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Destaques para a leitura da Bíblia: Mateus


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*** it-2 pp. 784-786 Mateus, Boas Novas Segundo ***

Mateus, Boas Novas Segundo

O relato inspirado sobre a vida de Jesus Cristo, sem dúvida escrito na Palestina pelo ex-cobrador de impostos Mateus, ou Levi. É o primeiro livro das Escrituras Gregas Cristãs e desde tempos antigos tem sido considerado como o primeiro Evangelho a ser escrito. O relato de Mateus começa com os antepassados humanos de Jesus, seguido pelo nascimento dele, e conclui com a comissão de Cristo dada aos seus seguidores após a ressurreição dele, de irem e ‘fazerem discípulos de pessoas de todas as nações’. (Mt 28:19, 20) Portanto, abrange o período entre o nascimento de Jesus em 2 AEC e a sua reunião com os discípulos pouco antes da sua ascensão em 33 EC.
Tempo da Escrita. Subscritos que em diversos manuscritos aparecem no fim do Evangelho de Mateus (todos posteriores ao décimo século EC), dizem que o relato foi escrito por volta do oitavo ano após a ascensão de Cristo (c. 41 EC). Isto não discorda da evidência interna. Não se fazer referência ao cumprimento da profecia de Jesus a respeito da destruição de Jerusalém aponta para um tempo de composição anterior a 70 EC. (Mt 5:35; 24:16) E a expressão “até o dia de hoje” (27:8; 28:15) indica um lapso de tempo entre os eventos considerados e o tempo da escrita.
Originalmente Escrito em Hebraico. A evidência externa no sentido de que Mateus escreveu este Evangelho originalmente em hebraico remonta a Pápias de Hierápolis, do segundo século EC. Eusébio cita Pápias como declarando: “Mateus coletou os oráculos na língua hebraica.” (The Ecclesiastical History [A História Eclesiástica], III, XXXIX, 16) Logo no início do terceiro século, Orígenes fez referência ao relato de Mateus, e, considerando os quatro Evangelhos, ele é citado por Eusébio como dizendo que o “primeiro foi escrito . . . segundo Mateus, que havia sido cobrador de impostos, mas que depois foi um apóstolo de Jesus Cristo, . . . no idioma hebraico”. (The Ecclesiastical History, VI, XXV, 3-6) O erudito Jerônimo (do quarto e quinto século EC) escreveu na sua obra De viris inlustribus (A Respeito de Homens Ilustres), capítulo III, que Mateus “compôs um Evangelho de Cristo, na Judéia, na língua e nos caracteres hebraicos, para o benefício dos da circuncisão que tinham crido. . . . Ademais, o próprio hebraico acha-se preservado até os dias de hoje na biblioteca de Cesaréia, que o mártir Panfílio tão diligentemente coletou”. — Tradução do texto latino, editada por E. C. Richardson e publicada na série “Texte und Untersuchungen zur Geschichte der altchristlichen Literatur” (Textos e Pesquisas da História da Literatura Cristã Antiga), Leipzig, 1896, Vol. 14, pp. 8, 9.
Sugeriu-se que Mateus, depois de compilar seu relato em hebraico, talvez o traduzisse ele mesmo para o coiné, o grego comum.
Informações Exclusivas do Evangelho de Mateus. Um exame do relato de Mateus revela que mais de 40 por cento da matéria contida nele não se encontra nos outros três Evangelhos. A genealogia de Jesus apresentada por Mateus é exclusiva (Mt 1:1-16), tendo um enfoque diferente da apresentada por Lucas (Lu 3:23-38). A comparação entre as duas indica que Mateus fornece a genealogia legal através de José, pai adotivo de Jesus, ao passo que Lucas, pelo visto, apresenta a genealogia natural de Jesus. Outros incidentes mencionados apenas no relato de Mateus são: a reação de José à gravidez de Maria, o aparecimento de um anjo a José, num sonho (Mt 1:18-25), a visita dos astrólogos, a fuga para o Egito, a matança dos meninos de Belém e dos seus distritos (cap. 2), e o sonho da esposa de Pilatos a respeito de Jesus (27:19).
Pelo menos dez parábolas, ou ilustrações, encontradas no relato de Mateus não são mencionadas nos outros Evangelhos. Estas incluem quatro no capítulo 13, aquelas sobre o joio no campo, sobre o tesouro escondido, sobre “uma pérola de grande valor” e sobre a rede de arrasto. Outras ilustrações são sobre o escravo impiedoso (Mt 18:23-35), os trabalhadores no vinhedo (20:1-16), o casamento do filho do rei (22:1-14), as dez virgens (25:1-13) e os talentos (25:14-30).
Ocasionalmente, Mateus fornece pormenores suplementares. Embora a matéria do Sermão do Monte também apareça no relato de Lucas (Lu 6:17-49), o Evangelho de Mateus, neste respeito, é muito mais extensivo. (Mt 5:1-7:29) Ao passo que Marcos, Lucas e João mencionam a alimentação milagrosa de cerca de 5.000 homens, Mateus acrescenta “além de mulheres e criancinhas”. (Mt 14:21; Mr 6:44; Lu 9:14; Jo 6:10) Mateus menciona dois homens possessos por demônios, encontrados por Jesus no país dos gadarenos, ao passo que Marcos e Lucas mencionam apenas um. (Mt 8:28; Mr 5:2; Lu 8:27) Mateus conta também que dois cegos foram curados em determinada ocasião, ao passo que Marcos e Lucas mencionam apenas um. (Mt 20:29, 30; Mr 10:46, 47; Lu 18:35, 38) Naturalmente, todos os escritores estavam certos no sentido de que pelo menos uma pessoa estava envolvida em cada incidente. Mateus, porém, foi muitas vezes mais explícito quanto ao número. Isto talvez se possa atribuir à sua anterior ocupação de cobrador de impostos.
Uso das Escrituras Hebraicas por Mateus. Calculou-se que o Evangelho de Mateus contém cerca de cem referências às Escrituras Hebraicas. Aproximadamente 40 delas são citações diretas de passagens. Estas incluem as citações das Escrituras Hebraicas e as alusões a elas pelo próprio Cristo, entre as quais há as seguintes: os inimigos do homem seriam pessoas de sua própria família (Mt 10:35, 36; Miq 7:6); a identificação de João, o Batizador, como o “Elias” que havia de vir (Mt 11:13, 14; 17:11-13; Mal 4:5); a comparação entre o que se passou com Jesus e com Jonas (Mt 12:40; Jon 1:17); o mandamento de honrar os pais (Mt 15:4; Êx 20:12; 21:17); honra prestada a Deus só de lábios (Mt 15:8, 9; Is 29:13); a necessidade de duas ou mais testemunhas (Mt 18:16; De 19:15); declarações sobre o casamento (Mt 19:4-6; Gên 1:27; 2:24); diversos mandamentos (Mt 5:21, 27, 38; 19:18, 19; Êx 20:12-16; 21:24; Le 19:18; 24:20; De 19:21); o templo transformado em “covil de salteadores” (Mt 21:13; Is 56:7; Je 7:11); a rejeição de Jesus, “a pedra” que se tornou “a principal pedra angular” (Mt 21:42; Sal 118:22, 23); os adversários do Senhor de Davi postos debaixo dos seus pés (Mt 22:44; Sal 110:1); a coisa repugnante no lugar santo (Mt 24:15; Da 9:27); os discípulos de Jesus espalhados (Mt 26:31; Za 13:7); Cristo aparentemente abandonado por Deus (Mt 27:46; Sal 22:1). Há também as declarações de Jesus ao resistir às tentações de Satanás. — Mt 4:4, 7, 10; De 8:3; 6:16, 13.
É também de interesse que a aplicação inspirada das profecias das Escrituras Hebraicas a Jesus, feita por Mateus, prova que Esse é o prometido Messias. Este aspecto seria de interesse especial para os judeus, para os quais o relato parece ter sido originalmente intencionado. Essas profecias incluem: Jesus nascer duma virgem (Mt 1:23; Is 7:14); seu nascimento em Belém (Mt 2:6; Miq 5:2); ser ele chamado do Egito (Mt 2:15; Os 11:1); a lamentação por causa da morte dos meninos mortos (Mt 2:16-18; Je 31:15); João, o Batizador, preparar o caminho para Jesus (Mt 3:1-3; Is 40:3); o ministério de Jesus trazer luz (Mt 4:13-16; Is 9:1, 2); carregar ele com doenças (Mt 8:14-17; Is 53:4); usar ele ilustrações (Mt 13:34, 35; Sal 78:2); a entrada de Jesus em Jerusalém num jumentinho (Mt 21:4, 5; Za 9:9); ser o Cristo traído por 30 moedas de prata (Mt 26:14, 15; Za 11:12).
Registro Exato, Proveitoso. Por Mateus ser associado íntimo de Jesus Cristo durante os últimos anos de vida deste na terra, e por assim ser testemunha ocular do seu ministério, é compreensível que ele pudesse registrar um Evangelho comovente e significativo. Nós o possuímos na forma do registro da vida de Jesus Cristo, feito por este ex-cobrador de impostos. O espírito de Deus o habilitou a lembrar-se em pormenores do que Jesus disse e fez na terra. (Jo 14:26) Portanto, Mateus retratou Jesus de Nazaré de modo exato como o Filho amado de Deus, que tinha aprovação divina, como aquele que veio para “ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos”, e como o predito Rei messiânico, que havia de chegar em glória. (Mt 20:28; 3:17; 25:31) Quando Jesus esteve na terra, ele indicou as suas obras e pôde verazmente dizer: “Aos pobres estão sendo declaradas as boas novas.” (11:5) E atualmente, multidões, tanto de judeus naturais como de não-judeus, tiram grande proveito dessas boas novas do Reino, conforme registradas no Evangelho de Mateus. — Mt 4:23 n.

[Destaques na página 785]

Destaques De Mateus

O relato da vida de Jesus pelo apóstolo Mateus; escrito primariamente visando os judeus, este Evangelho demonstra que Jesus é o predito Rei messiânico.
O primeiro Evangelho a ser escrito, foi provavelmente composto primeiro em hebraico, cerca de oito anos após a morte e ressurreição de Cristo.

Pormenores da vida de Jesus cumprem profecias messiânicas.

Jesus nasce duma virgem, como descendente de Abraão na linhagem de Davi, em Belém. (1:1-23; 2:1-6)
Matança dos meninos; ele é chamado do Egito. (2:14-18)
Cria-se em Nazaré; João, o Batizador, prepara o caminho para ele. (2:23-3:3)
Mostra ser uma luz na Galiléia. (4:13-16)
Realiza muitas curas milagrosas. (8:16, 17)
Ajuda de bom grado os de condição humilde. (12:10-21)
Ensina, usando ilustrações; o coração de muitos é insensível. (13:10-15, 34, 35)
Jesus entra em Jerusalém montado num jumentinho; é aclamado como o Filho de Davi pelas multidões, mas rejeitado pelos “construtores” judeus. (21:1-11, 15, 42)
Judas o trai por 30 moedas de prata, dinheiro que mais tarde é usado para comprar um campo de oleiro. (26:14, 15, 48, 49; 27:3-10)
Seus discípulos são espalhados. (26:31)
Jesus fica no túmulo por partes de três dias. (12:39, 40)

Jesus proclama as boas novas do Reino de Deus.

Depois de João ser preso, Jesus proclama: “O reino dos céus se tem aproximado.” (4:12-23)
Ele visita todas as cidades e aldeias da Galiléia para pregar as boas novas do Reino. (9:35)
Instrui seus 12 discípulos e os envia para pregar o Reino. (10:1-11:1)
Revela verdades sobre o Reino, contando as parábolas do semeador, do trigo e do joio, do grão de mostarda, do fermento, do tesouro escondido num campo, da pérola de grande valor, da rede de arrasto, dos trabalhadores no vinhedo, dos dois filhos, dos lavradores iníquos e da festa de casamento do filho dum rei. (13:3-50; 20:1-16; 21:28-41; 22:1-14)
Responde à pergunta dos discípulos sobre o sinal da sua presença, incluindo na sua resposta uma previsão da pregação global das boas novas do Reino. (24:3-25:46)

Jesus expõe a hipocrisia dos líderes religiosos.

Ele mostra que estes desvirtuam o objetivo do sábado e que as tradições deles invalidam a Palavra de Deus. (12:3-7; 15:1-14)
Expõe a falta de fé deles, seu espírito assassino, sua hipocrisia e seu orgulho. (12:24-42; 16:1-4; 21:43-45; 23:2-36)
Expõe a total desconsideração deles à justiça, à misericórdia e à fidelidade. (23:23, 24; 9:11-13)

Jesus dá excelente conselho aos seus seguidores.

No Sermão do Monte, Jesus mostra por que seus discípulos seriam realmente felizes; avisa contra a fúria e exorta-os a fazerem as pazes um com o outro, e a amarem mesmo seus inimigos; fala sobre o perigo de pensamentos adúlteros; aconselha contra a hipocrisia, ensina a orar, avisa contra o materialismo e recomenda buscar primeiro o Reino de Deus e a Sua justiça; acautela seus ouvintes a não serem críticos demais, diz-lhes que devem orar constantemente, e exorta-os a se darem conta de que a estrada para a vida é apertada, e que eles devem produzir frutos excelentes. (5:1-7:27)
Jesus exorta à humildade e avisa contra fazer outros tropeçar; mostra como resolver diferenças. (18:1-17, 21-35)
Especifica a norma cristã para o casamento e o divórcio. (19:3-9)

Morte e ressurreição do Filho de Deus.

Na noite da Páscoa, Jesus institui a Comemoração da sua iminente morte. (26:26-30)
Traído e preso, o Sinédrio o julga merecedor de morte. (26:46-66)
É interrogado por Pilatos, depois chicoteado, escarnecido e pregado na estaca. (27:2, 11-54)
Jesus é sepultado; ele é ressuscitado e aparece aos seus seguidores; comissiona-os a irem e fazerem discípulos de pessoas de todas as nações. (27:57-28:20)


*** si pp. 177-180 Livro bíblico número 40 — Mateus ***


Conteúdo De Mateus

11 Apresentação de Jesus e das novas do “reino dos céus” (1:1-4:25). Logicamente, Mateus inicia com a genealogia de Jesus, provando o direito legal de Jesus qual herdeiro de Abraão e de Davi. A atenção do leitor judeu é assim atraída. Daí, lemos o relato da concepção milagrosa de Jesus, seu nascimento em Belém, a visita dos astrólogos, a fúria de Herodes ao matar todos os meninos em Belém com menos de dois anos, a fuga de José e Maria para o Egito com a criancinha, e seu subseqüente retorno para residir em Nazaré. Mateus tem o cuidado de trazer à atenção o cumprimento de profecias para provar que Jesus é o predito Messias. — Mat. 1:23—Isa. 7:14; Mat. 2:1-6—Miq. 5:2; Mat. 2:13-18—Osé. 11:1 e Jer. 31:15; Mat. 2:23—Isa. 11:1, nota.
12 O relato de Mateus dá então um salto no tempo de quase 30 anos. João, o Batizador, prega no ermo da Judéia: “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” (Mat. 3:2) Ele batiza os judeus arrependidos no rio Jordão e adverte os fariseus e os saduceus sobre o vindouro furor. Jesus vem da Galiléia e é batizado. Imediatamente, o espírito de Deus desce sobre ele, e uma voz dos céus diz: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado.” (3:17) Jesus é então conduzido ao ermo, onde, depois de jejuar por 40 dias, é tentado por Satanás, o Diabo. Repele a Satanás três vezes por citar a Palavra de Deus, dizendo por fim: “Vai-te, Satanás! Pois está escrito: ‘É a Jeová, teu Deus, que tens de adorar e é somente a ele que tens de prestar serviço sagrado.’” — 4:10.
13 “Arrependei-vos, pois o reino dos céus se tem aproximado.” Estas palavras eletrizantes são agora proclamadas na Galiléia pelo ungido Jesus. Ele convida quatro pescadores a deixar suas redes para segui-lo e tornar-se “pescadores de homens”, e viaja com eles por “toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas deles e pregando as boas novas do reino, e curando toda sorte de moléstias e toda sorte de enfermidades entre o povo”. — 4:17, 19, 23.
14 O Sermão do Monte (5:1-7:29). À medida que multidões começam a segui-lo, Jesus sobe num monte, senta-se e começa a ensinar seus discípulos. Inicia este emocionante discurso com nove ‘felicidades’: felizes os cônscios de sua necessidade espiritual, aqueles que pranteiam, os de temperamento brando, os famintos e os sedentos da justiça, os misericordiosos, os puros de coração, os pacíficos, os perseguidos por causa da justiça e os que são vítimas de vitupérios e mentiras. “Alegrai-vos e pulai de alegria, porque sua recompensa é grande nos céus.” Chama seus discípulos de “sal da terra” e de “luz do mundo”, e explica a justiça, tão diferente do formalismo dos escribas e dos fariseus, que é requerida para se entrar no Reino dos céus. “Tendes de ser perfeitos, assim como o vosso Pai celestial é perfeito.” — 5:12-14, 48.
15 Jesus adverte contra dádivas e orações hipócritas. Ensina seus discípulos a orar pela santificação do nome do Pai, pela vinda do Seu Reino e pelo sustento diário. No transcorrer do inteiro sermão, Jesus mantém em foco o Reino. Acautela os que o seguem para que não se preocupem e nem trabalhem apenas pelas riquezas materiais, pois o Pai conhece suas necessidades reais. “Persisti, pois”, diz ele, “em buscar primeiro o reino e Sua justiça, e todas estas outras coisas vos serão acrescentadas”. — 6:33.
16 O Amo dá conselhos sobre relações com outros, dizendo: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles.” Os poucos que encontram a estrada da vida serão os que fazem a vontade de seu Pai. Os obreiros do que é contra a lei serão conhecidos pelos seus frutos e serão rejeitados. Jesus compara aquele que obedece às suas palavras ao “homem discreto, que construiu a sua casa sobre a rocha”. Que efeito tem este discurso sobre as multidões que o ouvem? Ficam “assombradas com o seu modo de ensinar”, pois ele ensina ‘como quem tem autoridade, e não como seus escribas’. — 7:12, 24-29.
17 Expansão da pregação do Reino (8:1-11:30). Jesus realiza muitos milagres — cura leprosos, paralíticos e possessos de demônios. Demonstra até mesmo autoridade sobre o vento e as ondas por acalmar uma tempestade, e ressuscita uma menina. Quanta compaixão sente Jesus pelas multidões, ao ver como são esfoladas e lançadas de um lado para outro, “como ovelhas sem pastor”! Por isso ele diz aos seus discípulos: “A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, rogai ao Senhor da colheita que mande trabalhadores para a sua colheita.” — 9:36-38.
18 Jesus escolhe e comissiona os 12 apóstolos. Dá-lhes instruções definidas sobre como efetuar seu trabalho e enfatiza a doutrina central do seu ensinamento: “Ao irdes, pregai, dizendo: ‘O reino dos céus se tem aproximado.’” Dá-lhes admoestação sábia e amorosa: “De graça recebestes, de graça dai.” “Mostrai-vos cautelosos como as serpentes, contudo, inocentes como as pombas.” Eles serão odiados e perseguidos, até mesmo por parentes chegados, mas Jesus lembra-lhes: “Quem achar a sua alma, perdê-la-á, e quem perder a sua alma por minha causa, achá-la-á.” (10:7, 8, 16, 39) Eles seguem seu caminho, para ensinar e pregar em suas cidades designadas! Jesus identifica João, o Batizador, como mensageiro enviado adiante dele, o prometido “Elias”, mas “esta geração” não aceita nem João nem ele, o Filho do homem. (11:14, 16) Assim, ai desta geração e das cidades que não se arrependeram ao ver suas obras poderosas! Mas aqueles que se tornam seus discípulos acharão refrigério para suas almas.
19 Refutados e denunciados os fariseus (12:1-50). Os fariseus tentam achar falta em Jesus na questão do sábado, mas ele refuta suas acusações e lança sobre eles forte condenação pela sua hipocrisia. Ele lhes diz: “Descendência de víboras, como podeis falar coisas boas quando sois iníquos? Pois é da abundância do coração que a boca fala.” (12:34) Nenhum sinal lhes será dado exceto o de Jonas, o profeta: o Filho do homem ficará três dias e três noites no coração da terra.
20 Sete ilustrações do Reino (13:1-58). Por que fala Jesus por meio de ilustrações? Ele explica aos discípulos: “A vós é concedido entender os segredos sagrados do reino dos céus, mas a esses não é concedido.” Declara seus discípulos felizes porque vêem e ouvem. De que instrução reanimadora ele os provê então! Depois de explicar a ilustração do semeador, Jesus conta as ilustrações do joio no campo, do grão de mostarda, do fermento, do tesouro escondido, da pérola de grande valor e da rede de arrasto — todas retratando algo relacionado com “o reino dos céus”. Contudo, o povo tropeça por causa dele, e Jesus lhes diz: “Um profeta não passa sem honra a não ser em seu próprio território e em sua própria casa.” — 13:11, 57.
21 Ministério e milagres adicionais do “Cristo” (14:1-17:27). Jesus está profundamente comovido com a notícia de que João, o Batizador, fora decapitado por ordem do fraco Herodes Ântipas. Alimenta milagrosamente uma multidão de mais de 5.000; caminha sobre o mar; refuta crítica adicional dos fariseus, sobre quem ele diz que estão ‘infringindo o mandamento de Deus por causa de sua tradição’; cura possessos de demônios, “coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros”; e novamente alimenta mais de 4.000, com sete pães e alguns peixinhos. (15:3, 30) Respondendo a uma pergunta de Jesus, Pedro identifica-o, dizendo: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivente.” Jesus elogia a Pedro e declara: “Sobre esta rocha construirei a minha congregação.” (16:16, 18) Jesus começa então a falar de sua iminente morte e de sua ressurreição no terceiro dia. Mas também promete que alguns de seus discípulos “não provarão absolutamente a morte, até que primeiro vejam o Filho do homem vir no seu reino”. (16:28) Seis dias mais tarde, Jesus leva Pedro, Tiago e João a um alto monte, a fim de o verem transfigurado em glória. Em visão, vêem Moisés e Elias conversando com ele, e ouvem uma voz do céu dizendo: “Este é meu Filho, o amado, a quem tenho aprovado; escutai-o.” Depois de descerem do monte, Jesus lhes diz que o prometido “Elias” já veio, e eles percebem que fala a respeito de João, o Batizador. — 17:5, 12.
22 Jesus aconselha seus discípulos (18:1-35). Enquanto se acham em Cafarnaum, Jesus fala aos discípulos a respeito da humildade, da grande alegria de se recuperar uma ovelha perdida e de resolver ofensas entre irmãos. Pedro pergunta: ‘Quantas vezes devo perdoar meu irmão?’, e Jesus responde: “Eu não te digo: Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes.” Para dar mais força a isto, Jesus conta a ilustração do escravo cujo amo lhe perdoou uma dívida de 60 milhões de denários. Mais tarde, este escravo mandou prender um co-escravo seu por causa de uma dívida de apenas 100 denários, e, em resultado disso, o escravo que não mostrou misericórdia foi da mesma forma entregue aos carcereiros. Jesus enfatiza o seguinte: “Do mesmo modo lidará também convosco o meu Pai celestial, se não perdoardes de coração cada um ao seu irmão.” — 18:21, 22, 35.
23 Os dias finais do ministério de Jesus (19:1- 22:46). O ritmo dos eventos acelera, e aumenta a tensão ao passo que os escribas e os fariseus ficam mais furiosos com o ministério de Jesus. Vêm para enlaçá-lo numa questão sobre divórcio, mas fracassam; Jesus mostra que a única base bíblica para o divórcio é a fornicação. Um jovem rico vem a Jesus, perguntando qual é o caminho da vida eterna, mas vai embora contristado quando descobre que precisa vender tudo o que tem e ser seguidor de Jesus. Depois de contar a ilustração dos trabalhadores e o denário, Jesus fala novamente sobre sua morte e ressurreição, e diz: “O Filho do homem não veio para que se lhe ministrasse, mas para ministrar e dar a sua alma como resgate em troca de muitos.” — 20:28.
24 Jesus entra agora na última semana de sua vida humana. Faz sua entrada triunfal em Jerusalém como ‘Rei montado num jumentinho’. (21:4, 5) Limpa o templo dos cambistas e de outros especuladores, e o ódio de seus inimigos aumenta quando lhes diz: “Os cobradores de impostos e as meretrizes entrarão na frente de vós no reino de Deus.” (21:31) Suas ilustrações oportunas do vinhedo e da festa de casamento vão diretamente ao ponto. Ele responde habilmente à pergunta dos fariseus sobre o imposto, por dizer-lhes para pagar de volta a “César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus”. (22:21) De modo similar, refuta uma pergunta capciosa dos saduceus e defende a esperança da ressurreição. Os fariseus se dirigem novamente a ele com uma pergunta sobre a Lei, e Jesus lhes diz que o maior mandamento é amar a Jeová de forma plena, e que o segundo é amar ao próximo como a si mesmo. Jesus pergunta-lhes então: ‘Como pode o Cristo ser tanto filho de Davi como seu Senhor?’ Ninguém sabe responder, e depois disso ninguém se atreve a interrogá-lo mais. — 22:45, 46.
25 ‘Ai de vós, hipócritas’ (23:1-24:2). Falando às multidões no templo, Jesus faz outra denúncia mordaz contra os escribas e os fariseus. Eles não só se desqualificaram para entrar no Reino, mas utilizam-se de todas as artimanhas para impedir que outros entrem. Como sepulcros caiados, parecem belos por fora, mas por dentro estão cheios de corrupção e podridão. Jesus conclui com o seguinte julgamento contra Jerusalém: “Vossa casa vos fica abandonada.” (23:38) Ao sair do templo, Jesus profetiza sua destruição.
26 Jesus fornece o ‘sinal de sua presença’ (24:3-25:46). No monte das Oliveiras, os discípulos lhe perguntam sobre ‘o sinal de sua presença e da terminação do sistema de coisas’. Em resposta, Jesus indica um período futuro de guerras, ‘nação contra nação e reino contra reino’, escassez de alimentos, terremotos, aumento do que é contra a lei, a pregação mundial destas “boas novas do reino”, a designação do “escravo fiel e discreto . . . sobre todos os seus bens”, e muitos outros aspectos do sinal composto que há de marcar ‘a chegada do Filho do homem na sua glória para assentar-se no seu trono glorioso’. (24:3, 7, 14, 45-47; 25:31) Jesus conclui esta importante profecia com as ilustrações das dez virgens e dos talentos, que reservam alegres recompensas para os alertas e fiéis, e a ilustração das ovelhas e dos cabritos, que mostra que os semelhantes a cabritos partirão “para o decepamento eterno, mas os justos, para a vida eterna”. — 25:46.
27 Eventos do último dia de Jesus (26:1-27:66). Depois de celebrar a Páscoa, Jesus institui algo novo com seus apóstolos fiéis, convidando-os a partilhar um pão não-fermentado e vinho quais símbolos de seu corpo e de seu sangue. Daí, vão a Getsêmani, onde Jesus ora. Ali, Judas chega com uma multidão armada e trai a Jesus com um beijo hipócrita. Jesus é levado perante o sumo sacerdote, e os principais sacerdotes e o inteiro Sinédrio buscam falsas testemunhas contra Jesus. Fiel à profecia de Jesus, Pedro nega-o quando posto à prova. Judas, sentindo remorso, lança seu dinheiro da traição dentro do templo, sai e se enforca. Pela manhã, Jesus é levado perante o governador romano Pilatos, que o entrega para ser pregado na estaca, sob a pressão da turba, incitada pelos sacerdotes, que grita: “O sangue dele caia sobre nós e sobre nossos filhos.” Os soldados do governador zombam da sua realeza e depois o conduzem para Gólgota, onde é pregado na estaca entre dois ladrões, com uma inscrição sobre sua cabeça, que reza: “Este é Jesus, o Rei dos judeus.” (27:25, 37) Depois de horas de agonia, Jesus finalmente morre por volta das três horas da tarde e é colocado num túmulo memorial novo, pertencente a José de Arimatéia. Este foi o dia mais momentoso de toda a história!
28 A ressurreição de Jesus e suas instruções finais (28:1-20). Mateus culmina então seu relato com as melhores notícias. O morto Jesus é ressuscitado — está vivo novamente! Bem cedo, no primeiro dia da semana, Maria Madalena e “a outra Maria” vão até o túmulo e ouvem o anjo anunciar este fato alegre. (28:1) Para confirmar isso, o próprio Jesus lhes aparece. Os inimigos tentam até mesmo lutar contra o fato de sua ressurreição, subornando os soldados que estavam de guarda junto ao túmulo para dizerem: “Seus discípulos vieram de noite e o furtaram, enquanto estávamos dormindo.” Mais tarde, na Galiléia, Jesus se reúne outra vez com seus discípulos. Qual é sua instrução de despedida? A seguinte: “Ide . . . fazei discípulos de pessoas de todas as nações, batizando-as em o nome do Pai, e do Filho e do espírito santo.” Teriam eles orientação nesta obra de pregação? As últimas palavras de Jesus registradas por Mateus fornecem a seguinte garantia: “Eis que estou convosco todos os dias, até à terminação do sistema de coisas.” — 28:13, 19, 20.


*** w08 15/1 pp. 29-31 Destaques do livro de Mateus ***


A Palavra de Jeová É Viva

Destaques do livro de Mateus

A PRIMEIRA pessoa a escrever um emocionante relato sobre a vida e o ministério de Jesus foi Mateus — associado íntimo de Jesus Cristo e ex-cobrador de impostos. Escrito originalmente em hebraico e mais tarde traduzido para o grego, o Evangelho de Mateus foi concluído por volta de 41 EC e serve de ligação entre as Escrituras Hebraicas e as Escrituras Gregas Cristãs.
Evidentemente escrito em especial para os judeus, esse tocante e significativo Evangelho apresenta Jesus como o prometido Messias, o Filho de Deus. Prestar detida atenção à sua mensagem fortalecerá nossa fé no Deus verdadeiro, em seu Filho e nas Suas promessas. — Heb. 4:12.

“O reino dos céus se tem aproximado”

(Mat. 1:1-20:34)

Mateus destaca o tema do Reino e os ensinos de Jesus, embora isso signifique não apresentar os fatos em estrita ordem cronológica. Por exemplo, o Sermão do Monte é relatado mais no início do livro, embora Jesus o tenha proferido por volta da metade de seu ministério.
Durante seu ministério na Galiléia, Jesus realizou milagres, deu instruções sobre a pregação aos 12 apóstolos, denunciou os fariseus e contou ilustrações sobre o Reino. Depois saiu da Galiléia e foi “às fronteiras da Judéia, do outro lado do Jordão”. (Mat. 19:1) Pelo caminho, Jesus disse a seus discípulos: ‘Estamos subindo a Jerusalém, e o Filho do homem será condenado à morte, e no terceiro dia ele será levantado.’ — Mat. 20:18, 19.

Perguntas bíblicas respondidas:

3:16 — Em que sentido “os céus se abriram” na ocasião do batismo de Jesus? Isso parece indicar que naquele momento Jesus recuperou suas recordações a respeito de sua existência pré-humana no céu.
5:21, 22 — Será que dar vazão à ira é mais grave do que continuar irado? Jesus alertou que uma pessoa que nutre ódio intenso por um irmão comete um pecado grave. Mas dar vazão à ira por falar uma palavra de desprezo é mais grave, obrigando a pessoa a prestar contas a um tribunal mais elevado do que a corte de justiça local.
5:48 — É mesmo possível sermos “perfeitos, assim como o [nosso] Pai celestial é perfeito”? Sim, de modo relativo. Jesus falava aqui sobre o amor e ele disse a seus ouvintes que imitassem a Deus e fossem perfeitos, ou completos, em seu amor. (Mat. 5:43-47) Como? Por ampliá-lo de modo a incluir os inimigos.
7:16 — Que “frutos” identificam a religião verdadeira? Esses frutos incluem mais do que nossa conduta. Envolvem também nossas crenças — os ensinamentos que seguimos.
10:34-38 — Deve-se culpar as Escrituras pelas divisões na família? De modo algum. Em vez disso, as divisões são causadas pela atitude de familiares descrentes. Eles talvez escolham rejeitar o cristianismo ou se opor a ele, causando divisões na família. — Luc. 12:51-53.
11:2-6 — Se João já sabia que Jesus era o Messias por ter ouvido a voz de aprovação de Deus, por que ele perguntou se Jesus era “Aquele que vem”? João pode ter feito essa pergunta para obter uma confirmação pessoal de Jesus. Mais do que isso, porém, João queria saber se “alguém diferente” viria com o poder do Reino para atender a todas as expectativas dos judeus. A resposta de Jesus mostrou que não haveria sucessor.
19:28 — O que representam as “doze tribos de Israel” que serão julgadas? Elas não representam as 12 tribos do Israel espiritual. (Gál. 6:16; Rev. 7:4-8) Os apóstolos a quem Jesus se dirigia fariam parte do Israel espiritual, de modo que não seriam juízes de seus membros. Jesus fez ‘com eles um pacto para um reino’, e eles seriam ‘um reino e sacerdotes para Deus’. (Luc. 22:28-30; Rev. 5:10) Os do Israel espiritual “julgarão o mundo”. (1 Cor. 6:2) Assim, as “doze tribos de Israel”, a quem os que estão nos tronos celestiais julgam, pelo visto representam o mundo da humanidade que não faz parte da classe real, sacerdotal, conforme retratada pelas 12 tribos no Dia da Expiação. — Lev., cap. 16.

Lições para nós:

4:1-10. Esse relato nos ensina que Satanás é um personagem real, não apenas uma qualidade do mal. Ele usa ‘o desejo da carne, o desejo dos olhos e a ostentação dos meios de vida’ para nos tentar. Contudo, aplicar os princípios bíblicos nos ajudará a permanecer fiéis a Deus. — 1 João 2:16.
5:1-7:29. Reconheça suas necessidades espirituais. Seja pacífico. Rejeite pensamentos imorais. Mantenha sua palavra. Ao orar, dê prioridade aos assuntos espirituais em vez de aos interesses materiais. Seja rico para com Deus. Busque primeiro o Reino e a justiça de Deus. Não julgue os outros. Faça a vontade de Deus. Como são práticas as lições do Sermão do Monte!
9:37, 38. Devemos agir em harmonia com nosso pedido ao Senhor, de que “mande trabalhadores para a sua colheita”, sendo zelosos na obra de fazer discípulos. — Mat. 28:19, 20.
10:32, 33. Nunca devemos ter medo de falar sobre a nossa fé.
13:51, 52. Entender as verdades do Reino traz a responsabilidade de ensinar a outros e partilhar com eles esses tesouros.
14:12, 13, 23. Períodos a sós são essenciais para uma meditação significativa. — Mar. 6:46; Luc. 6:12.
17:20. Precisamos de fé para vencer obstáculos montanhescos que interferem no nosso progresso espiritual e para lidar com as dificuldades. Não devemos ser negligentes no que diz respeito a edificar e fortalecer nossa fé em Jeová e em suas promessas. — Mar. 11:23; Luc. 17:6.
18:1-4; 20:20-28. A imperfeição humana e uma formação religiosa que enfatizava ter destaque fez com que os discípulos de Jesus se preocupassem demais em ser o maior. Devemos cultivar a humildade, ao passo que nos precavemos contra tendências pecaminosas e mantemos um conceito correto sobre privilégios e responsabilidades.

“O filho do homem há de ser entregue”

(Mat. 21:1-28:20)

“Montado num jumento”, Jesus entrou em Jerusalém em 9 de nisã de 33 EC. (Mat. 21:5) No dia seguinte, ele foi ao templo e o purificou. No dia 11 de nisã, ele ensinou no templo, denunciou os escribas e fariseus, e depois deu a seus discípulos “o sinal da [sua] presença e da terminação do sistema de coisas”. (Mat. 24:3) No outro dia, ele lhes disse: “Sabeis que daqui a dois dias é a páscoa, e o Filho do homem há de ser entregue para ser pregado numa estaca.” — Mat. 26:1, 2.
Em 14 de nisã, depois de ter instituído a Comemoração de sua morte iminente, Jesus foi traído, preso, julgado e pregado numa estaca. No terceiro dia, foi ressuscitado. Antes de subir ao céu, o ressuscitado Jesus ordenou a seus seguidores: “Ide, portanto, e fazei discípulos de pessoas de todas as nações.” — Mat. 28:19.

Perguntas bíblicas respondidas:

22:3, 4, 9 — Quando foram feitos os três convites para a festa de casamento? O primeiro convite, ou chamada, para compor a classe-noiva foi feito quando Jesus e seus seguidores começaram a pregar em 29 EC, e prosseguiu até 33 EC. A segunda chamada foi a partir do derramamento do espírito santo no Pentecostes de 33 EC até 36 EC. As duas chamadas foram direcionadas apenas aos judeus, aos prosélitos e aos samaritanos. Mas a terceira chamada foi feita para pessoas ‘nas estradas que saíam da cidade’, isto é, para os gentios incircuncisos. Ela começou em 36 EC, com a conversão do oficial do exército romano Cornélio, e continua nos nossos dias.
23:15 — Por que um prosélito, ou um convertido, dos fariseus era “objeto para a Geena duas vezes mais” do que os próprios fariseus? Pode ser que alguns, antes de se tornarem prosélitos dos fariseus, fossem crassos pecadores. Por se converterem ao extremismo dos fariseus, porém, eles ficaram piores, talvez ainda mais extremistas que seus condenados instrutores. Assim, eles eram duas vezes mais “objeto para a Geena” em comparação com os fariseus judeus.
27:3-5 — Judas sentiu remorso pelo quê? Nada indica que o remorso de Judas fosse arrependimento genuíno. Em vez de procurar o perdão de Deus, ele confessou seu pecado aos principais sacerdotes e aos anciãos. Por ter cometido “pecado que incorre em morte”, Judas foi concordemente tomado por sentimentos de culpa e desespero. (1 João 5:16) O remorso foi desencadeado por seu estado de desespero.

Lições para nós:

21:28-31. O que realmente conta para Jeová é fazermos sua vontade. Por exemplo, devemos ter uma participação zelosa na obra de pregação do Reino e de fazer discípulos. — Mat. 24:14; 28:19, 20.
22:37-39. Como os dois maiores mandamentos resumem bem aquilo que Deus requer dos que o adoram!


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