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Destaques para a leitura da Bíblia: Lucas

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Destaques para a leitura da Bíblia: Lucas

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*** it-2 p. 723 Lucas, Boas Novas Segundo ***

DESTAQUES DE LUCAS

Relato de Lucas sobre a vida de Jesus, escrito para confirmar a certeza dos acontecimentos em torno da vida do Cristo e dum modo que agradaria a pessoas de todas as nações.
O segundo Evangelho escrito; provavelmente foi registrado entre 56 e 58 EC.
Eventos que precederam ao ministério público de Jesus. (1:1-4:13)
Gabriel anuncia a Maria com antecedência que ela dará à luz o Filho de Deus; quando Jesus nasce, anjos o identificam como “Cristo, o Senhor”.
Aos 12 anos de idade, Jesus interroga os instrutores no templo.
Por ocasião do seu batismo por João, espírito santo vem sobre Jesus e uma voz do céu identifica Jesus como o Filho de Deus.
Satanás fracassa em repetidos esforços de tentar Jesus.
Início do ministério de Jesus, na maior parte na Galiléia. (4:14-9:62)
Numa sinagoga em Nazaré, Jesus lê a sua comissão no rolo de Isaías; os ouvintes tentam matá-lo.
Ele ensina numa sinagoga em Cafarnaum, expulsa um demônio e cura muitos doentes.
É desafiado sobre assuntos tais como o perdão de pecados e a cura no sábado.
Depois de orar a noite inteira, Jesus escolhe seus 12 apóstolos.
Profere o Sermão do Monte.
Cura o escravo dum oficial do exército e ressuscita o filho duma viúva.
Jesus conta as parábolas dos dois devedores e do semeador; realiza mais milagres, inclusive a ressurreição da filha de Jairo.
Os apóstolos são enviados a pregar o Reino de Deus.
Pedro identifica Jesus como o Cristo; pouco depois, ele e mais dois apóstolos presenciam a transfiguração.
Ministério posterior de Jesus, na maior parte na Judéia e na Peréia. (10:1-19:27)
Jesus envia os 70 a pregar.
Conta a parábola do samaritano prestativo.
Ensina aos seus discípulos a orar, depois refuta a acusação de que expulsa demônios por meio de Belzebu.
Jesus adverte contra o materialismo e insta com os discípulos a buscarem o Reino de Deus; fala a respeito do pequeno rebanho e do mordomo fiel.
Sara uma mulher encurvada e responde a objeções de ele fazer isso no sábado.
Ele mostra que os que querem ser discípulos têm de encarar o que isso envolve.
Conta parábolas, inclusive aquelas sobre o filho pródigo, e o rico e Lázaro.
Jesus adverte seus discípulos sobre fazer outros tropeçar; ilustra a necessidade de humildade.
Cura dez leprosos, mas apenas um deles, um samaritano, retorna para agradecer-lhe.
Jesus compara os “dias do Filho do homem” aos dias de Noé e de Ló.
Enfatiza novamente a necessidade de humildade — especialmente dos ricos — daí viaja para Jericó, onde Zaqueu se converte.
Usando a parábola das minas, ele mostra que o Reino não viria naquela época.
Ministério público final de Jesus, em Jerusalém e arredores. (19:28-24:53)
Jesus entra montado em Jerusalém e é aclamado pelo povo, mas ele chora sobre a cidade e prediz a desolação dela.
Expulsa os cambistas do templo; daí é confrontado com perguntas capciosas sobre impostos e a ressurreição.
Predizendo a destruição do templo e a queda de Jerusalém, Jesus fala também sobre o fim dos tempos designados das nações.
Ele institui a Comemoração da sua morte, e depois é traído; quando Pedro decepa a orelha do escravo do sumo sacerdote, Jesus cura o homem.
Preso, Jesus é levado à casa do sumo sacerdote, ao Sinédrio e a Pilatos; depois é mandado a Herodes e finalmente mandado de volta a Pilatos.
Jesus é pregado na estaca; na estaca, ele fala sobre o Paraíso a um malfeitor pregado ao lado dele; ao morrer, cai uma escuridão sobre a terra e a cortina do santuário é rasgada pelo meio.
Seu corpo é sepultado, mas, em três dias, o ressuscitado Jesus aparece aos seus seguidores.
Por fim, Jesus começa a sua ascensão ao céu diante dos olhos deles.

*** si pp. 189-192 Livro bíblico número 42 — Lucas ***

CONTEÚDO DE LUCAS

10 A introdução de Lucas (1:1-4). Lucas registra que pesquisou todas as coisas com exatidão, desde o início, e que resolveu escrevê-las em ordem lógica para que o ‘excelentíssimo Teófilo saiba plenamente a certeza’ dessas coisas. — 1:3, 4.
11 Anos iniciais da vida de Jesus (1:5-2:52). Aparece um anjo ao idoso sacerdote Zacarias com a alegre notícia de que terá um filho a quem deverá dar o nome de João. Mas até que o menino nasça Zacarias não poderá falar. Segundo prometido, sua esposa Elisabete fica grávida, embora também seja ‘bem avançada em anos’. Cerca de seis meses mais tarde, o anjo Gabriel aparece a Maria e lhe diz que ela conceberá pelo “poder do Altíssimo” e dará à luz um filho que será chamado Jesus. Maria visita Elisabete, e, depois de um cumprimento alegre, declara exultantemente: “Minha alma magnifica a Jeová e meu espírito não pode deixar de estar cheio de alegria por Deus, meu Salvador.” Ela fala do santo nome de Jeová e de sua grande misericórdia para com os que o temem. Por ocasião do nascimento de João, a língua de Zacarias é solta para que também declare a misericórdia de Deus e que João será o profeta que preparará o caminho de Jeová. — 1:7, 35, 46, 47.
12 No tempo devido, Jesus nasce em Belém, e um anjo anuncia estas “boas novas duma grande alegria” aos pastores que vigiam os seus rebanhos de noite. Faz-se a circuncisão de acordo com a Lei, e então quando os pais de Jesus ‘o apresentam a Jeová’ no templo, o idoso Simeão e a profetisa Ana falam a respeito do menino. De volta a Nazaré, ele ‘continua a crescer e a ficar forte, estando cheio de sabedoria, e o favor de Deus continua com ele’. (2:10, 22, 40) À idade de 12 anos, numa visita a Jerusalém, vindo de Nazaré, Jesus surpreende os instrutores com o seu entendimento e suas respostas.
13 Preparação para o ministério (3:1-4:13). No 15.° ano do reinado de Tibério César, vem a declaração de Deus a João, filho de Zacarias, e ele sai “pregando o batismo em símbolo de arrependimento para o perdão de pecados”, para que toda carne ‘veja o meio salvador de Deus’. (3:3, 6) Quando todo o povo é batizado no Jordão, Jesus também é batizado, e, enquanto ora, desce sobre ele o espírito santo e seu Pai expressa do céu a sua aprovação. Jesus Cristo tem então cerca de 30 anos de idade. (Lucas fornece a sua genealogia.) Após o batismo, o espírito conduz Jesus pelo ermo por 40 dias. Ali o Diabo o tenta sem êxito e então se retira “até outra ocasião conveniente”. — 4:13.
14 O ministério inicial de Jesus, mormente na Galiléia (4:14-9:62). Na sinagoga de Nazaré, sua cidade, Jesus esclarece a sua comissão, lendo e aplicando a si mesmo a profecia de Isaías 61:1, 2: “O espírito de Jeová está sobre mim, porque me ungiu para declarar boas novas aos pobres, enviou-me para pregar livramento aos cativos e recuperação da vista aos cegos, para mandar embora os esmagados, com livramento, para pregar o ano aceitável de Jeová.” (4:18, 19) O prazer inicial do povo com as suas palavras se transforma em ira ao passo que ele prossegue seu discurso, e procuram dar cabo dele. De modo que se transfere para Cafarnaum, onde cura muitas pessoas. Multidões seguem-no e procuram detê-lo, mas ele lhes diz: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades, porque fui enviado para isso.” (4:43) Ele passa a pregar nas sinagogas da Judéia.
15 Na Galiléia, Jesus provê Simão (também chamado Pedro), Tiago e João duma pescaria miraculosa. Ele diz a Simão: “Doravante apanharás vivos a homens.” De modo que abandonam tudo e o seguem. Jesus continua a orar e a ensinar, e ‘o poder de Jeová está presente para ele fazer curas’. (5:10, 17) Ele convida Levi (Mateus), um desprezado cobrador de impostos, que honra a Jesus com uma grande festa, assistida também por “uma grande multidão de cobradores de impostos.” (5:29) Isto resulta no primeiro de diversos confrontos com os fariseus que os deixam furiosos e eles tramam causar-lhe dano.
16 Depois de passar a noite inteira orando a Deus, Jesus escolhe os 12 apóstolos de entre seus discípulos. Seguem-se mais obras de cura. Daí, ele profere o sermão registrado em Lucas 6:20-49, que corresponde, em forma abreviada, ao Sermão do Monte, em Mateus capítulos 5 a 7. Jesus traça o contraste: “Felizes sois vós, pobres, porque vosso é o reino de Deus. Mas, ai de vós ricos, porque já tendes plenamente a vossa consolação.” (6:20, 24) Ele admoesta seus ouvintes a amar seus inimigos, a serem misericordiosos, a praticar o dar, e a trazer para fora o que é bom do bom tesouro do coração.
17 Ao retornar a Cafarnaum, Jesus recebe um pedido de certo oficial do exército para curar um escravo doente. Ele se sente indigno de ter Jesus sob o seu teto, e pede a Jesus que ‘diga a palavra’ de onde ele está. Conseqüentemente, o escravo é curado, e Jesus se sente impelido a comentar: “Eu vos digo: Nem mesmo em Israel tenho encontrado tamanha fé.” (7:7, 9) Pela primeira vez, Jesus ressuscita um morto, o filho único de uma viúva em Naim, de quem “teve pena”. (7:13) Ao passo que a notícia a respeito de Jesus se espalha pela Judéia, João, o Batizador, da prisão, manda perguntar-lhe: “És tu Aquele Que Vem?” Em resposta Jesus diz aos mensageiros: “Ide e relatai a João o que vistes e ouvistes: os cegos estão recebendo visão, os coxos estão andando, os leprosos estão sendo purificados e os surdos estão ouvindo, os mortos estão sendo levantados, os pobres são informados das boas novas. E feliz é aquele que não tropeçou por causa de mim.” — 7:19, 22, 23.
18 Acompanhado dos 12, Jesus vai “de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e declarando as boas novas do reino de Deus”. Ele profere a ilustração do semeador, e conclui a palestra dizendo: “Portanto, prestai atenção a como escutais; pois a quem tiver, mais será dado, mas quem não tiver, até mesmo o que imagina ter lhe será tirado.” (8:1, 18) Jesus continua a realizar obras maravilhosas e milagres. Dá também aos 12 autoridade sobre os demônios e o poder de curar doenças e os envia “a pregar o reino de Deus e a curar”. Cinco mil pessoas são miraculosamente alimentadas. Jesus é transfigurado no monte e, no dia seguinte, sara um menino possesso de demônio a quem os discípulos não conseguiram curar. Ele acautela os que o querem seguir: “As raposas têm covis e as aves do céu têm poleiros, mas o Filho do homem não tem onde deitar a cabeça.” Para a pessoa ser apta para o Reino de Deus, ela deve colocar as mãos no arado e não olhar para trás. — 9:2, 58.
19 O ministério posterior de Jesus na Judéia (10:1-13:21). Jesus envia mais 70 à “colheita”, e eles ficam cheios de alegria com o êxito de seu ministério. Enquanto Jesus prega, um homem, querendo mostrar-se justo, pergunta-lhe: “Quem é realmente o meu próximo?” Em resposta, Jesus profere a ilustração do samaritano prestativo. Certo homem, que jazia semimorto à beira da estrada por ter sido espancado por salteadores, é ignorado por um sacerdote e por um levita que passam por ali. Um desprezado samaritano é quem pára, trata ternamente de seus ferimentos, carrega-o no seu próprio animal, leva-o a uma hospedaria e paga para que se tome conta dele. Sim, é “aquele que agiu misericordiosamente para com ele” que se fez o próximo. — 10:2, 29, 37.
20 Na casa de Marta, Jesus a repreende brandamente por estar ansiosa demais pelas tarefas domésticas, e elogia Maria por escolher a melhor parte, sentando-se e ouvindo a sua palavra. Ensina a seus discípulos a oração-modelo e também a necessidade de persistência em oração, dizendo: “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis.” Mais tarde expulsa demônios e declara felizes “os que ouvem a palavra de Deus e a guardam”. Durante uma refeição, ele entra em conflito com os fariseus por causa da Lei, e profere ais sobre eles por terem tirado “a chave do conhecimento”. — 11:9, 28, 52.
21 Estando novamente com as multidões, alguém insta com Jesus: “Dize a meu irmão que divida comigo a herança.” Jesus vai ao âmago do problema, replicando: “Mantende os olhos abertos e guardai-vos de toda sorte de cobiça, porque mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” Daí, ele profere a ilustração do homem rico que derrubou seus celeiros para construir maiores, só para morrer naquela mesma noite e deixar a sua riqueza para outros. Jesus destaca concisamente o ponto: “Assim é com o homem que acumula para si tesouro, mas não é rico para com Deus.” Após instar seus discípulos a buscar primeiro o Reino de Deus, Jesus lhes diz: “Não temas, pequeno rebanho, porque aprouve a vosso Pai dar-vos o reino.” Curar ele no sábado uma mulher que estivera doente por 18 anos, resulta em mais conflitos com seus opositores, que são envergonhados. — 12:13, 15, 21, 32.
22 O ministério posterior de Jesus, mormente na Peréia (13:22-19:27). Jesus emprega ilustrações vívidas ao chamar a atenção de seus ouvintes ao Reino de Deus. Mostra que os que buscam preeminência e honra serão rebaixados. Que aquele que oferece uma refeição convide os pobres, que não têm como retribuir; será feliz e se lhe “pagará de volta na ressurreição dos justos”. A seguir, há a ilustração do homem que oferece uma lauta refeição noturna. Um após o outro, os convidados apresentam desculpas: um comprou um campo, outro comprou algumas cabeças de gado e ainda outro acaba de tomar uma esposa. Irado, o dono da casa manda trazer “os pobres, e os aleijados, e os cegos, e os coxos”, e declara que nenhum dos primeiramente convidados nem sequer “provará” a sua refeição. (14:14, 21, 24) Ele profere a ilustração da ovelha perdida que é encontrada, dizendo: “Eu vos digo que assim haverá mais alegria no céu por causa de um pecador que se arrepende, do que por causa de noventa e nove justos que não precisam de arrependimento.” (15:7) A ilustração da mulher que varre a casa para recuperar uma moeda de dracma destaca um ponto similar.
23 Jesus fala então sobre o filho pródigo que pediu ao pai a sua parte dos bens e daí esbanjou-a “por levar um vida devassa”. Vindo a estar em grande necessidade, o filho caiu em si e voltou à casa para apelar para a misericórdia de seu pai. Seu pai, penalizado, “correu e lançou-se-lhe ao pescoço e o beijou ternamente”. Providenciou-se roupa boa, preparou-se uma lauta refeição, e “principiaram a regalar-se”. Mas o irmão mais velho objetou. Com benignidade, seu pai o corrigiu: “Filho, tu sempre estiveste comigo e todas as minhas coisas são tuas; mas nós simplesmente tivemos de nos regalar e alegrar, porque este teu irmão estava morto, e voltou a viver, e estava perdido, mas foi achado.” — 15:13, 20, 24, 31, 32.
24 Ao ouvir a ilustração do mordomo injusto, os fariseus, amantes do dinheiro, escarnecem do ensino de Jesus, mas ele lhes diz: “Vós sois os que vos declarais justos perante os homens, mas Deus conhece os vossos corações; porque aquilo que é altivo entre os homens é uma coisa repugnante à vista de Deus.” (16:15) Mediante a ilustração do rico e Lázaro, mostra quão grande é o precipício estabelecido entre os favorecidos e os desaprovados por Deus. Jesus adverte os discípulos de que haverá causas para tropeço, mas “ai daquele por meio de quem vêm!” Fala das dificuldades que sobrevirão ‘quando o Filho do homem for revelado’. “Lembrai-vos da mulher de Ló”, diz-lhes ele. (17:1, 30, 32) Por meio de uma ilustração, assegura que Deus certamente agirá em favor dos que “clamam a ele dia e noite”. (18:7) Daí, mediante outra ilustração, ele censura os autojustos: um fariseu, orando no templo, agradece a Deus que ele não é como os outros homens. Um cobrador de impostos, de pé à distância, nem sequer disposto a levantar os olhos para o céu, ora: “Ó Deus, sê clemente para comigo pecador.” Como Jesus avalia isso? Ele declara o cobrador de impostos mais justo do que o fariseu, “porque todo o que se enaltecer será humilhado, mas quem se humilhar será enaltecido”. (18:13, 14) Jesus é recebido como hóspede, em Jericó, pelo cobrador de impostos Zaqueu, e profere a ilustração das dez minas, contrastando o resultado de a pessoa fielmente usar os interesses que lhe são confiados com o de a pessoa escondê-los.
25 Ministério público final em Jerusalém e nas imediações (19:28-23:25). Quando Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho e é aclamado pela multidão de discípulos como sendo “Aquele que vem como Rei em nome de Jeová”, os fariseus pedem-lhe que os repreenda. Jesus replica: “Se estes permanecessem calados, as pedras clamariam.” (19:38, 40) Profere a sua memorável profecia sobre a destruição de Jerusalém, dizendo que ela será cercada com estacas pontiagudas, afligida, e, junto com seus filhos, despedaçada contra o chão, e que não se deixará pedra sobre pedra. Jesus ensina o povo no templo, declarando as boas novas e respondendo às perguntas sutis dos principais sacerdotes, dos escribas e dos saduceus, por meio de ilustrações e argumentos hábeis. Jesus fornece uma descrição vigorosa do grande sinal do fim, mencionando novamente o cerco de Jerusalém por exércitos acampados. Os homens ficarão desalentados de temor das coisas que sobrevirão, mas quando essas coisas ocorrerem, seus seguidores deverão ‘erguer-se e levantar a cabeça, porque o seu livramento estar-se-á aproximando’. Devem manter-se despertos para serem bem sucedidos em escapar do que está destinado a ocorrer. — 21:28.
26 Chegamos a 14 de nisã de 33 EC. Jesus celebra a Páscoa e daí anuncia “o novo pacto” a seus apóstolos fiéis, relacionando isto com a refeição simbólica que lhes ordena observar em memória dele. Ele lhes diz também: “Eu faço convosco um pacto, assim como meu Pai fez comigo um pacto, para um reino.” (22:20, 29) Naquela mesma noite, enquanto Jesus ora no monte das Oliveiras, ‘aparece-lhe um anjo do céu e o fortalece. Mas, ficando em agonia, continua a orar mais seriamente; e seu suor torna-se como gotas de sangue caindo ao chão’. A situação fica mais tensa à medida que Judas, o traidor, conduz a turba para prender Jesus. Os discípulos clamam: “Senhor, devemos golpeá-los com a espada?” Um deles decepa a orelha do escravo do sumo sacerdote, mas Jesus os censura e cura o homem ferido. — 22:43, 44, 49.
27 Jesus é levado às pressas à casa do sumo sacerdote para interrogatório, e no frio da noite Pedro se mistura com a multidão ao redor do fogo. Em três ocasiões ele é acusado de ser seguidor de Jesus, e três vezes ele o nega. Daí, o galo canta. O Senhor volta-se e olha para Pedro, e Pedro, lembrando-se de como Jesus havia predito precisamente isso, sai e chora amargamente. Após ser arrastado ao Sinédrio, Jesus é então conduzido perante Pilatos e acusado de subverter a nação, proibir o pagamento de impostos, e ‘dizer que ele mesmo é Cristo, um rei’. Pilatos, ao saber que Jesus é galileu, envia-o a Herodes, que por acaso está em Jerusalém na ocasião. Herodes e seus guardas se divertem às custas de Jesus e o mandam de volta para um julgamento diante de uma turba exaltada. Pilatos ‘entrega Jesus à vontade deles’. — 23:2, 25.
28 Morte, ressurreição e ascensão de Jesus (23:26-24:53). Jesus é pregado na estaca entre dois malfeitores. Um deles escarnece de Jesus, mas o outro demonstra fé e pede para ser lembrado no Reino dele. Jesus promete: “Deveras, eu te digo hoje: Estarás comigo no Paraíso.” (23:43) Daí, se abate uma escuridão incomum, a cortina do santuário rasga-se pelo meio, e Jesus clama: “Pai, às tuas mãos confio o meu espírito.” Com isto, expira, e seu corpo é retirado e deitado num túmulo escavado na rocha. No primeiro dia da semana, as mulheres que vieram com ele da Galiléia vão ao túmulo, mas não encontram o corpo de Jesus. Assim como ele próprio predissera, ressuscitou ao terceiro dia! — 23:46.
29 Aparecendo sem se identificar a dois de seus discípulos na estrada para Emaús, Jesus fala sobre os seus sofrimentos e interpreta-lhes as Escrituras. Subitamente eles o reconhecem, mas ele desaparece. Comentam então: “Não se nos abrasavam os corações quando nos falava na estrada, ao nos abrir plenamente as Escrituras?” Voltam depressa a Jerusalém para contar isto aos outros discípulos. Enquanto ainda estão falando sobre essas coisas, Jesus aparece no seu meio. Eles não conseguem acreditar de tanta alegria e admiração. Então, ‘abre-lhes plenamente a mente para que compreendam’ pelas Escrituras o significado de tudo que acontecera. Lucas conclui o seu Evangelho com a descrição da ascensão de Jesus ao céu. — 24:32, 45.

*** w08 15/3 pp. 30-32 Destaques do livro de Lucas ***

A Palavra de Jeová É Viva

Destaques do livro de Lucas

ENTENDE-SE que o Evangelho de Mateus foi escrito primariamente aos judeus, e o Evangelho de Marcos aos não-judeus. O Evangelho de Lucas, porém, destinava-se a pessoas de todas as nações. Escrito por volta de 56-58 EC, o livro de Lucas é um relato abrangente sobre a vida e o ministério de Jesus.
Com o olhar de um médico atencioso e cuidadoso, Lucas descreve “todas as coisas com exatidão, desde o início” e abrange um período de 35 anos — de 3 AEC a 33 EC. (Luc. 1:3) Cerca de 60% do conteúdo de Lucas não é mencionado em nenhum outro Evangelho.

MINISTÉRIO INICIAL

(Luc. 1:1-9:62)

Depois de contar detalhes sobre o nascimento de João Batista e de Jesus, Lucas nos diz que João começou seu ministério no 15.° ano do reinado de Tibério César, ou seja, na primavera de 29 EC. (Luc. 3:1, 2) Jesus foi batizado por João no outono daquele ano. (Luc. 3:21, 22) Por volta de 30 EC, ‘Jesus voltou então no poder do espírito para a Galiléia e começou a ensinar nas sinagogas’ locais. — Luc. 4:14, 15.
Jesus iniciou sua primeira jornada de pregação na Galiléia. Ele disse às multidões: “Tenho de declarar as boas novas do reino de Deus também a outras cidades.” (Luc. 4:43) Com ele foram o pescador Simão e outros. Ele disse: ‘Doravante apanhareis vivos a homens.’ (Luc. 5:1-11; Mat. 4:18, 19) Os 12 apóstolos estavam com Jesus durante sua segunda jornada de pregação na Galiléia. (Luc. 8:1) Na terceira jornada, ele enviou os 12 “a pregar o reino de Deus e a curar”. — Luc. 9:1, 2.

Perguntas bíblicas respondidas:

1:35 — Será que foi usado um óvulo de Maria na sua gravidez? Para que o bebê fosse descendente legítimo dos ancestrais de Maria (Abraão, Judá e Davi), conforme promessa de Deus, um óvulo seu teria de ser usado na gravidez. (Gên. 22:15, 18; 49:10; 2 Sam. 7:8, 16) No entanto, o espírito santo de Jeová foi usado para transferir a vida perfeita do Filho de Deus e causar a concepção. (Mat. 1:18) Parece que isso anulou qualquer imperfeição no óvulo de Maria e, desde o início, protegeu o embrião em desenvolvimento contra qualquer dano.
1:62 — Zacarias ficou surdo e mudo? Não. Apenas sua fala foi afetada. Não foi por Zacarias estar surdo que outros lhe perguntaram “por sinais” que nome ele daria ao filho. Provavelmente ele ouviu o que sua esposa disse a respeito do nome da criança. Talvez outros tenham perguntado sobre isso a Zacarias por meio de gestos. O fato de que apenas sua fala precisava ser restabelecida indica que a audição de Zacarias não havia sido afetada. — Luc. 1:13, 18-20, 60-64.
2:1, 2 — Como a referência a “este primeiro registro” ajuda a determinar a época do nascimento de Jesus? Foi realizado mais de um registro sob César Augusto. O primeiro foi em 2 AEC, cumprindo Daniel 11:20, e o segundo em 6 ou 7 EC. (Atos 5:37) Quirino foi governador da Síria durante ambos esses registros, aparentemente exercendo esse cargo duas vezes. A referência de Lucas a esse primeiro registro estabelece a data do nascimento de Jesus em 2 AEC.
2:35 — Em que sentido “uma longa espada” traspassaria a alma de Maria? Isso se refere à tristeza que Maria teria ao ver a maioria de seu povo rejeitar a Jesus como Messias e o pesar que sentiria por causa de Sua morte dolorosa. — João 19:25.
9:27, 28 — Por que Lucas diz que a transfiguração ocorreu “oito dias” depois de Jesus ter prometido a seus discípulos que alguns deles ‘não provariam absolutamente a morte’ até que primeiro o vissem vindo no seu Reino, ao passo que Mateus e Marcos dizem que foi “seis dias depois”? (Mat. 17:1; Mar. 9:2) Pelo visto, Lucas inclui dois dias a mais — o dia em que a promessa foi feita e o dia de seu cumprimento.
9:49, 50 — Por que Jesus não impediu certo homem de expulsar demônios, apesar de ele não ser um de seus seguidores? Jesus não o impediu porque a congregação cristã ainda não havia sido formada. Assim, não se exigia que aquele homem acompanhasse fisicamente a Jesus para que exercesse fé no Seu nome e expulsasse demônios. — Mar. 9:38-40.

Lições para nós:

1:32, 33; 2:19, 51. Maria ‘preservou em seu coração’ os eventos e as palavras que cumpriram profecias. Será que nós guardamos em nosso coração o que Jesus predisse sobre a “terminação do sistema de coisas”, comparando o que ele disse com o que está acontecendo hoje? — Mat. 24:3.
2:37. O exemplo de Ana nos ensina que devemos adorar a Jeová com constância, ‘persistir em oração’ e não deixar de “nos ajuntar” em reuniões cristãs. — Rom. 12:12; Heb. 10:24, 25.
2:41-50. José deu prioridade aos interesses espirituais na sua vida e cuidou do bem-estar físico e espiritual de sua família. Nesses aspectos, ele estabeleceu um excelente exemplo para os chefes de família.
4:4. Não devemos ficar nem um dia sem considerar assuntos espirituais.
6:40. Um instrutor da Palavra de Deus deve estabelecer um bom exemplo para seus estudantes. Deve praticar o que ensina.
8:15. Para ‘reter a palavra e dar fruto com perseverança’, nós precisamos entender, valorizar e absorver a Palavra de Deus. É necessário meditar com oração quando lemos a Bíblia e as publicações bíblicas.

MINISTÉRIO POSTERIOR DE JESUS

(Luc. 10:1-24:53)

Jesus enviou outros 70 discípulos na sua frente a cidades e lugares na Judéia. (Luc. 10:1) Ele viajou de “cidade em cidade e de aldeia em aldeia, ensinando”. — Luc. 13:22.
Cinco dias antes da Páscoa de 33 EC, Jesus entrou em Jerusalém montado num jumentinho. Havia chegado o tempo para se cumprir o que ele havia dito aos seus discípulos: “O Filho do homem tem de passar por muitos sofrimentos e ser rejeitado pelos anciãos e pelos principais sacerdotes, e pelos escribas, e ser morto, e tem de ser levantado no terceiro dia.” — Luc. 9:22, 44.

Perguntas bíblicas respondidas:

10:18 — A que Jesus se referia quando disse aos 70 discípulos: “Comecei a observar Satanás já caído como relâmpago do céu”? Jesus não estava dizendo que Satanás já havia sido expulso do céu. Isso só aconteceu pouco depois de Cristo ter sido empossado como Rei celestial, em 1914. (Rev. 12:1-10) Embora não possamos afirmar com certeza, por se referir a um evento futuro usando um tempo verbal no passado, Jesus pelo visto estava enfatizando que aquilo com certeza aconteceria.
14:26 — Em que sentido os seguidores de Cristo devem “odiar” seus familiares? Na Bíblia, “odiar” pode se referir a amar menos uma pessoa ou um objeto do que outro. (Gên. 29:30, 31) Os cristãos devem “odiar” seus familiares no sentido de que devem amá-los menos do que amam a Jesus. — Mat. 10:37.
17:34-37 — Quem são “as águias”, e o que é “o corpo” ao qual elas se ajuntam? Aqueles ‘levados junto’, ou libertados, são comparados a águias de visão aguçada. “O corpo” ao qual são ajuntados é o verdadeiro Cristo na sua presença invisível e o alimento espiritual que Jeová lhes fornece. — Mat. 24:28.
22:44— Por que Jesus passou por tanta agonia? Isso aconteceu por várias razões. Jesus estava preocupado com o efeito que sua morte como se fosse criminoso teria sobre Jeová Deus e Seu nome. Além disso, Jesus sabia muito bem que sua vida eterna e o futuro da inteira raça humana dependiam de sua integridade.
23:44 — Foi um eclipse solar que causou a escuridão de três horas? Não. Eclipses solares só acontecem na Lua nova, não na Lua cheia, como é o caso na época da Páscoa. A escuridão que ocorreu no dia da morte de Jesus foi um milagre da parte de Deus.

Lições para nós:

11:1-4. A comparação dessas instruções com a fraseologia um tanto diferente da oração-modelo, dada no Sermão do Monte cerca de um ano e meio antes, mostra claramente que nossas orações não devem ser uma mera repetição de certas palavras. — Mat. 6:9-13.
11:5, 13. Embora Jeová esteja disposto a responder às nossas orações, devemos persistir em orar. — 1 João 5:14.
11:27, 28. A verdadeira felicidade vem de fazer fielmente a vontade de Deus, não de relacionamentos familiares ou de realizações materiais.
11:41. Nossas dádivas de misericórdia devem vir de um coração cheio de amor e de boa vontade.
12:47, 48. A pessoa que tem grandes responsabilidades, mas que falha em cuidar delas, é mais culpada do que quem não sabe ou não entende plenamente suas obrigações.
14:28, 29. Mostramos sabedoria quando vivemos dentro de nossas possibilidades.
22:36-38. Jesus não pediu a seus discípulos que levassem uma arma para proteção ou autodefesa. Em vez disso, o fato de terem espadas na noite em que Jesus foi traído possibilitou que ele lhes ensinasse uma importante lição: “Todos os que tomarem a espada perecerão pela espada.” — Mat. 26:52.

*** w89 15/11 pp. 24-25 Jóias do evangelho de Lucas ***

Jóias do evangelho de Lucas

O FILHO de Jeová, Jesus Cristo, é bem conhecido por ser compassivo. Quão apropriado, pois, que o evangelista Lucas enfatizasse a compaixão, a misericórdia e o sentimento de solidariedade. Tanto para judeus quanto para gentios, ele escreveu um relato realmente caloroso da vida terrestre de Jesus.
Certos aspectos deste Evangelho indicam que um erudito o escreveu. Por exemplo, possui introdução clássica e rico vocabulário. Isto se ajusta ao fato de que Lucas era médico culto. (Colossenses 4:14) Embora só se tornasse crente depois da morte de Jesus, ele acompanhou Paulo a Jerusalém depois da terceira viagem missionária do apóstolo. Portanto, depois da prisão de Paulo ali e seu encarceramento em Cesaréia, esse cuidadoso pesquisador pôde reunir informações entrevistando testemunhas oculares e consultando os registros públicos. (1:1-4; 3:1, 2) Talvez seu Evangelho tenha sido escrito em Cesaréia, em alguma época durante o confinamento de dois anos do apóstolo ali, por volta de 56-58 EC.

Particularidades Exclusivas

Pelo menos seis dos milagres de Jesus são exclusivos do Evangelho de Lucas. São eles: uma pesca milagrosa (5:1-6); a ressurreição do filho duma viúva, em Naim (7:11-15); a cura duma mulher encurvada (13:11-13); a cura dum homem que sofria de hidropisia (14:1-4); a purificação de dez leprosos (17:12-14) e a restauração da orelha do escravo do sumo sacerdote. — 22:50, 51.
Também exclusivas no relato de Lucas são algumas das parábolas de Jesus. Estas incluem: os dois devedores (7:41-47); o samaritano prestativo (10:30-35); a figueira estéril (13:6-9); a lauta refeição noturna (14:16-24); o filho pródigo (15:11-32); o rico e Lázaro (16:19-31); e a viúva e o juiz injusto. — 18:1-8.

Incidentes Comoventes

O médico Lucas preocupava-se com mulheres, crianças e idosos. Ele foi o único a mencionar a esterilidade de Elisabete, sua concepção, e o nascimento de João. Só seu Evangelho relatou a aparição do anjo Gabriel a Maria. Lucas foi movido a dizer que o bebê de Elisabete pulou em sua madre quando Maria falou com ela. Só ele falou a respeito da circuncisão de Jesus e de sua apresentação no templo, onde foi visto pelos idosos Simeão e Ana. E devemos ao Evangelho de Lucas o que sabemos sobre a infância de Jesus e de João, o Batizador. — 1:1-2:52.
Quando Lucas escreveu sobre a pesarosa viúva de Naim que perdera seu filho único, ele disse que Jesus “teve pena dela” e daí restaurou a vida ao rapaz. (7:11-15) Registrado somente no Evangelho de Lucas, e também comovente, há o incidente envolvendo Zaqueu, chefe de cobradores de impostos. Sendo de estatura pequena, ele subiu numa árvore para ver Jesus. Que surpresa quando Jesus disse que ficaria na casa de Zaqueu! Lucas mostra que a visita resultou numa grande bênção para o alegre anfitrião. — 19:1-10.

No Estilo de Médico

Este Evangelho contém muitos termos ou palavras com significado ou importância médicos. Tais palavras não foram usadas, ou pelo menos não no sentido médico, por outros escritores das Escrituras Gregas Cristãs. Mas, é de esperar que um médico usasse linguagem médica.
Por exemplo, somente Lucas disse que a sogra de Pedro tinha ‘febre alta”. (4:38) Ele também escreveu: “Eis um homem cheio de lepra” (5:12) Para os outros evangelistas, era suficiente mencionar a lepra. Mas não era assim com o médico Lucas, que indicou que a doença do homem estava em estágio avançado.

Detalhes Sobre Costumes

Lucas disse que depois do nascimento de Jesus, Maria “o enfaixou”. (2:7) Era costume banhar um recém-nascido e então esfregá-lo com sal, talvez para secar a pele e torná-la firme. Daí, o bebê era envolvido em faixas, quase como uma múmia. As faixas mantinham o corpo estirado e aquecido, e passá-las por sob o queixo e por cima da cabeça talvez servisse para treinar a criança a respirar pelo nariz. Um relatório do século 19 a respeito de costumes similares de enfaixamento cita as palavras de um visitante em Belém: “Tomei a criaturinha em meus braços. Seu corpo estava rijo e inflexível de tão apertadamente enfaixado em linho branco e púrpura. Suas mãos e pés estavam bem cobertos, e sua cabeça, enfaixada com um xale pequeno, vermelho-claro, que passava por baixo do queixo e por sua testa em pequenas pregas.”
O Evangelho de Lucas também nos permite conhecer melhor os costumes no que tange a funerais no primeiro século. Jesus estava perto do portão de Naim quando viu que “um morto estava sendo carregado para fora, o filho unigênito de sua mãe [viúva]”, e “acompanhava-a também uma multidão considerável da cidade”. (7:11, 12) O sepultamento, em geral, era feito fora da cidade, e os amigos do falecido acompanhavam o corpo ao sepulcro. O esquife era uma maca, possivelmente feita de vime, com varas que se projetavam das pontas, que permitiam a quatro homens carregá-lo nos ombros à medida que a procissão se dirigia ao local do sepultamento.
Em outra ilustração registrada por Lucas, Jesus falou a respeito dum homem atacado por salteadores. Um samaritano prestimoso “lhe atou as feridas, derramando nelas azeite e vinho”. (10:34) Este era o modo costumeiro de cuidar de ferimentos. O azeite de oliveira servia para lenir e amenizar as feridas. (Isaías 1:6) Mas que dizer do vinho? A revista The Journal of the American Medical Association disse: “O vinho era um dos principais remédios na Grécia. . . . Hipócrates de Cós (460-370 AC) . . . fez uso extensivo do vinho, prescrevendo-o como curativo para feridas, como agente arrefecedor da febre, como purgante e como diurético.” A ilustração de Jesus aludia às propriedades antissépticas e desinfetantes do vinho, bem como à eficácia do azeite de oliveira em ajudar na cura de feridas. Naturalmente, a lição da parábola é que o genuíno próximo age com misericórdia. É assim que devemos lidar com outros. — 10:36, 37.

Lições de Humildade

Lucas foi o único a relatar uma ilustração feita por Jesus ao notar convidados que escolhiam os lugares mais destacados numa refeição. Nos banquetes, os convidados se recostavam em divãs colocados em três lados duma mesa. Os que serviam tinham acesso à mesa pelo quarto lado. Costumeiramente, um divã era ocupado por três pessoas, cada uma de frente para a mesa enquanto se apoiava sobre o cotovelo esquerdo e se servia com a mão direita. As três posições indicavam que a pessoa ocupava o lugar superior, o intermediário ou o inferior no divã. Quem ocupasse a posição inferior no terceiro divã tinha o lugar mais baixo na refeição. Jesus disse: ‘Quando fores convidado para uma festa, escolhe o lugar mais baixo e o anfitrião te dirá: “Vai mais para cima.” Então terás honra na frente de todos os que contigo foram convidados.’ (14:7-10) Sim, consideremos os outros, humildemente, como superiores a nós. De fato, ao aplicar a ilustração, Jesus disse: “Todo aquele que se enaltecer será humilhado, e aquele que se humilhar será enaltecido.” — 14:11.
Também destacando a humildade, e exclusiva do Evangelho de Lucas, há a ilustração a respeito de um cobrador de impostos e um fariseu orando no templo. Entre outras coisas, o fariseu disse: “Jejuo duas vezes por semana.” (18:9-14) A Lei exigia somente um jejum anual. (Levítico 16:29) Mas, os fariseus levavam o assunto do jejum ao extremo. O homem, na ilustração, jejuava no segundo dia da semana, porque se pensava que fosse neste dia que Moisés subiu ao monte Sinai, onde recebeu as duas tábuas do Testemunho. Acredita-se que ele desceu do monte no quinto dia da semana. (Êxodo 31:18; 32:15-20) O fariseu citou seu jejum bissemanal como prova de sua piedade. Mas, essa ilustração deve motivar-nos a sermos humildes, não autojustos.
Essas jóias do Evangelho de Lucas provam que ele é singular e instrutivo. Os incidentes registrados ajudam-nos a reviver eventos tocantes na vida terrestre de Jesus. Beneficiamo-nos também das informações de como eram certos costumes. Contudo, seremos especialmente abençoados se realmente aplicarmos tais lições, como as sobre misericórdia e humildade, tão bem ensinadas neste Evangelho de Lucas, o médico amado.

Fonte consultada ou traduzida: Biblioteca On-Line da Torre de Vigia: Destaques do livro de Lucas

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