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Destaques do 1 Coríntios - 2 Coríntios

Destaques para a leitura da Bíblia: 1 Coríntios - 2 Coríntios

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1 Coríntios

1 Coríntios


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DESTAQUES DO LIVRO DE 1 CORÍNTIOS - 2 CORÍNTIOS


Coríntios, Cartas aos

*** it-1 pp. 563-565 Coríntios, Cartas aos ***
Duas cartas canônicas inspiradas, escritas pelo apóstolo Paulo aos cristãos na Grécia, durante o primeiro século EC. As cartas ocupam respectivamente o sétimo e o oitavo lugar na maioria das versões em português das Escrituras Gregas Cristãs. Paulo identifica-se como escritor de ambas as cartas, dirigindo a Primeira aos Coríntios “à congregação de Deus que está em Corinto”, e a Segunda aos Coríntios “à congregação de Deus que está em Corinto, junto com todos os santos que estão em toda a Acaia”. — 1Co 1:1, 2; 2Co 1:1.
Que Paulo realmente escreveu Primeira e Segunda Coríntios não pode ser seriamente questionado. Além do testemunho do próprio apóstolo, a autenticidade e a aceitação geral de ambas as cartas são atestadas por testemunho externo. As duas cartas são atribuídas a Paulo e citadas por escritores do primeiro ao terceiro séculos. Também, o que se conhece por “O Cânon de Atanásio” (367 EC) alista, entre “quatorze cartas de Paulo, o apóstolo”, “duas aos coríntios”. Esta lista é o primeiro exemplo do catálogo de livros das Escrituras Gregas Cristãs como os temos hoje, antecedendo em 30 anos a lista publicada pelo Concílio, ou Sínodo, de Cartago, África, em 397 EC.
O Ministério de Paulo em Corinto. Paulo chegou a Corinto por volta de 50 EC. Inicialmente, ele proferia todo sábado um discurso na sinagoga “e persuadia judeus e gregos”. (At 18:1-4) Todavia, depois de enfrentar oposição e linguagem ultrajante entre os presentes na sinagoga, o apóstolo voltou sua atenção para “pessoas das nações”, os gentios em Corinto. As reuniões de Paulo com eles foram transferidas para uma casa ao lado da sinagoga, e muitos “começaram a crer e a ser batizados”. Informado pelo Senhor numa visão: “Tenho muito povo nesta cidade”, o apóstolo permaneceu ali por um ano e seis meses, “ensinando entre eles a palavra de Deus”. (At 18:5-11) Visto que Paulo atuara em estabelecer uma congregação cristã em Corinto, ele podia dizer-lhes: “Pois, embora tenhais dez mil tutores em Cristo, certamente não tendes muitos pais; porque eu me tornei vosso pai em Cristo Jesus por intermédio das boas novas.” — 1Co 4:15.
Em Corinto praticava-se crassa imoralidade, e, com o tempo, isso até afetou a congregação cristã naquela cidade. Paulo achou necessário censurar a congregação numa carta, porque entre eles surgira um caso de “fornicação tal como nem há entre as nações”, porque certo homem havia tomado a esposa de seu pai. (1Co 5:1-5) Usando uma ilustração que eles podiam entender, ele os exortou também à fidelidade. Sabia que eles conheciam as competições atléticas nos Jogos Ístmicos realizados perto de Corinto. De modo que escreveu: “Não sabeis que os corredores numa corrida correm todos, mas apenas um recebe o prêmio? Correi de tal modo, que o possais alcançar. Além disso, cada homem que toma parte numa competição exerce autodomínio em todas as coisas. Ora eles, naturalmente, fazem isso para obterem uma coroa corruptível, mas nós, uma incorruptível.” — 1Co 9:24, 25.
Primeira Coríntios. Durante a sua terceira viagem missionária, Paulo passou bastante tempo em Éfeso. (At 19:1) Provavelmente durante o último ano da sua estada ali, o apóstolo recebeu notícias perturbadoras sobre as condições na congregação coríntia. Paulo fora informado “pelos da casa de Cloe” de que havia dissensões entre os coríntios. (1Co 1:11) Estéfanas, Fortunato e Acaico também chegaram de Corinto e talvez fornecessem algumas informações sobre a situação ali. (1Co 16:17, 18) Paulo recebera também uma carta de indagação da congregação cristã em Corinto. (1Co 7:1) Assim, com profunda consideração pelo bem-estar espiritual de seus concrentes ali, Paulo escreveu esta primeira carta à congregação cristã em Corinto, por volta de 55 EC. Que Éfeso era o lugar da escrita é confirmado pelas palavras de Paulo registradas em 1 Coríntios 16:8: “Mas, vou permanecer em Éfeso até a festividade de Pentecostes.”
Na introdução da Primeira aos Coríntios, Paulo menciona um associado, Sóstenes, que talvez escrevesse a carta conforme ditada por Paulo. Isto é provável, visto que perto da sua conclusão lemos: “Aqui está o meu cumprimento, o de Paulo, pela minha própria mão.” — 1Co 1:1; 16:21.
Segunda Coríntios. Paulo escreveu a sua segunda carta aos coríntios provavelmente durante o fim do verão ou começo do outono setentrionais de 55 EC. O apóstolo escrevera a primeira carta em Éfeso, onde provavelmente ficou, assim como planejara, até Pentecostes daquele ano, ou ainda mais tempo. (1Co 16:8) Paulo partiu então para Trôade, onde ficou desapontado por não se encontrar ali com Tito, que havia sido enviado a Corinto para ajudar na coleta para os santos na Judéia. De modo que Paulo passou para a Macedônia, onde Tito se juntou a ele com um relatório sobre a reação dos coríntios à sua primeira carta. (2Co 2:12, 13; 7:5-7) Paulo escreveu-lhes então a segunda carta, da Macedônia, evidentemente enviando-a pela mão de Tito. Daí, depois de alguns meses, tiveram êxito seus esforços de visitar Corinto. De modo que Paulo realmente visitou os coríntios duas vezes. Após a sua primeira visita, ocasião em que estabeleceu a congregação, fez planos para uma segunda visita, que não se realizou. Mas, na “terceira vez” que planejou ou ‘estava pronto’ foi bem-sucedido, porque conseguiu vê-los de novo, por volta de 56 EC. (2Co 1:15; 12:14; 13:1) Durante esta segunda visita a Corinto, ele escreveu sua carta aos romanos.
Razões da escrita. Tito trouxera a Paulo um relatório favorável. A primeira carta aos coríntios despertara neles uma tristeza de modo piedoso, arrependimento, seriedade, o desejo de se limparem, indignação, temor e o endireitamento do erro. Paulo respondeu na sua segunda carta elogiando-os por sua aceitação favorável e aplicação do conselho, exortando-os a ‘perdoar bondosamente e a consolar’ o homem arrependido, ao qual evidentemente haviam expulsado da congregação. (2Co 7:8-12; 2:1-11; compare isso com 1Co 5:1-5.) Paulo quis também encorajá-los a continuar com a obra de socorros para os seus concrentes necessitados na Judéia. (2Co 8:1-15) Também, havia alguns na congregação que continuavam a desafiar a posição e a autoridade de Paulo como apóstolo, tornando necessário que ele defendesse a sua posição apostólica; na realidade, não foi para si mesmo, mas “foi para Deus”, quer dizer, para salvar a congregação que pertencia a Deus, que Paulo falou em termos bem fortes na sua carta e ‘jactou-se’ das suas credenciais como apóstolo. — 2Co 5:12, 13; 10:7-12; 11:16-20, 30-33; 12:11-13.
Lançada Luz Sobre Escrituras Anteriores. Paulo reforçou seus argumentos por usar as Escrituras Hebraicas nas suas inspiradas cartas aos coríntios. Ao expor a tolice da sabedoria mundana, conforme exibida pelos falsos apóstolos, ele provou a importância de se obter a sabedoria superior de Deus. Fez isso por salientar o que o salmista havia dito séculos antes a uma geração, que “os pensamentos dos homens . . . são apenas como exalação” (Sal 94:11; 1Co 3:20), e por perguntar o que Isaías havia perguntado aos judeus rebeldes: “Quem mediu as proporções do espírito de Jeová, e quem . . . pode fazê-lo saber alguma coisa?” (Is 40:13; 1Co 2:16) Paulo provou que o ministro cristão tem o direito de receber ajuda material, por mostrar que Deuteronômio 25:4: “Não deves açaimar o touro quando debulha”, na realidade foi escrito primariamente por causa dos ministros. (1Co 9:9, 10) Demonstrou que Deus há muito prometeu uma ressurreição, por recorrer às declarações em Isaías 25:8 e Oséias 13:14, a respeito de a morte ser tragada. (1Co 15:54, 55) Além disso, lançou muita luz sobre a Refeição Noturna do Senhor, por sua consideração detalhada das palavras de Jesus proferidas na ocasião em que Ele estabeleceu a observância. — Lu 22:19, 20; 1Co 11:23-34.
Paulo demonstrou qual a atitude que Deus sempre teve para com a pureza espiritual, por citar ou aludir a Deuteronômio 17:7; Levítico 26:11, 12; Isaías 43:6; 52:11; e Oséias 1:10. (1Co 5:13; 2Co 6:14-18) Mostrou que o assunto da dádiva material não havia sido desconsiderado pelos servos de Deus no passado, e que o cristão generoso é encarado com favor por Jeová. (Sal 112:9; 2Co 9:9) E indicou que o princípio expresso na Lei, de se estabelecer todo assunto pela boca de duas ou três testemunhas, tem aplicação na congregação cristã. (De 19:15; 2Co 13:1) Estas e outras referências a escrituras anteriores ilustram esses textos e nos esclarecem a sua aplicação.
[Destaques na página 564]

DESTAQUES DE PRIMEIRA CORÍNTIOS

Carta enviada por Paulo à congregação em Corinto, depois de ele ter recebido relatórios chocantes sobre dissensões e imoralidade, e em resposta a uma indagação sobre casamento.
Escrita de Éfeso, por volta de 55 EC.
Exortação à união. ( 1:1-4:21)
Seguir homens resulta em divisões.
O que conta é o conceito de Deus sobre o que é sábio e o que é tolo.
Não se jactar de homens, mas de Jeová, que supre todas as coisas por meio de Cristo.
Ser pessoas espirituais, maduras, reconhecendo que Deus causa o crescimento espiritual e que Cristo é o alicerce sobre o qual se edifica a personalidade cristã.
Que ninguém se enfune, pensando que é melhor do que os concristãos.
Manter a congregação moralmente limpa. (5:1-6:20)
Desassociar todos os que se tornam fornicadores, gananciosos, idólatras, injuriadores, beberrões ou extorsores.
Melhor deixar-se defraudar do que levar um concristão ao tribunal perante incrédulos.
A impureza moral avilta o templo de Deus, impede que alguém entre no Reino.
Conselho a respeito do casamento e do estado de solteiro. (7:1-40)
Cumprir com os deveres conjugais, mas com consideração.
O casamento é melhor do que o estado de solteiro para os inflamados de paixão.
Os cristãos casados não se devem separar do cônjuge incrédulo; talvez se ajude, por fim, o cônjuge a alcançar a salvação.
Não é necessário mudar de estado civil ao se tornar cristão.
O casamento traz maior ansiedade; o estado de solteiro pode ser vantajoso para aquele que deseja servir ao Senhor sem distração.
Consideração para com o bem-estar espiritual dos outros. (8:1-10:33)
Não fazer outros tropeçar por comer alimentos que foram oferecidos a ídolos.
Para evitar impedir alguém de aceitar as boas novas, Paulo não usou de seu direito de receber ajuda material.
Tomar a peito os exemplos de aviso do que se passou com Israel no ermo — em proveito próprio e para não fazer outros tropeçar.
Embora lícitas, nem todas as coisas edificam.
Ordem congregacional. (11:1-14:40)
Respeito pela chefia cristã; o uso de cobertura na cabeça pelas mulheres.
Mostrar respeito pela Refeição Noturna do Senhor.
Usar os dons do espírito com apreço pela sua fonte e seu objetivo.
O amor é um caminho que ultrapassa tudo.
Manter ordem nas reuniões congregacionais.
Certeza da esperança da ressurreição. (15:1-16:24)
A ressurreição de Cristo constitui garantia.
Cristãos ungidos têm de morrer para ser ressuscitados para a imortalidade e incorrupção.
Seu labor não é em vão em conexão com o Senhor; manter-se firmes na fé.
[Destaques na página 565]

DESTAQUES DE SEGUNDA CORÍNTIOS

Uma carta subseqüente a respeito da ação tomada para manter a congregação limpa, para estimular o desejo de ajudar os irmãos na Judéia e para frustrar a influência de falsos apóstolos.
Escrita por Paulo em 55 EC, alguns meses antes de ele chegar a Corinto para sua segunda e última visita.
A preocupação amorosa de Paulo, e a posição de Paulo e de Timóteo com relação aos seus irmãos. ( 1:1-7:16)
A tribulação sofrida por Paulo e Timóteo como cristãos levou-os perto da morte, mas a libertação deles por Deus pode consolar outros.
Comportaram-se com santidade e sinceridade piedosa; não amos da fé dos outros, mas colaboradores para a alegria deles.
A primeira carta foi escrita em amor e com muitas lágrimas; agora, o homem anteriormente imoral devia ser perdoado e consolado.
Paulo e seus associados são habilitados por Deus como ministros do novo pacto; os coríntios são sua carta de recomendação, escrita no coração destes ministros.
No cumprimento deste ministério, eles não adulteram a palavra de Deus, mas pregam Cristo como Senhor; essas boas novas estão veladas somente entre os cegados pelo deus deste sistema de coisas.
Embora em tendas terrestres, Paulo e Timóteo, bem como os coríntios, compartilham a esperança de eternas moradias celestiais; mas cada um tem de ser manifestado perante a cadeira de juiz do Cristo.
Quem está em união com Cristo é uma nova criação; todos esses participam no ministério da reconciliação; todos, como embaixadores, exortam: “Sede reconciliados com Deus.”
Paulo e seus associados são recomendados como ministros de Deus por aquilo que suportaram no seu ministério, por darem evidência do espírito de Deus na sua vida.
Com coração alargado apelam para que seus irmãos se alarguem nas suas afeições, para que evitem entrar em jugo desigual com incrédulos, para que se limpem de todo o aviltamento da carne e do espírito.
O grande consolo de Paulo diante do relatório da excelente reação deles ao conselho na sua primeira carta.
Encorajamento para ajudar irmãos que sofrem adversidade na Judéia. (8:1-9:15)
Os macedônios, embora muito pobres, rogaram poder participar.
Cristo tornou-se pobre para que os coríntios (e outros) pudessem tornar-se ricos.
Os coríntios são elogiados pela sua prontidão de participar.
Faça cada um conforme resolveu no coração; Deus ama o dador animado.
Argumentos para anular a influência dos falsos apóstolos. (10:1-13:14)
Respostas a opositores quanto a Paulo ser ‘fraco’, ‘em território que pertencia a eles’, “inferior”, “imperito na palavra”, “desarrazoado”, e à afirmação deles, de que ele mostrara não ser apóstolo igual a eles quando se humilhou para fazer trabalho secular.
Paulo igual em genealogia; superior em antecedentes de suportar perseguição e dificuldades pela causa de Cristo, em preocupação amorosa para com as congregações, em visões, em sinais de apostolado.
Persistam em examinar se estão na fé.

Livro bíblico número 46 — 1 Coríntios

*** si pp. 210-214 Livro bíblico número 46 — 1 Coríntios ***
Escritor: Paulo
Lugar da Escrita: Éfeso
Escrita Completada: c. 55 EC
CORINTO era “célebre e voluptuosa cidade, onde se defrontavam os vícios do Oriente e do Ocidente”. Situada no estreito istmo entre o Peloponeso e a Grécia continental, de Corinto saía a via terrestre que conduzia ao continente. Nos dias do apóstolo Paulo, a sua população de cerca de 400.000 só era ultrapassada por Roma, Alexandria e a Antioquia da Síria. Ao leste de Corinto, achava-se o mar Egeu e ao oeste, o golfo de Corinto e o mar Jônico. De modo que Corinto, a capital da província de Acaia, com seus dois portos de Cencréia e de Lecaion, ocupava uma posição estratégica para o comércio. Era também centro da cultura grega. “A sua riqueza”, segundo se diz, “era tão celebrada que se tornou proverbial; da mesma forma o era a depravação e a libertinagem de seus habitantes”. Entre as suas práticas religiosas pagãs, achava-se a adoração de Afrodite (identificada com a Vênus de Roma). A sensualidade era produto do culto praticado em Corinto.
2 Foi para esta metrópole próspera, mas moralmente decadente do mundo romano, que o apóstolo Paulo viajou perto do ano 50 EC. Durante sua estada de 18 meses estabeleceu-se uma congregação cristã ali. (Atos 18:1-11) Quanto amor sentia Paulo por aqueles crentes a quem levara primeiro as boas novas a respeito de Cristo! Por carta, ele lhes lembrou o vínculo espiritual que os unia, dizendo: “Embora tenhais dez mil tutores em Cristo, certamente não tendes muitos pais; porque eu me tornei vosso pai em Cristo Jesus por intermédio das boas novas.” — 1 Cor. 4:15.
3 A profunda preocupação de Paulo pelo bem-estar espiritual deles fez com que se sentisse compelido a escrever a sua primeira carta aos cristãos coríntios, no decorrer de sua terceira viagem missionária. Alguns anos haviam passado desde sua estada em Corinto. Era então cerca de 55 EC, e Paulo se achava em Éfeso. Parece que recebera uma carta da relativamente nova congregação de Corinto, e era preciso dar uma resposta. Além disso, relatos alarmantes haviam chegado a Paulo. (7:1; 1:11; 5:1; 11:18) Tão inquietantes eram estes que o apóstolo nem mesmo se referiu às perguntas da carta deles senão no primeiro versículo do capítulo 7 de sua carta. Foram especialmente esses relatos, que Paulo recebera, que fizeram com que ele se sentisse compelido a escrever a seus concristãos em Corinto.
4 Mas, como sabemos que foi de Éfeso que Paulo escreveu Primeira Coríntios? Em primeiro lugar, porque, ao concluir a carta com cumprimentos, o apóstolo inclui os de Áquila e de Prisca (Priscila). (16:19) Atos 18:18, 19 mostra que eles se haviam mudado de Corinto para Éfeso. Visto que Áquila e Priscila residiam ali, e Paulo os incluiu nos cumprimentos finais de Primeira Coríntios, ele devia estar em Éfeso quando escreveu a carta. Um ponto, porém, que não deixa nenhuma dúvida é a declaração de Paulo, em 1 Coríntios 16:8: “Mas, vou permanecer em Éfeso até a festividade de Pentecostes.” Portanto, Primeira Coríntios foi escrita por Paulo em Éfeso, pelo que parece perto do fim de sua estada ali.
5 A autenticidade de Primeira Coríntios, também de Segunda Coríntios, é incontestável. Estas cartas foram atribuídas a Paulo e aceitas como canônicas pelos primeiros cristãos, que as incluíram nas suas coleções. Com efeito, diz-se que se faz alusão a Primeira Coríntios que é citada pelo menos seis vezes numa carta de Roma a Corinto, datada de cerca de 95 EC e chamada de Primeira Clemente. Referindo-se pelo que parece a Primeira Coríntios, o escritor instou com os destinatários dessa carta para “aceitarem a epístola do bendito Paulo, o apóstolo”. Primeira Coríntios é também citada diretamente por Justino Mártir, Atenágoras, Irineu e Tertuliano. Há forte evidência de que um grupo, ou coleção das cartas de Paulo, inclusive Primeira e Segunda Coríntios, “foi formado e publicado na última década do primeiro século”.
6 A primeira carta de Paulo aos coríntios nos dá oportunidade de olhar dentro da própria congregação coríntia. Estes cristãos tinham problemas a enfrentar e questões a resolver. Havia divisões dentro da congregação, porque alguns seguiam a homens. Surgiu um caso chocante de imoralidade sexual. Alguns viviam em lares divididos quanto à religião. Deveriam permanecer com seu cônjuge descrente ou separar-se? E que dizer de comer carne sacrificada a ídolos? Podiam comer de tal carne? Os coríntios precisavam ser aconselhados sobre a maneira de dirigir suas reuniões, incluindo-se a celebração da Refeição Noturna do Senhor. Qual devia ser a posição das mulheres na congregação? Além disso, havia também no meio deles os que negavam a ressurreição. Os problemas eram muitos. O apóstolo estava, porém, especialmente interessado em restabelecer a saúde espiritual dos coríntios.
7 Visto que as condições dentro da congregação e o ambiente da antiga Corinto, com sua prosperidade e sua licenciosidade, têm paralelos modernos, os excelentes conselhos de Paulo, escritos sob inspiração divina, exigem nossa atenção. O que Paulo disse é tão cheio de significado para a nossa época que um exame detido de sua primeira carta a seus amados irmãos e irmãs coríntios será realmente proveitoso. Relembre agora o espírito daquele tempo e lugar. Pense com escrutínio, assim como o devem ter feito os cristãos coríntios, ao reexaminarmos as palavras inspiradas, estimulantes e profundas de Paulo a seus concrentes da antiga Corinto.

CONTEÚDO DE PRIMEIRA CORÍNTIOS

8 Paulo expõe o sectarismo e exorta a união (1:1-4:21). Paulo expressa seu desejo de que tudo vá bem com os coríntios. Mas o que dizer das divisões e dissensões entre eles? “O Cristo existe dividido.” (1:13) O apóstolo é grato de ter batizado bem poucos dentre eles, assim, não podem dizer que foram batizados no nome dele. Paulo dá testemunho a respeito de Cristo que foi pregado na estaca. Isto é causa de tropeço para os judeus e tolice para as nações. Mas Deus escolheu as coisas tolas e fracas do mundo para envergonhar os sábios e os fortes. Portanto, Paulo não se dirige aos irmãos com extravagância de linguagem, mas deixa que vejam o espírito e o poder de Deus através de suas palavras, para que a sua fé não seja na sabedoria dos homens, mas no poder de Deus. Falamos as coisas reveladas pelo espírito de Deus, diz Paulo, “pois o espírito pesquisa todas as coisas, até mesmo as coisas profundas de Deus”. O homem físico não pode compreender estas coisas, só o homem espiritual pode. — 2:10.
9 Eles seguem a homens — alguns a Apolo, alguns a Paulo. Mas quem são estes? Apenas ministros por meio dos quais os coríntios se tornaram crentes. Os que plantam e os que regam não são nada, pois ‘Deus faz crescer’, e eles são “colaboradores” de Deus. A prova de fogo revelará quem tem obras que são duráveis. Paulo lhes diz: “Vós sois templo de Deus”, em quem mora Seu espírito. “A sabedoria deste mundo é tolice perante Deus.” Que ninguém, portanto, se jacte nos homens, pois todas as coisas pertencem realmente a Deus. — 3:6, 9, 16, 19.
10 Paulo e Apolo são mordomos humildes dos segredos sagrados de Deus, e os mordomos devem ser achados fiéis. Quem são os irmãos de Corinto para se jactar, e o que têm que não tenham recebido? Tornaram-se ricos, começaram a reinar, e se tornaram tão discretos e fortes, ao passo que os apóstolos, que se tornaram espetáculo teatral tanto para anjos como para homens, são, contudo, tolos e fracos, a escória de todas as coisas? Paulo lhes envia Timóteo para ajudá-los a se lembrarem dos seus métodos em conexão com Cristo e a se tornarem imitadores dele. Se Jeová quiser, o próprio Paulo irá em breve visitá-los e chegará a conhecer, não meramente a palavra dos que estão enfunados de orgulho, mas o seu poder.
11 Conservar limpa a congregação (5:1-6:20). Relatou-se entre os coríntios um caso chocante de imoralidade! Um homem tomou a esposa de seu pai. Ele precisa ser entregue a Satanás, porque um pouco de fermento leveda toda a massa. Eles precisam deixar de se associar com alguém que diz ser irmão, mas é iníquo.
12 Ora! os coríntios até mesmo têm levado uns aos outros perante tribunais. Não seria preferível deixarem-se defraudar? Visto que julgarão o mundo e os anjos, não podem encontrar alguém dentre eles capaz de julgar entre irmãos? Ademais, precisam ser limpos, pois os fornicadores, os idólatras e os semelhantes a estes não herdarão o Reino de Deus. É o que alguns deles eram, mas foram lavados e santificados. “Fugi da fornicação”, diz Paulo. “Pois fostes comprados por um preço. Acima de tudo, glorificai a Deus no corpo de vós em conjunto.” — 6:18, 20.
13 Conselhos sobre o estado de solteiro e sobre casamento (7:1-40). Paulo responde a uma pergunta sobre casamento. Por causa da prevalência da fornicação, é talvez aconselhável que o homem ou a mulher se casem, e os que são casados não devem privar o cônjuge dos direitos maritais. É bom que as pessoas não-casadas e viúvas permaneçam sem se casar, como Paulo; mas, se não têm autodomínio, que se casem. Uma vez casados, devem permanecer juntos. Mesmo que o cônjuge da pessoa seja descrente, o crente não deve separar-se, pois assim o crente poderá salvar o cônjuge descrente. Quanto à circuncisão e escravidão, que cada um se contente em permanecer no estado em que estava quando foi chamado. Quanto à pessoa casada, ela está dividida, porque deseja ganhar a aprovação de seu cônjuge, ao passo que a pessoa solteira está ansiosa apenas pelas coisas do Senhor. Os que se casam não pecam, mas os que não se casam fazem “melhor”. — 7:38.
14 Fazer todas as coisas pelas boas novas (8:1-9:27). Que dizer dos alimentos oferecidos aos ídolos? Um ídolo não é nada! Há muitos “deuses” e muitos “senhores” no mundo, mas para o cristão há “um só Deus, o Pai”, e “um só Senhor, Jesus Cristo”. (8:5, 6) Contudo, para alguns poderá ser causa de ofensa ver alguém comer carne sacrificada a um ídolo. Nesse caso, Paulo aconselha a pessoa a se abster de tal alimento, para não causar tropeço a seus irmãos.
15 Paulo priva-se de muitas coisas por causa do ministério. Na qualidade de apóstolo, ele tem o direito de ‘viver por meio das boas novas’, mas evita fazer isso. Todavia, é-lhe imposta a necessidade de pregar; com efeito, ele diz: “Ai de mim se eu não declarasse as boas novas!” Assim, ele fez de si mesmo escravo de todos, tornando-se “todas as coisas para pessoas de toda sorte”, para “de todos os modos salvar alguns”, e faz todas as coisas “pela causa das boas novas”. A fim de vencer na competição e ganhar a coroa incorruptível, ele surra seu corpo, para que, depois de ter pregado a outros, ele próprio “não venha a ser de algum modo reprovado”. — 9:14, 16, 19, 22, 23, 27.
16 Advertência contra coisas prejudiciais (10:1-33). Que dizer de seus “antepassados”? Eles estiveram debaixo da nuvem e foram batizados em Moisés. A maioria deles não obtiveram a aprovação de Deus, mas pereceram no ermo. Por quê? Porque desejavam coisas prejudiciais. Os cristãos devem dar-se por avisados com isto e abster-se da idolatria e da fornicação, de pôr Jeová a prova e de resmungar. Quem pensa estar de pé acautele-se para que não caia. As tentações surgirão, mas Deus não permitirá que seus servos sejam tentados além daquilo que podem suportar; proverá uma saída, para que possam suportar. “Portanto”, escreve Paulo, “fugi da idolatria”. (10:1, 14) Não podemos participar da mesa de Jeová e da mesa dos demônios. Entretanto, se estiver comendo em certa casa, não pergunte sobre a procedência da carne. Se alguém lhe disser que essa carne foi sacrificada a ídolos, então, abstenha-se de comer por causa da consciência dessa pessoa. “Fazei todas as coisas para a glória de Deus”, escreve Paulo. — 10:31.
17 Chefia; a Refeição Noturna do Senhor (11:1-34). “Tornai-vos meus imitadores, assim como eu sou de Cristo”, declara Paulo, e passa a esclarecer o princípio divino da chefia: A cabeça da mulher é o homem, a cabeça do homem é Cristo, a cabeça de Cristo é Deus. Por conseguinte, a mulher deve usar “um sinal de autoridade” sobre a cabeça quando ora ou profetiza na congregação. Paulo não congratula os coríntios, pois, quando se reúnem, existem divisões entre eles. Nessas condições, como podem participar corretamente da Refeição Noturna do Senhor? Ele fala sobre o que se passou quando Jesus instituiu a Comemoração de sua morte. Cada um deve examinar a si mesmo antes de participar, a fim de não trazer julgamento contra si próprio por não discernir “o corpo”. — 11:1, 10, 29.
18 Dons espirituais; amor e o empenho por ele (12:1-14:40). Há variedades de dons espirituais, contudo o mesmo espírito; há variedades de ministérios e de operações, contudo o mesmo Senhor e o mesmo Deus. Da mesma forma, há muitos membros no um só corpo unido de Cristo, cada membro necessitando do outro, como no corpo humano. Deus colocou todos os membros no corpo segundo o Seu agrado, e cada um deles tem a sua função a desempenhar, para ‘que não haja divisão no corpo’. (12:25) Os que usam seus dons espirituais nada são sem o amor. O amor é longânime e benigno, não é ciumento, não se enfuna. Alegra-se só com a verdade. “O amor nunca falha.” (13:8) Os dons espirituais, como os de profetizar e de línguas, cessarão, mas a fé, a esperança e o amor permanecem. O maior destes é o amor.
19 “Empenhai-vos pelo amor”, admoesta Paulo. Os dons espirituais devem ser usados com amor, para a edificação da congregação. Por este motivo, é preferível profetizar a falar em línguas. Ele prefere dizer cinco palavras com entendimento, para instruir os outros, a dez mil palavras numa língua desconhecida. As línguas servem de sinal para os descrentes, mas o profetizar é para os crentes. Não devem ser “criancinhas” no entendimento dessas coisas. Quanto às mulheres, devem estar em sujeição na congregação. “Que todas as coisas ocorram decentemente e por arranjo.” — 14:1, 20, 40.
20 A esperança da ressurreição é certa (15:1-16:24). O Cristo ressuscitado apareceu a Cefas, aos 12, a mais de 500 irmãos a um só tempo, a Tiago, a todos os apóstolos e, por último, a Paulo. ‘Se Cristo não foi levantado’, escreve Paulo, ‘a nossa pregação e a nossa fé são vãs’. (15:14) Cada um é ressuscitado na sua própria ordem: Cristo, as primícias, depois disto os que pertencem a ele durante a sua presença. Por fim, ele entrega o Reino a seu Pai, depois de todos os inimigos terem sido postos debaixo de seus pés. Mesmo a morte, o último inimigo, será reduzida a nada. Que adianta Paulo enfrentar continuamente perigos de morte, se não há ressurreição?
21 Entretanto, como serão ressuscitados os mortos? O grão semeado precisa morrer para que a planta se desenvolva. Assim se dá com a ressurreição dos mortos. “Semeia-se corpo físico, é levantado corpo espiritual. . . . Carne e sangue não podem herdar o reino de Deus.” (15:44, 50) Paulo revela um segredo sagrado: Nem todos adormecerão na morte, mas, durante a última trombeta, serão mudados num piscar de olhos. Quando isto que é mortal se revestir da imortalidade, a morte será tragada para sempre. “Morte, onde está a tua vitória? Morte, onde está o teu aguilhão?” Do fundo do coração Paulo exclama: “Graças a Deus, porém, pois ele nos dá a vitória por intermédio de nosso Senhor Jesus Cristo!” — 15:55, 57.
22 Em conclusão, Paulo dá conselhos sobre a maneira ordeira de ajuntar as contribuições a serem enviadas para Jerusalém, a fim de ajudar os irmãos necessitados. Ele fala de sua próxima visita a eles, via Macedônia, e indica que talvez Timóteo e Apolo também os visitem. “Ficai despertos”, exorta Paulo. “Mantende-vos firmes na fé, procedei como homens, tornai-vos poderosos. Que todos os vossos assuntos se realizem com amor.” (16:13, 14) Paulo transmite os cumprimentos das congregações da Ásia, e termina com cumprimento escrito pela sua própria mão, em que expressa o seu amor.

POR QUE É PROVEITOSO

23 Esta carta do apóstolo Paulo é de muito proveito, pois nos faz compreender melhor as Escrituras Hebraicas, que ele cita muitas vezes. No capítulo dez, Paulo frisa que os israelitas, sob a direção de Moisés, beberam da rocha espiritual, que representava a Cristo. (1 Cor. 10:4; Núm. 20:11) Em seguida, ele passa a mostrar as terríveis conseqüências do desejo de coisas prejudiciais, como atesta o caso dos israelitas, sob a direção de Moisés, e acrescenta: “Ora, estas coisas lhes aconteciam como exemplos e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas.” Jamais sejamos auto-confiantes, pensando que não podemos cair! (1 Cor. 10:11, 12; Núm. 14:2; 21:5; 25:9) De novo ele usa uma ilustração da Lei. Refere-se aos sacrifícios de comunhão oferecidos em Israel, a fim de mostrar que os que participam da Refeição Noturna do Senhor devem fazer isso de modo digno da mesa de Jeová. Daí, para confirmar seu argumento de que é correto comer tudo o que se vende no açougue, ele cita Salmo 24:1, dizendo: “A Jeová pertence a terra e o que a enche.” — 1 Cor. 10:18, 21, 26; Êxo. 32:6; Lev. 7:11-15.
24 Mostrando a superioridade das “coisas que Deus tem preparado para os que o amam” e a futilidade dos “raciocínios dos sábios” deste mundo, Paulo de novo cita das Escrituras Hebraicas. (1 Cor. 2:9; 3:20; Isa. 64:4; Sal. 94:11) Nas suas instruções, no capítulo 5, sobre desassociar o malfeitor, ele cita como autoridade a lei de Jeová que diz “Tens de eliminar o mal do teu meio”. (Deut. 17:7) Quando Paulo diz que teria direito de viver por meio do ministério, cita de novo a Lei de Moisés, que prescrevia que os animais não deviam ser açaimados quando estivessem trabalhando, impedindo-os de comer, e que os levitas que serviam no templo deviam receber do altar a sua porção. — 1 Cor. 9:8-14; Deut. 25:4; 18:1.
25 Quantos benefícios recebemos em forma de instruções inspiradas encerradas na primeira carta de Paulo aos cristãos coríntios! Medite nos conselhos dados para nos precaver das divisões e de seguir a homens. (Capítulos 1-4) Lembre-se do caso de imoralidade e de como Paulo sublinhou a necessidade da virtude e da pureza que devem existir na congregação. (Capítulos 5, 6) Considere os seus conselhos inspirados sobre ficar sem se casar, sobre casamento e separação. (Capítulo 7) Pense em como o apóstolo tratou a questão dos alimentos oferecidos a ídolos, e com que força sublinhou a necessidade de nos resguardarmos de fazer outros tropeçar e cair na idolatria. (Capítulos 8-10) Os conselhos sobre a sujeição correta, a consideração sobre os dons espirituais, a bem prática consideração sobre a excelência da qualidade duradoura do amor que nunca falha — estas coisas também são analisadas. E quão bem o apóstolo acentuou a necessidade de ordem nas reuniões cristãs! (Capítulos 11-14) Que maravilhosa defesa da ressurreição escreveu ele sob inspiração! (Capítulo 15) Tudo isto e muito mais passou diante dos olhos da mente — e é tão valioso para os cristãos hoje em dia!
26 Esta carta aumenta notavelmente o nosso entendimento do glorioso tema da Bíblia, a saber, o Reino de Deus. Dá forte aviso de que os injustos não entrarão no Reino, e alista muitas das práticas corruptas que desqualificam uma pessoa. (1 Cor. 6:9, 10) Mas é de máxima importância a explicação que ela fornece a respeito da relação existente entre a ressurreição e o Reino de Deus. Mostra que Cristo, “as primícias” da ressurreição, tem de “reinar até que Deus lhe tenha posto todos os inimigos debaixo dos seus pés”. Daí, quando tiver exterminado a todos os inimigos, incluindo a morte, ele ‘entregará o reino ao seu Deus e Pai, para que Deus seja todas as coisas para com todos’. Por fim, em cumprimento da promessa do Reino feita no Éden, o completo esmagamento da cabeça da Serpente será efetuado por Cristo, junto com Seus ressuscitados irmãos espirituais. É, deveras, grandiosa a perspectiva da ressurreição dos que hão de participar da incorruptibilidade com Cristo Jesus no Reino celestial. É com base na esperança da ressurreição que Paulo admoesta: “Conseqüentemente, meus amados irmãos, tornai-vos constantes, inabaláveis, tendo sempre bastante para fazer na obra do Senhor, sabendo que o vosso labor não é em vão em conexão com o Senhor.” — 1 Cor. 15:20-28, 58; Gên. 3:15; Rom. 16:20.

Destaques das cartas aos coríntios

*** w08 15/7 pp. 26-28 Destaques das cartas aos coríntios ***
O APÓSTOLO Paulo estava muito preocupado com o bem-estar espiritual da congregação em Corinto. Ele soube que havia desavenças entre os irmãos ali. Tolerava-se a imoralidade. Além disso, a congregação havia escrito a Paulo, perguntando sobre certos assuntos. Assim, por volta de 55 EC, quando estava em Éfeso durante sua terceira viagem missionária, Paulo escreveu a primeira de suas duas cartas aos coríntios.
A segunda carta, pelo visto escrita poucos meses depois da primeira, é uma carta complementar. As condições que existiam tanto dentro como fora da congregação na Corinto do primeiro século são em muitos sentidos similares às que existem hoje. Assim, as cartas de Paulo aos coríntios são muito valiosas para nós. — Heb. 4:12.

‘FICAI DESPERTOS, MANTENDE-VOS FIRMES, TORNAI-VOS PODEROSOS’

(1 Cor. 1:1–16:24)
“Que todos faleis de acordo”, exortou Paulo. (1 Cor. 1:10) Não há ‘nenhum outro alicerce senão Jesus Cristo’ sobre o qual são construídas as qualidades cristãs. (1 Cor. 3:11-13) A respeito de um fornicador na congregação, Paulo disse: “Removei o homem iníquo de entre vós.” (1 Cor. 5:13) “O corpo não é para fornicação”, disse ele, “mas para o Senhor”. — 1 Cor. 6:13.
Em resposta ‘às coisas sobre as quais eles escreveram’, Paulo deu bons conselhos sobre o casamento e o estado de solteiro. (1 Cor. 7:1) Depois de comentar a respeito da chefia cristã, da necessidade de as reuniões cristãs serem ordeiras e da certeza da ressurreição, ele exortou: “Ficai despertos, mantende-vos firmes na fé, procedei como homens, tornai-vos poderosos.” — 1 Cor. 16:13.

Perguntas bíblicas respondidas:

1:21 — Será que Jeová realmente usa a “tolice” para salvar os que crêem? Não. Contudo, visto que “o mundo, pela sua sabedoria, não chegou a conhecer a Deus”, o que Ele usa para salvar as pessoas parece tolice para o mundo. — João 17:25.
5:5 — O que significa ‘entregar o homem mau a Satanás, para a destruição da carne, a fim de que o espírito seja salvo’? Quando um praticante de pecado crasso não se arrepende, ele é desassociado da congregação, voltando a fazer parte do perverso mundo de Satanás. (1 João 5:19) É nesse sentido que se diz que ele foi entregue a Satanás. A expulsão resulta na eliminação, ou remoção, da influência corrompedora que a pessoa exerce na congregação e na preservação do espírito, ou atitude dominante, da congregação. — 2 Tim. 4:22.
7:33, 34 — O que são as “coisas do mundo” pelas quais um homem e uma mulher casados estão ansiosos? Paulo se referia aos assuntos seculares da vida, aos quais os cristãos casados precisam dar atenção. Esses incluem comida, roupa e moradia, mas excluem as coisas más deste mundo, que os cristãos evitam. — 1 João 2:15-17.
11:26 — Quantas “vezes” deve ser comemorada a morte de Jesus, e “até” quando? Paulo não estava dizendo que a morte de Jesus seria comemorada muitas vezes. A palavra grega para “todas as vezes” significa “sempre que” ou “toda ocasião que”. Assim, Paulo queria dizer que todas as vezes que os cristãos ungidos tomassem dos emblemas da Comemoração, uma vez por ano, em 14 de nisã, eles estariam “proclamando a morte do Senhor”. Eles fazem isso “até que ele chegue”, isto é, até que os receba no céu por meio da ressurreição. — 1 Tes. 4:14-17.
13:13 — Em que sentido o amor é maior do que a fé e a esperança? Quando as “coisas esperadas” se tornam realidade e a “expectativa certa” a respeito delas se cumpre, certos aspectos da fé e da esperança acabam. (Heb. 11:1) O amor é maior do que a fé e a esperança no sentido de que o amor permanece para sempre.
15:29 — O que significa ser “batizados com o objetivo de serem mortos”? Paulo não estava sugerindo que pessoas vivas fossem batizadas em favor daqueles que morreram sem terem sido batizados. Ele se refere aqui ao fato de os cristãos ungidos por espírito mergulharem num modo de vida em que mantêm sua integridade até a morte e subseqüente ressurreição para a vida espiritual.

Lições para nós:

1:26-31; 3:3-9; 4:7. Jactar-se humildemente em Jeová, não em nós mesmos, promove a união na congregação.
2:3-5. Ao dar testemunho em Corinto, um centro de filosofia e erudição gregas, Paulo talvez se tenha perguntado se seria capaz de convencer seus ouvintes. Mas ele não permitiu que qualquer fraqueza ou temor que talvez tivesse interferisse na execução de seu ministério que lhe fora confiado por Deus. De modo similar, não devemos permitir que circunstâncias incomuns nos refreiem de declarar as boas novas do Reino de Deus. Podemos com confiança buscar a ajuda de Jeová, como fez Paulo.
2:16. Ter “a mente de Cristo” significa conhecer sua maneira de encarar as coisas, pensar assim como ele pensa, compreender a plenitude de sua personalidade e imitar seu exemplo. (1 Ped. 2:21; 4:1) Como é importante estudar com muita atenção a vida e o ministério de Jesus!
3:10-15; 4:17. Devemos analisar e melhorar nossa habilidade de ensinar e fazer discípulos. (Mat. 28:19, 20) Se não ensinarmos bem, pode ser que nosso estudante não sobreviva às provas de fé, levando-nos a talvez sofrer uma perda tão dolorosa que a nossa salvação venha a ser “como por intermédio de fogo”.
6:18. ‘Fugir da fornicação’ significa não apenas evitar atos de porneía, mas também pornografia, impureza moral, fantasias sexuais imorais, flerte — qualquer coisa que possa levar à fornicação. — Mat. 5:28; Tia. 3:17.
7:29. Os casados precisam evitar ficar tão absorvidos em seu relacionamento a ponto de colocar os interesses do Reino em segundo lugar na sua vida.
10:8-11. Jeová sentiu-se muito ofendido quando Israel murmurou contra Moisés e Arão. É sábio não criarmos o hábito de murmurar.
16:2. As nossas doações financeiras para promover os interesses do Reino serão constantes se forem planejadas e feitas sistematicamente.

‘CONTINUEM A SER REAJUSTADOS’

(2 Cor. 1:1–13:14)
Paulo disse aos coríntios que deviam ‘perdoar bondosamente e consolar’ certo transgressor arrependido que havia sido repreendido. Embora sua primeira carta os tivesse entristecido, Paulo expressou alegria porque eles foram “entristecidos até o arrependimento”. — 2 Cor. 2:6, 7; 7:8, 9.
‘Uma vez que eles eram abundantes em tudo’, Paulo incentivou os coríntios a ‘abundar em dádivas’. Depois de responder a opositores, ele deu este último conselho a todos: “Continuai a alegrar-vos, a ser reajustados, a ser consolados, a pensar em acordo, a viver pacificamente.” — 2 Cor. 8:7; 13:11.

Perguntas bíblicas respondidas:

2:15, 16 — Em que sentido somos “cheiro fragrante de Cristo”? Isso se dá porque aderimos à Bíblia e participamos em divulgar sua mensagem. Embora esse “cheiro fragrante” possa ser repulsivo para indivíduos injustos, é uma suave fragrância para Jeová e para pessoas sinceras.
5:16 — Como se dá que os cristãos ungidos ‘não conhecem mais a nenhum homem segundo a carne’? Eles não encaram as pessoas de modo carnal, isto é, mostrando favoritismo à base de riqueza, raça, origem étnica ou nacionalidade. O importante para eles é sua relação espiritual com os companheiros de crença.
11:1, 16; 12:11 — Será que Paulo estava sendo desarrazoado com os coríntios? Não. Mas alguns talvez o achassem jactancioso e desarrazoado por causa do que ele foi obrigado a dizer em defesa de seu apostolado.
12:1-4 — Quem “foi arrebatado para o paraíso”? Visto que a Bíblia não fala de nenhuma outra pessoa como tendo recebido essa visão, e que essas palavras foram ditas depois da defesa que Paulo fez de seu apostolado, é provável que ele estivesse relatando sua própria experiência. O que o apóstolo observou na visão provavelmente foi o paraíso espiritual que a congregação cristã desfruta no “tempo do fim”. — Dan. 12:4.

Lições para nós:

3:5. Em princípio, esse versículo diz que Jeová adequadamente qualifica cristãos para o ministério por meio de sua Palavra, de seu espírito santo e da parte terrestre de sua organização. (João 16:7; 2 Tim. 3:16, 17) Faremos bem em estudar a Bíblia e as publicações bíblicas com diligência, persistir em pedir o espírito santo em oração e freqüentar as reuniões cristãs e participar nelas. — Sal. 1:1-3; Luc. 11:10-13; Heb. 10:24, 25.
4:16. Visto que Jeová renova ‘de dia em dia o homem que somos por dentro’, devemos aproveitar regularmente Suas provisões, não deixando passar um dia sem considerar assuntos espirituais.
4:17, 18. Lembrar-se de que a ‘tribulação é momentânea e leve’ pode nos ajudar a permanecer fiéis a Jeová durante períodos de aflição.
5:1-5. Com quanta beleza Paulo expressa os sentimentos que os cristãos ungidos têm para com a esperança de vida celestial!
10:13. Como regra geral, a menos que tenha sido feito um arranjo específico para ajudarmos onde a necessidade é maior, devemos trabalhar apenas no território designado à nossa congregação.
13:5. Para ‘examinar se estamos na fé’, temos de examinar nossa conduta à luz do que aprendemos da Bíblia. A fim de ‘provar o que nós mesmos somos’ é preciso avaliar o nível de nossa espiritualidade, incluindo o grau de eficiência de nossas “faculdades perceptivas” e o quanto participamos em obras de fé. (Heb. 5:14; Tia. 1:22-25) Por aplicarmos os bons conselhos de Paulo podemos prosseguir andando no caminho da verdade.
[Foto nas páginas 26, 27]
O que significam as palavras “todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este copo”? — 1 Cor. 11:26

“Fazei todas as coisas para a glória de Deus”

*** w90 15/9 pp. 24-25 “Fazei todas as coisas para a glória de Deus” ***

Destaques de Primeira aos Coríntios

A GLÓRIA de Jeová Deus é de vital importância para todos os que o adoram “com espírito e verdade”. (João 4:23, 24) Por isso, o apóstolo Paulo disse a concristãos na antiga Corinto: “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei todas as coisas para a glória de Deus.” (1 Coríntios 10:31) Para tanto, é mister aceitarmos a maneira de Jeová resolver os nossos problemas neste mundo materialista e imoral, mergulhado na religião falsa.
Os cristãos coríntios precisavam de ajuda divina para resolver problemas, pois viviam numa cidade próspera e imoral, cheia de religiões falsas. Localizada num istmo entre a Grécia continental e o Peloponeso, Corinto era a capital da província romana da Acaia e sua população era estimada em 400.000 habitantes. Paulo fundou a congregação ali por volta do ano 50 EC. — Atos 18:1-11.
Os coríntios haviam escrito a Paulo indagando acerca de casamento e de comer carne que tivesse sido oferecida a ídolos. ( 7:1) Paulo estava aflito por que entre eles existiam divisões e um caso de crassa imoralidade. Eles precisavam de conselhos sobre a maneira correta de observar a Refeição Noturna do Senhor. Havia até mesmo a ameaça de apostasia, e a congregação necessitava de conselhos a respeito do amor. Por tais motivos, Paulo escreveu, de Éfeso, sua primeira carta inspirada aos coríntios, por volta do ano 55 EC. Mas nós também podemos tirar proveito dela.

União e Pureza Moral São Vitais

Se ‘fizermos todas as coisas para a glória de Deus’, não seguiremos a ninguém que procure causar divisão na congregação — um dos problemas que os coríntios enfrentavam. (1:1-4:21) Paulo exortou-os a ‘falar de acordo e a estar unidos na mesma mente e na mesma maneira de pensar’. Haverá união se seguirmos esse conselho e cultivarmos qualidades espirituais. Em vez de nos jactarmos de algum humano pecador, devemos lembrar-nos que, embora ‘plantemos e reguemos, Deus é quem faz crescer’ espiritualmente. Os jactanciosos em Corinto nada tinham que não haviam recebido; portanto, jamais nos consideremos melhores do que os concrentes. Esse espírito humilde nos ajudará a promover a união.
Para que a união prevaleça, os anciãos designados tem de agir para manter a congregação espiritualmente limpa. (5:1-6:20) Visto que “um pouco de fermento leveda a massa toda”, impenitentes fornicadores, gananciosos, idólatras, injuriadores, beberrões ou extorsores têm de ser desassociados. A impureza moral, que avilta o templo de Deus, não pode ser tolerada entre o povo de Jeová. Antes, este deve fazer coisas que glorifiquem a Deus.

Tenha Consideração Pelos Outros

Para ‘fazermos todas as coisas para a glória de Deus’, precisamos aplicar os conselhos de Paulo sobre o casamento e o estado de solteiro. (7:1-40) Os que estão unidos em matrimônio devem render o direito conjugal com consideração. O cristão casado não deve separar-se do cônjuge descrente, pois este poderá ser ajudado a ganhar a salvação se permanecerem juntos. Ao passo que o casamento resulta em aumentada ansiedade, o estado de solteiro pode ser proveitoso para quem deseja ajudar outros espiritualmente, servindo ao Senhor sem distração.
Mostrar consideração pelo bem-estar espiritual de outros é o dever de todos os coríntios, solteiros ou casados. (8:1-10:33) Assim, os cristãos foram aconselhados a não fazer outros tropeçarem por comer alimentos que tivessem sido oferecidos a ídolos. A fim de evitar impedir que outros aceitassem as boas novas, Paulo nem mesmo exercia seu direito de receber ajuda material. Ele também ‘surrava o seu corpo, para que, depois de ter pregado a outros, não viesse a ser reprovado’. Levar a sério o que aconteceu ao pecaminoso Israel, no ermo, ajudar-nos-á a evitar a idolatria e a transgressão. Ademais, ‘fazer todas as coisas para a glória de Deus’ nos ajudará a evitar fazer outros tropeçar.

Mostre Respeito e Mantenha a Ordem

‘Fazer todas as coisas para a glória de Deus’ requer que mostremos o devido respeito. (11:1-34) A mulher cristã do primeiro século mostrava respeito pela chefia usando uma cobertura para a cabeça ao orar ou ao profetizar na congregação. Similar respeito pela chefia é mostrado pelas mulheres piedosas de hoje. Ademais, para não nos tornarmos semelhantes aos coríntios, que necessitavam de correção, todos nós temos de mostrar respeito pela Refeição Noturna do Senhor.
Para ‘fazermos todas as coisas para a glória de Deus’, temos de realizar as reuniões ordeiramente. (12:1-14:40) Quando os primitivos cristãos se reuniam, os dons do espírito, tais como falar em línguas, deviam ser utilizados com respeito e apreço por sua fonte e propósito. Embora hoje em dia não tenhamos esses dons, damos glória a Deus demonstrando amor, que os ultrapassa. Glorificamos também a Jeová porque nossas reuniões são bem organizadas, e, respeitosamente, aplicamos o conselho de Paulo: “Que todas as coisas ocorram decentemente e por arranjo.”
‘Fazer todas as coisas para a glória de Deus’ exige que respeitemos as doutrinas da Bíblia e que nos mantenhamos espiritualmente inabaláveis. (15:1-16:24) Possivelmente influenciados pela filosofia grega, alguns na congregação em Corinto diziam: “Não há ressurreição dos mortos.” (Compare com Atos 17:18, 32.) É possível que sustentassem o conceito apóstata de que não haveria uma ressurreição futura, mas que os cristãos, ainda em vida, haviam passado por uma ressurreição simbólica, espiritual. (2 Timóteo 2:16-18) Paulo apoiou a verdadeira esperança citando a ressurreição de Jesus e também mostrou que os cristãos ungidos teriam de morrer a fim de serem ressuscitados para a vida imortal no céu. De outras maneiras também, suas palavras ajudam-nos a evitar a apostasia e a ‘manter-nos firmes na fé’.

Faça Sempre Coisas Para a Glória de Deus

Os conselhos de Paulo na Primeira aos Coríntios são tão proveitosos hoje como o eram no primeiro século EC. Eles estimulam as Testemunhas de Jeová da atualidade a servirem a Deus em união, qual povo limpo. As palavras do apóstolo devem motivar-nos a demonstrar consideração por outros e a mostrar o devido respeito. O que Paulo disse também pode fortalecer-nos para resistirmos à apostasia e para nos mantermos firmes a favor da verdadeira fé.
Certamente, o desejo sincero de todos os servos fiéis de Jeová é bendizê-lo, anunciar seu Reino e glorificar seu santo nome. (Salmo 145:1, 2, 10-13) De fato, a primeira carta de Paulo aos coríntios ajuda-nos a ‘fazer todas as coisas para a glória de Deus’.
[Foto/Quadro nas páginas 24, 25]
DESTINADOS A MORRER: Mais de uma vez em suas cartas aos coríntios, Paulo aludiu à morte na arena. Por exemplo, ele escreveu: “Parece-me que Deus tem posto a nós, os apóstolos, por último em exibição, como homens designados à morte, porque nos temos tornado um espetáculo teatral para o mundo, e para anjos e para homens.” (1 Coríntios 4:9) É possível que Paulo tivesse em mente as exibições dos bestiários (homens que lutavam com feras) e dos gladiadores (homens que lutavam com homens). Alguns eram pagos para lutar, mas os criminosos eram obrigados a isso. No princípio, tinham permissão de usar armas, porém, mais tarde, esses prisioneiros eram levados para a arena nus, indefesos e destinados a morrer.
Tendo “anjos” e “homens” (não apenas “o mundo” da humanidade) como espectadores, os apóstolos eram semelhantes àqueles que estavam, prestes a morrer em um desses espetáculos sangrentos e finais. Paulo disse que tinha “lutado com feras em Éfeso”, mas há quem duvide que um cidadão romano teria sido submetido a isso e que diga que ele aludia a opositores semelhantes a feras. (1 Coríntios 15:32) Todavia, a declaração de Paulo de que Deus o resgatara “de uma coisa tão grande como a morte”, no distrito da Ásia (onde Éfeso se localizava), ajusta-se melhor a uma experiência na arena com feras selvagens de verdade do que à oposição humana. — 2 Coríntios 1:8-10; 11:23; Atos 19:23-41.
[Quadro na página 25]
MANTENHA OS OLHOS NO PRÊMIO: Paulo usou aspectos dos antigos jogos gregos para ilustrar pontos vitais. (1 Coríntios 9:24-27) Em competições como os Jogos Ístmicos, realizados a cada dois anos perto de Corinto, o programa consistia em corridas, pugilismo e outros eventos. Ao se prepararem para essas competições, os corredores e os pugilistas deviam exercitar o domínio próprio, submeter-se a uma dieta saudavelmente magra e não beber vinho por dez meses. No entanto, em vez de uma perecível coroa de pinheiro ou de hera com que eram laureados os vencedores dos Jogos Ístmicos, o cristão ungido luta pela coroa incorruptível da vida imortal. Para receber esse prêmio, ele tem de manter os olhos fixos nele e exercer autodomínio. O mesmo princípio aplica-se às Testemunhas de Jeová que têm a perspectiva de vida eterna na terra.

Livro bíblico número 47 — 2 Coríntios

*** si pp. 214-217 Livro bíblico número 47 — 2 Coríntios ***
Escritor: Paulo
Lugar da Escrita: Macedônia
Escrita Completada: c. 55 EC
ERA provavelmente fim do verão setentrional ou princípio do outono de 55 EC. Havia ainda alguns assuntos na congregação cristã de Corinto que preocupavam o apóstolo Paulo. Não muitos meses haviam passado desde a escrita da primeira carta aos coríntios. Desde então, Tito havia sido enviado a Corinto para ajudar na coleta feita ali para os santos na Judéia e possivelmente também para observar a reação dos coríntios à primeira carta. (2 Cor. 8:1-6; 2:13) Como reagiram eles? Que consolo foi para Paulo saber que lhes causara pesar e os induzira ao arrependimento! Tito voltara a Paulo em Macedônia com esta boa notícia, e o coração do apóstolo transbordava agora de amor pelos seus queridos concrentes coríntios. — 7:5-7; 6:11.
2 De modo que Paulo escreveu outra vez aos coríntios. Esta acalentadora e poderosa segunda carta foi escrita de Macedônia, e foi entregue pelo que parece por Tito. (9:2, 4; 8:16-18, 22-24) Um dos assuntos preocupantes que compelira Paulo a escrever era a presença, entre os coríntios, dos “superfinos apóstolos”, aos quais ele também qualificou de “falsos apóstolos, trabalhadores fraudulentos”. (11:5, 13, 14) O bem-estar espiritual dessa congregação relativamente nova estava em perigo, e a autoridade de Paulo qual apóstolo estava sendo desacreditada. A sua segunda carta a Corinto preenchia, pois, uma grande necessidade.
3 Note-se que Paulo disse: “Esta é a terceira vez que estou pronto para ir ter convosco.” (2 Cor. 12:14; 13:1) Planejara visitá-los uma segunda vez, quando escreveu a sua primeira carta, mas, embora estivesse pronto, esta “segunda ocasião para alegria” não se concretizou. (1 Cor. 16:5; 2 Cor. 1:15) Na realidade, Paulo havia estado ali apenas uma vez, por 18 meses, em 50-52 EC, época em que foi fundada em Corinto a congregação cristã. (Atos 18:1-18) Entretanto, Paulo realizou mais tarde seu desejo de visitar Corinto mais uma vez. Enquanto se achava na Grécia por três meses, provavelmente em 56 EC, passou pelo menos parte desse tempo em Corinto, e foi de lá que escreveu a sua carta aos romanos. — Rom. 16:1, 23; 1 Cor. 1:14.
4 Segunda Coríntios, bem como Primeira Coríntios, e as outras epístolas paulinas foram sempre consideradas parte autêntica do cânon da Bíblia. Podemos olhar de novo o que se passava na congregação de Corinto, e tirar proveito das palavras inspiradas de Paulo em admoestação dela e nossa.

CONTEÚDO DE SEGUNDA CORÍNTIOS

5 Ajuda da parte do “Deus de todo o consolo” (1:1-2:11). Paulo inclui Timóteo nas saudações iniciais. “Bendito seja”, diz Paulo, “o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo, que nos consola em toda a nossa tribulação”, para que nós, por nossa vez, possamos consolar a outros. Embora Paulo e seus companheiros estivessem sob extrema pressão e em perigo de vida, Deus os socorria. Os coríntios podem também ajudar com orações em favor deles. É com confiança na sua sinceridade e na benignidade imerecida de Deus que ele lhes escreve. As promessas de Deus se tornaram “Sim” mediante Jesus, e Ele ungiu os que pertencem a Cristo e lhes deu “o penhor daquilo que há de vir, isto é, o espírito”, nos seus corações. — 1:3, 4, 20, 22.
6 Parece que o homem que era objeto dos comentários de Paulo na sua primeira carta, capítulo cinco, foi expulso da congregação. Ele se arrependeu e demonstra tristeza. Assim, Paulo diz aos coríntios que estendam genuíno perdão e confirmem o seu amor para com o penitente.
7 Habilitados quais ministros do novo pacto (2:12-6:10). Paulo apresenta a si mesmo e os cristãos coríntios como estando numa procissão triunfal com Cristo. (Os coríntios estavam familiarizados com o cheiro do suave incenso que era queimado ao longo do caminho das procissões dos exércitos vitoriosos naqueles dias.) Há forte contraste entre o “cheiro” do cristão para os que irão ganhar a vida e o “cheiro” para os que irão perecer. “Não somos vendedores ambulantes da palavra de Deus”, afirma Paulo. — 2:16, 17.
8 Paulo e seus colaboradores não necessitam de documentos, cartas de recomendação, escritas pelos coríntios ou para os coríntios. Os próprios crentes coríntios constituem cartas de recomendação, escritas “por nós, como ministros”, e inscritas, não em tábuas de pedra, mas “em tábuas carnais, nos corações”, declara Paulo. Deus habilitou adequadamente os ministros do novo pacto. O código escrito era a administração da morte, com glória desvanecente, e era temporário. A administração do espírito, porém, conduz à vida, é duradoura e de glória abundante. Quando “se lê Moisés”, há um véu sobre o coração dos filhos de Israel, mas, quando se volta para Jeová, o véu é removido e são “transformados na mesma imagem, de glória em glória”. — 3:3, 15, 18.
9 Daí, Paulo continua: ‘Temos este ministério segundo a misericórdia que se teve conosco. Temos renunciado às coisas dissimuladas, e não adulteramos a palavra de Deus, mas recomendamo-nos, tornando manifesta a verdade. Se a mensagem das boas novas está velada, é porque o deus deste mundo cegou a mente dos incrédulos. Nossos corações, porém, acham-se iluminados com o glorioso conhecimento de Deus pelo rosto de Cristo. Quão grande é este tesouro que temos! Está em vasos de barro, para que o poder além do normal seja o de Deus. Sob perseguição e tensão, sim, em face da própria morte, exercemos fé e não desistimos, pois a tribulação momentânea produz para nós uma glória de peso cada vez maior e é eterna. Portanto, fixamos os olhos nas coisas não vistas.’ — 4:1-18.
10 ‘Sabemos que’, escreve Paulo, ‘a nossa casa terrestre dará lugar à eterna nos céus. No ínterim, prosseguimos em fé e temos boa coragem. Embora ausentes de Cristo, procuramos ser aceitáveis a ele’. (5:1, 7-9) Os que estão em união com Cristo são “nova criação” e têm um ministério de reconciliação. São “embaixadores, substituindo a Cristo”. (5:17, 20) De todos os modos, Paulo recomenda a si mesmo qual ministro de Deus. Como? ‘Pela perseverança em muito no sentido de tribulações, espancamentos, labores, em noites sem dormir, pela pureza, pelo conhecimento, pela longanimidade, pela benignidade, por espírito santo, pelo amor livre de hipocrisia, pela palavra veraz, pelo poder de Deus, como pobre, mas enriquecendo a muitos, como não tendo nada, e ainda assim possuindo todas as coisas.’ — 6:4-10.
11 “Aperfeiçoando a santidade em temor de Deus” (6:11-7:16). Paulo fala aos coríntios: ‘O nosso coração alargou-se para recebê-los.’ Eles, também, devem alargar as suas ternas afeições. Mas vem, então, um aviso! “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos.” (6:11, 14) Que associação tem a luz com as trevas, ou Cristo com Belial? Como templo do Deus vivo, precisam separar-se e deixar de tocar em coisa impura. Paulo diz: “Purifiquemo-nos de toda imundície da carne e do espírito, aperfeiçoando a santidade em temor de Deus.” — 7:1.
12 Paulo declara ainda mais: “Estou cheio de consolo, estou transbordando de alegria em toda a nossa aflição.” (7:4) Por quê? Não só por causa da presença de Tito, mas, também, por causa do bom relatório procedente de Corinto, de terem saudades de Paulo, de seu lamento e o zelo que têm por ele. Compreende que a sua primeira carta causou tristeza temporária, mas regozija-se de que os coríntios se entristeceram em arrependimento para a salvação. Ele os elogia por terem cooperado com Tito.
13 A generosidade será recompensada (8:1-9:15). No tocante às contribuições para os “santos” necessitados, Paulo cita o exemplo dos macedônios, cuja generosidade, não obstante a grande pobreza deles, estava realmente além de suas possibilidades; e espera então ver a mesma disposição de dar da parte dos coríntios como demonstração da genuinidade do seu amor pelo Senhor Jesus Cristo, que se tornou pobre para que eles se tornassem ricos. As dádivas que farão segundo as suas possibilidades permitirão contrabalançar as coisas, de modo que quem tem muito não terá demais, e quem tem pouco não terá pouco demais. Tito e outros estão sendo enviados a eles em conexão com estas bondosas dádivas. Paulo vem jactando-se da generosidade e da prontidão da parte dos coríntios, e não quer que fiquem envergonhados por não completarem a dádiva abundante. Sim, “quem semear generosamente, ceifará também generosamente”. Que seja do coração, pois “Deus ama o dador animado”. Ele é também capaz de fazer com que a sua benignidade imerecida abunde para com eles e de enriquecê-los para toda a sorte de generosidade. “Graças a Deus por sua indescritível dádiva gratuita.” — 9:1, 6, 7, 15.
14 Paulo atesta seu apostolado (10:1-13:14). Paulo reconhece que tem aparência humilde. Mas os cristãos não guerreiam segundo a carne; as suas armas são espirituais, “poderosas em Deus”, para derrubar raciocínios contrários ao conhecimento de Deus. (10:4) Alguns, vendo as coisas segundo o seu valor aparente, dizem que as cartas do apóstolo são ponderosas, mas a sua fala é desprezível. Saibam eles que as ações de Paulo serão exatamente como as suas palavras por carta. Os coríntios devem entender que Paulo não se jacta de consecuções no território de outrem. Ele lhes levou pessoalmente as boas novas. Outrossim, se há de haver jactância, que esta seja em Jeová.
15 Paulo sente a sua responsabilidade de apresentar a congregação coríntia a Cristo como virgem casta. Assim como Eva foi seduzida pela astúcia da serpente, há perigo de que a mente deles seja corrompida. Por conseguinte, Paulo fala, com vigor contra os “superfinos apóstolos” da congregação coríntia. (11:5) São falsos apóstolos. O próprio Satanás persiste em transformar-se em anjo de luz, portanto, não é de admirar que seus ministros façam o mesmo. Mas, quanto a serem ministros de Cristo, como é que se comparam com os antecedentes de Paulo? Ele suportou muitas coisas: prisões, espancamentos, naufrágios três vezes, muitos perigos, passou muitas vezes sem dormir e sem alimento. Contudo, em tudo isto, nunca perdeu de vista as necessidades das congregações e sempre se sentiu enfurecido quando alguém tropeçava.
16 Portanto, se é que alguém tem motivo de jactar-se, este é Paulo. Poderiam os outros chamados apóstolos em Corinto dizer que foram arrebatados ao paraíso para ouvir coisas inefáveis? Não obstante isto, Paulo fala das suas fraquezas. Para que não se sentisse demasiadamente exaltado, foi-lhe dado “um espinho na carne”. Paulo suplicou que isso fosse removido, mas foi-lhe dito: “Basta-te a minha benignidade imerecida.” Paulo prefere jactar-se nas suas fraquezas, para que o “poder do Cristo” permaneça sobre ele como uma tenda. (12:7, 9) Não, Paulo não se provou inferior aos “superfinos apóstolos”, e os coríntios têm visto as provas do apostolado que produziu entre eles “em toda a perseverança, e por sinais, e portentos, e obras poderosas”. Não está buscando os bens deles, assim como nem Tito nem os outros colaboradores, aos quais enviou, tiraram vantagem deles. — 12:11, 12.
17 Todas as coisas são para a edificação deles. Entretanto, Paulo expressa temores no sentido de que, ao chegar a Corinto, encontrará alguns que não se arrependeram das obras da carne. Adverte os pecadores de antemão de que tomará a devida ação e não poupará a nenhum deles, e aconselha a todos na congregação a continuar a provar se estão na fé em união com Jesus Cristo. Paulo e Timóteo orarão a Deus por eles. Paulo ordena que se regozijem e sejam restaurados em união, para que o Deus do amor e da paz esteja com eles, e conclui enviando saudações dos santos e seus próprios votos de felicidade para a bênção espiritual deles.

POR QUE É PROVEITOSO

18 Quão estimulante e encorajador é o apreço que Paulo tem pelo ministério cristão, segundo expresso em Segunda Coríntios! Consideremo-lo como ele o considerou. O ministro cristão adequadamente habilitado por Deus não é vendedor ambulante da Palavra, mas serve com sinceridade. O que o recomenda não é algum documento escrito, mas os frutos que produz no ministério. Todavia, ao passo que o ministério é deveras glorioso, não é causa para ficar enfunado de orgulho. Os servos de Deus, como humanos imperfeitos, têm este tesouro de serviço em frágeis vasos de barro, para que o poder possa ser nitidamente visto como sendo de Deus. Portanto, isto requer deles humildade em aceitar o glorioso privilégio de serem ministros de Deus, e que benignidade imerecida da parte de Deus é servirem como “embaixadores, substituindo a Cristo”! Quão apropriada foi, assim, a exortação de Paulo de ‘não aceitarem a benignidade imerecida de Deus e desacertarem o propósito dela’! — 2:14-17; 3:1-5; 4:7; 5:18-20; 6:1.
19 Paulo proveu certamente esplêndido exemplo para os ministros cristãos copiarem. Uma razão é que dava valor às inspiradas Escrituras Hebraicas e as estudava, citando-as, fazendo alusão a elas e aplicando-as repetidas vezes. (2 Cor. 6:2, 16-18; 7:1; 8:15; 9:9; 13:1; Isa. 49:8; Lev. 26:12; Isa. 52:11; Eze. 20:41; 2 Sam. 7:14; Osé. 1:10) Outrossim, como superintendente, demonstrou profunda preocupação pelo rebanho, dizendo: “Da minha parte, de muito bom grado gastarei e serei completamente gasto em prol das vossas almas.” Gastou-se inteiramente em favor dos irmãos, segundo mostra claramente o relato. (2 Cor. 12:15; 6:3-10) Era incansável nas suas labutas, ao passo que ensinava, exortava e endireitava as coisas na congregação coríntia. Deu aviso explícito contra a associação com as trevas, dizendo aos coríntios: “Não vos ponhais em jugo desigual com incrédulos.” Por causa da sua preocupação amorosa pelos coríntios, não queria ver a mente deles corromper-se, “assim como a serpente seduziu Eva pela sua astúcia”, de modo que os admoestou vigorosamente: “Persisti em examinar se estais na fé, persisti em provar o que vós mesmos sois.” Ele os incentivou à generosidade cristã, mostrando-lhes que “Deus ama o dador animado”, e ele próprio expressou os mais apreciativos agradecimentos a Deus pelo Seu indescritível dom gratuito. Deveras, seus irmãos em Corinto estavam inscritos, pelo amor, na tábua carnal do coração de Paulo, e seu ilimitado serviço pelos interesses deles era tudo o que devia marcar um zeloso e vigilante superintendente. Que modelo notável para nós hoje! — 6:14; 11:3; 13:5; 9:7, 15; 3:2.
20 O apóstolo Paulo dirige a nossa mente na direção certa, para “o Pai de ternas misericórdias e o Deus de todo o consolo” como a verdadeira fonte de força em tempo de prova. É ele quem “nos consola em toda a nossa tribulação”, para que perseveremos para a salvação no seu novo mundo. Paulo aponta também para a gloriosa esperança quanto a “um edifício da parte de Deus, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus”, e diz: “Conseqüentemente, se alguém estiver em união com Cristo, ele é uma nova criação; as coisas antigas passaram, eis que novas coisas vieram à existência.” Segunda Coríntios contém realmente palavras maravilhosas de garantia para aqueles que, como Paulo, herdarão o Reino celestial. — 1:3, 4; 5:1, 17.

“Persisti em examinar se estais na fé”

*** w90 15/9 pp. 26-27 “Persisti em examinar se estais na fé” ***
Destaques de Segunda aos Coríntios
O APÓSTOLO Paulo estava preocupado com os cristãos em Corinto. Como teriam encarado os conselhos que ele lhes dera em sua primeira carta? Ele estava na Macedônia quando Tito chegou com a boa notícia de que a carta entristecera os coríntios até o arrependimento. Quanto isso alegrou a Paulo! — 2 Coríntios 7:8-13.
Paulo escreveu a Segunda aos Coríntios na Macedônia, provavelmente após meados do ano 55 EC. Nessa carta, ele considerou os passos que deviam ser dados para manter limpa a congregação, edificou o desejo de contribuir para os crentes que passavam necessidades na Judéia e defendeu seu apostolado. Grande parte do que Paulo disse pode ajudar-nos a ‘persistir em examinar se estamos na fé’. ( 13:5) Portanto, que apanhado podemos fazer dessa carta?

Ministro Para o Deus de Consolo

O apóstolo mostrou que, assim como Deus nos consola em todas as nossas tribulações, devemos consolar os outros e orar por eles. (1:1-2:11) Embora Paulo e seus companheiros estivessem sob extrema pressão, Deus os resgatou. Todavia, os coríntios podiam ajudar com orações a favor deles, assim como devemos orar em prol de outros que abraçam a verdadeira fé. Mas que dizer do homem imoral mencionado em 1 Coríntios, capítulo 5? Ele, aparentemente, fora desassociado, mas se arrependera. Quão consolado deve ter-se sentido quando os coríntios o perdoaram e amorosamente o readmitiram em seu meio.
As palavras de Paulo podem aumentar nosso apreço pelo ministério cristão, fortalecendo nossa posição a favor da verdadeira fé. (2:12-6:10) Afinal, os ministros do novo pacto são privilegiados de estar “numa procissão triunfal”, tendo a Deus na dianteira! Paulo e seus colaboradores tinham esse ministério valioso por causa da misericórdia que se lhes mostrara. Como eles, os ungidos da atualidade têm o ministério da reconciliação. No entanto, todas as Testemunhas de Jeová enriquecem a outros por intermédio do seu ministério.

Aperfeiçoe a Santidade e Seja Generoso

Paulo mostra-nos que os ministros cristãos têm de aperfeiçoar a santidade no temor de Jeová. 6:11-7:16) Se havemos de manter-nos firmes na fé, temos de evitar colocar-nos num jugo com incrédulos, e precisamos ser purificados da imundície carnal e espiritual. Os coríntios tomaram ação purificadora desassociando o transgressor imoral, e Paulo alegrou-se de que sua primeira carta os entristecera, resultando no arrependimento que conduz à salvação.
Aprendemos também que os ministros tementes a Deus são recompensados por sua generosidade. (8:1-9:15) Com respeito a contribuições para os “santos” em necessidade, Paulo citou o excelente exemplo dos macedônios. Eles foram generosos além de suas possibilidades, e Paulo esperava ver a mesma espécie de generosidade da parte dos coríntios. O dar da parte deles — e da nossa — deve ser de coração, pois “Deus ama o dador animado” e enriquece seu povo por toda sorte de generosidade.
Paulo — Apóstolo Que se Importava
Ao realizarmos algo no serviço de Jeová como ministros, jactemo-nos nele, não em nós mesmos. (10:1-12:13) Afinal, só com armas espirituais “poderosas em Deus” é que podemos demolir raciocínios falsos. Os jactanciosos “superfinos apóstolos” entre os coríntios jamais poderiam igualar-se ao registro de perseverança de Paulo, qual ministro de Cristo. Contudo, para que ele não se enaltecesse demais, Deus não removeu o seu “espinho na carne” — talvez vista fraca ou aqueles falsos apóstolos. De qualquer forma, Paulo preferia jactar-se de suas fraquezas para que “o poder do Cristo” permanecesse sobre ele igual a uma tenda. Como homem que permaneceu firme na fé, ele não se mostrou inferior aos superfinos apóstolos. Os coríntios viram as provas de apostolado que Paulo produziu entre eles “em toda a perseverança, e por sinais, e portentos, e obras poderosas.”
Qual ministro e apóstolo, Paulo importava-se muito com os interesses espirituais dos concrentes, assim como nós devemos fazer. (12:14-13:14) Ele ‘de muito bom grado seria completamente gasto em prol das almas deles’. Mas Paulo receava que, ao chegar a Corinto, encontraria alguns que não se arrependeram das obras da carne. Por isso, ele aconselhou a todos que persistissem em examinar se estavam na fé e orava no sentido de que não fizessem “nada de errado”. Em conclusão, ele os incentivou a se alegrarem, a serem reajustados e consolados, a pensarem em acordo e a viverem pacificamente. Que excelentes conselhos para nós também.

Persista em Examinar-se!

Assim, a segunda carta de Paulo aos cristãos coríntios sugere vários meios pelos quais podemos persistir em examinar se estamos na fé. Suas palavras certamente devem mover-nos a consolar outros, assim como Deus nos consola em todas as nossas tribulações. O que o apóstolo disse sobre o ministério cristão deve motivar-nos a efetuá-lo fielmente ao passo que aperfeiçoamos a santidade no temor de Jeová.
Aplicar os conselhos de Paulo bem que pode fazer-nos mais generosos e prestativos. Todavia, suas palavras devem estimular-nos a jactar-nos em Jeová, não em nós mesmos. Devem intensificar nossa preocupação amorosa por concrentes. E, sem dúvida, estes e outros pontos na Segunda aos Coríntios podem ajudar-nos a ‘persistir em examinar se estamos na fé’.
[Foto/Quadro na página 26]
REFLITA A GLÓRIA DE JEOVÁ: Quando Moisés desceu do monte Sinai com as tábuas do Testemunho, sua face emitia raios por Deus ter falado com ele. (Êxodo 34:29, 30) Paulo mencionou isto e disse: “Todos nós, ao passo que com rostos desvelados refletimos como espelhos a glória de Jeová, somos transformados na mesma imagem, de glória em glória, exatamente como feito por Jeová, o Espírito.” (2 Coríntios 3:7-18) Os antigos espelhos de mão eram feitos de metais como o bronze ou o cobre e tinham grande polimento para produzir boa superfície refletora. Como espelhos, os ungidos refletem a glória de Deus, que brilha até eles, provinda de Jesus Cristo, progressivamente ‘transformando-os na imagem’ transmitida pelo filho de Jeová, que reflete Sua glória. (2 Coríntios 4:6; Efésios 5:1) Por intermédio do espírito santo e das Escrituras, Deus cria neles a “nova personalidade”, um reflexo de Suas próprias qualidades. (Efésios 4:24; Colossenses 3:10) Quer a nossa esperança seja celestial, quer seja terrestre, demonstremos essa personalidade e prezemos o privilégio de refletir a glória de Deus em nosso ministério.
[Foto/Quadro na página 27]
“ARMAS DA JUSTIÇA”: Uma das maneiras pelas quais Paulo e seus companheiros recomendavam-se como ministros de Deus era “por intermédio das armas da justiça à direita e à esquerda”. (2 Coríntios 6:3-7) A mão direita era usada para brandir a espada, e a esquerda, para segurar o escudo. Embora atacados por todos os lados, Paulo e seus colaboradores estavam armados para travar a guerra espiritual. Esta guerra foi travada contra os instrutores falsos e os “superfinos apóstolos” para que a congregação em Corinto não fosse desviada da devoção a Cristo. Paulo não recorreu a armas da carne pecaminosa — astúcia, engano ou velhacaria. (2 Coríntios 10:8-10; 11:3, 12-14; 12:11, 16) Antes, as “armas” usadas eram os meios justos, ou, legítimos, de promover a causa da adoração verdadeira contra todos os ataques. As Testemunhas de Jeová hoje usam tais “armas da justiça” para o mesmo propósito.