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Destaques do Atos dos Apóstolos

Destaques para a leitura da Bíblia: Atos dos Apóstolos

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DESTAQUES DO LIVRO DE Atos dos Apóstolos


Atos dos Apóstolos

*** it-1 pp. 272-274 Atos dos Apóstolos ***
Este é o título pelo qual tem sido chamado um dos livros da Bíblia desde o segundo século EC. Abrange primariamente as atividades de Pedro e de Paulo, em vez de as de todos os apóstolos em geral; e fornece-nos uma história muitíssimo fidedigna e abrangente do espetacular começo e do rápido desenvolvimento da organização cristã, primeiro entre os judeus, e então entre os samaritanos e as nações gentias.
O tema dominante da Bíblia inteira, o Reino de Jeová, predomina no livro (At 1:3; 8:12; 14:22; 19:8; 20:25; 28:31), e somos constantemente lembrados de que os apóstolos deram "testemunho cabal" a respeito de Cristo e desse Reino, e realizaram plenamente o seu ministério. (2:40; 5:42; 8:25; 10:42; 20:21, 24; 23:11; 26:22; 28:23) O livro fornece também um notável fundo histórico para se considerar as cartas inspiradas das Escrituras Gregas Cristãs.
O Escritor. As palavras iniciais de Atos referem-se ao Evangelho de Lucas como "o primeiro relato". E visto que ambos os relatos são dirigidos à mesma pessoa, Teófilo, sabemos que Lucas, embora não assinasse seu nome, foi o escritor de Atos. (Lu 1:3; At 1:1) Ambos os relatos têm estilo e linguagem similares. O Fragmento Muratoriano, de fins do segundo século EC, também atribui a escrita a Lucas. Escritos eclesiásticos do segundo século EC, de Irineu de Lião, de Clemente de Alexandria, e de Tertuliano de Cartago, quando citam Atos, mencionam Lucas como o escritor.
Quando e Onde Foi Escrito. O livro abrange um período de aproximadamente 28 anos, desde a ascensão de Jesus em 33 EC até o fim do segundo ano da prisão de Paulo em Roma, por volta de 61 EC. Durante este período, quatro imperadores romanos governaram em seqüência: Tibério, Calígula, Cláudio e Nero. Visto que relata eventos decorridos no segundo ano da prisão de Paulo em Roma, não poderia ter sido concluído antes disso. Se o relato tivesse sido escrito mais tarde, seria razoável esperar que Lucas fornecesse mais informações sobre Paulo; se escrito depois do ano 64 EC, certamente teria mencionado a violenta perseguição movida por Nero, que começou então; e, se escrito depois de 70 EC, como alguns argumentam, esperaríamos encontrar registrada a destruição de Jerusalém.
O escritor Lucas acompanhou Paulo em grande parte do período das suas viagens, inclusive na perigosa viagem a Roma, o que é evidente do uso que faz dos pronomes na primeira pessoa do plural, "nós", "nosso", "nos", em Atos 16:10-17; 20:5-15; 21:1-18; 27:1-37; 28:1-16. Paulo, nas suas cartas escritas de Roma, menciona que Lucas também estava ali. (Col 4:14; Flm 24) Foi, por conseguinte, em Roma que se concluiu a escrita do livro de Atos.
Conforme já observado, o próprio Lucas foi testemunha ocular de grande parte do que escreveu, e, em suas viagens, ele contatou concristãos que participaram de certos eventos descritos ou os observaram. Por exemplo, João Marcos podia contar-lhe o miraculoso livramento de Pedro da prisão (At 12:12), ao passo que os eventos descritos nos capítulos 6 e 8 poderiam ter sido relatados pelo missionário Filipe. E Paulo, naturalmente, como testemunha ocular, podia suprir muitos pormenores dos eventos ocorridos quando Lucas não estava com ele.
Autenticidade. A exatidão do livro de Atos tem sido comprovada, no decorrer dos anos, por várias descobertas arqueológicas. Por exemplo, Atos 13:7 diz que Sérgio Paulo era o procônsul de Chipre. Ora, sabe-se que, pouco antes de Paulo visitar Chipre, esta era governada por meio dum propretor ou legado, mas uma inscrição encontrada em Chipre prova que a ilha passou a estar sob o governo direto do Senado romano, na pessoa de um governador provincial chamado procônsul. Similarmente, na Grécia, durante o governo de Augusto César, a Acaia era uma província sob o governo direto do Senado romano, mas, quando Tibério era imperador, ela foi governada diretamente por ele. Mais tarde, sob o imperador Cláudio, tornou-se novamente uma província senatorial, segundo Tácito. Descobriu-se um fragmento dum rescrito de Cláudio aos délficos da Grécia, que se refere ao proconsulado de Gálio. Por conseguinte, Atos 18:12 está correto ao falar de Gálio como "procônsul" quando Paulo estava ali em Corinto, capital da Acaia. (Veja GÁLIO.) Também, uma inscrição num arco em Tessalônica (inscrição de que se preservaram fragmentos no Museu Britânico) mostra que Atos 17:8 está correto ao falar dos "governantes da cidade" ("poliarcas", governadores dos cidadãos), embora este título não seja encontrado na literatura clássica.
Até o dia de hoje, em Atenas, o Areópago, ou colina de Marte, onde Paulo pregou, ergue-se como testemunha silenciosa da veracidade de Atos. (At 17:19) Termos e expressões médicas encontradas em Atos estão de acordo com os escritores médicos gregos daquele tempo. Os meios de viagem empregados no Oriente Médio, no primeiro século, eram essencialmente conforme descritos em Atos: via terrestre, caminhadas, andar a cavalo ou em carros puxados a cavalo (23:24, 31, 32; 8:27-38); via marítima, por navios de carga. (21:1-3; 27:1-5) Aquelas embarcações antigas não possuíam um leme único, mas eram controladas por dois grandes remos, daí estes serem mencionados com exatidão no plural. (27:40) A descrição da viagem de Paulo, de navio, a Roma (27:1-44), no tocante ao tempo que durou, à distância percorrida e aos lugares visitados, é reconhecida por marujos modernos, familiarizados com a região, como inteiramente fidedigna e confiável.
Atos dos Apóstolos foi aceito sem reservas como Escritura inspirada e canônica pelos catalogadores das Escrituras do segundo até o quarto século EC. Trechos do livro, junto com fragmentos dos quatro Evangelhos, encontram-se no manuscrito de papiro Chester Beatty N.° 1 (P45), do terceiro século EC. O manuscrito Michigan N.° 1571 (P38), do terceiro ou do quarto século, contém trechos dos capítulos 18 e 19, e um manuscrito do quarto século, Aegyptus N.° 8683 (P8), contém partes dos capítulos 4 a 6. O livro de Atos foi citado por Policarpo de Esmirna, por volta de 115 EC, por Inácio de Antioquia, por volta de 110 EC, e por Clemente de Roma, talvez já em 95 EC. Atanásio, Jerônimo e Agostinho, do quarto século, confirmam todos as listas anteriores que incluíam Atos.
[Destaques na página 273]

DESTAQUES DE ATOS

O início da congregação cristã e um registro do seu zeloso testemunho público em face de feroz perseguição.
Tempo abrangido: 33 a c. 61 EC.
Antes de ascender ao céu, Jesus comissiona seguidores a ser testemunhas dele como o Messias de Jeová. (1:1-26)
Depois de receberem espírito santo, os discípulos testemunham com denodo em muitas línguas. (2:1-5:42)
Judeus em Jerusalém, procedentes de muitas terras, recebem testemunho na sua própria língua; cerca de 3.000 são batizados.
Pedro e João são presos e levados perante o Sinédrio; declaram destemidamente que não pararão de dar testemunho.
Cheios de espírito santo, todos os discípulos proclamam a palavra de Deus com denodo; multidões tornam-se crentes.
Apóstolos são presos; um anjo os liberta; levados perante o Sinédrio, declaram: "Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens."
A perseguição resulta na expansão do testemunho. (6:1-9:43)
Estêvão é preso, dá destemido testemunho, morre como mártir.
A perseguição espalha todos, menos os apóstolos; testemunho dado em Samaria; eunuco etíope é batizado.
Jesus aparece ao perseguidor Saulo; Saulo é convertido, batizado, começa ministério zeloso.
Sob direção divina, o testemunho atinge gentios incircuncisos. (10:1-12:25)
Pedro prega a Cornélio, sua família e seus amigos; estes crêem, recebem espírito santo e são batizados.
O relatório do apóstolo sobre isso promove adicional expansão entre as nações.
Viagens evangelizadoras de Paulo. (13:1-21:26)
Primeira viagem: A Chipre, Ásia Menor. Paulo e Barnabé com denodo dão testemunho em público e nas sinagogas; expulsos de Antioquia; atacados por turba em Icônio; em Listra, primeiro tratados como deuses, depois Paulo é apedrejado.
Questão da circuncisão decidida pelo corpo governante em Jerusalém; Paulo e Barnabé designados para informar os irmãos que a circuncisão não é exigida, mas que crentes têm de abster-se de coisas sacrificadas a ídolos, de sangue e de fornicação.
Segunda viagem: De novo atravessam a Ásia Menor, indo para a Macedônia e a Grécia. Encarcerados em Filipos, mas carcereiro e sua família são batizados; judeus instigam dificuldades em Tessalônica e Beréia; em Atenas, Paulo prega na sinagoga, na feira, daí no Areópago; ministério de 18 meses em Corinto.
Terceira viagem: Ásia Menor, Grécia. Ministério efésio frutífero, daí, levante dos prateiros; o apóstolo admoesta os anciãos.
Paulo é preso, dá testemunho a autoridades, é levado a Roma. (21:27-28:31)
Depois de atacado por turba em Jerusalém, Paulo perante o Sinédrio.
Paulo, como preso, dá testemunho denodado perante Félix, Festo e o Rei Herodes Agripa II, também no navio em caminho para Roma.
Preso em Roma, Paulo continua a achar meios de pregar sobre Cristo e o Reino.

Zelosas testemunhas de Jeová em ação!

*** w90 15/5 pp. 24-26 Zelosas testemunhas de Jeová em ação! ***
AS TESTEMUNHAS de Jeová no primeiro século eram um povo de ação intrépida e zelosa. Cumpriam com anelo a ordem de Jesus: "Ide . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações." — Mateus 28:19, 20.
Mas como sabemos que os primitivos seguidores de Cristo levavam a sério essa ordem? Ora, o livro bíblico de Atos dos Apóstolos prova que eles eram zelosas testemunhas de Jeová, realmente em ação!

BENEFÍCIOS E OUTRAS PARTICULARIDADES

Similaridades de linguagem e estilo entre o terceiro Evangelho e o livro de Atos apontam para o mesmo escritor — Lucas, "o médico amado". (Colossenses 4:14) Palestras e orações preservadas em Atos encontram-se entre suas particularidades. Cerca de 20 por cento do livro consiste em discursos, tais como os que Pedro e Paulo proferiram em defesa da genuína fé.
O livro de Atos foi escrito em Roma por volta de 61 EC. Parece ser este o motivo de não se mencionar o comparecimento de Paulo perante César ou a perseguição que Nero moveu aos cristãos em aproximadamente 64 EC. — 2 Timóteo 4:11.
Como o Evangelho de Lucas, o livro de Atos foi dirigido a Teófilo. Foi escrito para sustentar a fé e narrar a disseminação do cristianismo. (Lucas 1:1-4; Atos 1:1, 2) Prova que a mão de Jeová estava com seus servos leais. Conscientiza-nos do poder do Seu espírito e fortalece a nossa confiança nas profecias divinamente inspiradas. Atos também nos ajuda a suportar perseguição, motiva-nos a ser abnegadas Testemunhas de Jeová e edifica a nossa fé na esperança do Reino.

EXATIDÃO HISTÓRICA

Sendo associado de Paulo, Lucas registrou as viagens que fizeram. Entrevistou também testemunhas oculares. Esses fatores e pesquisa cabal tornam seus escritos uma obra-prima no que tange à exatidão histórica.
O erudito William Ramsay, portanto, podia dizer: "Lucas é um historiador de primeira classe: Suas declarações de fatos não apenas são fidedignas, mas ele estava imbuído do verdadeiro sentido histórico . . . Esse escritor deve ser situado entre os maiores historiadores."
PEDRO — TESTEMUNHA FIEL
A obra de declarar as boas novas, ordenada por Deus, só pode ser executada no poder do espírito santo de Jeová. Assim, recebendo o espírito santo, os seguidores de Jesus tornam-se suas testemunhas em Jerusalém, na Judéia e em Samaria, e "até à parte mais distante da terra". Em Pentecostes de 33 EC, ficam cheios de espírito santo. Visto que são apenas 9 horas da manhã, certamente não estão embriagados, como alguns pensam. Pedro dá um estimulante testemunho, e 3.000 pessoas são batizadas. Opositores religiosos tentam silenciar os proclamadores do Reino, mas, em resposta à oração de suas testemunhas, Deus os habilita a falar a sua palavra com denodo. Ao serem novamente ameaçados, eles respondem: "Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens." O trabalho prossegue, à medida que continuam a pregar de casa em casa. — 1:1-5:42.
A confiança no espírito de Jeová capacita suas testemunhas a suportar perseguição. Portanto, depois de Estêvão, fiel testemunha, ser apedrejado até à morte, os seguidores de Jesus são espalhados, mas isso apenas dissemina a palavra. Filipe, o evangelizador, trabalha como pioneiro em Samaria. Surpreendentemente, o violento perseguidor Saulo de Tarso se converte. Qual apóstolo Paulo, ele sente o calor da perseguição, em Damasco, mas escapa dos intentos assassinos dos judeus. Paulo usufrui breve associação com os apóstolos em Jerusalém e daí parte para efetuar seu ministério. — 6:1-9:31.
A mão de Jeová está com suas testemunhas, conforme Atos passa a mostrar. Pedro ressuscita Dorcas (Tabita). Atendendo a um chamado, ele declara, em Cesaréia, as boas novas a Cornélio, e à família e a amigos deste. Eles são batizados, sendo os primeiros gentios a se tornarem discípulos de Jesus. Assim terminam as "setenta semanas", o que nos faz chegar a 36 EC. (Daniel 9:24) Pouco depois, Herodes Agripa I executa o apóstolo Tiago e manda prender Pedro. Mas o apóstolo é libertado da prisão por um anjo, e ‘a palavra de Jeová continua a crescer e a se espalhar’. — 9:32-12:25.

AS TRÊS VIAGENS MISSIONÁRIAS DE PAULO

Há bênçãos abundantes para aqueles que se gastam no serviço de Deus, a exemplo de Paulo. Sua primeira viagem missionária começa em Antioquia da Síria. Na ilha de Chipre, o procônsul Sérgio Paulo e muitas outras pessoas se tornam crentes. De Perge, na Panfília, João Marcos parte para Jerusalém, mas Paulo e Barnabé avançam para Antioquia da Pisídia. Em Listra, os judeus fomentam perseguição. Embora apedrejado e tido como morto, Paulo se recupera e prossegue em seu ministério. Por fim, ele e Barnabé retornam a Antioquia da Síria, concluindo a primeira viagem. — 13:1-14:28.
Como o seu correlativo do primeiro século, o Corpo Governante da atualidade resolve assuntos com a orientação do espírito santo. A circuncisão não estava entre as "coisas necessárias", que incluíam ‘abster-se de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação’. (15:28, 29) Quando Paulo inicia a segunda viagem missionária, Silas o acompanha, e mais tarde Timóteo se junta a eles. Uma chamada para que passem à Macedônia é seguida de pronta ação. Em Filipos, o testemunho resulta em tumulto e prisão. Mas Paulo e Silas são libertados por um terremoto e pregam ao carcereiro e aos de sua família, que se tornam crentes batizados. — 15:1-16:40.
Os servos de Jeová devem ser estudantes diligentes de Sua Palavra, como Paulo e os bereanos, que examinavam as Escrituras. No Areópago, em Atenas, ele dá testemunho sobre ser Jeová o Criador, e alguns se tornam crentes. Surgem tantos interessados em Corinto que ele permanece na cidade por 18 meses. Enquanto ali, escreve a Primeira e a Segunda aos Tessalonicenses. Separando-se de Silas e Timóteo, o apóstolo vai de navio a Éfeso, daí, embarca para Cesaréia, e depois viaja para Jerusalém. Ao retornar à Antioquia da Síria, termina a segunda viagem missionária. — 17:1-18:22.
Como mostrou Paulo, dar testemunho de casa em casa é parte vital do ministério cristão. A terceira viagem missionária do apóstolo (52-56 EC) na maior parte segue o trajeto da segunda viagem. O ministério de Paulo suscita oposição em Éfeso, onde ele escreve a Primeira aos Coríntios. A Segunda aos Coríntios é escrita na Macedônia, e Romanos, em Corinto. Em Mileto, Paulo se reúne com os anciãos de Éfeso e menciona que os ensinou publicamente e de casa em casa. A terceira viagem termina com sua chegada a Jerusalém. — 18:23-21:14.

PERSEGUIÇÃO INEFICAZ

A perseguição não sela os lábios das fiéis testemunhas de Jeová. Portanto, quando uma turba irrompe com violência contra Paulo, ele destemidamente dá testemunho aos agitados desordeiros. Frustra-se uma conspiração para assassiná-lo por ser ele enviado ao governador Félix, em Cesaréia, com uma escolta militar. Paulo é mantido sob custódia por dois anos, enquanto Félix espera um suborno que nunca recebe. Aos ouvidos de Festo, sucessor de Félix, Paulo apela para César. Antes de partir para Roma, porém, o apóstolo faz uma comovente defesa perante o Rei Agripa. — 21:15-26:32.
Sem se deixar abater por provações, os servos de Jeová continuam pregando. Isto certamente é assim no caso de Paulo. Tendo apelado para César, o apóstolo põe-se a caminho de Roma com Lucas, por volta de 58 EC. Em Mirra, na Lícia, eles trocam de navio. Embora naufraguem e venham parar na ilha de Malta, outra embarcação os leva à Itália. Mesmo sob custódia militar, em Roma, Paulo recebe visitas e declara-lhes as boas novas. Enquanto preso, ele escreve aos efésios, aos filipenses, aos colossenses, a Filêmon e aos hebreus. — 27:1-28:31.

SEMPRE EM AÇÃO

O livro de Atos demonstra que a obra iniciada pelo Filho de Deus foi fielmente levada avante pelas testemunhas de Jeová do primeiro século. Sim, com o poder do espírito santo de Deus, elas testemunharam zelosamente.
Os primitivos seguidores de Jesus contavam com a mão de Deus porque, através de orações, confiavam Nele. Assim, milhares se tornaram crentes, e ‘as boas novas foram pregadas em toda a criação debaixo do céu’. (Colossenses 1:23) Deveras, tanto naquela época como hoje, os genuínos cristãos têm-se mostrado zelosas testemunhas de Jeová em ação!
[Foto/Quadro na página 25]
CORNÉLIO, O CENTURIÃO Cornélio era oficial do exército, ou centurião. (10:1) O salário anual do centurião era cerca de cinco vezes o do soldado da infantaria, ou uns 1.200 denários, mas podia ser bem maior. Ao se reformar, ele recebia uma bonificação em dinheiro ou na forma de terras. Seu uniforme militar era colorido, compondo-se dum elmo de prata a uma vestimenta semelhante a um saiote plissado, um excelente manto de lã e grevas decoradas. Teoricamente, uma centúria se compunha de 100 homens, mas às vezes tinha apenas cerca de 80. Os recrutas para o "destacamento italiano" aparentemente eram arregimentados de entre os cidadãos romanos e homens livres na Itália.
[Foto/Quadro na página 25]
ORAÇÃO NO ALTO DA CASA: Pedro não estava sendo ostentoso quando orou sozinho no terraço (10:9) O parapeito em torno do teto plano provavelmente impedia que alguém o visse. (Deuteronômio 22:8) O terraço também era um lugar para descansar e fugir do barulho de rua à noitinha.
[Foto/Quadro na página 25]
O CARCEREIRO CRÊ: Quando um terremoto abriu as portas da prisão e soltou os laços dos detentos, o carcereiro filipense estava prestes a acabar com si mesmo. (16:25-27) Por quê? Porque a lei romana decretava que devia recair sobre o carcereiro a pena do fugitivo. Parece que o carcereiro preferia suicidar-se a ser torturado até à morte, que provavelmente era o que aguardava alguns dos prisioneiros. Contudo, ele aceitou as boas novas, e ‘ele e os seus foram batizados sem demora’. — 16:28-34.
[Quadro/Foto na página 26]
APELAR PARA CÉSAR: Qual cidadão romano de nascimento, Paulo tinha direito de apelar para César e ser julgado em Roma. (25:10-12) O cidadão romano não devia ser preso, açoitado ou punido sem julgamento. — 16:35-40; 22:22-29; 26:32.
[Crédito da foto]
Musei Capitolini, Roma
[Quadro/Foto na página 26]
GUARDIÃ DO TEMPLO DE ÁRTEMIS: Irritado com a pregação de Paulo, o prateiro Demétrio incitou um motim. Mas o escrivão da cidade dispersou a multidão. (19:23-41) Os prateiros fabricavam pequenos santuários de prata da parte mais sagrada do templo, onde se encontrava a estátua da deusa da fertilidade, de múltiplos seios, Ártemis. As cidades competiam entre si pela honra de ser sua ne•o•kó•ros ou "guardiã do templo".
[Foto/Quadro na página 26]
DIFICULDADES NO MAR: Quando o barco que transportava Paulo foi danificado pelo tempestuoso vento Euro-aquilão, ‘eles quase não puderam apossar-se do bote na popa’. (27:15, 16) O bote era um pequeno barco que geralmente era rebocado por uma embarcação. O barco levava cabos que podiam ser passados em volta do casco para cingi-lo e poupá-lo da tensão causada pela manobra do mastro durante tempestades. (27:17) Os marujos lançaram quatro âncoras e soltaram as amarras dos remos, ou pás, do leme, usados para governar a embarcação. (27:29, 40) O barco de Alexandria tinha por figura de proa "Filhos de Zeus" — Castor e Pólux, considerados padroeiros dos marinheiros. — 28:11.
[Quadro na página 25]
SUPOSTOS DEUSES EM FORMA HUMANA: A cura dum homem coxo por Paulo fez os habitantes de Listra acharem que deuses se haviam materializado. (14:8-18) Zeus, o principal deus grego, tinha um templo nessa cidade, e seu filho, Hermes, o mensageiro dos deuses, era famoso pela eloqüência. Visto que o povo pensou que Paulo fosse Hermes, por ter ele tomado a dianteira no falar, julgou que Barnabé fosse Zeus. Era costume coroar os ídolos de deuses falsos com grinaldas de flores ou de folhas de cipreste ou de pinheiro, mas Paulo e Barnabé não aceitaram tal tratamento idólatra.

Jeová é o nosso Governante!

*** w90 1/6 pp. 10-15 Jeová é o nosso Governante! ***
"Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens." — Atos 5:29.
JEOVÁ DEUS permitira que 12 homens fossem levados perante uma suprema corte. O ano era de 33 EC, e a corte era o Sinédrio judaico. Sob julgamento estavam os apóstolos de Jesus Cristo. Ouça! ‘Nós vos ordenamos que não ensinásseis à base desse nome’, diz o sumo sacerdote’ mas vós enchestes Jerusalém com o vosso ensino’. Diante disso, Pedro e os outros apóstolos declaram: "Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens." (Atos 5:27-29) Para todos os efeitos, o que eles disseram foi: ‘Jeová é o nosso Governante!’
2 Sim, Jeová é o Governante dos genuínos seguidores de Jesus. Isto é esclarecido no livro bíblico de Atos dos Apóstolos, escrito em Roma por volta de 61 EC, por "Lucas, o médico amado". (Colossenses 4:14) Como os apóstolos, o atual povo de Jeová obedece a seu Governante celestial quando as exigências humanas conflitam com a Sua vontade. Mas, o que mais podemos aprender de Atos? (No estudo pessoal, sugerimos que leia os trechos do livro especificados em negrito.)

Jesus Comissiona Testemunhas

3 Os apóstolos tinham condições de tomar uma posição firme em favor de Deus porque haviam sido fortalecidos espiritualmente. Cristo morreu numa estaca de tortura, mas eles sabiam que ele havia sido ressuscitado. (1:1-5) Jesus ‘mostrou-se vivo’ e, em corpos materializados, ensinou verdades do Reino durante 40 dias. Além disso, ele disse a seus discípulos que esperassem em Jerusalém pelo batismo "em espírito santo". A pregação seria então a preocupação primária deles, como o é para as atuais Testemunhas de Jeová. — Lucas 24:27, 49; João 20:19-21:24.
4 Não tendo sido ainda batizados no espírito santo, os apóstolos erroneamente imaginavam que um governo terrestre acabaria com o domínio romano, quando perguntaram: "Senhor, é neste tempo que restabeleces o reino a Israel?" (1:6-8) Jesus disse efetivamente que não, pois ‘não lhes cabia obter conhecimento dos tempos ou das épocas’. ‘Quando chegasse sobre eles o espírito santo’, este os habilitaria a dar testemunho a respeito do Reino celestial de Deus, não a respeito de um reino nesta terra. Eles pregariam em Jerusalém, na Judéia, em Samaria "e até a parte mais distante da terra". Com a ajuda do espírito, as Testemunhas de Jeová fazem tal obra em escala global nestes últimos dias.
5 Tendo acabado de dar essa incumbência de pregação mundial, Jesus começou a ascender ao céu. Esta ascensão começou com um movimento em direção ao alto, afastando-se ele de seus discípulos, e mais tarde Jesus entrou na presença de seu Governante celestial e iniciou suas atividades no domínio espiritual. (1:9-11) Depois que uma nuvem impediu os apóstolos de verem a Jesus, ele desmaterializou seu corpo carnal. Apareceram dois anjos e disseram que ele ‘viria da mesma maneira’. E, assim tem sido. Apenas os discípulos de Jesus viram-no partir, assim como apenas as Testemunhas de Jeová reconhecem a sua volta invisível.

Jeová Faz Uma Escolha

6 Os apóstolos logo estavam de volta a Jerusalém. (1:12-26) Num sobrado (talvez na casa de Maria, mãe de Marcos), os 11 apóstolos leais persistiam em oração junto com os meio-irmãos de Jesus, seus outros discípulos e sua mãe, Maria. (Marcos 6:3; Tiago 1:1) Mas, quem receberia o "cargo de superintendência" de Judas? (Salmo 109:8) Cerca de 120 discípulos estavam presentes quando Deus escolheu um homem para substituir o traidor de Jesus, Judas, e fazer com que o número de apóstolos voltasse a ser 12. A escolha tinha de recair sobre alguém que fosse discípulo durante a época do ministério de Jesus e testemunha de sua ressurreição. Naturalmente, o homem tinha também de reconhecer a Jeová como seu Governante. Depois de oração, lançaram-se sortes sobre Matias e José Barsabás. Deus fez a sorte cair sobre Matias. — Provérbios 16:33.
7 Judas Iscariotes por certo não havia reconhecido a Jeová como seu Governante. Ora, ele havia traído o Filho de Deus por 30 moedas de prata! Judas devolveu esse dinheiro aos principais sacerdotes, mas Pedro disse que o traidor "comprou um campo com o salário da injustiça". Como assim? Bem, ele forneceu o dinheiro e a razão para comprar o "Campo de Sangue", como era chamado. Este tem sido identificado com um terreno plano no lado sul do vale de Hinom. Com a sua relação com o Governante celestial completamente arruinada, Judas "enforcou-se". (Mateus 27:3-10) Talvez a corda ou o galho da árvore se rompeu, de modo que ele ‘jogou-se de cabeça para baixo, rebentando ruidosamente pelo meio’ ao cair sobre rochas pontiagudas. Que nenhum de nós seja um falso irmão!

Cheios de Espírito Santo!

8 Mas, que dizer do prometido batismo em espírito santo? Este ocorreu em Pentecostes de 33 EC, dez dias após a ascensão de Jesus. (2:1-4) Que evento emocionante foi aquele batismo! Imagine a cena. Uns 120 discípulos estavam no sobrado quando ‘repentinamente, do céu, um ruído semelhante ao duma forte brisa impetuosa encheu a casa’. Não era um vento, mas soava como se fosse. Uma língua "como que de fogo" pousou sobre cada um dos discípulos e dos apóstolos. "Todos eles ficaram cheios de espírito santo e principiaram a falar em línguas diferentes". Quando aquele batismo ocorreu, eles foram também gerados por espírito santo, ungidos, e selados em símbolo de uma herança espiritual. — João 3:3, 5; 2 Coríntios 1:21, 22; 1 João 2:20.
9 Este evento afetou os judeus e os prosélitos em Jerusalém de ‘toda nação debaixo do céu’. (2:5-13) Atônitos, eles perguntaram: ‘Como é que cada um de nós ouve no idioma em que nasceu?’ Podia ser no idioma de lugares tais como Média (ao leste da Judéia), Frígia (na Ásia Menor) e Roma (na Europa). À medida que os discípulos falavam nas várias línguas "sobre as coisas magníficas de Deus", muitos ouvintes ficaram assombrados, mas, zombadores insinuaram que eles estavam embriagados.

Pedro Dá Emocionante Testemunho

10 Pedro começou seu testemunho mostrando que nove da manhã era cedo demais para se estar embriagado. (2:14-21) Antes, tal evento era o cumprimento da promessa de Deus de derramar espírito santo sobre o Seu povo. Deus inspirou Pedro a apontar para os nossos dias por acrescentar as palavras "nos últimos dias" e "profetizarão". (Joel 2:28-32) Jeová daria portentos no céu e sinais na terra antes de seu grande dia, e apenas os que invocassem seu nome em fé seriam salvos. Similar derramamento do espírito sobre ungidos tem-nos habilitado a "profetizar" com grande vitalidade e eficiência hoje em dia.
11 A seguir, Pedro identificou o Messias. (2:22-28) Deus confirmou a condição messiânica de Jesus por dar-lhe poder para realizar obras, sinais e portentos poderosos. (Hebreus 2:3, 4) Mas, os judeus fizeram com que ele fosse pregado numa estaca "pela mão de homens contrários à lei", romanos que não acatavam a lei de Deus. Jesus foi "entregue pelo conselho resolvido e pela presciência de Deus", no sentido de que esta era a vontade divina. Mas, Deus ressuscitou a Jesus e deu fim a seu corpo humano de modo que não experimentasse corrupção. — Salmo 16:8-11.
12 À medida que Pedro continuava seu testemunho, as profecias messiânicas recebiam ênfase adicional. (2:29-36) Ele disse que Davi previu a ressurreição de seu mais importante filho, Jesus, o Messias. De um lugar enaltecido à mão direita de Deus no céu, Jesus derramara espírito santo recebido de seu Pai. (Salmo 110:1) Os ouvintes de Pedro ‘viram e ouviram’ a sua operação ao observarem línguas como que de fogo acima da cabeça dos discípulos e ouvirem as línguas estrangeiras que eles falavam. Mostrou também que a salvação depende de reconhecer a Jesus como Senhor e Messias. — Romanos 10:9; Filipenses 2:9-11.

Jeová Dá o Aumento

13 Quão eficazes eram as palavras de Pedro! (2:37-42) Seus ouvintes sentiram-se compungidos no coração por terem consentido na execução do Messias. Assim, ele instou: "Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado no nome de Jesus Cristo, para o perdão de vossos pecados, e recebereis a dádiva gratuita do espírito santo." Judeus e prosélitos já reconheciam a Jeová como Deus e a necessidade que tinham de Seu espírito. Agora eles tinham de se arrepender e aceitar a Jesus como Messias a fim de serem batizados em nome (reconhecendo o cargo ou a função) do Pai, do Filho e do espírito santo. (Mateus 28:19, 20) Por dar testemunho a esses judeus e prosélitos, Pedro usou a primeira chave espiritual que Jesus lhe dera para abrir a porta do conhecimento e oportunidade para que judeus crentes entrassem no Reino celestial. (Mateus 16:19) Naquele único dia, 3.000 foram batizados! Imagine tantas testemunhas de Jeová pregando no pequeno território de Jerusalém!
14 Muitas pessoas de lugares distantes não tinham provisões para uma estada prolongada, mas desejavam aprender mais a respeito de sua nova fé e pregar a outros. Assim, os primitivos seguidores de Jesus amorosamente ajudaram uns aos outros, como fazem as Testemunhas de Jeová hoje. (2:43-47) Os crentes temporariamente tinham "todas as coisas em comum". Alguns venderam propriedades e os fundos foram distribuídos a quem tivesse necessidade. Isto deu à congregação um excelente início, à medida que ‘Jeová ajuntava a eles diariamente os que estavam sendo salvos,.

Uma Cura e Seus Resultados

15 Jeová apoiava os seguidores de Jesus por meio de "sinais". (3:1-10) Assim, quando certa vez Pedro e João entravam no templo, às 15 horas, para a hora de oração relacionada com o sacrifício da noitinha, um coxo de nascença estava perto do Portão Belo pedindo "dádivas de misericórdia". ‘Não possuo prata nem ouro’, disse Pedro, ‘mas o que tenho eu te dou: Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda!’ O homem foi curado instantaneamente! Entrando ele no templo "andando, e pulando, e louvando a Deus", as pessoas ficaram ‘cheias de êxtase’. Talvez algumas se lembrassem das palavras: "O coxo estará escalando como o veado." — Isaías 35:6.
16 O povo, surpreso, juntou-se na colunata de Salomão, um pórtico coberto no lado oriental do templo. Ali, Pedro deu testemunho. (3:11-18) Mostrou que Deus dera poder aos apóstolos para curar o coxo através de Seu Servo glorificado, Jesus. (Isaías 52:13-53:12) Os judeus repudiaram "aquele santo e justo", mas Jeová o ressuscitou. Embora o povo e seus governantes não soubessem que haviam entregue o Messias à morte, Deus cumpriu assim as palavras proféticas de que "seu Cristo havia de sofrer". — Daniel 9:26.
17 Pedro mostrou o que os judeus deviam fazer, devido ao tratamento que haviam dado ao Messias. (3:19-26) Tinham de ‘arrepender-se’, ou seja, sentir remorso por causa de seus pecados e ‘dar meia-volta’, ou ser convertidos, tomando um rumo oposto. Se exercessem fé em Jesus como Messias, aceitando o resgate, receberiam refrigério da parte de Jeová na condição de quem se lhes perdoou os pecados. (Romanos 5:6-11) Lembrou-se aos judeus que eles eram filhos do pacto que Deus fizera com seus antepassados, dizendo a Abraão: "Em teu descendente serão abençoadas todas as famílias da terra." Assim, Deus primeiro enviou seu Servo Messiânico para livrar os judeus arrependidos. É interessante que, desde o ‘envio de Cristo’, investido de poder do Reino celestial, em 1914, tem havido uma revigorante restauração de verdades e de organização teocrática entre as Testemunhas de Jeová. — Gênesis 12:3; 18:18; 22:18.

Não Parariam!

18 Irritados pelo fato de que Pedro e João proclamavam a ressurreição de Jesus, os principais sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus puseram-nos em detenção. (4:1-12) Os saduceus não criam na ressurreição, mas muitos outros se tornaram crentes, chegando a 5.000 apenas o número de homens. Ao ser interrogado perante a suprema corte de Jerusalém, Pedro disse que o aleijado fora curado "no nome de Jesus Cristo, o nazareno", pregado por eles na estaca, mas a quem Deus ressuscitara. Esta "pedra" rejeitada pelos "construtores" judeus tornara-se "a principal do ângulo". (Salmo 118:22) "Outrossim", disse Pedro, "não há salvação em nenhum outro".
19 Fez-se uma tentativa para acabar com tal conversa. (4:13-22) Estando presente o homem curado, era impossível negar esse "sinal notável", mas, ordenou-se a Pedro e João que ‘em lugar algum falassem ou ensinassem a base do nome de Jesus’. A sua resposta? ‘Não podemos parar de falar do que vimos e ouvimos’. Eles obedeciam a Jeová como seu Governante!

Orações Atendidas!

20 Assim como as Testemunhas de Jeová, que oram nas reuniões, os discípulos oraram quando os apóstolos libertados relataram o que lhes acontecera. (4:23-31) Foi mencionado que os governantes Herodes Ântipas e Pôncio Pilatos, junto com romanos gentios e o povo de Israel, haviam-se juntado contra o Messias. (Salmo 2:1, 2; Lucas 23:1-12) Em resposta a essa oração, Jeová fez com que os discípulos ficassem cheios de espírito santo, de modo que falaram intrepidamente a palavra de Deus. Não pediram ao seu Governante que interrompesse a perseguição, mas sim que os habilitasse a pregar com denodo, apesar dela.
21 Os crentes continuavam a ter todas as coisas em comum, e não havia nem mesmo um só necessitado. (4:32-37) Um dos que contribuíram foi o levita José, de Chipre. Os apóstolos cognominaram-no de Barnabé, que significa "Filho de Consolo", provavelmente porque era prestativo e caloroso. Certamente, todos nós desejamos ser esse tipo de pessoa. — Atos 11:22-24.

Expostos os Mentirosos

22 Ananias e sua esposa, Safira, contudo, deixaram de reconhecer a Jeová como seu Governante. (5:1-11) Venderam um campo e ficaram com parte do dinheiro, fingindo, porém, dar todo ele aos apóstolos. O conhecimento conferido pelo espírito de Deus habilitou Pedro a discernir tal hipocrisia, resultando na morte deles. Que alerta para os a quem Satanás tenta a ser sinuosos! — Provérbios 3:32; 6:16-19.
23 Depois desse incidente, ninguém com má motivação tinha a coragem de se juntar aos discípulos. Mas, houve deveras crentes adicionais. (5:12-16) Ademais, à medida que os doentes e os afligidos por espíritos impuros depositavam fé no poder de Deus, "todos eles eram curados".

Obedeça a Deus Antes que aos Homens

24 O sumo sacerdote e os saduceus tentaram então bloquear o maravilhoso crescimento por prender todos os apóstolos. (5:17-25) Mas, naquela noite, o anjo de Deus libertou-os. E, ao amanhecer, estavam ensinando no templo! A perseguição não pode parar os servos de Jeová.
25 Todavia, fez-se pressão quando os apóstolos foram levados perante o Sinédrio. (5:26-42) Ao lhes ser ordenado que parassem de ensinar, porém, eles disseram: "Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens." Isto estabeleceu um padrão para os discípulos de Jesus, seguido pelas Testemunhas de Jeová hoje. Depois dum alerta da parte do instrutor da Lei, Gamaliel, os líderes surraram os apóstolos, ordenaram-lhes que parassem de pregar e os libertaram.
26 Os apóstolos se regozijavam de terem sido contados dignos de serem desonrados em favor do nome de Jesus. "E cada dia, no templo e de casa em casa, continuavam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas." Sim, eles eram ministros que pregavam de casa em casa. Igualmente o são as atuais Testemunhas, que também receberam o espírito de Deus porque elas o obedecem e dizem: "Jeová é o nosso Governante!"

O povo de Jeová é firmado na fé

*** w90 15/6 pp. 10-14 O povo de Jeová é firmado na fé ***
"As congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia." — ATOS 16:5.
JEOVÁ DEUS usou Saulo de Tarso qual "vaso escolhido". Como apóstolo Paulo, ele ‘sofreu muitas coisas’. Mas, mediante sua obra e a de outros, a organização de Jeová gozava de união e de maravilhosa expansão. — Atos 9:15, 16.
2 Gentios tornavam-se cristãos em crescentes números, e uma reunião vital do corpo governante contribuiu muito para promover união entre o povo de Deus e firmá-lo na fé. Será muito benéfico considerar estes e outros acontecimentos registrados em Atos 13:1-16:5, pois as Testemunhas de Jeová experimentam hoje similares crescimento e bênçãos espirituais. (Isaías 60:22) (No seu estudo particular dos artigos sobre Atos, nesta edição, sugerimos que leia os trechos do livro indicados em negrito.)

Missionários Entram em Ação

3 Homens enviados pela congregação de Antioquia, na Síria, ajudaram crentes a se firmarem na fé. ( 13:1-5) Em Antioquia havia os "profetas e instrutores" Barnabé, Simeão (Níger), Lúcio de Cirene, Manaém e Saulo de Tarso. Os profetas explicavam a Palavra de Deus e previam eventos, ao passo que os instrutores ensinavam a respeito das Escrituras e do modo de vida piedoso. (1 Coríntios 13:8; 14:4) Barnabé e Saulo receberam uma designação especial. Levando junto o primo de Barnabé, Marcos, eles foram para Chipre. (Colossenses 4:10) Pregaram nas sinagogas do porto oriental de Salamina, mas não há registro de boa acolhida da parte dos judeus. Visto que tais judeus eram abastados materialmente, que necessidade tinham do Messias?
4 Deus abençoou outras obras de testemunho em Chipre. (13:6-12) Em Pafos, os missionários encontraram o feiticeiro e falso profeta judeu Barjesus (Elimas). Quando este tentou evitar que o procônsul Sérgio Paulo ouvisse a palavra de Deus, Saulo ficou cheio do espírito santo e disse: ‘Ó homem cheio de fraude e vilania, ó filho do Diabo, inimigo de tudo o que é justo, não cessarás de torcer os caminhos direitos de Jeová?’ Diante disso, a mão de punição de Deus cegou temporariamente a Elimas, e Sérgio Paulo "tornou-se crente, pois ficou assombrado com o ensino de Jeová".
5 De Chipre, o grupo velejou para a cidade de Perge, na Ásia Menor. Daí Paulo e Barnabé foram para o norte, através de desfiladeiros, provavelmente ‘em perigos de rios e de salteadores de estrada’, rumo a Antioquia, na Pisídia. (2 Coríntios 11:25, 26) Ali Paulo falou na sinagoga. (13:13-41) Recapitulou os tratos de Deus com Israel e identificou o descendente de Davi, Jesus, como o Salvador. Embora os governantes judeus tivessem exigido a morte de Jesus, a promessa feita aos antepassados deles cumpriu-se quando Deus o ressuscitou. (Salmo 2:7; 16:10; Isaías 55:3) Paulo alertou seus ouvintes a não menosprezarem a dádiva divina da salvação, através de Cristo. — Habacuque 1:5, Septuaginta.
6 O discurso de Paulo suscitou interesse, como se dá hoje com os discursos proferidos pelas Testemunhas de Jeová. (13:42-52) No sábado seguinte, quase a cidade inteira se reuniu para ouvir a palavra de Jeová, o que deixou os judeus cheios de ciúme. Ora, em apenas uma semana, aqueles missionários aparentemente haviam convertido mais gentios do que aqueles judeus em toda a sua vida! Visto que os judeus blasfemamente contestavam Paulo, era tempo de a luz espiritual brilhar em outra parte, e foi-lhes dito: ‘Visto que repelis a palavra de Deus e não vos julgais dignos da vida eterna, nos voltamos para as nações.’ — Isaías 49:6.
7 Os gentios passaram então a regozijar-se, e todos os corretamente inclinados para a vida eterna tornaram-se crentes. Mas, à medida que a palavra de Jeová era levada através de todo o país, os judeus atiçaram mulheres bem conceituadas (provavelmente para pressionar seus maridos ou outros) e os homens de destaque para que perseguissem Paulo e Barnabé e os expulsassem de suas fronteiras. Mas, isto não deteve os missionários. Simplesmente "sacudiram contra eles o pó dos seus pés" e foram para Icônio (moderna Konya), uma importante cidade na província romana da Galácia. (Lucas 9:5; 10:11) Mas, que dizer dos discípulos que ficaram em Antioquia da Pisídia? Tendo sido firmados na fé, eles "continuaram cheios de alegria e de espírito santo". Isto nos ajuda a ver que a oposição não necessariamente impede o progresso espiritual.

Firmes na Fé Apesar da Perseguição

8 Os próprios Paulo e Barnabé mostraram-se firmes na fé, apesar da perseguição. (14:1-7) Em resultado de seu testemunho na sinagoga de Icônio, muitos judeus e gregos tornaram-se crentes. Quando judeus descrentes incitaram os gentios contra os novos crentes, esses dois obreiros falaram destemidamente pela autoridade de Deus, e este mostrou sua aprovação por habilitá-los a realizar sinais. Isto dividiu as massas, alguns a favor dos judeus e outros a favor dos apóstolos (ou: enviados). Os apóstolos não eram covardes, mas, ao saberem de um complô para apedrejá-los, sabiamente partiram para pregar em Licaônia, uma região na Ásia Menor, no sul da Galácia. Sendo prudentes, nós também não raro podemos continuar ativos no ministério, apesar de oposição. — Mateus 10:23.
9 A cidade licaônica de Listra foi a próxima a receber testemunho. (14:8-18) Nesse local, Paulo curou um homem coxo de nascença. Despercebendo que o responsável pelo milagre era Jeová, a multidão bradou: "Os deuses tornaram-se iguais a humanos e desceram a nós!" Sendo que isso foi dito na língua licaônica, Barnabé e Paulo não sabiam o que se passava. Visto que Paulo tomava a iniciativa em falar, o povo encarou-o como sendo Hermes (o eloqüente mensageiro dos deuses) e pensava que Barnabé fosse Zeus, o principal deus grego.
10 O sacerdote de Zeus chegou a trazer touros e grinaldas para oferecer sacrifícios a Paulo e Barnabé. Provavelmente falando grego, de entendimento geral, ou usando um intérprete, os visitantes prontamente explicaram que eles também eram humanos sujeitos a padecimentos e que estavam declarando as boas novas de modo que as pessoas se voltassem "destas coisas vãs" (deuses sem vida, ou ídolos) para o Deus vivente. (1 Reis 16:13; Salmo 115:3-9; 146:6) Sim, Deus anteriormente permitira que as nações (mas não os hebreus) andassem nos seus próprios caminhos, embora não se deixasse sem testemunho em favor de sua existência e bondade ‘por dar-lhes chuvas e estações frutíferas, enchendo os seus corações plenamente de alimento e bom ânimo’. (Salmo 147:8) Apesar desses argumentos, Barnabé e Paulo mal conseguiram restringir as multidões de lhes oferecer sacrifícios. Não obstante, os missionários não aceitaram homenagem como se fossem deuses, nem usaram tal autoridade para fundar o cristianismo naquela região. Um bom exemplo, em especial se temos a tendência de anelar adulação pelo que Jeová permite que realizemos no seu serviço!
11 Subitamente, a perseguição mostrou a sua face cruel. (14:19-28) Como? Persuadidos pelos judeus de Antioquia da Pisídia e Icônio, as turbas apedrejaram Paulo e arrastaram-no para fora da cidade, tendo-o como morto. (2 Coríntios 11:24, 25) Mas, quando os discípulos se acercaram dele, Paulo levantou-se e entrou em Listra sem ser notado, talvez sob a cobertura da escuridão. No dia seguinte, ele e Barnabé foram a Derbe, onde um bom número de pessoas se tornaram discípulos. Revisitando Listra, Icônio e Antioquia, os missionários fortaleceram os discípulos, encorajaram-nos a permanecerem na fé, e disseram: "Temos de entrar no reino de Deus através de muitas tribulações." Como cristãos, nós também esperamos sofrer tribulações, e não devemos tentar fugir delas por transigir na nossa fé. (2 Timóteo 3:12) Naquela época, foram designados anciãos nas congregações às quais a carta de Paulo aos gálatas foi escrita.
12 Passando pela Pisídia, Paulo e Barnabé falaram a palavra em Perge, uma importante cidade da Panfília. Com o tempo, eles retornaram a Antioquia, na Síria. Terminada então a primeira viagem de Paulo, os dois missionários relataram à congregação "as muitas coisas que Deus tinha feito por meio deles, e que ele abrira às nações a porta da fé". Passaram então um bom tempo com os discípulos em Antioquia, e isto sem dúvida muito contribuiu para firmá-los na fé. As atuais visitas de superintendentes viajantes têm efeitos espirituais semelhantes.

Resolve-se Uma Questão Vital

13 A firmeza na fé exigia a união de pensamento. (1 Coríntios 1:10) Para que o cristianismo não se dividisse em facções hebraica e não-judaica, o corpo governante tinha de decidir se os gentios que afluíam à organização de Deus tinham ou não de guardar a Lei mosaica e ser circuncidados. (15:1-5) Certos homens da Judéia já haviam viajado a Antioquia, na Síria, e haviam começado a ensinar aos crentes gentios locais que, a menos que fossem circuncidados, não poderiam ser salvos. (Êxodo 12:48) Assim, Paulo, Barnabé e outros foram enviados aos apóstolos e anciãos em Jerusalém. Mesmo ali, alguns crentes que outrora eram fariseus de mentalidade legalística insistiam que os gentios tinham de ser circuncidados e observar a Lei.
14 Realizou-se uma reunião para averiguar qual era a vontade de Deus. (15:6-11) Sim, houve discussão, mas não contenda, à medida que homens de fortes convicções se expressavam — um bom exemplo para os anciãos hoje! Passado um tempo, Pedro disse: ‘Deus escolheu que por intermédio da minha boca os gentios [tais como Cornélio] ouvissem as boas novas e cressem. Ele deu testemunho por dar-lhes espírito santo e não fez distinção entre nós e eles. [Atos 10:44-47] Assim, por que estais pondo Deus à prova por impor no pescoço deles um jugo [a obrigação de guardar a Lei] que nem nós nem nossos antepassados pudemos levar? Nós [judeus segundo a carne] confiamos em ser salvos por intermédio da benignidade imerecida do Senhor Jesus, do mesmo modo como também essas pessoas.’ Ter Deus aceitado gentios incircuncisos mostrou que a circuncisão e guardar a Lei não eram necessários para a salvação. — Gálatas 5:1.
15 A congregação ficou em silêncio quando Pedro concluiu, mas, havia mais para ser dito. (15:12-21) Barnabé e Paulo falaram a respeito dos sinais que Deus realizara por meio deles entre os gentios. Daí o presidente da reunião, o meio-irmão de Jesus, Tiago, disse: ‘Simeão [nome de Pedro em hebraico] relatou como Deus voltou a sua atenção para as nações, a fim de tirar delas um povo para o seu nome.’ Tiago indicou que a predita reconstrução da "barraca de Davi" (restabelecimento do reinado na linhagem de Davi) estava sendo cumprida no ajuntamento dos discípulos de Jesus (herdeiros do Reino) dentre tanto judeus como gentios. (Amós 9:11, 12, Septuaginta; Romanos 8:17) Visto que Deus assim se propôs, os discípulos deviam aceitar isso. Tiago recomendou que se escrevesse aos cristãos gentios que se abstivessem de (1) coisas poluídas por ídolos, (2) de fornicação e (3) de sangue e coisas estranguladas. Estas proibições constavam dos escritos de Moisés, que eram lidos nas sinagogas todos os sábados. — Gênesis 9:3, 4; 12:15-17; 35:2, 4.
16 A Seguir, o Corpo governante enviou uma carta aos cristãos gentios de Antioquia, na Síria, e da Cilícia. (15:22-35) O espírito santo e os escritores da carta exigiam abstinência de coisas sacrificadas a ídolos; sangue (regularmente consumido por algumas pessoas); coisas estranguladas sem deixar escoar o sangue (muitos pagãos encaravam tal carne como iguaria); e fornicação (grego, por•néi•a, denotando relações sexuais ilícitas fora do casamento bíblico). Por assim se absterem, eles prosperariam espiritualmente, como se dá com as Testemunhas de Jeová hoje, por observarem estas "coisas necessárias". A expressão "boa saúde para vós!" equivalia a "adeus", e não se deve concluir que aqueles requisitos relacionavam-se primariamente com medidas de saúde. Quando a carta foi lida em Antioquia, a congregação regozijou-se com o encorajamento que ela lhes deu. Naquele tempo, o povo de Deus em Antioquia foi firmado na fé também através das encorajadoras palavras de Paulo, Silas, Barnabé e outros. Busquemos também nós meios de encorajar e edificar concrentes!

Começa a Segunda Viagem Missionária

17 Surgiu um problema ao se planejar uma segunda viagem, missionária. (15:36-41) Paulo sugeriu que ele e Barnabé revisitassem as congregações em Chipre e na Ásia Menor. Barnabé concordou, mas queria levar junto seu primo, Marcos. Paulo discordou, pois Marcos os abandonara em Panfília. Por isso, houve "um forte acesso de ira". Mas, nem Paulo nem Barnabé procuraram vindicação pessoal por tentarem envolver outros anciãos ou o corpo governante em seu assunto pessoal. Que excelente exemplo!
18 Essa disputa, no entanto, causou uma separação. Barnabé levou Marcos consigo a Chipre. Paulo, tendo a Silas como companheiro, "passou pela Síria e pela Cilícia, fortalecendo as congregações". Barnabé talvez fosse influenciado por laços familiares, mas ele devia ter reconhecido o apostolado e a escolha de Paulo como "vaso escolhido". (Atos 9:15) E que dizer de nós? Este incidente deve incutir em nós a necessidade de reconhecer a autoridade teocrática e de cooperar plenamente com "o escravo fiel e discreto"! — Mateus 24:45-47.

Progresso em Paz

19 Não se permitiu que essa disputa afetasse a paz da congregação. O povo de Deus continuou a ser firmado na fé. (16:1-5) Paulo e Silas foram a Derbe, e daí a Listra. Ali morava Timóteo, filho da crente judia Eunice e seu marido grego descrente. Timóteo era bem jovem, pois, mesmo uns 18 ou 20 anos mais tarde, ainda se lhe disse: "Nenhum homem jamais menospreze a tua mocidade." (1 Timóteo 4:12) Visto que "os irmãos em Listra e [em] Icônio [distante uns 30 quilômetros] davam dele bom relato", Timóteo era bem conhecido por seu excelente ministério e qualidades piedosas. Os cristãos jovens da atualidade devem buscar a ajuda de Jeová para edificar uma reputação similar. Paulo circuncidou Timóteo porque eles iriam às casas e às sinagogas de judeus que sabiam que o pai de Timóteo era gentio, e o apóstolo não queria que nada impedisse o acesso a homens e mulheres judeus que necessitavam aprender a respeito do Messias. Sem violar princípios bíblicos, também as Testemunhas de Jeová hoje fazem o possível para tornar as boas novas aceitáveis a toda sorte de pessoas. — 1 Coríntios 9:19-23.
20 Tendo a Timóteo como assistente, Paulo e Silas entregaram aos discípulos, para sua observância, os decretos do corpo governante. E qual foi o resultado? Aparentemente referindo-se à Síria, Cilícia e Galácia, Lucas escreveu: "As congregações continuavam deveras a ser firmadas na fé e a aumentar em número, dia a dia." Sim, a obediência à carta do corpo governante resultou em união e prosperidade espiritual. Que excelente exemplo para os nossos tempos críticos, quando o povo de Jeová precisa permanecer unido e firmado na fé!

Livro bíblico número 44 — Atos

*** si pp. 199-205 Livro bíblico número 44 — Atos ***
Escritor: Lucas
Lugar da Escrita: Roma
Escrita Completada: c. 61 EC
Tempo Abrangido: 33-c. 61 EC
É NO 42.° livro das Escrituras inspiradas que Lucas faz uma narrativa que abrange a vida, a atividade e o ministério de Jesus e de seus seguidores até o tempo da ascensão de Jesus. O relato histórico do 44.° livro das Escrituras, os Atos dos Apóstolos, continua com a história do cristianismo primitivo, descrevendo a fundação da congregação mediante a operação do espírito santo. Descreve também a expansão do testemunho, primeiro entre os judeus e daí entre pessoas de todas as nações. A maior parte da matéria nos primeiros 12 capítulos abrange as atividades de Pedro, e os últimos 16 capítulos , as atividades de Paulo. Lucas estava estreitamente associado com Paulo, e o acompanhou em muitas de suas viagens.
2 O livro é dirigido a Teófilo. Visto que ele é chamado de "excelentíssimo", ocupava provavelmente um cargo oficial ou tratava-se talvez simplesmente de uma expressão de elevada estima. (Luc. 1:3) O livro fornece um relato histórico exato da formação e do crescimento da congregação cristã. Começa narrando as aparições de Jesus a seus discípulos após a sua ressurreição, e depois relata eventos importantes que ocorreram entre 33 e cerca de 61 EC, abrangendo ao todo cerca de 28 anos.
3 Desde os tempos antigos, tem-se atribuído ao escritor do Evangelho de Lucas a escrita de Atos. Ambos os livros são dirigidos a Teófilo. Por repetir os eventos finais de seu Evangelho nos primeiros versículos de Atos, Lucas vincula as duas narrativas como sendo obra do mesmo autor. Parece que Lucas completou Atos em cerca de 61 EC, provavelmente perto do fim de sua estada de dois anos em Roma com o apóstolo Paulo. Visto que relata eventos que ocorreram naquele ano, não poderia ter sido completado antes, e o fato de o apelo de Paulo a César não estar decidido indica que foi completado por volta daquele ano.
4 Desde tempos antiqüíssimos, Atos foi sempre aceito pelos eruditos bíblicos como canônico. Encontram-se trechos do livro entre alguns dos mais antigos manuscritos de papiro existentes das Escrituras Gregas, notadamente o Michigan N.° 1571 (P38), do terceiro ou quarto século EC, e o Chester Beatty N.° 1 (P45), do terceiro século. Ambos indicam que Atos estava em circulação junto com outros livros das Escrituras inspiradas, figurando, assim, bem cedo no catálogo. A escrita de Lucas no livro de Atos reflete a mesma exatidão notável que já observamos que assinala o seu Evangelho. Sir William M. Ramsay classifica o escritor de Atos "entre os historiadores de primeira categoria", e explica o que isto significa, dizendo: "A qualidade primária e essencial do grande historiador é a verdade. O que diz precisa ser digno de confiança."
5 Para ilustrarmos a exatidão da narrativa, tão característica dos escritos de Lucas, citamos Edwin Smith, comandante de uma flotilha de navios de guerra britânicos no Mediterrâneo, durante a Primeira Guerra Mundial, que escreveu na revista The Rudder, de março de 1947: "Os antigos navios não eram governados como os dos tempos modernos por meio de um leme único preso ao cadaste, mas mediante dois grandes remos ou pás, um em cada lado da popa; daí a menção deles no plural por S. Lucas. [Atos 27:40] . . . Vimos em nosso exame que toda declaração quanto aos movimentos deste navio, desde o momento em que partiu de Bons Portos até que tocou a praia de Malta, conforme delineado por S. Lucas, foi comprovada pela evidência externa e independente da mais exata e satisfatória natureza; e que as suas declarações quanto ao tempo em que o navio permaneceu no mar correspondem à distância percorrida; e, finalmente, que sua descrição do lugar atingido está em conformidade com o lugar tal como é. Tudo isso contribui para mostrar que Lucas realmente fez a viagem conforme descrita, e mostrou além disso ser um homem cujas observações e declarações podem ser aceitas como fidedignas e dignas de crédito no mais alto grau."
6 As descobertas arqueológicas também confirmam a exatidão da narrativa de Lucas. Por exemplo, com as escavações feitas em Éfeso, desenterrou-se o templo de Ártemis, também o antigo teatro onde os efésios se amotinaram contra o apóstolo Paulo. (Atos 19:27-41) Foram descobertas inscrições que confirmam a exatidão do título empregado por Lucas, "governantes da cidade", que era usado para as autoridades em Tessalônica. (17:6, 8) Duas inscrições maltesas mostram que Lucas estava também certo em referir-se a Públio como "homem de destaque" de Malta. — 28:7.
7 Outrossim, os diversos discursos feitos por Pedro, Estêvão, Cornélio, Tértulo, Paulo e outros, segundo assentados por escrito por Lucas, são todos diferentes no estilo e na matéria. Até mesmo os discursos que Paulo proferiu perante diferentes audiências mudavam de estilo para se adaptarem à ocasião. Isto indica que Lucas assentou por escrito apenas aquilo que ele próprio ouviu ou o que outras testemunhas oculares lhe contaram. Lucas não foi um escritor de ficção.
8 Muito pouco se sabe sobre a vida de Lucas. Ele próprio não era apóstolo, mas colaborava com os que o eram. (Luc. 1:1-4) Em três casos o apóstolo Paulo menciona o nome de Lucas. (Col. 4:10, 14; 2 Tim. 4:11; Filêm. 24) Por diversos anos, foi o companheiro constante de Paulo que o chamou de "o médico amado". A narrativa ora emprega "eles", ora "nós", o que indica que Lucas estava com Paulo em Trôade durante a segunda viagem missionária de Paulo, ficando possivelmente em Filipos até Paulo retornar alguns anos mais tarde e então tornando a acompanhar Paulo na sua viagem a Roma para ser julgado. — Atos 16:8, 10; 17:1; 20:4-6; 28:16.

CONTEÚDO DE ATOS

9 Eventos ocorridos até o Pentecostes (1:1-26). No início deste segundo relato de Lucas, o ressuscitado Jesus diz a seus ansiosos discípulos que eles serão batizados em espírito santo. Será o Reino restaurado neste tempo? Não. Mas receberão poder e tornar-se-ão testemunhas "até à parte mais distante da terra". Ao Jesus ascender, desaparecendo da vista deles, dois homens vestidos de branco lhes dizem: "Este Jesus, que dentre vós foi acolhido em cima, no céu, virá assim da mesma maneira." — 1:8, 11.
10 O memorável dia de Pentecostes (2:1-42). Todos os discípulos estão reunidos em Jerusalém. Subitamente, um ruído semelhante ao dum vento impetuoso enche a casa. Línguas como que de fogo se assentam sobre os que estão presentes. Eles ficam cheios de espírito santo e começam a falar em línguas diferentes sobre "as coisas magníficas de Deus". (2:11) Os espectadores ficam perplexos. Então Pedro se levanta para falar. Ele explica que este derramamento do espírito é o cumprimento da profecia de Joel (2:28-32) e que Jesus Cristo, agora ressuscitado e enaltecido à destra de Deus, ‘derramou isto que vêem e ouvem’. Estando compungidos, cerca de 3.000 aceitam a palavra e são batizados. — 2:33.
11 Expansão do testemunho (2:43-5:42). Jeová continua a ajuntar-lhes diariamente os que estão sendo salvos. Junto ao templo, Pedro e João encontram um homem aleijado que jamais andou na vida. "Em nome de Jesus Cristo, o nazareno, anda!", ordena Pedro. Imediatamente, o homem começa ‘a andar, e a pular, e a louvar a Deus’. Pedro admoesta então as pessoas a se arrepender e dar meia-volta, "para que venham épocas de refrigério da parte da pessoa de Jeová". Contrariados por Pedro e João ensinarem a ressurreição de Jesus, os líderes religiosos os prendem, mas as fileiras dos crentes aumentam para cerca de 5.000 homens. — 3:6, 8, 19.
12 No dia seguinte, Pedro e João são levados perante os governantes judeus para interrogatório. Pedro testifica intrepidamente que a salvação só vem por meio de Jesus Cristo, e, quando se lhes ordena que cessem sua obra de pregação, tanto Pedro como João replicam: "Se é justo, à vista de Deus, escutar antes a vós do que a Deus, julgai-o vós mesmos. Mas, quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos." (4:19, 20) Eles são postos em liberdade, e todos os discípulos continuam a falar a palavra de Deus com denodo. Em virtude das circunstâncias, reúnem os seus bens materiais e fazem distribuições segundo a necessidade. Todavia, um homem chamado Ananias e sua esposa Safira vendem uma propriedade e, ao passo que dão a aparência de terem dado a soma inteira, eles retêm secretamente parte do preço. Pedro os expõe, e eles caem mortos por terem trapaceado a Deus e ao espírito santo.
13 Os líderes religiosos, enfurecidos, tornam a lançar os apóstolos na prisão, mas, desta vez, o anjo de Jeová os liberta. No dia seguinte, são levados outra vez perante o Sinédrio, sendo acusados de ‘encher Jerusalém com o seu ensino’. Eles replicam: "Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens." Embora chibateados e ameaçados, ainda assim se recusam a parar, e ‘cada dia, no templo e de casa em casa, continuam sem cessar a ensinar e a declarar as boas novas a respeito do Cristo, Jesus’. — 5:28, 29, 42.
14 O martírio de Estêvão (6:1-8:1a). Estêvão é um dos sete designados pelo espírito santo para distribuir alimento às mesas. Ele dá também poderoso testemunho a respeito da verdade, e tão zeloso é o seu apoio da fé que seus oponentes, enfurecidos, o fazem comparecer perante o Sinédrio sob a acusação de blasfêmia. Na sua defesa, Estêvão fala primeiro da longanimidade de Jeová para com Israel. Daí, com eloqüência destemida, chega ao ponto: ‘Homens obstinados, sempre resistis ao espírito santo, vós, os que recebestes a Lei, conforme transmitida por anjos, mas não a guardastes.’ (7:51-53) Isto é demais para eles! Lançam-se sobre ele, jogam-no fora da cidade e o apedrejam até morrer. Saulo observa com aprovação.
15 As perseguições, a conversão de Saulo (8:1b-9:30). A perseguição que começa naquele dia contra a congregação em Jerusalém dispersa pelo país inteiro a todos, exceto aos apóstolos. Filipe vai para Samaria, onde muitos aceitam a palavra de Deus. Pedro e João são enviados de Jerusalém para lá a fim de tais crentes receberem espírito santo "pela imposição das mãos dos apóstolos". (8:18) Um anjo manda então Filipe para o sul, para a estrada Jerusalém-Gaza, onde encontra um eunuco da corte real da Etiópia, que, no seu carro, está lendo o livro de Isaías. Filipe lhe esclarece o significado da profecia e o batiza.
16 No ínterim, Saulo, "respirando ainda ameaça e assassínio contra os discípulos do Senhor", empreende viagem para ir prender os que ‘pertencem ao Caminho’, em Damasco. Repentinamente, reluz em volta dele uma luz vinda do céu, e ele cai por terra, cego. Uma voz do céu lhe diz: "Eu sou Jesus, a quem tu persegues." Depois de três dias em Damasco, um discípulo de nome Ananias vem prestar-lhe ajuda. Saulo recupera a vista, é batizado e fica cheio de espírito santo, de modo que se torna um zeloso e habilitado pregador das boas novas. (9:1, 2, 5) Nessa surpreendente reviravolta de acontecimentos, o perseguidor passa a ser o perseguido e tem de fugir para salvar sua vida, primeiro, de Damasco, depois, de Jerusalém.
17 As boas novas chegam aos gentios incircuncisos (9:31-12:25). A congregação então ‘entra num período de paz, sendo edificada; e, como anda no temor de Jeová e no consolo do espírito santo, continua a multiplicar-se’. (9:31) Em Jope, Pedro ressuscita a querida Tabita (Dorcas), e é ali que recebe a chamada para ir a Cesaréia, onde um oficial do exército, chamado Cornélio, o aguarda. Ele prega a Cornélio e aos de sua casa, e eles crêem, sendo derramado sobre eles o espírito santo. Discernindo que "Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável", Pedro os batiza — são os primeiros gentios incircuncisos a se converter. Pedro explica mais tarde este novo acontecimento aos irmãos em Jerusalém, em vista do que eles glorificam a Deus. — 10:34, 35.
18 Ao passo que as boas novas continuam a espalhar-se rapidamente, Barnabé e Saulo ensinam um grande número de pessoas em Antioquia, ‘e é primeiro em Antioquia que os discípulos, por providência divina, são chamados cristãos’. (11:26) Torna a irromper a perseguição. Herodes Agripa I manda matar à espada a Tiago, irmão de João. Lança também a Pedro na prisão, mas de novo o anjo de Jeová o liberta. Que fim lamentável do iníquo Herodes! Por não dar glória a Deus, comido de vermes, morre. Em contrapartida, ‘a palavra de Jeová continua a crescer e a se espalhar’. — 12:24.
19 Primeira viagem missionária de Paulo, com Barnabé (13:1-14:28). Barnabé e "Saulo, que é também Paulo", são escolhidos e enviados de Antioquia pelo espírito santo. (13:9) Na ilha de Chipre, muitos, também o procônsul Sérgio Paulo, se tornam crentes. Na Ásia Menor continental, visitam seis ou mais cidades, e em toda a parte acontece a mesma coisa: vê-se uma distinção entre os que aceitam alegremente as boas novas e os oponentes obstinados que incitam as turbas a atirar pedras nos mensageiros de Jeová. Depois de fazerem designações de anciãos nas recém-formadas congregações, Paulo e Barnabé retornam à Antioquia da Síria.
20 Solução dada à questão da circuncisão (15:1-35). Com a grande afluência de não-judeus, surge a questão quanto a se estes devem ou não ser circuncidados. Paulo e Barnabé levam a questão aos apóstolos e aos anciãos em Jerusalém, onde o discípulo Tiago preside à reunião e providencia enviar a decisão unânime mediante carta formal: "Pareceu bem ao espírito santo e a nós mesmos não vos acrescentar nenhum fardo adicional, exceto as seguintes coisas necessárias: de persistirdes em abster-vos de coisas sacrificadas a ídolos, e de sangue, e de coisas estranguladas, e de fornicação." (15:28, 29) O encorajamento desta carta faz com que os irmãos em Antioquia se regozijem.
21 Expansão do ministério em resultado da segunda viagem de Paulo (15:36-18:22). "Depois de alguns dias", Barnabé e Marcos embarcam rumo a Chipre, ao passo que Paulo e Silas passam pela Síria e Ásia Menor. (15:36) O jovem Timóteo se junta a Paulo em Listra, e prosseguem para Trôade, na costa do mar Egeu. Ali, Paulo vê numa visão um homem que lhe suplica: "Passa à Macedônia e ajuda-nos." (16:9) Lucas se junta a Paulo e eles tomam um navio para Filipos, a cidade principal da Macedônia, onde Paulo e Silas são lançados na prisão. Isto resulta em o carcereiro tornar-se crente e ser batizado. Ao serem soltos, vão a Tessalônica, e ali os judeus, ficando com ciúmes, incitam a turba contra eles. De modo que os irmãos enviam Paulo e Silas de noite a Beréia. Ali, os judeus mostram ter mentalidade nobre, recebendo a palavra "com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia", em busca de confirmação das coisas aprendidas. (17:11) Paulo, deixando Silas e Timóteo nesta nova congregação, assim como havia deixado Lucas em Filipos, continua rumo ao sul, para Atenas.
22 Nesta cidade de ídolos, altivos filósofos epicureus e estóicos chamam, com escárnio, a Paulo de "paroleiro" e "publicador de deidades estrangeiras", e o levam ao Areópago, ou colina de Marte. Com hábil oratória, Paulo argumenta em favor de se buscar o verdadeiro Deus, o "Senhor do céu e da terra", que garante um julgamento justo por intermédio daquele a quem ressuscitou dentre os mortos. A menção da ressurreição divide a sua assistência, mas alguns se tornam crentes. — 17:18, 24.
23 A seguir, em Corinto, Paulo fica com Áquila e Priscila, trabalhando com eles na profissão de fazer tendas. A oposição à sua pregação o obriga a sair da sinagoga e a realizar as suas reuniões numa casa contígua, no lar de Tício Justo. Crispo, o presidente da sinagoga, torna-se crente. Depois de uma estada de 18 meses em Corinto, Paulo parte com Áquila e Priscila para Éfeso, onde os deixa, e continua a viagem à Antioquia da Síria, completando assim a sua segunda viagem missionária.
24 Paulo revisita as congregações, terceira viagem (18:23-21:26). Certo judeu de nome Apolo, procedente de Alexandria, Egito, chega a Éfeso e fala intrepidamente na sinagoga a respeito de Jesus, mas Áquila e Priscila notam a necessidade de corrigir o seu ensino antes de ele ir a Corinto. Paulo está agora na sua terceira viagem, e no devido tempo chega a Éfeso. Ao saber que os crentes ali foram batizados com o batismo de João, Paulo lhes explica o batismo em nome de Jesus. Daí, batiza cerca de 12 homens, impõe as mãos sobre eles e estes recebem o espírito santo.
25 Nos três anos em que Paulo fica em Éfeso, ‘a palavra de Jeová continua a crescer e a prevalecer de modo poderoso’, e muitos abandonam a adoração da deusa padroeira da cidade, Ártemis. (19:20) Os fabricantes de santuários de prata, enfurecidos com a idéia de seu negócio correr perigo, criam tal alvoroço na cidade que leva horas para dispersar a turba. Logo depois, Paulo parte para a Macedônia e para a Grécia, visitando a caminho os crentes.
26 Paulo fica três meses na Grécia antes de retornar pela Macedônia, onde Lucas se junta outra vez a ele. Fazem a travessia até Trôade, e ali, enquanto Paulo discursa noite adentro, um rapaz adormece e cai duma janela do terceiro pavimento. É apanhado morto, mas Paulo lhe restaura a vida. No dia seguinte, Paulo e os que o acompanham partem para Mileto, onde, a caminho de Jerusalém, Paulo faz uma parada para se reunir com os anciãos de Éfeso. Ele lhes informa que não mais verão a sua face. Quão urgente é, pois, que assumam a liderança e pastoreiem o rebanho de Deus, ‘entre o qual o espírito santo os designou superintendentes’! Relembra-lhes o exemplo que ele lhes deu, e admoesta-os a permanecer despertos, não se poupando em dar de si mesmos a favor dos irmãos. (20:28) Embora advertido para não pôr os pés em Jerusalém, Paulo não volta atrás. Seus companheiros aquiescem, dizendo: "Realize-se a vontade de Jeová." (21:14) Há grande regozijo quando Paulo relata a Tiago e aos anciãos a respeito da bênção de Deus sobre seu ministério entre as nações.
27 Paulo detido e julgado (21:27-26:32). Quando Paulo aparece no templo em Jerusalém, é recebido com hostilidade. Judeus da Ásia incitam a cidade inteira contra ele, e os soldados romanos o socorrem no momento preciso.
28 Qual a razão de todo o tumulto? Quem é este Paulo? Qual é o seu crime? O comandante militar, perplexo, quer respostas. Por causa de sua cidadania romana, Paulo escapa de ser açoitado e é levado perante o Sinédrio. Hum! Um tribunal dividido de fariseus e saduceus! Paulo, por conseguinte, levanta a questão da ressurreição, lançando uns contra os outros. Como a dissensão se torna violenta, os soldados romanos têm de arrancar Paulo do meio do Sinédrio antes que o dilacerem. Acompanhado de uma grande escolta de soldados, ele é enviado secretamente de noite ao Governador Félix, em Cesaréia.
29 Acusado de sedição, Paulo apresenta a Félix a sua defesa com habilidade. Mas Félix retém Paulo, na esperança de receber dinheiro de suborno para o soltar. Passam-se dois anos. Pórcio Festo sucede a Félix como governador, e ordena-se novo julgamento. Outra vez, sérias acusações são feitas, e Paulo torna a declarar a sua inocência. Entretanto, Festo, a fim de ganhar o favor dos judeus, sugere que seja feito mais um julgamento perante ele, em Jerusalém. Contudo, Paulo declara: "Apelo para César!" (25:11) Passa-se mais algum tempo. Por fim, o Rei Herodes Agripa II faz uma visita de cortesia a Festo, e Paulo é levado mais uma vez à sala de audiência. Tão poderoso e convincente é o seu testemunho que Agripa é movido a lhe dizer: "Em pouco tempo me persuadirias a tornar-me cristão." (26:28) Agripa reconhece igualmente a inocência de Paulo e que poderia ser solto se não tivesse apelado para César.
30 Paulo vai a Roma (27:1-28:31). O prisioneiro Paulo e outros são levados de barco para a primeira etapa da viagem a Roma. Os ventos sendo contrários, o progresso é lento. No porto de Mirra, mudam de navio. Ao chegarem a Bons Portos, em Creta, Paulo recomenda que passem o inverno ali, mas a maioria aconselha que viajem. Mal começam a navegar, quando um vento tempestuoso se apodera deles e implacavelmente os põe à deriva. Depois de duas semanas, o barco é por fim despedaçado num banco de areia perto da costa de Malta. Conforme Paulo assegurara, nenhum dos 276 a bordo perde a vida! Os habitantes de Malta mostram extraordinário humanitarismo, e, durante aquele inverno, Paulo cura a muitos dentre eles pelo poder miraculoso do espírito de Deus.
31 Na primavera seguinte, Paulo chega a Roma, e os irmãos vão à estrada para o acolher. Ao avistá-los, Paulo ‘agradece a Deus e toma coragem’. Embora ainda prisioneiro, permite-se que Paulo permaneça na sua própria casa alugada com um soldado de guarda. Lucas termina a sua narrativa descrevendo a bondosa acolhida de Paulo a todos os que vão ter com ele, "pregando-lhes o reino de Deus e ensinando com a maior franqueza no falar as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo, sem impedimento". — 28:15, 31.

POR QUE É PROVEITOSO

32 O livro de Atos constitui um testemunho em adição aos relatos dos Evangelhos em confirmar a autenticidade e a inspiração das Escrituras Hebraicas. Quando se aproximava o Pentecostes, Pedro citou o cumprimento de duas profecias "que o espírito santo predissera pela boca de Davi a respeito de Judas". (Atos 1:16, 20; Sal. 69:25; 109:8) Pedro também disse à multidão surpresa no Pentecostes que estavam vendo realmente o cumprimento da profecia: "Isto é o que foi dito por intermédio do profeta Joel." — Atos 2:16-21; Joel 2:28-32; compare também Atos 2:25-28, 34, 35 com Salmos 16:8-11 e 110:1.
33 Para convencer outra multidão reunida junto ao templo, Pedro recorreu de novo às Escrituras Hebraicas, primeiro, citando Moisés e, daí, dizendo: "E, de fato, todos os profetas, de Samuel em diante e os em sucessão, tantos quantos falaram, declararam também distintamente estes dias." Mais tarde, perante o Sinédrio, Pedro citou o Salmo 118:22, demonstrando que Cristo, a pedra que eles rejeitaram, se tornara "a principal do ângulo". (Atos 3:22-24; 4:11) Filipe explicou ao eunuco etíope como a profecia de Isaías 53:7, 8 havia sido cumprida, e, ao se lhe esclarecer isto, ele pediu humildemente para que fosse batizado. (Atos 8:28-35) Igualmente, falando a Cornélio sobre Jesus, Pedro testificou: "Dele é que todos os profetas dão testemunho." (10:43) Quando a questão da circuncisão estava sendo debatida, Tiago apoiou a sua decisão, dizendo: "Com isso concordam as palavras dos Profetas, assim como está escrito." (15:15-18) O apóstolo Paulo recorreu às mesmas autoridades. (26:22; 28:23, 25-27) O fato de os discípulos e seus ouvintes aceitarem prontamente as Escrituras Hebraicas como sendo parte da Palavra de Deus confirma que tais escritos eram considerados inspirados.
34 Atos é de grande proveito em mostrar como a congregação cristã foi fundada e como ela cresceu sob o poder do espírito santo. Em toda esta narrativa impressionante, observamos as bênçãos de Deus no sentido de expansão, o denodo e a alegria dos cristãos primitivos, bem como sua posição intransigente em face da perseguição, e a sua voluntariedade em servir, conforme exemplificado pela aceitação de Paulo dos convites de empreender o serviço no estrangeiro e de ir à Macedônia. (4:13, 31; 15:3; 5:28, 29; 8:4; 13:2-4; 16:9, 10) A congregação cristã hoje não é diferente, pois está vinculada em amor, união e interesse comum, ao passo que fala sobre "as coisas magníficas de Deus", sob a orientação do espírito santo. — 2:11, 17, 45; 4:34, 35; 11:27-30; 12:25.
35 O livro de Atos mostra precisamente como deve ser executada a atividade cristã de proclamar o Reino de Deus. O próprio Paulo foi um exemplo, dizendo: "Não me refreei de vos falar coisa alguma que fosse proveitosa, nem de vos ensinar publicamente e de casa em casa." E acrescenta: "Eu dei cabalmente testemunho." Este tema de ‘dar cabalmente testemunho’ chama a nossa atenção em todo o livro, e é sublinhado de modo impressionante nos últimos parágrafos, em que ressalta a devoção de todo o coração que Paulo tinha pela pregação e pelo ensino, mesmo sob os laços da prisão, nas seguintes palavras: "E ele lhes explicou o assunto por dar cabalmente testemunho a respeito do reino de Deus e por usar de persuasão para com eles concernente a Jesus, tanto pela lei de Moisés como pelos Profetas, de manhã até à noite." Tenhamos nós sempre essa mesma sinceridade na nossa atividade do Reino! — 20:20, 21; 28:23; 2:40; 5:42; 26:22.
36 O discurso de Paulo aos superintendentes de Éfeso contém muitos conselhos práticos para os superintendentes hoje. Visto que estes foram designados pelo espírito santo, é de suma importância que ‘prestem atenção a si mesmos e a todo o rebanho’, pastoreando as ovelhas ternamente e guardando-as contra os lobos opressivos que procuram destruí-las. Que pesada responsabilidade! Os superintendentes precisam manter-se despertos e edificar-se na palavra da benignidade imerecida de Deus. Ao passo que se esforçam em ajudar os que são fracos, precisam "ter em mente as palavras do Senhor Jesus, quando ele mesmo disse: ‘Há mais felicidade em dar do que há em receber.’" — 20:17-35.
37 Os outros discursos de Paulo são igualmente brilhantes, pois expõem de modo claro os princípios da Bíblia. Por exemplo, há a argumentação clássica do seu discurso aos estóicos e aos epicureus no Areópago. Primeiro, ele cita a inscrição do altar: "A um Deus Desconhecido", e usa isto como motivo para explicar que o único Deus verdadeiro, o Senhor do céu e da terra, que fez de um só homem toda a nação de homens, ‘não está longe de cada um de nós’. Daí, cita as palavras dos poetas deles: "Pois nós também somos progênie dele", para mostrar quão ridículo é supor que surgiram de ídolos de ouro, de prata ou de pedra, que não têm vida. Paulo estabelece, assim, com tato, a soberania do Deus vivente. É só nas suas palavras concludentes que ele suscita a questão da ressurreição, e, mesmo então, não menciona o nome de Cristo. Ele conseguiu fazer entender o ponto sobre a soberania suprema do único Deus verdadeiro, e, em resultado disso, alguns se tornaram crentes. — 17:22-34.
38 O livro de Atos incentiva o estudo contínuo e diligente de "toda a Escritura". Quando Paulo, pela primeira vez, pregou em Beréia, elogiou os judeus ali por serem de ‘mentalidade nobre’, pois "recebiam a palavra com o maior anelo mental, examinando cuidadosamente as Escrituras, cada dia, quanto a se estas coisas eram assim". (17:11) Hoje, como naquela época, esta ávida pesquisa das Escrituras, em associação com a congregação sobre a qual repousa o espírito de Jeová, resultará em bênçãos na forma de convicção e firme fé. É mediante tal estudo que a pessoa pode chegar a ter uma clara compreensão dos princípios divinos. Há uma excelente declaração de alguns destes princípios em Atos 15:29. Ali, o corpo governante, composto dos apóstolos e de irmãos mais idosos em Jerusalém, deu a conhecer que, embora a circuncisão não fosse exigida do Israel espiritual, havia proibição explícita de idolatria, de sangue e de fornicação.
39 Aqueles primitivos discípulos estudavam realmente as Escrituras inspiradas, e sabiam citá-las e aplicá-las de acordo com a necessidade. Foram fortalecidos, mediante o conhecimento exato e o espírito de Deus, para fazerem face às perseguições violentas. Pedro e João deram o exemplo para todos os cristãos fiéis, ao dizerem denodadamente aos governantes oponentes: "Se é justo, à vista de Deus, escutar antes a vós do que a Deus, julgai-o vós mesmos. Mas, quanto a nós, não podemos parar de falar das coisas que vimos e ouvimos." E, quando levados outra vez perante o Sinédrio, que lhes havia ‘ordenado positivamente’ que não continuassem a ensinar à base do nome de Jesus, disseram inequivocamente: "Temos de obedecer a Deus como governante antes que aos homens." Esta resposta destemida resultou em excelente testemunho para os governantes, e levou o célebre instrutor da Lei, Gamaliel, a fazer a sua bem-conhecida declaração a favor da liberdade de adoração, o que resultou na soltura dos apóstolos. — 4:19, 20; 5:28, 29, 34, 35, 38, 39.
40 O glorioso propósito de Jeová concernente a seu Reino, que permeia a Bíblia inteira como fio de ouro, destaca-se com muita proeminência no livro de Atos. No início, mostra-se Jesus durante os 40 dias antes de sua ascensão, "contando as coisas a respeito do reino de Deus". Foi em resposta à pergunta dos discípulos a respeito da restauração do Reino que Jesus lhes disse que precisavam primeiro ser Suas testemunhas até à parte mais distante da terra. (1:3, 6, 8) Começando em Jerusalém, os discípulos pregaram o Reino com inabalável intrepidez. As perseguições causaram o apedrejamento de Estêvão e espalharam muitos dos discípulos a novos territórios. (7:59, 60) Informa-se que Filipe declarou "as boas novas do reino de Deus" com muito êxito em Samaria, e que Paulo e seus colaboradores proclamaram "o reino" na Ásia, em Corinto, em Éfeso e em Roma. Todos estes cristãos primitivos deixaram exemplos excelentes de inabalável confiança em Jeová e no Seu espírito sustentador. (8:5, 12; 14:5-7, 21, 22; 18:1, 4; 19:1, 8; 20:25; 28:30, 31) Vendo o inquebrantável zelo e a coragem deles, e notando quão abundantemente Jeová abençoou os esforços deles, temos maravilhoso incentivo também para sermos fiéis em "dar cabalmente testemunho a respeito do reino de Deus". — 28:23.

Destaques do livro de Atos

*** w08 15/5 pp. 30-32 Destaques do livro de Atos ***
O LIVRO bíblico de Atos contém uma história abrangente do estabelecimento da congregação cristã e sua posterior expansão. Escrito pelo médico Lucas, ele apresenta um relato dinâmico das atividades cristãs durante um período de 28 anos: de 33 EC a 61 EC.
A primeira parte de Atos relata principalmente as atividades do apóstolo Pedro, e a última parte, as atividades do apóstolo Paulo. O uso dos pronomes "nós" e "nos" indica que Lucas participou de certos eventos relatados. Prestar atenção à mensagem do livro de Atos aumentará nosso apreço pelo poder da Palavra escrita de Deus e de seu espírito santo. (Heb. 4:12) Também nos moverá a ser abnegados e fortalecerá nossa fé na esperança do Reino.

PEDRO USOU "AS CHAVES DO REINO"

(Atos 1:1-11:18)
Depois de receber espírito santo, os apóstolos deram um corajoso testemunho. Pedro usou a primeira das "chaves do reino dos céus" para abrir, a judeus e prosélitos que "abraçaram . . . a sua palavra", a porta do conhecimento e da oportunidade de entrar no Reino. (Mat. 16:19; Atos 2:5, 41) Uma onda de perseguição dispersou os discípulos, resultando na expansão da obra de pregação.
Ao ouvirem que habitantes de Samaria haviam aceitado a palavra de Deus, os apóstolos em Jerusalém enviaram Pedro e João para visitá-los. Por abrir a oportunidade do Reino aos samaritanos, Pedro usou a segunda chave. (Atos 8:14-17) Provavelmente dentro de um ano depois da ressurreição de Jesus, aconteceu uma transformação surpreendente com Saulo de Tarso. Em 36 EC Pedro usou a terceira chave, e a dádiva gratuita do espírito santo foi derramada sobre incircuncisos das nações. — Atos 10:45.

Perguntas bíblicas respondidas:

2:44-47; 4:34, 35 — Por que alguns cristãos venderam seus bens e distribuíram o dinheiro arrecadado? Muitos que aceitaram a verdade sobre Jesus tinham vindo de longe. Eles desejavam ficar em Jerusalém por mais tempo a fim de aumentar seu conhecimento sobre a nova fé e dar testemunho a outros, mas não tinham provisões suficientes para isso. Com o objetivo de ajudá-los, alguns cristãos venderam seus bens, e os recursos foram distribuídos aos necessitados.
4:13 — Pedro e João eram analfabetos, incultos? Não. Eles foram chamados de "indoutos e comuns" porque não receberam treinamento religioso nas escolas rabínicas.
5:34-39 — Como Lucas sabia o que Gamaliel tinha falado numa sessão fechada do Sinédrio? Há pelo menos três possibilidades: (1) Paulo, ex-aluno de Gamaliel, informou Lucas; (2) Lucas consultou algum solidário membro do Sinédrio, como Nicodemos; (3) Lucas recebeu a informação por inspiração divina.
7:59 — Estêvão estava orando a Jesus? Não. A adoração da pessoa, o que inclui suas orações, deve ser dirigida apenas a Jeová Deus. (Luc. 4:8; 6:12) Em circunstâncias normais, Estêvão suplicaria a Jeová em nome de Jesus. (João 15:16) Nesse caso, porém, Estêvão teve uma visão do "Filho do homem em pé à direita de Deus". (Atos 7:56) Com pleno conhecimento de que Jesus tinha recebido poder para ressuscitar pessoas, Estêvão falou, mas não orou, diretamente a Jesus, pedindo-lhe que protegesse seu espírito. — João 5:27-29.

Lições para nós:

1:8. A obra mundial de testemunho feita pelos adoradores de Jeová não pode ser realizada sem a ajuda do espírito santo.
4:36-5:11. José, de Chipre, era chamado também de Barnabé, que significa "Filho de Consolo". Talvez os apóstolos tenham lhe dado esse nome por ser ele cordial, bom e prestimoso. Devemos ser como ele, não como Ananias e Safira, que recorreram ao fingimento, à hipocrisia e à desonestidade.
9:23-25. Esquivar-se de inimigos para continuar pregando não é covardia.
9:28-30. Se dar testemunho em alguma região ou a certas pessoas se torna perigoso em sentido físico, moral ou espiritual, é preciso ser prudente e seletivo sobre onde e quando pregar.
9:31. Durante tempos relativamente pacíficos, devemos nos empenhar em fortalecer nossa fé por meio de estudo e meditação. Isso nos ajudará a andar no temor de Jeová por aplicar o que aprendemos e a ser zelosos no ministério.

O ZELOSO MINISTÉRIO DE PAULO

(Atos 11:19-28:31)
Em 44 EC, Ágabo chegou a Antioquia, onde Barnabé e Saulo já ensinavam "por um ano inteiro". Ágabo predisse "uma grande fome", que ocorreu dois anos depois. (Atos 11:26-28) "Depois de terem executado plenamente a subministração de socorros em Jerusalém", Barnabé e Saulo retornaram a Antioquia. (Atos 12:25) Em 47 EC, uns 12 anos após a conversão de Saulo, Barnabé e Saulo foram enviados pelo espírito santo numa viagem missionária. (Atos 13:1-4) Em 48 EC eles retornaram a Antioquia, "onde tinham sido confiados à benignidade imerecida de Deus". — Atos 14:26.
Uns nove meses depois, Paulo (também conhecido como Saulo) escolheu Silas como companheiro de viagem e começou sua segunda jornada. (Atos 15:40) Timóteo e Lucas juntaram-se a Paulo no caminho. Lucas permaneceu em Filipos, e Paulo continuou até Atenas e depois até Corinto, onde encontrou Áquila e Priscila. Paulo ficou um ano e seis meses com eles. (Atos 18:11) Deixando Timóteo e Silas em Corinto, Paulo levou consigo Áquila e Priscila e navegou rumo à Síria, no começo de 52 EC. (Atos 18:18) Áquila e Priscila o acompanharam até Éfeso, onde permaneceram.
Depois de algum tempo em Antioquia da Síria, Paulo embarcou para sua terceira viagem, em 52 EC. (Atos 18:23) Em Éfeso, "a palavra de Jeová crescia e prevalecia . . . de modo poderoso". (Atos 19:20) Paulo passou cerca de três anos ali. (Atos 20:31) No Pentecostes de 56 EC, Paulo estava em Jerusalém. Depois de ter sido preso, ele deu um testemunho destemido às autoridades. Em Roma, o apóstolo ficou em prisão domiciliar por dois anos (c. 59-61 EC) e, mesmo ali, encontrou maneiras de pregar o Reino e ensinar "as coisas concernentes ao Senhor Jesus Cristo". — Atos 28:30, 31.

Perguntas bíblicas respondidas:

14:8-13 — Por que o povo em Listra chamou "Barnabé de Zeus, mas a Paulo de Hermes"? Zeus era o governante dos deuses na mitologia grega, e seu filho Hermes era conhecido por sua eloqüência. Visto que Paulo tomou a dianteira em falar, o povo de Listra o chamou de Hermes e a Barnabé, de Zeus.
16:6, 7 — Por que o espírito santo não permitiu que Paulo e seus associados pregassem no distrito da Ásia e na Bitínia? Havia poucos trabalhadores. Por isso, o espírito santo os direcionou para campos mais frutíferos.
18:12-17 — Por que o procônsul Gálio não interferiu quando observadores começaram a espancar Sóstenes? Gálio talvez achasse que aquele homem, que parecia ser o líder da turba contra Paulo, estava recebendo o que merecia. No entanto, pelo visto esse incidente teve um bom resultado, pois levou à conversão de Sóstenes ao cristianismo. Mais tarde, Paulo falou de Sóstenes como "nosso irmão". — 1 Cor. 1:1.
18:18 — Que voto fez Paulo? Alguns eruditos sugerem que Paulo fez um voto de nazireu. (Núm. 6:1-21) Mas a Bíblia não diz que tipo de voto ele fez. Além disso, ela não menciona se o voto foi feito antes ou depois da conversão de Paulo, ou se ele estava começando ou terminando o voto. Seja como for, fazer o voto não foi um ato pecaminoso.

Lições para nós:

12:5-11. Nós podemos e devemos orar por nossos irmãos.
12:21-23; 14:14-18. Herodes prontamente aceitou a glória que cabe apenas a Deus. Que diferença da atitude de Paulo e Barnabé que, de modo imediato e enfático, rejeitaram honra e louvor indevidos! Não devemos desejar glória por qualquer realização no serviço de Jeová.
14:5-7. Ser prudente pode nos ajudar a permanecer ativos no serviço. — Mat. 10:23.
14:22. Cristãos esperam tribulações. Não tentam escapar delas por transigir na fé. — 2 Tim. 3:12.
16:1, 2. Jovens cristãos devem se esforçar em assuntos espirituais e procurar a ajuda de Jeová para criar boa reputação.
16:3. Devemos fazer tudo o que pudermos, dentro dos limites dos princípios bíblicos, para tornar as boas novas aceitáveis a outros. — 1 Cor. 9:19-23.
20:20, 21. O testemunho de casa em casa é um aspecto essencial do nosso ministério.
20:24; 21:13. Manter integridade a Jeová é mais importante que preservar a nossa vida.
21:21-26. Devemos aceitar prontamente bons conselhos.
25:8-12. Os cristãos atuais podem e devem usar os recursos legais disponíveis para "defender e estabelecer legalmente as boas novas". — Fil. 1:7.
26:24, 25. Devemos proclamar "declarações de verdade e de bom juízo" ainda que elas sejam tolice para "o homem físico". — 1 Cor. 2:14.

’Dê Testemunho Cabal’ sobre o Reino de Deus

Aqui está uma Tabela de Conteúdo do livro "‘Dê Testemunho Cabal’ sobre o Reino de Deus", que acredita que cada capítulo do livro de Atos dos Apóstolos, na Biblioteca da Torre de Vigia Online.

Você pode acessar a Biblioteca da Torre de Vigia Online por clie nestes links:


INTRODUÇÃO
CONCLUSÃO