacerdócio começa a funcionar; Jeová manifesta sua aprovação por demonstrar sua glória e consumir a oferta sobre o altar. (9:1-24)
Jeová golpeia Nadabe e Abiú por terem oferecido fogo ilegítimo; subseqüentemente, é proibido o uso de bebidas alcoólicas quando a pessoa serve no santuário. (10:1-11)
Delineiam-se os requisitos para os que servirão como sacerdotes; baixam-se regulamentos sobre comer o que é santo. (21:1-22:16)
O uso de sacrifícios para manter uma relação aprovada com Deus.
Dão-se leis a respeito de animais aceitáveis como ofertas queimadas e como devem ser preparados para a apresentação. (1:1-17; 6:8-13; 7:8)
Estipulam-se tipos de ofertas de cereais, e como devem ser apresentadas a Jeová. (2:1-16; 6:14-18; 7:9, 10)
Estabelecem-se os procedimentos relativos a sacrifícios de participação em comum; comer sangue e gordura é proibido. (3:1-17; 7:11-36)
Especificam-se animais para oferta pelo pecado no caso de um sacerdote, da assembléia de Israel, de um maioral, ou de um dos do povo; delineiam-se os procedimentos para cuidar desta oferta. (4:1-35; 6:24-30)
Dão-se leis sobre situações que exigem ofertas pela culpa. (5:1-6:7; 7:1-7)
Dão-se instruções sobre a oferta a ser feita no dia em que o sacerdote é ungido. (6:19-23)
Todas as ofertas têm de ser sadias; alistam-se os defeitos que tornam um animal impróprio para sacrifício. (22:17-33)
Delineiam-se os procedimentos do Dia da Expiação, envolvendo o sacrifício de um novilho e dois bodes — um bode para Jeová e o outro para Azazel. (16:2-34)
Regulamentos detalhados para salvaguardar contra a impureza e manter a santidade.
Certos animais são aceitáveis como puros para alimento e outros são proibidos como impuros; contato com cadáveres resulta em impureza. (11:1-47)
A mulher deve ser purificada de sua impureza após ter dado à luz. (12:1-8)
Detalham-se procedimentos para lidar com casos de lepra. (13:1-14:57)
Emissões dos órgãos sexuais resultam em impureza, e exige-se purificação. (15:1-33)
Deve-se manter a santidade por respeitar a santidade do sangue e evitar o incesto, a sodomia, a bestialidade, a calúnia, o espiritismo e outras práticas detestáveis. (17:1-20:27)
Sábados e festividades sazonais para Jeová.
Delineiam-se dias e anos sabáticos, bem como regulamentos e princípios pertinentes ao jubileu. (23:1-3; 25:1-55)
Dão-se detalhes sobre como comemorar a anual Festividade dos Pães Não-fermentados (depois da Páscoa) e a Festividade das Semanas (mais tarde chamada de Pentecostes). (23:4-21)
Delineia-se o procedimento para comemorar o Dia da Expiação e a Festividade das Barracas. (23:26-44)
Bênçãos pela obediência, maldições pela desobediência.
Bênçãos pela obediência incluirão colheitas fartas, paz e segurança. (26:3-13)
Maldições devido à desobediência incluirão doenças, derrota por inimigos, fome, destruição de cidades, desolação da terra, e exílio. (26:14-45)

Destaques do Levítico

Levítico — uma convocação à adoração santa de Jeová

OS ADORADORES de Jeová têm de ser santos. Isto é repetidas vezes tornado claro no livro bíblico de Levítico. Por exemplo, lemos nele: “Eu sou Jeová, vosso Deus; e tendes de santificar-vos e tendes de mostrar ser santos, porque eu sou santo.” — Levítico 11:44; 19:2; 20:7, 26.
Levítico foi escrito pelo profeta Moisés em Sinai, pelo visto por volta de 1512 AEC. Não abrange mais de um mês — desde a montagem do tabernáculo, no primeiro dia do primeiro mês do segundo ano após a libertação dos israelitas da servidão egípcia, até o censo que Jeová ordenou a Moisés, “no primeiro dia do segundo mês, no segundo ano da saída deles da terra do Egito”. (Números 1:1-3; Êxodo 40:17) O conteúdo do livro reflete a vida num acampamento, indicando assim que foi composto no ermo. — Levítico 4:21; 10:4, 5; 14:8; 17:1-5.
As Testemunhas de Jeová, hoje, não estão sob a Lei dada por Deus por intermédio de Moisés, porque a morte de Jesus Cristo eliminou essa lei. (Romanos 6:14; Efésios 2:11-16) Portanto, podem os regulamentos encontrados em Levítico ser de benefício para os cristãos? Em caso afirmativo, de que modo? Deste livro que podemos aprender sobre a nossa adoração de Jeová?

O CONTEÚDO DESTACA A SANTIDADE

Os capítulos 1 a 7 de Levítico tratam de ofertas e de sacrifícios. A voluntária oferta queimada era apresentada a Deus na sua inteireza, do mesmo modo como Jesus Cristo se entregou integralmente. Parte dos sacrifícios voluntários de participação em comum era apresentada a Deus sobre o altar, ao passo que outra parte era consumida pelo sacerdote e mais outra pelo ofertante. De maneira comparável, para os cristãos ungidos, a Comemoração da morte de Cristo é uma refeição de participação em comum. — Levítico 1:1-17; 3:1-17; 7:11-36; 1 Coríntios 10:16-22.
Ofertas pelo pecado e ofertas pela culpa eram compulsórias. As primeiras eram para expiar os pecados cometidos por engano ou sem intenção, ao passo que as segundas, pelo visto, eram para satisfazer a Deus por motivo dum direito violado e/ou para restabelecer ao transgressor arrependido certos direitos. (Levítico 4:1-35; 5:1 a 6:7; 6:24-30; 7:1-7) É digno de nota que se lembrou aos israelitas mais de uma vez que não comessem sangue. (Levítico 3:17; 7:26, 27) Havia também ofertas de cereais, exangues, feitas em reconhecimento da generosidade de Jeová. (Levítico 2:1-16; 6:14-23; 7:9, 10) Os cristãos examinam hoje todos esses assuntos com vivo interesse, porque os sacrifícios ordenados sob o pacto da Lei apontavam todos para Jesus Cristo e para seu sacrifício, ou para os benefícios derivados deste. — Hebreus 8:3-6; 9:9-14; 10:5-10.
A seguir, apresentam-se regulamentos sacerdotais. Conforme orientado por Deus, Moisés dirigiu uma cerimônia de posse para Arão, o sumo sacerdote, e os quatro filhos dele como subsacerdotes. O sacerdócio passou então a funcionar. — Levítico 8:1 a 10:20.
Depois, especificam-se leis que regiam coisas puras e coisas impuras. Os regulamentos referentes a animais puros ou impuros como alimentação protegiam os israelitas contra a infecção por organismos perniciosos e fortalecia também a barreira entre eles e as pessoas das nações vizinhas. Outros regulamentos tratavam da impureza decorrente de cadáveres, da purificação das mulheres após terem dado à luz, de procedimentos relacionados com a lepra e da impureza resultante de emissões sexuais masculinas e femininas. O exame dessas leis deve incutir em nós a necessidade de mantermos a santidade como adoradores de Jeová. — Levítico 11:1 a 15:33.
Os sacrifícios mais importantes pelos pecados foram ofertados no dia anual da expiação. Entre outras coisas: oferecia-se um novilho para os sacerdotes e para os demais da tribo de Levi. Sacrificava-se um bode para as tribos não-sacerdotais de Israel, e pronunciavam-se os pecados do povo sobre um bode vivo, que era enviado ao ermo. Ambos os bodes eram encarados como uma só oferta pelo pecado (16:5), o que tende a indicar que juntos constituíam um só símbolo. De acordo com isso, Jesus Cristo não só foi sacrificado, mas também leva embora os pecados daqueles pelos quais morreu em sacrifício. — Levítico 16:1-34.
A seguir são apresentados regulamentos sobre comer carne e a respeito de ofertas. A proibição divina contra a ingestão de sangue era especialmente digna de nota. A abstinência do sangue continua sendo a norma para os que adoram a Jeová em santidade. — Levítico 17:1-16; Atos 15:28, 29.
As decisões judiciais, apresentadas a seguir, a respeito de incesto, perversões sexuais e diversas práticas detestáveis, inclusive a idolatria, o espiritismo, a calúnia, e assim por diante, devem também incutir em nós a necessidade de santidade na adoração de Jeová. Os sacerdotes, apropriadamente, deviam manter-se santos. Entre outras coisas, especificavam-se regulamentos a respeito do casamento de sacerdotes, a impureza sacerdotal e o comer de coisas sagradas. — Levítico 18:1 a 22:33.
Depois se mencionam as três festividades anuais: a Páscoa, no começo da primavera (setentrional), Pentecostes, em fins da primavera, e a Festividade das Barracas ou do Recolhimento, no outono. A seguir vêm regulamentos a respeito do abuso contra o santo nome de Jeová, a observância de sábados (semanais, mensais e cada sétimo ano) e do Jubileu, a conduta para com israelitas pobres e o tratamento de escravos. — Levítico 23:1 a 25:55.
As bênçãos resultantes da obediência a Deus são contrastadas a seguir com as maldições sofridas pela desobediência. Há também regulamentos a respeito de ofertas votivas e de suas avaliações, os primogênitos de animais e a entrega de todo décimo como “algo sagrado para Jeová”. Eles encerram os “mandamentos que Jeová deu a Moisés como ordens para os filhos de Israel, no monte Sinai”. — Levítico 26:1 a 27:34.
A leitura atenta de Levítico, sem dúvida, o impressionará com a ênfase dada à adoração santa de Jeová. Mas, talvez encontre também alguns problemas. Portanto, as seguintes perguntas e respostas podem ser de interesse.

OFERTAS SAGRADAS E SERVIÇO SACERDOTAL

● 2:11 — Por que não eram aceitáveis para Jeová as ofertas de mel?
Evidentemente, o mel mencionado aqui não era o de abelhas, mas era xarope de frutas. Do contrário não poderia ter sido incluído entre as “primícias”. (Levítico 2:12; 2 Crônicas 31:5) Visto que mel de frutas fermentaria, era inaceitável como oferta sobre o altar.
● 3:17 — Por que era proibido comer gordura?
A gordura era considerada a parte melhor e mais rica, conforme indicado por expressões figurativas tais como “parte gorda do país”. (Gênesis 45:18) Portanto, a proibição da ingestão de gordura evidentemente incutia nos israelitas que as partes melhores pertenciam a Jeová. Embora os cristãos não estejam sob esta restrição da Lei, pode muito bem lembrar aos servos atuais de Jeová que devem continuamente dar seu melhor a ele. — Provérbios 3:9, 10; Colossenses 3:23, 24.
● 10:1, 2 — O que talvez estivesse envolvido neste pecado?
Quando Nadabe e Abiú tomaram essas liberdades indevidas, talvez estivessem sob a influência de álcool. Isto é bem provável, visto que logo depois Jeová proibiu que os sacerdotes tomassem vinho ou bebidas inebriantes enquanto serviam no tabernáculo. No entanto, o verdadeiro motivo da morte de Nadabe e Abiú foi oferecerem “fogo ilegítimo . . . , que [Jeová] não lhes tinha prescrito”. (Levítico 10:1-11) Este incidente mostra que os servos responsáveis de Jeová, hoje em dia, precisam acatar os requisitos divinos e que não podem, sob a influência de bebidas alcoólicas, desempenhar à altura os deveres dados por Deus.

A ADORAÇÃO SANTA EXIGE PUREZA

● 11:40 — Como se pode harmonizar este regulamento com Deuteronômio 14:21, que diz: “Não deveis comer nenhum corpo já morto”?
Na realidade, não há desacordo entre esses textos. Deuteronômio 14:21. proibia o consumo de um animal que tivesse morrido sozinho ou que tivesse sido encontrado morto. Mas Levítico 11:40 especifica o que se exigia caso um israelita violasse esta proibição. De maneira similar, a lei proibia atos tais como o furto, mas alguns furtavam. As penalidades imposta aos transgressores davam vigor às proibições da Lei.
● 12:2, 5 — Por que tornava o parto a mulher “impura”?
Os órgãos reprodutivos destinavam-se a transmitir vida humana perfeita. Entretanto, por causa dos efeitos herdados do pecado, transmitia-se vida imperfeita e pecadora aos descendentes. Os períodos temporários de ‘impureza’ associados com o parto, a menstruação e as emissões seminais faziam lembrar esta pecaminosidade hereditária. (Levítico 15:16-24; Salmo 51:5; Romanos 5:12) Isso se dava especialmente com o parto, porque relacionado com ele exigia-se uma oferta pelo pecado. É interessante notar que Jeová, por consideração, neste caso permita que os pobres ofertassem aves, em vez de uma ovelha mais cara. (Levítico 12:8) Esses regulamentos de purificação ajudavam os israelitas a reconhecer a necessidade de haver um sacrifício expiatório para cobrir a pecaminosidade da humanidade e para restabelecer a perfeição humana. Naturalmente, os sacrifícios de animais feitos por eles não podiam realizar isso. Por isso, a Lei devia levá-los a Cristo e ajudá-los a reconhecer que somente o sacrifício dele podia resultar em verdadeiro perdão e finalmente no restabelecimento da perfeição humana. — Gálatas 3:24; Hebreus 9:13, 14; 10:3, 4.

A SANTIDADE PRECISA SER MANTIDA

● 16:29 — O que se queria dizer com ‘atribular a alma’?
É bem provável que ‘atribular a alma’ signifique aqui jejuar. Entre outras coisas, no dia da expiação sacrificavam-se animais pelos pecados dos levitas e dos demais da nação. Depois de o sumo sacerdote confessar os pecados do povo no ano precedente sobre um bode vivo, este era mandado embora, levando os pecados deles ao ermo. Em vista do procedimento seguido no Dia ‘da Expiação, portanto, o jejum naquela ocasião evidentemente associava-se com a admissão de pecados. — Levítico 16:5-10, 15, 20-22.
● 20:9 — Por que se prescrevia a pena capital para alguém que ‘invocasse o mal’ sobre seus pais?
Alguém que amaldiçoasse seus pais e que desejasse que alguma terrível calamidade lhes sobreviesse teria disposição odiosa, assassina. Embora não usasse uma arma para matá-los, no coração desejava a morte deles. Visto que tal espírito malévolo constituía assassinato à vista de Jeová, a Lei prescrevia a mesma penalidade pela maldição lançada sobre os pais que para o próprio assassinato deles. Isto deve induzir o cristão a mostrar amor, não ódio, a concrentes. — 1 João 3:14-15.
● 25:35-37 — É sempre errado cobrar juros a um irmão?
Quando um irmão empresta dinheiro a outro para fins comerciais, o emprestador pode esperar a devolução do empréstimo e também cobrar juros. Aquele que toma emprestado põe o dinheiro a trabalhar por ele e a render mais, e o emprestador pode de direito compartilhar a produtividade desse dinheiro por cobrar juros adequados. (Veja Mateus 25:27.) Entretanto, a Lei proibia a cobrança de juros sobre empréstimos feitos para aliviar a pobreza. O emprestador podia esperar receber de volta o que emprestou, mas era considerado errado lucrar com os reveses dum vizinho empobrecido. — Êxodo 22:25.
● 26:26 — Que se quer dizer por ‘dez mulheres cozerem pão em apenas um forno’?
Normalmente, cada mulher precisaria dum forno separado para todas as cozeduras que tinha de fazer. Mas essas palavras indicavam a escassez de alimentos, a tal ponto que um só forno bastaria para todas as cozeduras feitas por dez mulheres. Esta era uma das conseqüências preditas de “andar em oposição” a Jeová e assim deixar de manter a santidade no seu serviço. — Levítico 26:23-25.

COMO LEVÍTICO PODE INFLUIR NA NOSSA ADORAÇÃO

As atuais Testemunhas de Jeová não vivem sob a Lei. (Gálatas 3:23-25) Mas, visto que aquilo que se diz em Levítico nos dá compreensão do conceito de Jeová sobre diversas questões, pode influir na nossa adoração. Veja algumas maneiras em que isso se dá.
Jeová, o Soberano Senhor, merece adoração santa. Ele não tolera nenhuma rivalidade, é santo e exige santidade dos que lhe prestam serviço sagrado. (Levítico 11:45; 19:2) Esta norma aplica-se também à adoração cristã, conforme esclareceu o apóstolo Pedro ao escrever: “Como filhos obedientes, deixai de ser modelados segundo os desejos que tínheis anteriormente na vossa ignorância, mas, de acordo com o Santo que vos chamou, vós, também tornai-vos santos em toda a vossa conduta, porque está escrito: ‘Tendes de ser santos, porque eu sou santo.’” — 1 Pedro 1:14-16.
O nome de Jeová precisa ser mantido santo. As Testemunhas de Jeová não se atrevem a lançar vitupério sobre o nome divino, do mesmo modo como os israelitas da antiguidade deviam precaver-se contra isso. (Levítico 22:32; 24:10-16, 23) Nós, como postos à parte ou santificados para o serviço sagrado de Jeová, temos de corretamente louvar seu nome e orar pela santificação dele. — Salmo 7:17; Mateus 6:9.
Jeová requer que nos esforcemos contra o pecado. O perdão do pecado requer não só um sacrifício expiatório, mas também uma confissão, arrependimento e reparação no que for possível. E se soubermos que outro membro da congregação cometeu um grave pecado, mas não quer confessá-lo, devemos trazer isso à atenção dos anciãos designados. (Veja Levítico 4:2; 5:1, 5, 6.) Naturalmente, para certos pecados não há perdão. (Levítico 20:2, 10; Hebreus 6:4-6; 10:26-29) Mas se nos esforçarmos contra o pecado, sempre empenhados em fazer as coisas do modo de nosso Pai celestial, e se nos valermos do sacrifício resgatador de Jesus Cristo, poderemos ter uma condição correta perante o Deus santo, Jeová. — 1 João 2:1, 2.
É evidente, pois, que Levítico deve influir na nossa adoração como testemunhas cristãs de Jeová. Deve incutir em nós que nosso Deus exige santidade de seus servos. Por isso, temos de manter seu nome sagrado e temos de esforçar-nos constantemente contra o pecado. Além disso, este livro bíblico deve induzir-nos a dar ao Altíssimo o melhor que temos, sempre mantendo a pureza e a santidade no serviço sagrado, para o louvor de nosso Deus santo, Jeová.

A Palavra de Jeová É Viva

Destaques do livro de Levítico

HAVIA-SE passado menos de um ano desde que os israelitas foram libertados da servidão egípcia. Agora, organizados numa nova nação, estavam em caminho para a terra de Canaã. O propósito de Jeová era que uma nação santa morasse naquela terra. No entanto, o estilo de vida e as práticas religiosas dos cananeus eram muito degradantes. Portanto, o verdadeiro Deus deu à congregação de Israel regulamentos que a manteria separada para o Seu serviço. Esses se encontram registrados no livro bíblico de Levítico. Escrito pelo profeta Moisés no ermo de Sinai, pelo visto em 1512 AEC, o livro não abrange mais do que um mês lunar. (Êxodo 40:17; Números 1:1-3) Vez após vez, Jeová exorta seus adoradores a serem santos. — Levítico 11:44; 19:2; 20:7, 26.
As Testemunhas de Jeová hoje não estão sob a Lei dada por Deus por meio de Moisés. A morte de Jesus Cristo aboliu essa Lei. (Romanos 6:14; Efésios 2:11-16) No entanto, os regulamentos encontrados em Levítico podem beneficiar-nos, ensinando-nos muito sobre a adoração do nosso Deus, Jeová.

OFERTAS SAGRADAS — VOLUNTÁRIAS E COMPULSÓRIAS

(Levítico 1:1-7:38)
Algumas das ofertas e dos sacrifícios da Lei eram voluntárias, ao passo que outras eram compulsórias. Por exemplo, a oferta queimada era voluntária. O animal inteiro era apresentado a Deus, assim como Jesus Cristo entregou a sua vida de forma voluntária como sacrifício de resgate. O sacrifício de participação em comum era compartilhado. Uma parte era apresentada a Deus no altar, e as outras duas partes eram consumidas: uma pelo sacerdote e a outra pelo ofertante. De forma similar, para os cristãos ungidos, a Comemoração da morte de Cristo é uma refeição de participação em comum. — 1 Coríntios 10:16-22.
A oferta pelo pecado e a oferta pela culpa eram compulsórias. A primeira expiava pecados cometidos por engano ou sem intenção. A segunda visava satisfazer a Deus quando um direito havia sido violado ou restaurava certos direitos do transgressor arrependido — ou ambas as coisas. Havia também ofertas de cereais, feitas em reconhecimento das provisões generosas de Jeová. Todos esses assuntos são de interesse para nós, porque os sacrifícios exigidos pelo pacto da Lei prefiguravam Jesus Cristo e o seu sacrifício ou os benefícios que este traz. — Hebreus 8:3-6; 9:9-14; 10:5-10.

Perguntas bíblicas respondidas:

2:11, 12 — Por que Jeová não aceitava o mel “como oferta feita por fogo”? O mel mencionado aqui não pode referir-se ao das abelhas. Embora esse mel não fosse permitido como “oferta feita por fogo”, estava incluído entre ‘as primícias dos produtos do campo’. (2 Crônicas 31:5) De modo que o mel mencionado no texto evidentemente era o suco, ou caldo, de frutas. Visto que esse tipo de mel podia fermentar, era inaceitável como oferta sobre o altar.
2:13 — Por que tinha de se oferecer sal junto “com toda oferta”? Não se fazia isso para aumentar o sabor dos sacrifícios. Em todo o mundo, o sal é usado como conservante. É possível que fosse apresentado com as ofertas por representar a ausência de corrupção e decomposição.

Lições para nós:

3:17. Visto que a gordura era considerada a melhor ou mais seleta parte, a proibição de comê-la evidentemente dava a entender aos israelitas que a melhor parte pertencia a Jeová. (Gênesis 45:18) Isso nos lembra que devemos dar o nosso melhor a Jeová. — Provérbios 3:9, 10; Colossenses 3:23, 24.
7:26, 27. Os israelitas não deviam comer sangue. No conceito de Deus, o sangue representa a vida. “A alma [vida] da carne está no sangue”, declara Levítico 17:11. A abstinência do sangue continua sendo a norma hoje para os adoradores verdadeiros. — Atos 15:28, 29.

O SACERDÓCIO SANTO É INSTITUÍDO

(Levítico 8:1-10:20)
A quem se deu a responsabilidade de cuidar dos deveres relacionados com sacrifícios e ofertas? Isso foi confiado aos sacerdotes. Conforme orientado por Deus, Moisés realizou a cerimônia de investidura de Arão, o sumo sacerdote, e dos seus quatro filhos, que seriam subsacerdotes. Pelo visto, a cerimônia durou sete dias, e o sacerdócio passou a funcionar no dia seguinte.

Perguntas bíblicas respondidas:

9:9 — O que é significativo a respeito do derramamento de sangue à base do altar e de pô-lo sobre diversos objetos? Isso demonstrava que Jeová aceitava sangue para fins de expiação. O inteiro arranjo de expiação se baseava em sangue. “Quase todas as coisas são purificadas com sangue, segundo a Lei”, escreveu o apóstolo Paulo, e “a menos que se derrame sangue, não há perdão”. — Hebreus 9:22.
10:1, 2 — O que talvez estivesse envolvido no pecado de Nadabe e Abiú, filhos de Arão? Logo depois que Nadabe e Abiú fizeram o que não tinham direito de fazer, ao realizarem os seus deveres sacerdotais, Jeová proibiu que os sacerdotes bebessem vinho ou bebida inebriante enquanto serviam no tabernáculo. (Levítico 10:9) Isso sugere que os dois filhos de Arão talvez estivessem sob o efeito do álcool nessa ocasião que estamos considerando. No entanto, o verdadeiro motivo da morte deles era que ofereceram ‘fogo ilegítimo, que Jeová não lhes tinha prescrito’.

Lições para nós:

10:1, 2. Servos responsáveis de Jeová, hoje em dia, precisam cumprir os requisitos divinos. Além disso, não devem ser presunçosos ao cuidar das suas responsabilidades.
10:9. Não devemos cuidar de deveres dados por Deus sob o efeito de bebidas alcoólicas.

A ADORAÇÃO SAGRADA EXIGE PUREZA

(Levítico 11:1-15:33)
Os regulamentos a respeito de animais puros e impuros beneficiavam os israelitas de duas maneiras. Esses regulamentos os protegiam de ser infectados por organismos prejudiciais e reforçavam a diferença entre eles e os povos das nações vizinhas. Outros regulamentos tratavam da impureza que provém de cadáveres, da purificação das mulheres ao darem à luz, dos procedimentos que envolviam a lepra, e da impureza resultante de emissões de fluidos de órgãos genitais tanto do homem como da mulher. Os sacerdotes deviam cuidar dos assuntos relacionados com a impureza contraída pelas pessoas.

Perguntas bíblicas respondidas:

12:2, 5 — Por que uma mulher ficava “impura” ao dar à luz? Os órgãos reprodutivos foram feitos para transmitir vida humana perfeita. No entanto, por causa dos efeitos herdados do pecado, transmitia-se vida imperfeita e pecado aos filhos. Os períodos de ‘impureza’, associados com o nascimento, bem como outros assuntos, tais como a menstruação e as emissões seminais, faziam os israelitas lembrar que tinham herdado o pecado. (Levítico 15:16-24; Salmo 51:5; Romanos 5:12) Os regulamentos de purificação os ajudavam a reconhecer a necessidade de um sacrifício de resgate para expiar os pecados da humanidade e restaurar a perfeição humana. De modo que a Lei tornou-se para eles um “tutor, conduzindo a Cristo”. — Gálatas 3:24.
15:16-18 — O que é a “emissão de sêmen” mencionada nestes versículos? Refere-se aparentemente a uma ejaculação noturna, bem como às relações sexuais maritais.

Lições para nós:

11:45. Jeová Deus é santo e exige que os que lhe prestam serviço sagrado sejam santos. Eles têm de se empenhar pela santidade e continuar física e espiritualmente limpos. — 2 Coríntios 7:1; 1 Pedro 1:15, 16.
12:8. Jeová permitiu que os pobres ofertassem aves em vez de uma ovelha, que era mais cara, como oferta sacrificial. Ele tem consideração para com os pobres.

É PRECISO MANTER A SANTIDADE

(Levítico 16:1-27:34)
Os sacrifícios mais importantes pelos pecados eram oferecidos no anual Dia da Expiação. Oferecia-se um novilho para os sacerdotes e a tribo de Levi. Sacrificava-se um bode para as tribos não-sacerdotais de Israel. Outro bode era enviado vivo ao ermo, depois de se confessar sobre ele os pecados do povo. Os dois bodes eram considerados como uma só oferta pelo pecado. Tudo isso indicava que Jesus Cristo seria sacrificado e também levaria embora os pecados.
Os regulamentos a respeito do consumo de carne e de outros assuntos salientam a necessidade de haver santidade quando adoramos a Jeová. Apropriadamente, os próprios sacerdotes deviam manter-se santos. As três festividades anuais eram ocasiões de grande alegria e de agradecimentos ao Criador. Jeová deu também ao seu povo regulamentos sobre o mau uso do seu santo nome, a observância dos sábados e do Jubileu, a conduta para com os pobres e como tratar os escravos. As bênçãos resultantes da obediência a Deus foram contrastadas com as maldições que haveria pela desobediência. Há também regulamentos sobre ofertas relacionadas com votos e avaliações, o primogênito de animais e a dádiva do dízimo como parte de “algo sagrado para Jeová”.

Perguntas bíblicas respondidas:

16:29 — Como os israelitas deviam ‘atribular as suas almas’? Esse procedimento, seguido no Dia da Expiação, relacionava-se com a obtenção do perdão de pecados. Pelo que parece, o jejum naquela época estava associado com a confissão dos pecados. É bem provável, portanto, que ‘atribular a alma’ se referisse ao jejum.
19:27 — A que se referia a ordem de ‘não cortar curtas as madeixas’, nem “destruir a extremidade” da barba? É evidente que essa lei foi dada para impedir que os judeus cortassem a barba ou o cabelo dum modo que imitaria certas práticas pagãs. (Jeremias 9:25, 26; 25:23; 49:32) No entanto, a ordem de Deus não significava que os judeus não podiam aparar a barba ou os pêlos do rosto. — 2 Samuel 19:24.
25:35-37 — Era sempre errado que os israelitas cobrassem juros? Quando o dinheiro era emprestado para fins comerciais, quem o emprestava podia cobrar juros. No entanto, a Lei proibia cobrar juros por empréstimos feitos para aliviar a pobreza. Era errado aproveitar-se dos revezes financeiros de um vizinho pobre. — Êxodo 22:25.
26:19 — Como podem ‘os céus tornar-se como ferro e a terra como cobre’? Por causa da falta de chuva, os céus acima da terra de Canaã pareciam como ferro duro e impermeável. Sem chuva, a terra passaria a ter um brilho metálico da cor do cobre.
26:26 — Qual é o significado de ‘dez mulheres cozerem pão em apenas um forno’? Normalmente, cada mulher precisaria ter seu próprio forno para dar conta de tudo o que ela precisava assar. Mas essas palavras indicam que haveria uma escassez tão grande de alimentos que um forno seria suficiente para o que dez mulheres teriam para assar. Essa foi uma das conseqüências preditas de deixar de manter a santidade.

Lições para nós:

20:9. Aos olhos de Jeová, ter um espírito cruel e sem compaixão é tão ruim quanto cometer um assassinato. Por isso, a pessoa que amaldiçoasse o pai ou a mãe receberia a mesma pena daquele que os assassinasse. Não deve isso motivar-nos a demonstrar amor para com os nossos irmãos? — 1 João 3:14, 15.
22:32; 24:10-16, 23. O nome de Jeová não deve ser difamado. Ao contrário, temos de louvar o seu nome e orar pela sua santificação. — Salmo 7:17; Mateus 6:9.

COMO LEVÍTICO AFETA A NOSSA ADORAÇÃO

As Testemunhas de Jeová hoje não estão sob a Lei. (Gálatas 3:23-25) No entanto, o livro de Levítico pode influenciar a nossa adoração, pois aquilo que ele diz nos ajuda a entender como Jeová encara diversos assuntos.
Ao fazer sua leitura semanal da Bíblia em preparação para a Escola do Ministério Teocrático, sem dúvida o fato de que o nosso Deus requer santidade dos seus servos causará uma profunda impressão em você. Este livro bíblico também pode induzi-lo a dar o seu melhor ao Altíssimo, sempre mantendo a santidade para o louvor dele.

Levítico ‒ Importância e benefícios

POR QUE É PROVEITOSO

28 Como parte das Escrituras inspiradas, o livro de Levítico é de grande proveito para os cristãos hoje. É ajuda maravilhosa para se ter apreço por Jeová, seus atributos e seus modos de tratar as suas criaturas, conforme demonstrou tão claramente para com Israel sob o pacto da Lei. Levítico declara muitos princípios básicos que sempre vigorarão, e contém muitos modelos proféticos, bem como profecias, cuja consideração fortalece a fé. Muitos de seus princípios são declarados outra vez nas Escrituras Gregas Cristãs, alguns deles sendo citados diretamente. Sete pontos de realce são considerados abaixo.
29 (1) A soberania de Jeová. Ele é o Legislador, e nós, como criaturas suas, temos de prestar-lhe contas. De direito, ele nos ordena que o temamos. Como Soberano Universal, ele não tolera rivalidade, seja esta em forma de idolatria, de espiritismo ou de outras formas de demonismo. — Lev. 18:4; 25:17; 26:1; Mat. 10:28; Atos 4:24.
30 (2) O nome de Jeová. O seu nome precisa ser mantido sagrado, e não nos atrevemos a trazer opróbrio sobre ele mediante palavras ou ações. — Lev. 22:32; 24:10-16; Mat. 6:9.
31 (3) A santidade de Jeová. Visto que ele é santo, seu povo precisa também ser santo, isto é, santificado ou separado para o Seu serviço. Isto inclui mantermo-nos separados do mundo ímpio que nos cerca. — Lev. 11:44; 20:26; Tia. 1:27; 1 Ped. 1:15, 16.
32 (4) A excessiva pecaminosidade do pecado. É Deus quem determina o que é pecado, e nós precisamos precaver-nos dele. O pecado sempre requer um sacrifício de expiação. Além disso, requer também da nossa parte a confissão, o arrependimento e corrigir a situação ao máximo possível. Para certos pecados não pode haver perdão. — Lev. 4:2; 5:5; 20:2, 10; 1 João 1:9; Heb. 10:26-29.
33 (5) A santidade do sangue. Visto que o sangue é sagrado, não pode ser ingerido no corpo de forma alguma. O único uso permitido do sangue é como expiação pelo pecado. — Lev. 17:10-14; Atos 15:29; Heb. 9:22.
34 (6) Relatividade da culpa e da punição. Nem todos os pecados e os pecadores eram considerados à mesma luz. Quanto mais elevado o cargo, tanto maiores eram a responsabilidade e a penalidade pelo pecado. O pecado deliberado era punido de modo mais severo do que o pecado não intencional. As penalidades variavam muitas vezes segundo a habilidade de pagar. Este princípio de relatividade se aplicava também nos campos que não fossem de pecado e de punição, como na impureza cerimonial. — Lev. 4:3, 22-28; 5:7-11; 6:2-7; 12:8; 21:1-15; Luc. 12:47, 48; Tia. 3:1; 1 João 5:16.
35 (7) Justiça e amor. Resumindo os nossos deveres para com o próximo, Levítico 19:18 diz: “Tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” Isto abrange tudo. Torna proibitivo mostrar parcialidade, roubar, mentir ou caluniar, e requer que se mostre consideração para com os incapacitados, os pobres, os cegos e os surdos. — Lev. 19:9-18; Mat. 22:39; Rom. 13:8-13.
36 Também, provando que Levítico é notavelmente ‘proveitoso para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça’ na congregação cristã, há as repetidas referências feitas a ele por Jesus e seus apóstolos, notavelmente Paulo e Pedro. Estes trouxeram à atenção os muitos modelos proféticos e as sombras das coisas por vir. Segundo observou Paulo: “A Lei tem uma sombra das boas coisas vindouras.” Delineia uma ‘representação típica e sombra das coisas celestiais’. — 2 Tim. 3:16; Heb. 10:1; 8:5.
37 O tabernáculo, o sacerdócio, os sacrifícios e em especial o anual Dia da Expiação tiveram todos um significado prefigurativo. Paulo, na sua carta aos hebreus, ajuda-nos a identificar as partes correspondentes espirituais destas coisas, em relação com a “verdadeira tenda” da adoração de Jeová. (Heb. 8:2) O principal sacerdote, Arão, representa a Cristo Jesus “como sumo sacerdote das boas coisas que se realizaram por intermédio da tenda maior e mais perfeita”. (Heb. 9:11; Lev. 21:10) O sangue dos sacrifícios de animais prefigura o sangue de Jesus, que obtém “para nós um livramento eterno”. (Heb. 9:12) O compartimento mais recôndito do tabernáculo, o Santíssimo, onde o sumo sacerdote entrava apenas uma vez por ano, no Dia da Expiação, para apresentar o sangue sacrificial, é “cópia da realidade”, o “próprio céu”, para o qual Jesus ascendeu, “para aparecer agora por nós perante a pessoa de Deus”. — Heb. 9:24; Lev. 16:14, 15.
38 As próprias vítimas sacrificiais — animais sadios e sem mácula oferecidos como ofertas queimadas ou pelo pecado — representam o sacrifício perfeito e sem mácula do corpo humano de Jesus Cristo. (Heb. 9:13, 14; 10:1-10; Lev. 1:3) É interessante que Paulo considera também a característica do Dia da Expiação, em que as carcaças dos animais das ofertas pelo pecado eram levadas para fora do acampamento e queimadas. (Lev. 16:27) “Por isso, Jesus também”, escreve Paulo, “sofreu fora do portão. Saiamos, pois, a ele, fora do acampamento, levando o vitupério que ele levou”. (Heb. 13:12, 13) Mediante tal interpretação inspirada, os procedimentos cerimoniais, esboçados em Levítico, assumem importância maior, e podemos começar, deveras, a compreender quão maravilhosamente Jeová fez ali sombras que inspiram respeito, indicando as realidades que só poderiam ser esclarecidas mediante o espírito santo. (Heb. 9:8) Tal entendimento correto é vital para os que querem tirar proveito da provisão para a vida que Jeová faz mediante Cristo Jesus, o “grande sacerdote sobre a casa de Deus”. — Heb. 10:19-25.
39 Semelhante à casa sacerdotal de Arão, Jesus Cristo, qual Sumo Sacerdote, tem subsacerdotes associados consigo. Fala-se a respeito destes como sendo “sacerdócio real”. (1 Ped. 2:9) Levítico indica claramente e explica o trabalho de expiar pecados feito pelo grande Sumo Sacerdote e Rei de Jeová, bem como os requisitos exigidos dos membros de sua casa, dos quais se fala como sendo ‘felizes e santos’, e ‘sacerdotes de Deus e do Cristo, e reinando com ele por mil anos’. Que bênção esse trabalho sacerdotal realizará em soerguer humanos obedientes à perfeição, e que felicidade esse Reino celestial trará, restaurando a paz e a justiça na terra! Certamente, devemos todos agradecer ao Deus santo, Jeová, o seu arranjo de um Sumo Sacerdote e Rei, e de um sacerdócio real para declarar em toda a parte as Suas excelências, em santificação de Seu nome! Deveras, Levítico se une de modo maravilhoso a “toda a Escritura” em dar a conhecer os propósitos do Reino de Jeová. — Rev. 20:6.
Consultar essas referências na "Biblioteca On-Line da Torre de Vigia"
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